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2481269 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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A Retórica não existe para impor normas sobre como deve ser o discurso. Isso compete à Estilística. A Retórica diz, por exemplo, o que é concisão, como obtê-la e que efeitos é possível retirar dela, mas é a Estilística que estabelece se a concisão é desejável no discurso. Isso faz com que recursos retóricos pertençam ao campo estilístico. Por ser normativa, a Estilística é vista com má fama por alguns, o que se estende à Retórica, já que nem todos diferenciam uma da outra. É preciso avaliar a normatividade de forma consequente, pois ela não é, em essência, ruim ou boa. É certo que temos exemplos em que ela descambou para o dogmatismo e produziu efeitos desastrosos, o que pode ser observado nas regras de versificação dos parnasianos. O poema tinha de ser rimado, metrificado, ritmado segundo formas fixas. Para facilitar essa tarefa dos virtuoses, criaram as licenças poéticas, como encadeamentos, sístoles, diástoles, inversões sintáticas bruscas, palavras supérfluas para completar metro, etc. Ou seja, para não macular um aspecto da forma, criavam-se licenças até de efeito cômico que a forma em outro aspecto. Mas nem toda normatividade é maligna: o jornal, que é escrito a muitas mãos, não teria unidade sem o seu Manual de Estilo.
Enquanto forma de estudo da literatura, é possível dizer que a Estilística existe desde os estudos retóricos de Aristóteles, Quintiliano e Cícero, que viam no estilo a melhor forma de adornar o pensamento. Este pressuposto prevaleceu até o Renascimento e conduziu, inclusive, a várias tentativas de codificação dos artifícios literários. Neste sentido, a Estilística foi até o século XX uma espécie de ciência exata capaz de fornecer os dados técnicos necessários à produção de um discurso literário.
Não existe, a rigor, distinção clara entre a Retórica e a Estilística, porque o que importava era a apreciação de um estilo individual, por exemplo, como nos códigos medievais, que distinguiam os estilos entre sublime, médio e simples, e não a interpretação ou análise literária das características da expressão linguística individual, mas apenas um inventário dos recursos obtidos pela linguagem num dado contexto.
A rapidez da interação virtual exige novas formas de adaptação e de registro, o que não deve ser considerado como uma maldição que se abateu sobre a linguagem culta. A língua é um bem social, ela promove a inserção do indivíduo no grupo e na comunidade à qual pertence. Por ser mecanismo de construção cultural, a linguagem muda e se adapta ao contexto histórico, político e tecnológico.
Não dominar os novos mecanismos de escrita que se apresentam na internet é não conseguir interagir satisfatoriamente, é perder o tempo da fala e não participar da ideia que em alguns segundos passado no universo virtual. Partindo do pressuposto de que a criança e o adolescente estão inseridos no contexto atual, é natural que surja um novo tipo de linguagem e de comunicação.
Talvez seja pedantismo afirmar que só os cânones da língua têm traço estilístico. O mecanismo linguístico se adapta às necessidades dos falantes e também à época. Há quem que a internet tem corrompido linguisticamente os jovens, como se a nova linguagem fosse um vício, mas o que não tem sido levado em consideração é que, em vez de embotar habilidades e competências de leitura e de escrita, o chamado “internetês” exige dos jovens o domínio de várias habilidades, como manusear rapidamente um teclado, pensar de forma rápida e objetiva para dar a resposta precisa à pergunta feita, criar um código de comunicação para que se interaja em um mínimo de tempo e, sobretudo, conseguir que a comunicação se faça dentro do assunto discutido.
A resistência às mudanças e àquilo que é considerado novo sempre existiu. O preconceito travestido de tradicionalismo também é uma constante. É por demais ignorância avaliar essa conduta linguística como algo irremediavelmente nocivo e não entender as necessidades de uma geração tecnológica. A resposta do comportamento radical contra o “internetês” por parte de pais e professores é compreensível e bem ilustrada na fala de um pai de uma criança de cinco anos. O pai, ao comprar um celular moderno, teve problemas para fazê-lo funcionar. A filha de cinco anos pediu que a tentar e em menos de dez minutos explicou toda a configuração do aparelho ao pai atônito. Como cobrar dos jovens que eles retrocedam?
