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- Lei 4.320/1964: Normas Gerais de Direito FinanceiroDecreto Sobre a Programação Orçamentária e Financeira - Lei 4.320 de 1964
A Lei Federal n° 4.320/64 não permite admitir emendas ao
projeto de Lei de Orçamento, que tem em vista:
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Leia o texto abaixo para responder a questão.
As margens da alegria
Esta é a estória. Ia um menino, com os Tios, passar dias
no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem
inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho.
Saíam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos.
A Mãe e o Pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A Tia e o Tio
tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se,
todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia,
especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as
perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco
mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se
rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida
podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o
afivelarem-lhe o cinto de segurança virava forte afago, de
proteção, e logo novo senso de esperança: ao não sabido, ao
mais. Assim um crescer e desconter-se — certo como o ato de
respirar — o de fugir para o espaço em branco. O Menino.
E as coisas vinham docemente de repente, seguindo
harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as
satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe
balas, chicles, à escolha. Solícito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento — bastando a gente
premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel
mundo. Entregavam-lhe revistas, de folhear, quantas quisesse,
até um mapa, nele mostravam os pontos em que ora e ora se
estava, por cima de onde. O Menino deixava-as, fartamente,
sobre os joelhos, e espiava: as nuvens de amontoada
amabilidade, o azul de só ar, aquela claridade à larga, o chão
plano em visão cartográfica, repartido de roças e campos, o
verde que se ia a amarelos e vermelhos e a pardo e a verde; e,
além, baixa, a montanha. Se homens, meninos, cavalos e bois
— assim insetos? Voavam supremamente. O Menino, agora,
vivia; sua alegria despedindo todos os raios. Sentava-se, inteiro,
dentro do macio rumor do avião: o bom brinquedo trabalhoso.
Ainda nem notara que, de fato, teria vontade de comer, quando
a Tia já lhe oferecia sanduíches. E prometia-lhe o Tio as muitas
coisas que ia brincar e ver, e fazer e passear, tanto que
chegassem. O Menino tinha tudo de uma vez, e nada, ante a
mente. A luz e a longa-longa-longa nuvem. Chegavam. [...]
ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 2001
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Assinale a alternativa que apresenta concordância verbal
correta, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Leia o texto abaixo para responder a questão.
Desistindo de Natal
Moacyr Scliar
Prezado Papai Noel: há uma semana eu lhe mandei uma carta com a lista dos meus pedidos para o Natal. Agora estou mandando esta outra carta para dizer que mudei de ideia. Não vou querer nada. Ontem o papai nos avisou que não tem dinheiro para as compras do fim de ano. Papai está desempregado há mais de um ano. A gente mora numa cidade pequena do interior, muito pobre. No Natal passado, o prefeito anunciou que tinha um presente para a população: uma grande fábrica viria se instalar aqui, dando emprego para muitas pessoas. Meu pai ficou animado. Ele é um homem trabalhador, sabe fazer muitas coisas e achou que com isso o nosso problema estaria resolvido. Agora, porém, o prefeito teve de dizer que a fábrica não vem mais. Não entendo dessas coisas, mas parece que a situação está difícil.
Portanto, Papai Noel, peço-lhe desculpas se o senhor já encomendou as coisas, mas infelizmente vou ter de desistir. Para começar, não quero aquela bonita árvore de Natal de que lhe falei - até mandei um desenho, lembra? Nada de pinheirinho, nada de luzinhas, nada de bolinhas coloridas. A verdade, Papai Noel, é que essas coisas só gastam espaço e, como disse a mamãe, gastam muita luz.
E nada de ceia de Natal, Papai Noel. Nada de peru. Como eu lhe disse, nunca comi peru na minha vida, mas acho que não vai me fazer falta. Se tivesse peru, eu comeria tanto que decerto passaria mal. Portanto, nada de peru. Aliás, se a gente tiver comida na mesa, já será uma grande coisa.
Nada de presentes, Papai Noel. Não quero mais aquela bicicleta com a qual sonho há tanto tempo. Bicicletas custam caro. E além disso é uma coisa perigosa. O cara pode cair, pode ser atropelado por um carro... Nada de bicicleta.
Nada de DVD, Papai Noel. Afinal, a gente já tem uma TV (verdade que de momento ela está estragada e não temos dinheiro para mandar consertar), mas DVD não é coisa tão urgente assim.
Também quero desistir da roupa nova que lhe pedi e dos sapatos. A minha roupa velha ainda está muito boa, e a mamãe vai fazer os remendos nos rasgões. E sapato sempre pode dar problema: às vezes ficam apertados, às vezes caem do pé. Prefiro continuar com meus tênis e o meu chinelo de dedo.
