Magna Concursos

Foram encontradas 822 questões.

Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.

O criador da mais conhecida e celebrada canção sertaneja, Tristeza do Jeca (1918), não era, como se poderia esperar, um sofredor habitante do campo, mas o dentista, escrivão de polícia e dono de loja Angelino Oliveira. Gravada por “caipiras” e “sertanejos”, nos “bons tempos do cururu autêntico”, assim como nos “tempos modernos da música ‘americanizada’ dos rodeios”, Tristeza do Jeca é o grande exemplo da notável, embora pouco conhecida, fluidez que marca a transição entre os meios rural e urbano, pelo menos em termos de música brasileira.

Num tempo em que homem só cantava em tom maior e voz grave, o Jeca surge humilde e sem vergonha alguma da sua “falta de masculinidade”, choroso, melancólico, lamentando não poder voltar ao passado e, assim, “cada toada representa uma saudade”. O Jeca de Oliveira não se interessa pelo meio rural da miséria, das catástrofes naturais, mas pelo íntimo e sentimental, e foi nesse seu tom que a música, caipira ou sertaneja, ganhou forma.

“A canção popular conserva profunda nostalgia da roça. Moderna, sofisticada e citadina, essa música foi e é igualmente roceira, matuta, acanhada, rústica e sem trato com a área urbana, de tal forma que, em todas essas composições, haja sempre a voz exemplar do migrante, a qual se faz ouvir para registrar uma situação de desenraizamento, de dependência e falta”, analisa a cientista política Heloísa Starling.

Acrescenta o antropólogo Allan de Paula Oliveira: “foi entre 1902 e 1960 que a música sertaneja surgiu como um campo específico no interior da MPB. Mas, se num período inicial, até 1930, ‘sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas no interior do país, tendo como referência o Nordeste, a partir dos anos de 1930, 'sertanejo' passou a significar o caipira do Centro-Sul. E, pouco mais tarde, de São Paulo. Assim, se Jararaca e Ratinho, ícones da passagem do
sertanejo nordestino para o ‘caipira’, trabalhavam no Rio, as duplas dos anos 1940, como Tonico e Tinoco, trabalhariam em São Paulo”.


(Adaptado de: HAAG, Carlos. “Saudades do Jeca no século XXI”. In: Revista Fapesp, outubro de 2009, p. 80-5.)
...'sertanejo' indicava indistintamente as músicas produzidas no interior do país... (último parágrafo)

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
206696 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: METRO-SP
Às vezes, ele é alheio ou carinhoso; outras, sereno ou arisco; ou, ainda, encantador ou irritante. Apesar da natureza volúvel, o gato doméstico é o animal de estimação mais popular em todo o mundo. Um terço dos lares americanos tem felinos, e mais de 600 milhões de gatos vivem entre os homens em todo o mundo. Mesmo assim, por mais familiares que esses animais sejam, é difícil comprovar definitivamente suas origens. Enquanto outros animais selvagens foram domesticados para obtenção de leite, carne, lã, ou para o trabalho, os gatos não contribuem praticamente em nada para o sustento dos humanos. Como, então, se tornaram tão comuns em nossos lares?
Pesquisadores sempre acreditaram que os egípcios tenham sido os primeiros a manter o gato como animal de estimação, há 3.600 anos. As descobertas arqueológicas e genéticas feitas mais recentemente chegaram a conceitos mais atualizados tanto sobre os antepassados do gato doméstico quanto sobre a evolução de seu relacionamento com os seres humanos.
Permanece, no entanto, a velha questão: por que os gatos e os seres humanos desenvolveram uma relação especial? Em geral, gatos não são candidatos prováveis à domesticação. Características dessa espécie animal sugerem que, enquanto outros animais foram resgatados da vida selvagem pelos homens, que os criaram para tarefas específicas, os gatos mais provavelmente encontraram oportunidades nos agrupamentos humanos, optando por viver entre eles.
Arqueólogos encontraram, por exemplo, restos do camundongo doméstico nos povoamentos iniciais do Crescente Fértil entre 9 mil e 10 mil anos atrás. É quase certo que, no caso, os camundongos atraíram os gatos. Mas as montanhas de lixo nas cidades também devem ter sido um grande atrativo para os felinos que tivessem a esperteza de explorá-lo. Essas duas fontes de alimentos teriam incentivado os gatos a se adaptarem à vida junto aos homens.
(Adaptado de: DRISCOLL, Carlos A., CLUTON-BROCK, Juliet, KITCHENER, Andrew C. e O’BRIEN, Stephen J. Scientific American Brasil, Edição Especial Vida Animal, p. 36-40)
Às vezes, ele é alheio ou carinhoso; outras, sereno ou arisco; ou, ainda, encantador ou irritante. O início do texto
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.