Há uma solução para esse impasse conflituoso entre gerações: é necessário educar conscientizando. Explicar que, tal qual na fala, existe ambiente para se utilizar a nova linguagem virtual. Assim como não é apropriado redigir uma dissertação com elementos da fala coloquial, também não são aceitáveis abreviações e expressões do mundo virtual no texto acadêmico.
Adaptado de: MAGI, L. S. Estilística e a evolução escrita. Disponível em: <http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/49/artigo327754-2.asp>. Acesso em: 17 out. 2014.
Na coluna da esquerda, abaixo, estão listados nomes de quatro classes gramaticais; na da direita, três palavras extraídas do texto.
Associe adequadamente as palavras da coluna da direita à respectiva classe gramatical, de acordo com as funções que essas palavras têm no texto.
1. advérbio
2. conjunção
3. preposição
4. pronome
( ) nem
( ) sem
( ) que
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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2480282 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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A Retórica não existe para impor normas sobre como deve ser o discurso. Isso compete à Estilística. A Retórica diz, por exemplo, o que é concisão, como obtê-la e que efeitos é possível retirar dela, mas é a Estilística que estabelece se a concisão é desejável no discurso. Isso faz com que recursos retóricos pertençam ao campo estilístico. Por ser normativa, a Estilística é vista com má fama por alguns, o que se estende à Retórica, já que nem todos diferenciam uma da outra. É preciso avaliar a normatividade de forma consequente, pois ela não é, em essência, ruim ou boa. É certo que temos exemplos em que ela descambou para o dogmatismo e produziu efeitos desastrosos, o que pode ser observado nas regras de versificação dos parnasianos. O poema tinha de ser rimado, metrificado, ritmado segundo formas fixas. Para facilitar essa tarefa dos virtuoses, criaram as licenças poéticas, como encadeamentos, sístoles, diástoles, inversões sintáticas bruscas, palavras supérfluas para completar metro, etc. Ou seja, para não macular um aspecto da forma, criavam-se licenças até de efeito cômico que a forma em outro aspecto. Mas nem toda normatividade é maligna: o jornal, que é escrito a muitas mãos, não teria unidade sem o seu Manual de Estilo.
Enquanto forma de estudo da literatura, é possível dizer que a Estilística existe desde os estudos retóricos de Aristóteles, Quintiliano e Cícero, que viam no estilo a melhor forma de adornar o pensamento. Este pressuposto prevaleceu até o Renascimento e conduziu, inclusive, a várias tentativas de codificação dos artifícios literários. Neste sentido, a Estilística foi até o século XX uma espécie de ciência exata capaz de fornecer os dados técnicos necessários à produção de um discurso literário.
Não existe, a rigor, distinção clara entre a Retórica e a Estilística, porque o que importava era a apreciação de um estilo individual, por exemplo, como nos códigos medievais, que distinguiam os estilos entre sublime, médio e simples, e não a interpretação ou análise literária das características da expressão linguística individual, mas apenas um inventário dos recursos obtidos pela linguagem num dado contexto.
A rapidez da interação virtual exige novas formas de adaptação e de registro, o que não deve ser considerado como uma maldição que se abateu sobre a linguagem culta. A língua é um bem social, ela promove a inserção do indivíduo no grupo e na comunidade à qual pertence. Por ser mecanismo de construção cultural, a linguagem muda e se adapta ao contexto histórico, político e tecnológico.
Não dominar os novos mecanismos de escrita que se apresentam na internet é não conseguir interagir satisfatoriamente, é perder o tempo da fala e não participar da ideia que em alguns segundos passado no universo virtual. Partindo do pressuposto de que a criança e o adolescente estão inseridos no contexto atual, é natural que surja um novo tipo de linguagem e de comunicação.
Talvez seja pedantismo afirmar que só os cânones da língua têm traço estilístico. O mecanismo linguístico se adapta às necessidades dos falantes e também à época. Há quem que a internet tem corrompido linguisticamente os jovens, como se a nova linguagem fosse um vício, mas o que não tem sido levado em consideração é que, em vez de embotar habilidades e competências de leitura e de escrita, o chamado “internetês” exige dos jovens o domínio de várias habilidades, como manusear rapidamente um teclado, pensar de forma rápida e objetiva para dar a resposta precisa à pergunta feita, criar um código de comunicação para que se interaja em um mínimo de tempo e, sobretudo, conseguir que a comunicação se faça dentro do assunto discutido.
