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O Brasil em 2020…
Trânsito: Você acha lento? Vai piorar
Os dados atuais do trânsito são assustadores. Entre congestionamentos e mortes em acidentes em números crescentes, as pessoas têm cada vez menos lugares para circular com tranquilidade. Só em São Paulo, 624 automóveis e pelo menos 200 motos a mais surgiram a cada dia nas ruas da cidade entre abril de 2008 e abril de 2009, segundo dados do Detran.
Há quem diga que esse quadro tende a piorar antes de começar a melhorar. “Vamos ter um ar pior e viagens mais demoradas”, diz um engenheiro especialista em trânsito. “Mas a sociedade vai começar a valorizar mais a segurança que a fluidez.” A lentidão nos deslocamentos será uma consequência tanto da entrada de novos veículos no sistema, como também do esforço para reduzir os acidentes graves. Velocidades mais baixas são mais compatíveis com a área urbana.
Na Suécia, a decisão de que nenhuma pessoa deveria morrer no trânsito, batizada de Visão Zero, está justificando medidas como a redução dos limites de velocidade nas estradas e nas áreas urbanas. Essa é uma das tendências apontadas por especialistas para o trânsito no Brasil, conforme você confere a seguir, em algumas projeções.
ƒƒ
- Carros Serão ainda mais atraentes. Os mais caros terão novas tecnologias contra acidentes. Os veículos menores e muito baratos servirão de incentivo à troca do transporte coletivo pelo individual. Os carros limpos (não poluidores) serão adotados em massa. Os congestionamentos continuarão existindo, embora menos poluentes.
- Pedágios Como o espaço urbano é um bem escasso, quem usá-lo deverá pagar por seu uso, como está acontecendo com a água potável.
- Ônibus Os sistemas de ônibus rápidos, com faixas exclusivas e capacidade para pelo menos 20 mil passageiros por hora, inspirados em Curitiba, começarão a substituir as linhas atuais e atrair quem hoje usa só carro.
- Sistemas inteligentes A fiscalização eletrônica do tráfego e das infrações de trânsito será mais fácil com a instalação de chips e GPS nos automóveis. A tecnologia poderá evitar acidentes, melhorar a fluidez do tráfego e dificultar a criminalidade.
LIMA, Francine.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI74200-15228,00.html [Adaptado] Acesso em 7/3/2014
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
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O Brasil em 2020…
Trânsito: Você acha lento? Vai piorar
Os dados atuais do trânsito são assustadores. Entre congestionamentos e mortes em acidentes em números crescentes, as pessoas têm cada vez menos lugares para circular com tranquilidade. Só em São Paulo, 624 automóveis e pelo menos 200 motos a mais surgiram a cada dia nas ruas da cidade entre abril de 2008 e abril de 2009, segundo dados do Detran.
Há quem diga que esse quadro tende a piorar antes de começar a melhorar. “Vamos ter um ar pior e viagens mais demoradas”, diz um engenheiro especialista em trânsito. “Mas a sociedade vai começar a valorizar mais a segurança que a fluidez.” A lentidão nos deslocamentos será uma consequência tanto da entrada de novos veículos no sistema, como também do esforço para reduzir os acidentes graves. Velocidades mais baixas são mais compatíveis com a área urbana.
Na Suécia, a decisão de que nenhuma pessoa deveria morrer no trânsito, batizada de Visão Zero, está justificando medidas como a redução dos limites de velocidade nas estradas e nas áreas urbanas. Essa é uma das tendências apontadas por especialistas para o trânsito no Brasil, conforme você confere a seguir, em algumas projeções.
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- Carros Serão ainda mais atraentes. Os mais caros terão novas tecnologias contra acidentes. Os veículos menores e muito baratos servirão de incentivo à troca do transporte coletivo pelo individual. Os carros limpos (não poluidores) serão adotados em massa. Os congestionamentos continuarão existindo, embora menos poluentes.
- Pedágios Como o espaço urbano é um bem escasso, quem usá-lo deverá pagar por seu uso, como está acontecendo com a água potável.
- Ônibus Os sistemas de ônibus rápidos, com faixas exclusivas e capacidade para pelo menos 20 mil passageiros por hora, inspirados em Curitiba, começarão a substituir as linhas atuais e atrair quem hoje usa só carro.
- Sistemas inteligentes A fiscalização eletrônica do tráfego e das infrações de trânsito será mais fácil com a instalação de chips e GPS nos automóveis. A tecnologia poderá evitar acidentes, melhorar a fluidez do tráfego e dificultar a criminalidade.
