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Foram encontradas 47 questões.

"A guerra da concorrência tem início quando os empresários industriais tomam as decisões relativas à localização das suas fábricas". (Magnoli & Araújo, p.1 42, 2005).
Sobre a localização industrial, ao longo dos últimos séculos, leia as alternativas a seguir:
I - Nas últimas décadas do século XX, estabeleceu-se uma nova lógica mundial de localização industrial: a produção em larga escala, com elevada automação, é realizada nos países desenvolvidos e as indústrias de tecnologia de ponta concentram-se nos países subdesenvolvidos, onde a mão-de-obra é mais barata.
II - Com a Revolução Tecnológica ou Informacional, as grandes indústrias deixaram de ter o espaço local e regional como principal base de produção, ultrapassando as fronteiras nacionais.
III - Ao longo do século XX, acentuou-se o processo de concentração industrial, em consequência da crescente elevação dos custos de transferência de matéria-prima e de produtos industrializados.
IV - Nos países desenvolvidos, as antigas concentrações industriais vêm perdendo terreno para as novas regiões produtivas, as quais são marcadas pela presença de centros de pesquisa e de universidades.
V - As economias de aglomeração presentes nas grandes metrópoles mundiais reforçam a tendência, cada vez maior, de concentração espacial da indústria.
Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas.
 

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2527303 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: MPE-GO
Orgão: MPE-GO
Das vantagens de ser bobo
- O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.
- O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado pôr que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
- Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
- O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem.
- Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas.
- O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver
- O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes o bobo é um Dostoiévisk.
- Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era a de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.
- Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.
- O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.
- Aviso: não confundir bobos com burros.
- Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a frase célebre: "Até tu, Brutus?"
- Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
- Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu.
- Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
- O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos
- Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é dificilão, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.
- Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida.
- Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
- Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita o ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
- Bobo é ChagalI, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
- É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.)
No texto de Clarice Lispector, podemos perceber que as ideias foram organizadas por meio do seguinte recurso:
 

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2527163 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: MPE-GO
Orgão: MPE-GO
Das vantagens de ser bobo
- O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.
- O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado pôr que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
- Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
- O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem.
- Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas.
- O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver
- O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes o bobo é um Dostoiévisk.
- Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era a de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.
- Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.
- O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.
- Aviso: não confundir bobos com burros.
- Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a frase célebre: "Até tu, Brutus?"
- Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
- Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu.
- Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
- O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos
- Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é dificilão, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.
- Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida.
- Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
- Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita o ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
- Bobo é ChagalI, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
- É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.)
"- É quase impossível evitar o excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo."
Lendo o parágrafo transcrito, infere-se que
 

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2525630 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: MPE-GO
Orgão: MPE-GO
Das vantagens de ser bobo
- O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.
- O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado pôr que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
- Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
- O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem.
- Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas.
- O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver
- O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes o bobo é um Dostoiévisk.
- Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era a de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.
- Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.
- O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.
- Aviso: não confundir bobos com burros.
- Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a frase célebre: "Até tu, Brutus?"
- Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
- Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu.
- Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
- O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos
- Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é dificilão, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.
- Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida.
- Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
- Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita o ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
- Bobo é ChagalI, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
- É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.)
"O bobo é sempre tão simpático -que há espertos que se fazem passar por bobos." A assertiva que apresenta análise correta em relação ao parágrafo transcrito é:
 

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2525292 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: MPE-GO
Orgão: MPE-GO
Assinale a alternativa cuja concordância verbal obedece às normas gramaticais.
 

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2524763 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: MPE-GO
Orgão: MPE-GO
Sejam os conjuntos numéricos: A = {1, 3, 5, 7}; B = {2, 4, 6, 8}; C = {1, 2,10, 20} e !$ Φ !$ (o conjunto vazio). Considerando tais informações, marque a alternativa correta.
 