A resistência às mudanças e àquilo que é considerado novo sempre existiu. O preconceito travestido de tradicionalismo também é uma constante. É por demais ignorância avaliar essa conduta linguística como algo irremediavelmente nocivo e não entender as necessidades de uma geração tecnológica. A resposta do comportamento radical contra o “internetês” por parte de pais e professores é compreensível e bem ilustrada na fala de um pai de uma criança de cinco anos. O pai, ao comprar um celular moderno, teve problemas para fazê-lo funcionar. A filha de cinco anos pediu que a tentar e em menos de dez minutos explicou toda a configuração do aparelho ao pai atônito. Como cobrar dos jovens que eles retrocedam?
Há uma solução para esse impasse conflituoso entre gerações: é necessário educar conscientizando. Explicar que, tal qual na fala, existe ambiente para se utilizar a nova linguagem virtual. Assim como não é apropriado redigir uma dissertação com elementos da fala coloquial, também não são aceitáveis abreviações e expressões do mundo virtual no texto acadêmico.
Adaptado de: MAGI, L. S. Estilística e a evolução escrita. Disponível em: <http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/49/artigo327754-2.asp>. Acesso em: 17 out. 2014.
Considere as seguintes afirmações sobre o emprego da palavra se no texto.
I – A palavra se antes de a concisão exerce a mesma função que a palavra se antes de a nova linguagem.
II – No segmento se abateu, se exerce a mesma função que no segmento se adapta.
III – No segmento se faça, se exerce a mesma função que no segmento se utilizar.
Quais estão corretas?
 

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2479853 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Por mais que literatura, teatro ou pintura, é pouco provável que um dia cheguemos a escrever como um Tolstoi, representar como um Charles Chaplin ou pintar como um Picasso. É que a arte, movida grandemente pela inspiração, requer qualidades que estão além da técnica, que pode eventualmente ajudar a , mas que dificilmente fará de um desafinado um virtuose.
Talvez se dizer o mesmo do direito: uma excelente formação dogmática não é garantia de decisões justas, porque a técnica, no direito como na arte, só pode oferecer, na melhor das hipóteses, decisões tecnicamente corretas. Mas decisões tecnicamente corretas não são necessariamente decisões justas, assim como decisões tecnicamente incorretas não são necessariamente decisões injustas. É que uma boa interpretação, na arte como no direito, mais do que técnica e razão, exige talento e sensibilidade. E a técnica jurídica é apenas um meio a serviço de um fim: a justiça.
Existem outras semelhanças entre direito e arte. Ainda hoje é muito comum confundir lei e direito, como se a mesma coisa. No entanto, confundir lei e direito equivale a confundir partitura e música, que são, obviamente, coisas distintas, podendo inclusive existir uma sem a outra. ........, é perfeitamente possível produzir sons, melodias e música – como é comum, aliás – e principalmente compor, sem partitura alguma, e revelar que a música independe da partitura. Pois bem, o mesmo ocorre com o direito: é possível decidir casos sem nenhuma lei; basta pensar nos conflitos havidos em comunidades mais primitivas, além dos inúmeros casos não disciplinados pela lei. O direito, como a música, existe com ou sem lei, com ou sem partitura.
Mas talvez o mais importante resida nisto: uma mesma partitura pode ser tocada de mil formas e ritmos, como, por exemplo, na forma de música clássica, rock, samba, etc. E cada um desses ritmos e sons variará conforme o seu intérprete, suas influências, experiência, talento, formação, etc. Também assim é a lei: uma lei, por mais clara e precisa, pode ser interpretada de diversos modos, variando conforme os preconceitos, influências, experiências, motivações e sensibilidade do seu intérprete. A lei é uma partitura que pode ser interpretada de mil formas.
Não se deve, pois, confundir lei e direito, assim como não se deve confundir partitura e música: a música é o que decorre da execução do músico; o direito é o que resulta da interpretação do juiz ou tribunal. O direito, como a música, não é a lei nem a partitura: o direito é interpretação. Algumas interpretações julgamos boas e aplaudimos, outras julgamos ruins e condenamos.