Ou seja: nada de Natal, Papai Noel. Para mim, nada de Natal. Agora, se o senhor for mesmo bonzinho e quiser nos dar algum presente, arranje um emprego para o meu pai. Ele ficará muito grato e nós também. Desejo ao senhor um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.
Retirado de: http://www1 .folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1912200502.htm.
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Em relação ao uso da crase, conforme a norma-padrão da
Língua Portuguesa, leia o trecho abaixo e, em seguida,
assinale a alternativa que preenche correta e
respectivamente as lacunas.
“Que me conste, ainda ninguém relatou o seu próprio delírio; faço-o eu, e a ciência mo agradecerá. Se o leitor não é dado_contemplação destes fenômenos mentais, pode saltar o capítulo; vá direto__narração. Mas, por menos curioso que seja, sempre lhe digo que é interessante saber o que se passou na minha cabeça durante uns vinte__trinta minutos.’’
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas.
“Que me conste, ainda ninguém relatou o seu próprio delírio; faço-o eu, e a ciência mo agradecerá. Se o leitor não é dado_contemplação destes fenômenos mentais, pode saltar o capítulo; vá direto__narração. Mas, por menos curioso que seja, sempre lhe digo que é interessante saber o que se passou na minha cabeça durante uns vinte__trinta minutos.’’
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas.
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Assinale a alternativa que apresenta ERRO de regência
verbal, de acordo com a norma-padrão da Língua
Portuguesa.
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As margens da alegria
Esta é a estória. Ia um menino, com os Tios, passar dias
no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem
inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho.
Saíam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos.
A Mãe e o Pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A Tia e o Tio
tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se,
todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia,
especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as
perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco
mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se
rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida
podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o
afivelarem-lhe o cinto de segurança virava forte afago, de
proteção, e logo novo senso de esperança: ao não sabido, ao
mais. Assim um crescer e desconter-se — certo como o ato de
respirar — o de fugir para o espaço em branco. O Menino.
E as coisas vinham docemente de repente, seguindo
harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as
satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe
balas, chicles, à escolha. Solícito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento — bastando a gente
premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel
mundo. Entregavam-lhe revistas, de folhear, quantas quisesse,
até um mapa, nele mostravam os pontos em que ora e ora se
estava, por cima de onde. O Menino deixava-as, fartamente,
sobre os joelhos, e espiava: as nuvens de amontoada
amabilidade, o azul de só ar, aquela claridade à larga, o chão
plano em visão cartográfica, repartido de roças e campos, o
verde que se ia a amarelos e vermelhos e a pardo e a verde; e,
além, baixa, a montanha. Se homens, meninos, cavalos e bois
— assim insetos? Voavam supremamente. O Menino, agora,
vivia; sua alegria despedindo todos os raios. Sentava-se, inteiro,
dentro do macio rumor do avião: o bom brinquedo trabalhoso.
Ainda nem notara que, de fato, teria vontade de comer, quando
a Tia já lhe oferecia sanduíches. E prometia-lhe o Tio as muitas
coisas que ia brincar e ver, e fazer e passear, tanto que
chegassem. O Menino tinha tudo de uma vez, e nada, ante a
mente. A luz e a longa-longa-longa nuvem. Chegavam. [...]
ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 2001
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No que concerne à sentença “Ainda nem notara que, de
fato, teria vontade de comer, quando a Tia já lhe oferecia
sanduíches.”, assinale a alternativa correta.
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Leia o texto abaixo para responder a questão.
Desistindo de Natal
Moacyr Scliar
Prezado Papai Noel: há uma semana eu lhe mandei uma carta com a lista dos meus pedidos para o Natal. Agora estou mandando esta outra carta para dizer que mudei de ideia. Não vou querer nada. Ontem o papai nos avisou que não tem dinheiro para as compras do fim de ano. Papai está desempregado há mais de um ano. A gente mora numa cidade pequena do interior, muito pobre. No Natal passado, o prefeito anunciou que tinha um presente para a população: uma grande fábrica viria se instalar aqui, dando emprego para muitas pessoas. Meu pai ficou animado. Ele é um homem trabalhador, sabe fazer muitas coisas e achou que com isso o nosso problema estaria resolvido. Agora, porém, o prefeito teve de dizer que a fábrica não vem mais. Não entendo dessas coisas, mas parece que a situação está difícil.
Portanto, Papai Noel, peço-lhe desculpas se o senhor já encomendou as coisas, mas infelizmente vou ter de desistir. Para começar, não quero aquela bonita árvore de Natal de que lhe falei - até mandei um desenho, lembra? Nada de pinheirinho, nada de luzinhas, nada de bolinhas coloridas. A verdade, Papai Noel, é que essas coisas só gastam espaço e, como disse a mamãe, gastam muita luz.
E nada de ceia de Natal, Papai Noel. Nada de peru. Como eu lhe disse, nunca comi peru na minha vida, mas acho que não vai me fazer falta. Se tivesse peru, eu comeria tanto que decerto passaria mal. Portanto, nada de peru. Aliás, se a gente tiver comida na mesa, já será uma grande coisa.
Nada de presentes, Papai Noel. Não quero mais aquela bicicleta com a qual sonho há tanto tempo. Bicicletas custam caro. E além disso é uma coisa perigosa. O cara pode cair, pode ser atropelado por um carro... Nada de bicicleta.
Nada de DVD, Papai Noel. Afinal, a gente já tem uma TV (verdade que de momento ela está estragada e não temos dinheiro para mandar consertar), mas DVD não é coisa tão urgente assim.
Também quero desistir da roupa nova que lhe pedi e dos sapatos. A minha roupa velha ainda está muito boa, e a mamãe vai fazer os remendos nos rasgões. E sapato sempre pode dar problema: às vezes ficam apertados, às vezes caem do pé. Prefiro continuar com meus tênis e o meu chinelo de dedo.
Ou seja: nada de Natal, Papai Noel. Para mim, nada de Natal. Agora, se o senhor for mesmo bonzinho e quiser nos dar algum presente, arranje um emprego para o meu pai. Ele ficará muito grato e nós também. Desejo ao senhor um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.
Retirado de: http://www1 .folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1912200502.htm.
“A verdade, Papai Noel, é que essas coisas só gastam espaço e, como disse a mamãe, gastam muita luz.”
A respeito dos trechos em destaque, é correto afirmar que
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Desistindo de Natal
Moacyr Scliar
Prezado Papai Noel: há uma semana eu lhe mandei uma carta com a lista dos meus pedidos para o Natal. Agora estou mandando esta outra carta para dizer que mudei de ideia. Não vou querer nada. Ontem o papai nos avisou que não tem dinheiro para as compras do fim de ano. Papai está desempregado há mais de um ano. A gente mora numa cidade pequena do interior, muito pobre. No Natal passado, o prefeito anunciou que tinha um presente para a população: uma grande fábrica viria se instalar aqui, dando emprego para muitas pessoas. Meu pai ficou animado. Ele é um homem trabalhador, sabe fazer muitas coisas e achou que com isso o nosso problema estaria resolvido. Agora, porém, o prefeito teve de dizer que a fábrica não vem mais. Não entendo dessas coisas, mas parece que a situação está difícil.
Portanto, Papai Noel, peço-lhe desculpas se o senhor já encomendou as coisas, mas infelizmente vou ter de desistir. Para começar, não quero aquela bonita árvore de Natal de que lhe falei - até mandei um desenho, lembra? Nada de pinheirinho, nada de luzinhas, nada de bolinhas coloridas. A verdade, Papai Noel, é que essas coisas só gastam espaço e, como disse a mamãe, gastam muita luz.
E nada de ceia de Natal, Papai Noel. Nada de peru. Como eu lhe disse, nunca comi peru na minha vida, mas acho que não vai me fazer falta. Se tivesse peru, eu comeria tanto que decerto passaria mal. Portanto, nada de peru. Aliás, se a gente tiver comida na mesa, já será uma grande coisa.
Nada de presentes, Papai Noel. Não quero mais aquela bicicleta com a qual sonho há tanto tempo. Bicicletas custam caro. E além disso é uma coisa perigosa. O cara pode cair, pode ser atropelado por um carro... Nada de bicicleta.
Nada de DVD, Papai Noel. Afinal, a gente já tem uma TV (verdade que de momento ela está estragada e não temos dinheiro para mandar consertar), mas DVD não é coisa tão urgente assim.
Também quero desistir da roupa nova que lhe pedi e dos sapatos. A minha roupa velha ainda está muito boa, e a mamãe vai fazer os remendos nos rasgões. E sapato sempre pode dar problema: às vezes ficam apertados, às vezes caem do pé. Prefiro continuar com meus tênis e o meu chinelo de dedo.
Ou seja: nada de Natal, Papai Noel. Para mim, nada de Natal. Agora, se o senhor for mesmo bonzinho e quiser nos dar algum presente, arranje um emprego para o meu pai. Ele ficará muito grato e nós também. Desejo ao senhor um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.
Retirado de: http://www1 .folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1912200502.htm.
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