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2524270 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: MPE-GO
Orgão: MPE-GO
Das vantagens de ser bobo
- O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.
- O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado pôr que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
- Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
- O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem.
- Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas.
- O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver
- O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes o bobo é um Dostoiévisk.
- Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era a de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.
- Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.
- O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.
- Aviso: não confundir bobos com burros.
- Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a frase célebre: "Até tu, Brutus?"
- Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
- Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu.
- Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
- O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos
- Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é dificilão, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.
- Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida.
- Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
- Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita o ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
- Bobo é ChagalI, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
- É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.)
" - O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo."
Esse parágrafo do texto leva o leitor a inferir que o bobo é
 

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"Desde 2007, o saldo comercial brasileiro vem apresentando tendência_ de queda, puxada pelo mau comp011amento do setor industrial, e em consequência da perda da competitividade da economia brasileira" (Fonte:oglobo.globo.com/opniao/comercio exterior - Consulta em 26/03/2015).
A perda sistêmica de competitividade da indústria nacional e a consequente queda de sua participação na formação da riqueza nacional estão associadas, dentre outros:
I - aos elevados custos de deslocamento dos produtos de exportação, em ''virtude do predomínio das rodovias e da precária integração entre os modais de transporte.
II - à grande dispersão espacial da indústria brasileira em regiões historicamente periféricas.
III - à baixa taxa de inovação da indústria brasileira, aliada ao fato de essa inovação estar mais relacionada à aquisição de máquinas e equipamentos do que ao desenvolvimento de novos produtos.
IV - aos inúmeros acordos bilaterais assinados pelo País, restringindo o número de seus parceiros comerciais no mercado externo.
V - à fraca mecanização das operações portuárias de embarque e desembarque e à intricada burocracia nos portos, provocando atrasos e congestionamentos nas exportações.
Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas.
 