Adaptado de: QUEIROZ, P. Direito e arte. Disponível em: <http://pauloqueiroz2.jusbrasil.com.br/artigos/121941928/direito-earte>. Acesso em: 14 nov. 2014.
Considere o enunciado abaixo e as três propostas para completá-lo.
Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido contextual, e sem outra alteração na frase, seria possível substituir.
1. não é garantia por não garante.
2. equivale por é o mesmo.
3. ocorre por se dá.
Quais propostas estão corretas?
 

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2478416 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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A Retórica não existe para impor normas sobre como deve ser o discurso. Isso compete à Estilística. A Retórica diz, por exemplo, o que é concisão, como obtê-la e que efeitos é possível retirar dela, mas é a Estilística que estabelece se a concisão é desejável no discurso. Isso faz com que recursos retóricos pertençam ao campo estilístico. Por ser normativa, a Estilística é vista com má fama por alguns, o que se estende à Retórica, já que nem todos diferenciam uma da outra. É preciso avaliar a normatividade de forma consequente, pois ela não é, em essência, ruim ou boa. É certo que temos exemplos em que ela descambou para o dogmatismo e produziu efeitos desastrosos, o que pode ser observado nas regras de versificação dos parnasianos. O poema tinha de ser rimado, metrificado, ritmado segundo formas fixas. Para facilitar essa tarefa dos virtuoses, criaram as licenças poéticas, como encadeamentos, sístoles, diástoles, inversões sintáticas bruscas, palavras supérfluas para completar metro, etc. Ou seja, para não macular um aspecto da forma, criavam-se licenças até de efeito cômico que a forma em outro aspecto. Mas nem toda normatividade é maligna: o jornal, que é escrito a muitas mãos, não teria unidade sem o seu Manual de Estilo.
Enquanto forma de estudo da literatura, é possível dizer que a Estilística existe desde os estudos retóricos de Aristóteles, Quintiliano e Cícero, que viam no estilo a melhor forma de adornar o pensamento. Este pressuposto prevaleceu até o Renascimento e conduziu, inclusive, a várias tentativas de codificação dos artifícios literários. Neste sentido, a Estilística foi até o século XX uma espécie de ciência exata capaz de fornecer os dados técnicos necessários à produção de um discurso literário.
Não existe, a rigor, distinção clara entre a Retórica e a Estilística, porque o que importava era a apreciação de um estilo individual, por exemplo, como nos códigos medievais, que distinguiam os estilos entre sublime, médio e simples, e não a interpretação ou análise literária das características da expressão linguística individual, mas apenas um inventário dos recursos obtidos pela linguagem num dado contexto.
A rapidez da interação virtual exige novas formas de adaptação e de registro, o que não deve ser considerado como uma maldição que se abateu sobre a linguagem culta. A língua é um bem social, ela promove a inserção do indivíduo no grupo e na comunidade à qual pertence. Por ser mecanismo de construção cultural, a linguagem muda e se adapta ao contexto histórico, político e tecnológico.
Não dominar os novos mecanismos de escrita que se apresentam na internet é não conseguir interagir satisfatoriamente, é perder o tempo da fala e não participar da ideia que em alguns segundos passado no universo virtual. Partindo do pressuposto de que a criança e o adolescente estão inseridos no contexto atual, é natural que surja um novo tipo de linguagem e de comunicação.
Talvez seja pedantismo afirmar que só os cânones da língua têm traço estilístico. O mecanismo linguístico se adapta às necessidades dos falantes e também à época. Há quem que a internet tem corrompido linguisticamente os jovens, como se a nova linguagem fosse um vício, mas o que não tem sido levado em consideração é que, em vez de embotar habilidades e competências de leitura e de escrita, o chamado “internetês” exige dos jovens o domínio de várias habilidades, como manusear rapidamente um teclado, pensar de forma rápida e objetiva para dar a resposta precisa à pergunta feita, criar um código de comunicação para que se interaja em um mínimo de tempo e, sobretudo, conseguir que a comunicação se faça dentro do assunto discutido.