O criador da mais conhecida e celebrada canção sertaneja, Tristeza do Jeca (1918), não era, como se poderia esperar, um sofredor habitante do campo, mas o dentista, escrivão de polícia e dono de loja Angelino Oliveira. Gravada por “caipiras” e “sertanejos”, nos “bons tempos do cururu autêntico”, assim como nos “tempos modernos da música ‘americanizada’ dos rodeios”, Tristeza do Jeca é o grande exemplo da notável, embora pouco conhecida, fluidez que marca a transição entre os meios rural e urbano, pelo menos em termos de música brasileira.

Num tempo em que homem só cantava em tom maior e voz grave, o Jeca surge humilde e sem vergonha alguma da sua “falta de masculinidade”, choroso, melancólico, lamentando não poder voltar ao passado e, assim, “cada toada representa uma saudade”. O Jeca de Oliveira não se interessa pelo meio rural da miséria, das catástrofes naturais, mas pelo íntimo e sentimental, e foi nesse seu tom que a música, caipira ou sertaneja, ganhou forma.

“A canção popular conserva profunda nostalgia da roça. Moderna, sofisticada e citadina, essa música foi e é igualmente roceira, matuta, acanhada, rústica e sem trato com a área urbana, de tal forma que, em todas essas composições, haja sempre a voz exemplar do migrante, a qual se faz ouvir para registrar uma situação de desenraizamento, de dependência e falta”, analisa a cientista política Heloísa Starling.

Acrescenta o antropólogo Allan de Paula Oliveira: “foi entre 1902 e 1960 que a música sertaneja surgiu como um campo específico no interior da MPB. Mas, se num período inicial, até 1930, ‘sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas no interior do país, tendo como referência o Nordeste, a partir dos anos de 1930, 'sertanejo' passou a significar o caipira do Centro-Sul. E, pouco mais tarde, de São Paulo. Assim, se Jararaca e Ratinho, ícones da passagem do
sertanejo nordestino para o ‘caipira’, trabalhavam no Rio, as duplas dos anos 1940, como Tonico e Tinoco, trabalhariam em São Paulo”.


(Adaptado de: HAAG, Carlos. “Saudades do Jeca no século XXI”. In: Revista Fapesp, outubro de 2009, p. 80-5.)
O segmento “...de tal forma que, em todas essas composições, haja sempre a voz exemplar do migrante, a qual se faz ouvir para registrar uma situação de desenraizamento, de dependência e falta...” (3º parágrafo) expressa, em relação à primeira parte da mesma frase uma
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
206694 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: METRO-SP
Às vezes, ele é alheio ou carinhoso; outras, sereno ou arisco; ou, ainda, encantador ou irritante. Apesar da natureza volúvel, o gato doméstico é o animal de estimação mais popular em todo o mundo. Um terço dos lares americanos tem felinos, e mais de 600 milhões de gatos vivem entre os homens em todo o mundo. Mesmo assim, por mais familiares que esses animais sejam, é difícil comprovar definitivamente suas origens. Enquanto outros animais selvagens foram domesticados para obtenção de leite, carne, lã, ou para o trabalho, os gatos não contribuem praticamente em nada para o sustento dos humanos. Como, então, se tornaram tão comuns em nossos lares?
Pesquisadores sempre acreditaram que os egípcios tenham sido os primeiros a manter o gato como animal de estimação, há 3.600 anos. As descobertas arqueológicas e genéticas feitas mais recentemente chegaram a conceitos mais atualizados tanto sobre os antepassados do gato doméstico quanto sobre a evolução de seu relacionamento com os seres humanos.
Permanece, no entanto, a velha questão: por que os gatos e os seres humanos desenvolveram uma relação especial? Em geral, gatos não são candidatos prováveis à domesticação. Características dessa espécie animal sugerem que, enquanto outros animais foram resgatados da vida selvagem pelos homens, que os criaram para tarefas específicas, os gatos mais provavelmente encontraram oportunidades nos agrupamentos humanos, optando por viver entre eles.
Arqueólogos encontraram, por exemplo, restos do camundongo doméstico nos povoamentos iniciais do Crescente Fértil entre 9 mil e 10 mil anos atrás. É quase certo que, no caso, os camundongos atraíram os gatos. Mas as montanhas de lixo nas cidades também devem ter sido um grande atrativo para os felinos que tivessem a esperteza de explorá-lo. Essas duas fontes de alimentos teriam incentivado os gatos a se adaptarem à vida junto aos homens.
(Adaptado de: DRISCOLL, Carlos A., CLUTON-BROCK, Juliet, KITCHENER, Andrew C. e O’BRIEN, Stephen J. Scientific American Brasil, Edição Especial Vida Animal, p. 36-40)
... o gato doméstico é o animal de estimação mais popular em todo o mundo. A informação do texto em que se baseia corretamente o sentido da afirmativa acima é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Um sistema integrado de transporte sobre trilhos é essencial em cidades de grande porte como São Paulo porque atende a demandas maiores, com velocidades mais altas e com regularidade, permitindo que os usuários planejem seus deslocamentos.