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2520185 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: MPE-GO
Orgão: MPE-GO
TEXTO I.
Comida é pasto
Mostrando 'que com comida não se "brinca, o jornalista norte-americano Michael Pollan vem à Flip* defender que voltar à cozinha é um. ato político.
"A geladeira de Michael Pollan não tem Coca-Cola, margarina nem leite de amêndoas, nova mania das dietas americanas. Tem saquinhos de plástico com verduras e frutas, potes com feijão e restos do jantar anterior, além de iogurte e leite de caixinha.
Algumas coisas vêm da própria horta, montada na frente de sua casa em Berkeley, na Califórnia. No centro da pequena plantação, rodeada por pés de tomate, abóbora e manjericão, há uma grelha onde ele costuma preparar um porco inteiro uma vez por ano.
[...]
Michael Pollan é um jornalista americano de 59 anos que virou guru da vida saudável ao passar os últimos 15 anos escrevendo reportagens e livros sobre os exageros da indústria alimentícia e alertando sobre nossos excessos à mesa. "
Coma comida, não muita, sobretudo vegetais", diz seu mantra, explicado no livro "Em Defesa da Comida" (2008), que critica as dietas ocidentais focadas em nutrientes e não em alimentos de verdade.
Ele também lançou o manual "Regras da Comida" (2009), com 64 dicas bem práticas e cheias de bom senso como: "Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida" ou "Compre pratos e copos menores".
No livro mais recente, "Cozinhar - Uma História Natural da Transformação" ed. Intrínseca, lançado em 2013 nos EUA e agora no Brasil, ele vai além e pede um comprometimento maior em nome da saúde. Diz que devemos todos voltar à cozinha. Para quem cresceu longe do fogão, parece ser seu conselho mais difícil.
"Cozinhar sua própria comida é um ato político muito importante", diz Michael, um homem alto e charmoso, de fala mansa e risada fácil. "Tem a ver com independência e autonomia. Abrimos mão de muito poder ao deixar as grandes corporações cozinharem para nós porque elas decidem quais fazendas vão apoiar e, normalmente, 'são bem aquelas que fazem um tipo de agricultura que certamente você desaprovaria", diz, fazendo referência a práticas como confinamento cruel de animais e monoculturas gigantescas.
TEXTO II
Ovos, um bom começo
Digo a ele que eu não cozinho, nem minha mãe, e ele quer saber como fui alimentada. Empregadas domésticas que também fazem comida são comuns no Brasil, afirmo. "Pelo menos, era um humano cozinhando para você, isso é bom: Pena que nem todos têm esse privilégio", diz. "Ovos são um bom começo", ele elogia, quando conto que sei fazer omelete.
Um dos problemas de cozinhar, acredita o jornalista, é a lembrança dos velhos arranjos sexistas de poder dentro de casa. Para ele, foi justamente quando homem e mulher começavam a pensar em negociar a divisão de tarefas domésticas que a indústria do fast-food apareceu para resolver o embate. A " liberação feminina" virou tema de propaganda de frango frito nos EUA.
"Se vamos reviver a cultura da cozinha, não podemos voltar ao passado. Precisa ser uma cultura diferente, algo a ser compartilhado por homens, mulheres e crianças", diz o autor de "O Dilema do Onívoro" (2006), seu primeiro livro sobre a indústria alimentícia, que o lançou como um novo pensador dos hábitos alimentares.
O livro veio depois de uma série de artigos sobre agricultura, como um publicado pelo "New York Times", no final dos anos 1990, sobre sua visita a uma plantação de batatas geneticamente modificadas. Tudo era controlado por computador porque um dos , elementos químicos usados para combater manchas escuras era tão tóxico que o fazendeiro precisava ficar longe do campo por três dias.
As manchas só apareciam nas batatas daquela variedade, a única que a rede McDonald's aceitava comprar, já que as batatas fritas da rede precisam ser iguais no mundo todo. "É fácil culpar o fazendeiro , mas nós demandamos um certo tipo de produto. Somos cúmplices."
[...]
Quando nos encontramos, ele estava animado com sua primeira viagem ao Brasil. Pretendia passar alguns dias em Salvador antes de ir ao Rio e a Paraty para a Flip·. Estava feliz com o encontro que tinha marcado com o médico brasileiro Carlos Augusto Monteiro, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP que desenvolve pesquisas comparando comidas pelo seu grau de processamento e não apenas pelos nutrientes.
Está curioso para conhecer as churrascarias: "O gado ainda pasta ao ar livre?", indaga. Michael é daqueles que, antes de pedir, quer saber a origem da carne. "Comer é complicado."
*Flip Feira Literária Internacional de Paraty Revista Serafina / Folha de São Paulo, agosto/20l4. Comida é pasto, por Fernanda Ezabella. (firagmentos).Disponível em <http://fo!ha.uo!.com.br/fsp/ilustrada>
A sugestão do jornalista ' americano para que o leitor "não coma nada que sua avó não reconheceria como comida" fundamenta-se, segundo seu ponto de vista, na ideia de que
 

