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Celebração da fantasia
Foi na entrada da aldeia de Ollantaytambo, perto de Cuzco. Eu tinha me soltado de um grupo de turistas e estava sozinho, olhando de longe as ruínas de pedra, quando um menino do lugar, esquelético, esfarrapado, chegou perto para me pedir que desse a ele de presente uma caneta. Eu não podia dar a caneta que tinha, porque estava usando-a para fazer sei lá que anotações, mas me ofereci para desenhar um porquinho em sua mão.
Subitamente, correu a notícia. E de repente me vi cercado por um enxame de meninos que exigiam, aos berros, que eu desenhasse em suas mãozinhas rachadas de sujeira e frio, pele de couro queimado: havia os que queriam condor e uma serpente, outros preferiam periquitos ou corujas, e não faltava quem pedisse um fantasma ou um dragão.
E então, no meio daquele alvoroço, um desamparadozinho que não chegava a mais de um metro do chão mostrou-me um relógio desenhado com tinta negra em seu pulso:
- Quem mandou o relógio foi um tio meu, que mora em Lima – disse.
- E funciona direito? – perguntei.
- Atrasa um pouco – reconheceu.
(GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2021, p. 39)
Em “Eu não podia dar a caneta que tinha, porque estava usando-a para fazer sei lá que anotações” (1º§), destaca-se um conectivo que introduz uma:
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Celebração da fantasia
Foi na entrada da aldeia de Ollantaytambo, perto de Cuzco. Eu tinha me soltado de um grupo de turistas e estava sozinho, olhando de longe as ruínas de pedra, quando um menino do lugar, esquelético, esfarrapado, chegou perto para me pedir que desse a ele de presente uma caneta. Eu não podia dar a caneta que tinha, porque estava usando-a para fazer sei lá que anotações, mas me ofereci para desenhar um porquinho em sua mão.
Subitamente, correu a notícia. E de repente me vi cercado por um enxame de meninos que exigiam, aos berros, que eu desenhasse em suas mãozinhas rachadas de sujeira e frio, pele de couro queimado: havia os que queriam condor e uma serpente, outros preferiam periquitos ou corujas, e não faltava quem pedisse um fantasma ou um dragão.
E então, no meio daquele alvoroço, um desamparadozinho que não chegava a mais de um metro do chão mostrou-me um relógio desenhado com tinta negra em seu pulso:
- Quem mandou o relógio foi um tio meu, que mora em Lima – disse.
- E funciona direito? – perguntei.
- Atrasa um pouco – reconheceu.
(GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2021, p. 39)
De acordo com a leitura atenta do texto, o adjetivo destacado, em “Eu tinha me soltado de um grupo de turistas e estava sozinho”(1º§), revela:
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Celebração da fantasia
Foi na entrada da aldeia de Ollantaytambo, perto de Cuzco. Eu tinha me soltado de um grupo de turistas e estava sozinho, olhando de longe as ruínas de pedra, quando um menino do lugar, esquelético, esfarrapado, chegou perto para me pedir que desse a ele de presente uma caneta. Eu não podia dar a caneta que tinha, porque estava usando-a para fazer sei lá que anotações, mas me ofereci para desenhar um porquinho em sua mão.
Subitamente, correu a notícia. E de repente me vi cercado por um enxame de meninos que exigiam, aos berros, que eu desenhasse em suas mãozinhas rachadas de sujeira e frio, pele de couro queimado: havia os que queriam condor e uma serpente, outros preferiam periquitos ou corujas, e não faltava quem pedisse um fantasma ou um dragão.
E então, no meio daquele alvoroço, um desamparadozinho que não chegava a mais de um metro do chão mostrou-me um relógio desenhado com tinta negra em seu pulso:
- Quem mandou o relógio foi um tio meu, que mora em Lima – disse.
- E funciona direito? – perguntei.
- Atrasa um pouco – reconheceu.
(GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2021, p. 39)
O texto é uma narrativa na qual se apresenta ao leitor uma percepção do lugar em que a história se passa, “a entrada da aldeia de Ollantaytambo”. Tal apresentação é feita, principalmente, por meio:
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O texto abaixo é fragmento de um romance do
escritor brasileiro Carlos Heitor Cony.
III
Foi uma noite difícil. Nunca dormíramos separados, uma ou outra chateação dela ou minha não chegava ao ponto banal de ir dormir no sofá ou no quarto ao lado. Sabíamos que uma noite juntos punha fim a qualquer aborrecimento. Eu não a podia sentir perto de mim, logo a abraçava, não para protegêla, mas para proteger-me, ter certeza de que ela estava ali e era minha.
E ela tinha um jeito de só dormir segurando a minha mão. Sem necessidade de palavras e muito menos de explicações ou desculpas, terminávamos começando tudo de novo – e quanto maior e mais fundo tinha sido o aborrecimento, mais funda e prolongada era a posse.
Apesar de tudo, havia constrangimento agora. Ela soubera, pelo pior caminho, do caso com Teresa. Afinal, era um problema anterior, que acabara com o meu casamento, Sônia soubera daquele filho de maneira mais digna, eu próprio lhe revelara não apenas a infidelidade mas sua consequência.
Em nenhum momento achei necessário comentar o mesmo episódio com Mona. Bastava que ela soubesse por alto do meu passado, os pontos mais importantes, afinal, eu lhe prometera contar a história do mundo e não exatamente a minha história.
(CONY, Carlos Heitor. A casa do poeta trágico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.126)
A construção verbal destacada em “e quanto maior e mais fundo havia sido o aborrecimento” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
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O texto abaixo é fragmento de um romance do
escritor brasileiro Carlos Heitor Cony.
III
Foi uma noite difícil. Nunca dormíramos separados, uma ou outra chateação dela ou minha não chegava ao ponto banal de ir dormir no sofá ou no quarto ao lado. Sabíamos que uma noite juntos punha fim a qualquer aborrecimento. Eu não a podia sentir perto de mim, logo a abraçava, não para protegêla, mas para proteger-me, ter certeza de que ela estava ali e era minha.
E ela tinha um jeito de só dormir segurando a minha mão. Sem necessidade de palavras e muito menos de explicações ou desculpas, terminávamos começando tudo de novo – e quanto maior e mais fundo tinha sido o aborrecimento, mais funda e prolongada era a posse.
Apesar de tudo, havia constrangimento agora. Ela soubera, pelo pior caminho, do caso com Teresa. Afinal, era um problema anterior, que acabara com o meu casamento, Sônia soubera daquele filho de maneira mais digna, eu próprio lhe revelara não apenas a infidelidade mas sua consequência.
Em nenhum momento achei necessário comentar o mesmo episódio com Mona. Bastava que ela soubesse por alto do meu passado, os pontos mais importantes, afinal, eu lhe prometera contar a história do mundo e não exatamente a minha história.
(CONY, Carlos Heitor. A casa do poeta trágico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.126)
A expressão destacada em “Bastava que ela soubesse por alto do meu passado”(4º§), tem caráter adverbial e expressa um sentido de:
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O texto abaixo é fragmento de um romance do
escritor brasileiro Carlos Heitor Cony.
III
Foi uma noite difícil. Nunca dormíramos separados, uma ou outra chateação dela ou minha não chegava ao ponto banal de ir dormir no sofá ou no quarto ao lado. Sabíamos que uma noite juntos punha fim a qualquer aborrecimento. Eu não a podia sentir perto de mim, logo a abraçava, não para protegêla, mas para proteger-me, ter certeza de que ela estava ali e era minha.
E ela tinha um jeito de só dormir segurando a minha mão. Sem necessidade de palavras e muito menos de explicações ou desculpas, terminávamos começando tudo de novo – e quanto maior e mais fundo tinha sido o aborrecimento, mais funda e prolongada era a posse.
Apesar de tudo, havia constrangimento agora. Ela soubera, pelo pior caminho, do caso com Teresa. Afinal, era um problema anterior, que acabara com o meu casamento, Sônia soubera daquele filho de maneira mais digna, eu próprio lhe revelara não apenas a infidelidade mas sua consequência.
Em nenhum momento achei necessário comentar o mesmo episódio com Mona. Bastava que ela soubesse por alto do meu passado, os pontos mais importantes, afinal, eu lhe prometera contar a história do mundo e não exatamente a minha história.
(CONY, Carlos Heitor. A casa do poeta trágico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.126)
Na passagem “afinal, eu lhe prometera contar a história do mundo e não exatamente a minha história.” (4º§), os termos destacados sugerem tratar, nessa ordem, de algo:
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O texto abaixo é fragmento de um romance do
escritor brasileiro Carlos Heitor Cony.
III
Foi uma noite difícil. Nunca dormíramos separados, uma ou outra chateação dela ou minha não chegava ao ponto banal de ir dormir no sofá ou no quarto ao lado. Sabíamos que uma noite juntos punha fim a qualquer aborrecimento. Eu não a podia sentir perto de mim, logo a abraçava, não para protegêla, mas para proteger-me, ter certeza de que ela estava ali e era minha.
E ela tinha um jeito de só dormir segurando a minha mão. Sem necessidade de palavras e muito menos de explicações ou desculpas, terminávamos começando tudo de novo – e quanto maior e mais fundo tinha sido o aborrecimento, mais funda e prolongada era a posse.
Apesar de tudo, havia constrangimento agora. Ela soubera, pelo pior caminho, do caso com Teresa. Afinal, era um problema anterior, que acabara com o meu casamento, Sônia soubera daquele filho de maneira mais digna, eu próprio lhe revelara não apenas a infidelidade mas sua consequência.