(Adaptado de: VASCONCELLOS, Eduardo Alcântara. Mobilida- de urbana: o que você precisa saber. São Paulo, Cia das Letras, 2013, formato ebook)

... permitindo que os usuários planejem seus deslocamentos. (final do texto)

Mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original, o elemento grifado acima pode ser substituído por:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Não há melhor representante da boemia paulistana do que o compositor e cientista Paulo Vanzolini. Por mais incrível que possa parecer, ele conciliava as noites de boemia com a rotina de professor, pesquisador e zoólogo famoso.

A obra do zoólogo-compositor retrata as contradições da metrópole. São Paulo, nos anos 1960, já era um estado que reunia parte significativa do PIB brasileiro. No meio da multidão de migrantes, imigrantes e paulistanos, Vanzolini usava a mesma lupa de suas pesquisas para observar as peculiaridades do dia a dia urbano: uma briga de bar, a habilidade de um batedor de carteira e, em Capoeira do Arnaldo, os fortes laços que unem campo e cidade.

Em 1967, Paulo Vanzolini lança o primeiro LP. A história desse disco é curiosa. Foi o primeiro trabalho feito pelo selo Marcus Pereira. A música Volta por cima estava fazendo muito sucesso. Só que o já lendário Vanzolini ainda não tinha disco autoral e andava irritado com as gravadoras por ter sido preterido pelo americano Ray Charles na escolha da confecção de um LP. Aos poucos, Marcus Pereira ganhou a confiança do compositor, que acabou cedendo ao lançamento do LP Onze sambas e uma capoeira, com arranjos de Toquinho e Portinho e participação de Chico Buarque, Adauto Santos, Luiz Carlos Paraná, entre outros. As músicas eram todas de Vanzolini: Praça Clóvis, Samba erudito, Chorava no meio da rua.

Vanzolini não era um compositor de muitos parceiros. Tem músicas com Toquinho, Elton Medeiros e Paulinho Nogueira. Só mesmo a pena elegante do crítico da cultura Antonio Candido para sintetizar a obra de Vanzolini: “Como autor de letra e música ele é de certo modo o oposto da loquacidade, porque não espalha, concentra; não esbanja, economiza − trabalhando sempre com o mínimo para atingir o máximo"