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2519048 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: MPE-GO
Orgão: MPE-GO
TEXTO I.
Comida é pasto
Mostrando 'que com comida não se "brinca, o jornalista norte-americano Michael Pollan vem à Flip* defender que voltar à cozinha é um. ato político.
"A geladeira de Michael Pollan não tem Coca-Cola, margarina nem leite de amêndoas, nova mania das dietas americanas. Tem saquinhos de plástico com verduras e frutas, potes com feijão e restos do jantar anterior, além de iogurte e leite de caixinha.
Algumas coisas vêm da própria horta, montada na frente de sua casa em Berkeley, na Califórnia. No centro da pequena plantação, rodeada por pés de tomate, abóbora e manjericão, há uma grelha onde ele costuma preparar um porco inteiro uma vez por ano.
[...]
Michael Pollan é um jornalista americano de 59 anos que virou guru da vida saudável ao passar os últimos 15 anos escrevendo reportagens e livros sobre os exageros da indústria alimentícia e alertando sobre nossos excessos à mesa. "
Coma comida, não muita, sobretudo vegetais", diz seu mantra, explicado no livro "Em Defesa da Comida" (2008), que critica as dietas ocidentais focadas em nutrientes e não em alimentos de verdade.
Ele também lançou o manual "Regras da Comida" (2009), com 64 dicas bem práticas e cheias de bom senso como: "Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida" ou "Compre pratos e copos menores".
No livro mais recente, "Cozinhar - Uma História Natural da Transformação" ed. Intrínseca, lançado em 2013 nos EUA e agora no Brasil, ele vai além e pede um comprometimento maior em nome da saúde. Diz que devemos todos voltar à cozinha. Para quem cresceu longe do fogão, parece ser seu conselho mais difícil.
"Cozinhar sua própria comida é um ato político muito importante", diz Michael, um homem alto e charmoso, de fala mansa e risada fácil. "Tem a ver com independência e autonomia. Abrimos mão de muito poder ao deixar as grandes corporações cozinharem para nós porque elas decidem quais fazendas vão apoiar e, normalmente, 'são bem aquelas que fazem um tipo de agricultura que certamente você desaprovaria", diz, fazendo referência a práticas como confinamento cruel de animais e monoculturas gigantescas.
TEXTO II
Ovos, um bom começo
Digo a ele que eu não cozinho, nem minha mãe, e ele quer saber como fui alimentada. Empregadas domésticas que também fazem comida são comuns no Brasil, afirmo. "Pelo menos, era um humano cozinhando para você, isso é bom: Pena que nem todos têm esse privilégio", diz. "Ovos são um bom começo", ele elogia, quando conto que sei fazer omelete.
Um dos problemas de cozinhar, acredita o jornalista, é a lembrança dos velhos arranjos sexistas de poder dentro de casa. Para ele, foi justamente quando homem e mulher começavam a pensar em negociar a divisão de tarefas domésticas que a indústria do fast-food apareceu para resolver o embate. A " liberação feminina" virou tema de propaganda de frango frito nos EUA.
"Se vamos reviver a cultura da cozinha, não podemos voltar ao passado. Precisa ser uma cultura diferente, algo a ser compartilhado por homens, mulheres e crianças", diz o autor de "O Dilema do Onívoro" (2006), seu primeiro livro sobre a indústria alimentícia, que o lançou como um novo pensador dos hábitos alimentares.
O livro veio depois de uma série de artigos sobre agricultura, como um publicado pelo "New York Times", no final dos anos 1990, sobre sua visita a uma plantação de batatas geneticamente modificadas. Tudo era controlado por computador porque um dos , elementos químicos usados para combater manchas escuras era tão tóxico que o fazendeiro precisava ficar longe do campo por três dias.
As manchas só apareciam nas batatas daquela variedade, a única que a rede McDonald's aceitava comprar, já que as batatas fritas da rede precisam ser iguais no mundo todo. "É fácil culpar o fazendeiro , mas nós demandamos um certo tipo de produto. Somos cúmplices."
[...]
Quando nos encontramos, ele estava animado com sua primeira viagem ao Brasil. Pretendia passar alguns dias em Salvador antes de ir ao Rio e a Paraty para a Flip·. Estava feliz com o encontro que tinha marcado com o médico brasileiro Carlos Augusto Monteiro, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP que desenvolve pesquisas comparando comidas pelo seu grau de processamento e não apenas pelos nutrientes.
Está curioso para conhecer as churrascarias: "O gado ainda pasta ao ar livre?", indaga. Michael é daqueles que, antes de pedir, quer saber a origem da carne. "Comer é complicado."
*Flip Feira Literária Internacional de Paraty Revista Serafina / Folha de São Paulo, agosto/20l4. Comida é pasto, por Fernanda Ezabella. (firagmentos).Disponível em <http://fo!ha.uo!.com.br/fsp/ilustrada>
Analisando as circunstâncias que resultaram no advento das redes de fast-food, o autor de "Em defesa da comida" assume um discurso que
 

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