A resistência às mudanças e àquilo que é considerado novo sempre existiu. O preconceito travestido de tradicionalismo também é uma constante. É por demais ignorância avaliar essa conduta linguística como algo irremediavelmente nocivo e não entender as necessidades de uma geração tecnológica. A resposta do comportamento radical contra o “internetês” por parte de pais e professores é compreensível e bem ilustrada na fala de um pai de uma criança de cinco anos. O pai, ao comprar um celular moderno, teve problemas para fazê-lo funcionar. A filha de cinco anos pediu que a tentar e em menos de dez minutos explicou toda a configuração do aparelho ao pai atônito. Como cobrar dos jovens que eles retrocedam?
Há uma solução para esse impasse conflituoso entre gerações: é necessário educar conscientizando. Explicar que, tal qual na fala, existe ambiente para se utilizar a nova linguagem virtual. Assim como não é apropriado redigir uma dissertação com elementos da fala coloquial, também não são aceitáveis abreviações e expressões do mundo virtual no texto acadêmico.
Adaptado de: MAGI, L. S. Estilística e a evolução escrita. Disponível em: <http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/49/artigo327754-2.asp>. Acesso em: 17 out. 2014.
Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes classificações de orações do texto.
( ) que efeitos é possível retirar dela: subordinada substantiva predicativa
( ) já que nem todos diferenciam uma da outra: subordinada adverbial causal
( ) que é escrito a muitas mãos: coordenada assindética explicativa
( ) que a comunicação se faça dentro do assunto discutido: subordinada substantiva objetiva direta
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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2478350 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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A Retórica não existe para impor normas sobre como deve ser o discurso. Isso compete à Estilística. A Retórica diz, por exemplo, o que é concisão, como obtê-la e que efeitos é possível retirar dela, mas é a Estilística que estabelece se a concisão é desejável no discurso. Isso faz com que recursos retóricos pertençam ao campo estilístico. Por ser normativa, a Estilística é vista com má fama por alguns, o que se estende à Retórica, já que nem todos diferenciam uma da outra. É preciso avaliar a normatividade de forma consequente, pois ela não é, em essência, ruim ou boa. É certo que temos exemplos em que ela descambou para o dogmatismo e produziu efeitos desastrosos, o que pode ser observado nas regras de versificação dos parnasianos. O poema tinha de ser rimado, metrificado, ritmado segundo formas fixas. Para facilitar essa tarefa dos virtuoses, criaram as licenças poéticas, como encadeamentos, sístoles, diástoles, inversões sintáticas bruscas, palavras supérfluas para completar metro, etc. Ou seja, para não macular um aspecto da forma, criavam-se licenças até de efeito cômico que a forma em outro aspecto. Mas nem toda normatividade é maligna: o jornal, que é escrito a muitas mãos, não teria unidade sem o seu Manual de Estilo.
Enquanto forma de estudo da literatura, é possível dizer que a Estilística existe desde os estudos retóricos de Aristóteles, Quintiliano e Cícero, que viam no estilo a melhor forma de adornar o pensamento. Este pressuposto prevaleceu até o Renascimento e conduziu, inclusive, a várias tentativas de codificação dos artifícios literários. Neste sentido, a Estilística foi até o século XX uma espécie de ciência exata capaz de fornecer os dados técnicos necessários à produção de um discurso literário.
Não existe, a rigor, distinção clara entre a Retórica e a Estilística, porque o que importava era a apreciação de um estilo individual, por exemplo, como nos códigos medievais, que distinguiam os estilos entre sublime, médio e simples, e não a interpretação ou análise literária das características da expressão linguística individual, mas apenas um inventário dos recursos obtidos pela linguagem num dado contexto.
A rapidez da interação virtual exige novas formas de adaptação e de registro, o que não deve ser considerado como uma maldição que se abateu sobre a linguagem culta. A língua é um bem social, ela promove a inserção do indivíduo no grupo e na comunidade à qual pertence. Por ser mecanismo de construção cultural, a linguagem muda e se adapta ao contexto histórico, político e tecnológico.
Não dominar os novos mecanismos de escrita que se apresentam na internet é não conseguir interagir satisfatoriamente, é perder o tempo da fala e não participar da ideia que em alguns segundos passado no universo virtual. Partindo do pressuposto de que a criança e o adolescente estão inseridos no contexto atual, é natural que surja um novo tipo de linguagem e de comunicação.
Talvez seja pedantismo afirmar que só os cânones da língua têm traço estilístico. O mecanismo linguístico se adapta às necessidades dos falantes e também à época. Há quem que a internet tem corrompido linguisticamente os jovens, como se a nova linguagem fosse um vício, mas o que não tem sido levado em consideração é que, em vez de embotar habilidades e competências de leitura e de escrita, o chamado “internetês” exige dos jovens o domínio de várias habilidades, como manusear rapidamente um teclado, pensar de forma rápida e objetiva para dar a resposta precisa à pergunta feita, criar um código de comunicação para que se interaja em um mínimo de tempo e, sobretudo, conseguir que a comunicação se faça dentro do assunto discutido.
A resistência às mudanças e àquilo que é considerado novo sempre existiu. O preconceito travestido de tradicionalismo também é uma constante. É por demais ignorância avaliar essa conduta linguística como algo irremediavelmente nocivo e não entender as necessidades de uma geração tecnológica. A resposta do comportamento radical contra o “internetês” por parte de pais e professores é compreensível e bem ilustrada na fala de um pai de uma criança de cinco anos. O pai, ao comprar um celular moderno, teve problemas para fazê-lo funcionar. A filha de cinco anos pediu que a tentar e em menos de dez minutos explicou toda a configuração do aparelho ao pai atônito. Como cobrar dos jovens que eles retrocedam?
Há uma solução para esse impasse conflituoso entre gerações: é necessário educar conscientizando. Explicar que, tal qual na fala, existe ambiente para se utilizar a nova linguagem virtual. Assim como não é apropriado redigir uma dissertação com elementos da fala coloquial, também não são aceitáveis abreviações e expressões do mundo virtual no texto acadêmico.
Adaptado de: MAGI, L. S. Estilística e a evolução escrita. Disponível em: <http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/49/artigo327754-2.asp>. Acesso em: 17 out. 2014.
Considere as seguintes afirmações sobre regência verbal e nominal em segmentos do texto.
I – A substituição de compete por é da alçada exigiria a alteração de à para da.
II – A substituição de pertençam por façam parte exigiria a alteração de ao para do.
III – A substituição de se adapta por se adequa exigiria a alteração de às para com as.
Quais estão corretas?
 

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2477830 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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A Retórica não existe para impor normas sobre como deve ser o discurso. Isso compete à Estilística. A Retórica diz, por exemplo, o que é concisão, como obtê-la e que efeitos é possível retirar dela, mas é a Estilística que estabelece se a concisão é desejável no discurso. Isso faz com que recursos retóricos pertençam ao campo estilístico. Por ser normativa, a Estilística é vista com má fama por alguns, o que se estende à Retórica, já que nem todos diferenciam uma da outra. É preciso avaliar a normatividade de forma consequente, pois ela não é, em essência, ruim ou boa. É certo que temos exemplos em que ela descambou para o dogmatismo e produziu efeitos desastrosos, o que pode ser observado nas regras de versificação dos parnasianos. O poema tinha de ser rimado, metrificado, ritmado segundo formas fixas. Para facilitar essa tarefa dos virtuoses, criaram as licenças poéticas, como encadeamentos, sístoles, diástoles, inversões sintáticas bruscas, palavras supérfluas para completar metro, etc. Ou seja, para não macular um aspecto da forma, criavam-se licenças até de efeito cômico que a forma em outro aspecto. Mas nem toda normatividade é maligna: o jornal, que é escrito a muitas mãos, não teria unidade sem o seu Manual de Estilo.
Enquanto forma de estudo da literatura, é possível dizer que a Estilística existe desde os estudos retóricos de Aristóteles, Quintiliano e Cícero, que viam no estilo a melhor forma de adornar o pensamento. Este pressuposto prevaleceu até o Renascimento e conduziu, inclusive, a várias tentativas de codificação dos artifícios literários. Neste sentido, a Estilística foi até o século XX uma espécie de ciência exata capaz de fornecer os dados técnicos necessários à produção de um discurso literário.
Não existe, a rigor, distinção clara entre a Retórica e a Estilística, porque o que importava era a apreciação de um estilo individual, por exemplo, como nos códigos medievais, que distinguiam os estilos entre sublime, médio e simples, e não a interpretação ou análise literária das características da expressão linguística individual, mas apenas um inventário dos recursos obtidos pela linguagem num dado contexto.