(Adaptado de DINIZ, André. Almanaque do samba. Rio de Janeiro, Zahar, 2012, formato ebook).
Depreende-se do contexto que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
206691 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: METRO-SP
Às vezes, ele é alheio ou carinhoso; outras, sereno ou arisco; ou, ainda, encantador ou irritante. Apesar da natureza volúvel, o gato doméstico é o animal de estimação mais popular em todo o mundo. Um terço dos lares americanos tem felinos, e mais de 600 milhões de gatos vivem entre os homens em todo o mundo. Mesmo assim, por mais familiares que esses animais sejam, é difícil comprovar definitivamente suas origens. Enquanto outros animais selvagens foram domesticados para obtenção de leite, carne, lã, ou para o trabalho, os gatos não contribuem praticamente em nada para o sustento dos humanos. Como, então, se tornaram tão comuns em nossos lares?
Pesquisadores sempre acreditaram que os egípcios tenham sido os primeiros a manter o gato como animal de estimação, há 3.600 anos. As descobertas arqueológicas e genéticas feitas mais recentemente chegaram a conceitos mais atualizados tanto sobre os antepassados do gato doméstico quanto sobre a evolução de seu relacionamento com os seres humanos.
Permanece, no entanto, a velha questão: por que os gatos e os seres humanos desenvolveram uma relação especial? Em geral, gatos não são candidatos prováveis à domesticação. Características dessa espécie animal sugerem que, enquanto outros animais foram resgatados da vida selvagem pelos homens, que os criaram para tarefas específicas, os gatos mais provavelmente encontraram oportunidades nos agrupamentos humanos, optando por viver entre eles.
Arqueólogos encontraram, por exemplo, restos do camundongo doméstico nos povoamentos iniciais do Crescente Fértil entre 9 mil e 10 mil anos atrás. É quase certo que, no caso, os camundongos atraíram os gatos. Mas as montanhas de lixo nas cidades também devem ter sido um grande atrativo para os felinos que tivessem a esperteza de explorá-lo. Essas duas fontes de alimentos teriam incentivado os gatos a se adaptarem à vida junto aos homens.
(Adaptado de: DRISCOLL, Carlos A., CLUTON-BROCK, Juliet, KITCHENER, Andrew C. e O’BRIEN, Stephen J. Scientific American Brasil, Edição Especial Vida Animal, p. 36-40)
Os dois-pontos, no início do 3º parágrafo,
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Não há melhor representante da boemia paulistana do que o compositor e cientista Paulo Vanzolini. Por mais incrível que possa parecer, ele conciliava as noites de boemia com a rotina de professor, pesquisador e zoólogo famoso.

A obra do zoólogo-compositor retrata as contradições da metrópole. São Paulo, nos anos 1960, já era um estado que reunia parte significativa do PIB brasileiro. No meio da multidão de migrantes, imigrantes e paulistanos, Vanzolini usava a mesma lupa de suas pesquisas para observar as peculiaridades do dia a dia urbano: uma briga de bar, a habilidade de um batedor de carteira e, em Capoeira do Arnaldo, os fortes laços que unem campo e cidade.

Em 1967, Paulo Vanzolini lança o primeiro LP. A história desse disco é curiosa. Foi o primeiro trabalho feito pelo selo Marcus Pereira. A música Volta por cima estava fazendo muito sucesso. Só que o já lendário Vanzolini ainda não tinha disco autoral e andava irritado com as gravadoras por ter sido preterido pelo americano Ray Charles na escolha da confecção de um LP. Aos poucos, Marcus Pereira ganhou a confiança do compositor, que acabou cedendo ao lançamento do LP Onze sambas e uma capoeira, com arranjos de Toquinho e Portinho e participação de Chico Buarque, Adauto Santos, Luiz Carlos Paraná, entre outros. As músicas eram todas de Vanzolini: Praça Clóvis, Samba erudito, Chorava no meio da rua.

Vanzolini não era um compositor de muitos parceiros. Tem músicas com Toquinho, Elton Medeiros e Paulinho Nogueira. Só mesmo a pena elegante do crítico da cultura Antonio Candido para sintetizar a obra de Vanzolini: “Como autor de letra e música ele é de certo modo o oposto da loquacidade, porque não espalha, concentra; não esbanja, economiza − trabalhando sempre com o mínimo para atingir o máximo"

(Adaptado de DINIZ, André. Almanaque do samba. Rio de Janeiro, Zahar, 2012, formato ebook).
No contexto, verifica-se relação de causa e consequência, respectivamente, entre
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Este programa foi criado por uma ação conjunta dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC) com o objetivo de promover o intercâmbio de ciência, tecnologia e inovação em âmbito mundial. O programa é destinado a alunos brasileiros de graduação e de pós que ganham bolsas para o exterior e alunos do exterior que queiram estudar no Brasil. Trata-se do Programa
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
No mundo, cerca de 2,5 milhões de pessoas sofrem de esclerose múltipla. A doença atinge, principalmente, adultos jovens e provoca limitações, como dificuldades motoras e sensitivas.

(http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/09/cien- tista-brasileiro-revela-espantoso-poder-contra-esclerose- multipla.html)

Um médico brasileiro tem desenvolvido um tratamento cujos resultados têm sido favoráveis para cerca de 90% dos pacientes. Trata-se de
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas