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3089771 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
“(...) ‘Eu’ me preparo para barrar ‘a entrada’ dela.” Assinale a alternativa correta em relação à função sintática das palavras em destaque na oração.
 

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3089770 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
“(...) Vai direto à aguardente.”, em à (aguardente), tem-se o acento indicador de crase. Assinale a alternativa em que está correto o uso do referido acento.
 

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3089769 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
“...Conta, homem! O que houve com você?” – A palavra ‘homem’ é um substantivo. Assinale a alternativa abaixo que apresenta apenas substantivos.
 

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3089768 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
“(...), ele nem olha para a xícara fumegante,” – a palavra xícara é escrita com X. Assinale a alternativa abaixo em que todas as palavras devem ser escritas com X.
 

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3089767 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
Assinale a alternativa que todas as palavras estão corretamente acentuadas.
 

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3089766 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
“O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada demais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.” Esse trecho do texto pode ser considerado:
 

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3089765 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
Assinale a alternativa em que o texto apresentado nos remete a um outro texto muito conhecido.
 

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3089764 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
Assinale a alternativa correta em referência ao fato de o porteiro estar trêmulo e proceder de modo diferente de sua rotina habitual, recusando o café e tomando aguardente.
 

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3089763 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Detalhes:
O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.
– Helmuth, o que foi?
– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
– Bom, Helmuth. Até aí...
– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.
– O príncipe?
– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...
- E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
– Você não vai acreditar.
– Conta!
– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
– Numa o quê?!
– Eu disse que você não ia acreditar.
– Uma abóbora?
– E os cavalos em ratos. – Helmuth...
– Não tem mais aguardente?
– Acho que você já bebeu demais por hoje.
– Juro que não bebi nada!
– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.
(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
Em relação ao texto apresentado, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

(  ). “Atira-se na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole de café, pelo gargalo."
(  ). “Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher raramente o espera com café da manhã reforçado.”
(  ). “Toma outro gole de aguardente.”
(  ). “O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.”

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
 

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3089762 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: MGS
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Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade)
Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.
– Se a gente desse uma de pescador?
– Falou.
Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais deserta, mais piscosa, mais sensacional.
Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.
– Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.
– É.
Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns barbudos:
– Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa legal. Saúde. Esporte. Alegria.
– Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com problemas.
– Ótimo.
– Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da televisão, estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar?
– Que programa é esse?
– Aprenda a Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem. Gostaríamos que vocês fossem filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em benefício do corpo e da mente.
– Pois não. O grilo* é que não pescamos nada ainda.
– Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma caldeirada logo mais.
Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã cristalina. Os quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da TV ficou radiante:
– Um barato*. Vocês estavam ótimos.
– Quando é que passa o programa?
– Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.
Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de um deles – o que tivera a ideia da pescaria. – Vocês vão ver os maiores pescadores da paróquia* em plena ação.
O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca, trens superlotados da Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários, tudo no batente ou correndo para.
O apresentador fez uma pausa, mudou de tom:
“– Agora, o contraste. Em pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir riqueza e desenvolvimento, os inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
– Canalhas!
– Pai, você é um barato*!
– E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto!
– Se eu pego aqueles safados mato eles.
– E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!
– Não admito gozação!
– Que é que vão dizer amanhã no escritório!
– Desliga! Desliga logo essa porcaria!
Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos garotos.
(Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas)
Vocabulário
Acaba em charuta = Acaba da mesma forma.
cuca = cabeça; mente
bossas = novidades
grilo = problema
um barato = coisa legal, simpática, interessante
patota = grupo de amigos
os maiores pescadores da paróquia = os maiores pescadores
que se tem notícias.
“O amor é uma . O senta-se sobre um penedo, à beira do mar. Tem ao lado uma cesta com ; vai pondo uma por uma no e atira às águas a pérfida linha. Assim gasta horas e dias até que o descuidado agarra no anzol, ou não agarra (...)” (Machado de Assis). Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
 

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