Em nenhum momento achei necessário comentar o mesmo episódio com Mona. Bastava que ela soubesse por alto do meu passado, os pontos mais importantes, afinal, eu lhe prometera contar a história do mundo e não exatamente a minha história.
(CONY, Carlos Heitor. A casa do poeta trágico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.126)
Há uma semelhança na estrutura destas duas orações: “não para protegê-la, mas para proteger-me” (1º§). Apesar de se tratar do uso do mesmo verbo, além da presença do advérbio “não”, o efeito de diferenciação de sentido é dado, principalmente:
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O texto abaixo é fragmento de um romance do
escritor brasileiro Carlos Heitor Cony.
III
Foi uma noite difícil. Nunca dormíramos separados, uma ou outra chateação dela ou minha não chegava ao ponto banal de ir dormir no sofá ou no quarto ao lado. Sabíamos que uma noite juntos punha fim a qualquer aborrecimento. Eu não a podia sentir perto de mim, logo a abraçava, não para protegêla, mas para proteger-me, ter certeza de que ela estava ali e era minha.
E ela tinha um jeito de só dormir segurando a minha mão. Sem necessidade de palavras e muito menos de explicações ou desculpas, terminávamos começando tudo de novo – e quanto maior e mais fundo tinha sido o aborrecimento, mais funda e prolongada era a posse.
Apesar de tudo, havia constrangimento agora. Ela soubera, pelo pior caminho, do caso com Teresa. Afinal, era um problema anterior, que acabara com o meu casamento, Sônia soubera daquele filho de maneira mais digna, eu próprio lhe revelara não apenas a infidelidade mas sua consequência.
Em nenhum momento achei necessário comentar o mesmo episódio com Mona. Bastava que ela soubesse por alto do meu passado, os pontos mais importantes, afinal, eu lhe prometera contar a história do mundo e não exatamente a minha história.
(CONY, Carlos Heitor. A casa do poeta trágico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.126)
O vocábulo “jeito” é grafado, corretamente, com a letra “j”. Dentre as palavras abaixo, assinale a única que está grafada INCORRETAMENTE.
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O texto abaixo é fragmento de um romance do
escritor brasileiro Carlos Heitor Cony.
III
Foi uma noite difícil. Nunca dormíramos separados, uma ou outra chateação dela ou minha não chegava ao ponto banal de ir dormir no sofá ou no quarto ao lado. Sabíamos que uma noite juntos punha fim a qualquer aborrecimento. Eu não a podia sentir perto de mim, logo a abraçava, não para protegêla, mas para proteger-me, ter certeza de que ela estava ali e era minha.
E ela tinha um jeito de só dormir segurando a minha mão. Sem necessidade de palavras e muito menos de explicações ou desculpas, terminávamos começando tudo de novo – e quanto maior e mais fundo tinha sido o aborrecimento, mais funda e prolongada era a posse.
Apesar de tudo, havia constrangimento agora. Ela soubera, pelo pior caminho, do caso com Teresa. Afinal, era um problema anterior, que acabara com o meu casamento, Sônia soubera daquele filho de maneira mais digna, eu próprio lhe revelara não apenas a infidelidade mas sua consequência.
Em nenhum momento achei necessário comentar o mesmo episódio com Mona. Bastava que ela soubesse por alto do meu passado, os pontos mais importantes, afinal, eu lhe prometera contar a história do mundo e não exatamente a minha história.
(CONY, Carlos Heitor. A casa do poeta trágico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.126)
O verbo destacado indica uma ação que:
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O texto abaixo é fragmento de um romance do
escritor brasileiro Carlos Heitor Cony.
III
Foi uma noite difícil. Nunca dormíramos separados, uma ou outra chateação dela ou minha não chegava ao ponto banal de ir dormir no sofá ou no quarto ao lado. Sabíamos que uma noite juntos punha fim a qualquer aborrecimento. Eu não a podia sentir perto de mim, logo a abraçava, não para protegêla, mas para proteger-me, ter certeza de que ela estava ali e era minha.
E ela tinha um jeito de só dormir segurando a minha mão. Sem necessidade de palavras e muito menos de explicações ou desculpas, terminávamos começando tudo de novo – e quanto maior e mais fundo tinha sido o aborrecimento, mais funda e prolongada era a posse.
Apesar de tudo, havia constrangimento agora. Ela soubera, pelo pior caminho, do caso com Teresa. Afinal, era um problema anterior, que acabara com o meu casamento, Sônia soubera daquele filho de maneira mais digna, eu próprio lhe revelara não apenas a infidelidade mas sua consequência.
Em nenhum momento achei necessário comentar o mesmo episódio com Mona. Bastava que ela soubesse por alto do meu passado, os pontos mais importantes, afinal, eu lhe prometera contar a história do mundo e não exatamente a minha história.
(CONY, Carlos Heitor. A casa do poeta trágico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.126)
De acordo com o texto, ao final do terceiro parágrafo, a expressão “consequência da infidelidade” deve ser entendida como:
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