A rapidez da interação virtual exige novas formas de adaptação e de registro, o que não deve ser considerado como uma maldição que se abateu sobre a linguagem culta. A língua é um bem social, ela promove a inserção do indivíduo no grupo e na comunidade à qual pertence. Por ser mecanismo de construção cultural, a linguagem muda e se adapta ao contexto histórico, político e tecnológico.
Não dominar os novos mecanismos de escrita que se apresentam na internet é não conseguir interagir satisfatoriamente, é perder o tempo da fala e não participar da ideia que em alguns segundos passado no universo virtual. Partindo do pressuposto de que a criança e o adolescente estão inseridos no contexto atual, é natural que surja um novo tipo de linguagem e de comunicação.
Talvez seja pedantismo afirmar que só os cânones da língua têm traço estilístico. O mecanismo linguístico se adapta às necessidades dos falantes e também à época. Há quem que a internet tem corrompido linguisticamente os jovens, como se a nova linguagem fosse um vício, mas o que não tem sido levado em consideração é que, em vez de embotar habilidades e competências de leitura e de escrita, o chamado “internetês” exige dos jovens o domínio de várias habilidades, como manusear rapidamente um teclado, pensar de forma rápida e objetiva para dar a resposta precisa à pergunta feita, criar um código de comunicação para que se interaja em um mínimo de tempo e, sobretudo, conseguir que a comunicação se faça dentro do assunto discutido.
A resistência às mudanças e àquilo que é considerado novo sempre existiu. O preconceito travestido de tradicionalismo também é uma constante. É por demais ignorância avaliar essa conduta linguística como algo irremediavelmente nocivo e não entender as necessidades de uma geração tecnológica. A resposta do comportamento radical contra o “internetês” por parte de pais e professores é compreensível e bem ilustrada na fala de um pai de uma criança de cinco anos. O pai, ao comprar um celular moderno, teve problemas para fazê-lo funcionar. A filha de cinco anos pediu que a tentar e em menos de dez minutos explicou toda a configuração do aparelho ao pai atônito. Como cobrar dos jovens que eles retrocedam?
Há uma solução para esse impasse conflituoso entre gerações: é necessário educar conscientizando. Explicar que, tal qual na fala, existe ambiente para se utilizar a nova linguagem virtual. Assim como não é apropriado redigir uma dissertação com elementos da fala coloquial, também não são aceitáveis abreviações e expressões do mundo virtual no texto acadêmico.
Adaptado de: MAGI, L. S. Estilística e a evolução escrita. Disponível em: <http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/49/artigo327754-2.asp>. Acesso em: 17 out. 2014.
Assinale a afirmação correta acerca da formação de palavra do texto.
 

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658141 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações a respeito dos navegadores Internet Explorer e Mozilla Firefox atualizados em suas últimas versões, quando utilizados no Windows 7.
( ) O Firefox oferece a navegação Privativa para que você navegue na Internet sem guardar informações no computador local sobre os sites e páginas que você visitou.
( ) O Firefox permite que você importe seus favoritos, configurações e outros dados do Internet Explorer, evitando o trabalho de configurar muitas coisas.
( ) A navegação InPrivate do Internet Explorer permite que os cookies sejam guardados na memória local do computador para que as páginas funcionem corretamente, porém eles não são excluídos quando você fecha o navegador.
( ) O Firefox permite a criação manual de backups dos seus favoritos. Com o arquivo criado no processo de backup é possível restaurar seus favoritos no mesmo computador ou em outro, porém todos os favoritos atuais do navegador serão substituídos pelos do backup.
A sequência de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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658137 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo.
O é uma implementação do protocolo sobre uma camada suplementar de através da utilização do protocolo SSL ou do protocolo TLS. Essa camada adicional permite que as informações trafeguem de forma , permitindo que se verifique a autenticidade do cliente e do servidor através de certificados digitais.
 

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658134 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Ao clicar na opção Salvar como do Word 2007, é possível selecionar entre diversos tipos de extensões no momento de salvar o documento, EXCETO
 

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658132 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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No PowerPoint 2007, os elementos gráficos do SmartArt estão agrupados por tipos, sendo que cada tipo contém um conjunto de layouts diferentes. Um tipo que NÃO pertence ao SmartArt é
 

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