LIMA, Francine.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI74200-15228,00.html [Adaptado] Acesso em 7/3/2014
Considere o terceiro parágrafo do texto e identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), tendo em vista a norma padrão da língua portuguesa.
( ) A preposição “de” em “a decisão de que […]” pode ser excluída da frase, sem prejuízo gramatical e de sentido.
( ) A expressão “nenhuma pessoa” pode ser reescrita como “pessoa alguma”, sem prejuízo do sentido do enunciado.
( ) As vírgulas que delimitam a construção “batizada de Visão Zero” podem ser substituídas por travessão duplo, pois se trata de um elemento explicativo.
( ) A locução verbal “está justificando” pode ser substituída por “tem justificado” sem prejuízo do significado temporal da ação.
( ) O vocábulo “como” apresenta valor de comparação, podendo ser substituído por “da mesma forma que”, sem prejuízo de sentido no enunciado.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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O Brasil em 2020…
Trânsito: Você acha lento? Vai piorar
Os dados atuais do trânsito são assustadores. Entre congestionamentos e mortes em acidentes em números crescentes, as pessoas têm cada vez menos lugares para circular com tranquilidade. Só em São Paulo, 624 automóveis e pelo menos 200 motos a mais surgiram a cada dia nas ruas da cidade entre abril de 2008 e abril de 2009, segundo dados do Detran.
Há quem diga que esse quadro tende a piorar antes de começar a melhorar. “Vamos ter um ar pior e viagens mais demoradas”, diz um engenheiro especialista em trânsito. “Mas a sociedade vai começar a valorizar mais a segurança que a fluidez.” A lentidão nos deslocamentos será uma consequência tanto da entrada de novos veículos no sistema, como também do esforço para reduzir os acidentes graves. Velocidades mais baixas são mais compatíveis com a área urbana.
Na Suécia, a decisão de que nenhuma pessoa deveria morrer no trânsito, batizada de Visão Zero, está justificando medidas como a redução dos limites de velocidade nas estradas e nas áreas urbanas. Essa é uma das tendências apontadas por especialistas para o trânsito no Brasil, conforme você confere a seguir, em algumas projeções.
ƒƒ
- Carros Serão ainda mais atraentes. Os mais caros terão novas tecnologias contra acidentes. Os veículos menores e muito baratos servirão de incentivo à troca do transporte coletivo pelo individual. Os carros limpos (não poluidores) serão adotados em massa. Os congestionamentos continuarão existindo, embora menos poluentes.
- Pedágios Como o espaço urbano é um bem escasso, quem usá-lo deverá pagar por seu uso, como está acontecendo com a água potável.
- Ônibus Os sistemas de ônibus rápidos, com faixas exclusivas e capacidade para pelo menos 20 mil passageiros por hora, inspirados em Curitiba, começarão a substituir as linhas atuais e atrair quem hoje usa só carro.
- ƒƒSistemas inteligentes A fiscalização eletrônica do tráfego e das infrações de trânsito será mais fácil com a instalação de chips e GPS nos automóveis. A tecnologia poderá evitar acidentes, melhorar a fluidez do tráfego e dificultar a criminalidade.
LIMA, Francine.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI74200-15228,00.html [Adaptado] Acesso em 7/3/2014
Considere o segundo parágrafo do texto para analisar as afirmativas abaixo, tendo em vista a norma padrão da língua portuguesa.
1. A construção “Há quem diga” pode ser reescrita como “Existe pessoas que dizem” sem prejuízo gramatical e de sentido.
2. A expressão “esse quadro” remete, de forma resumitiva, às informações constantes no primeiro parágrafo do texto.
3. As locuções verbais sublinhadas “vamos ter” e “vai começar” podem ser substituídas pelas formas verbais simples “teremos” e “começará”, respectivamente, sem alteração de significado temporal; a forma verbal “será”, por sua vez, pode ser reescrita como “vai ser”, ainda indicando tempo futuro.
4. Em cada uma das frases “Mas a sociedade vai começar a valorizar mais a segurança que a fluidez.” e “Velocidades mais baixas são mais compatíveis com a área urbana.”, há relação semântica de comparação.
5. A frase “A lentidão nos deslocamentos será uma consequência tanto da entrada de novos veículos no sistema, como também do esforço para reduzir os acidentes graves.” pode ser reescrita, sem prejuízo gramatical e de sentido, como “A entrada de novos veículos no sistema e o esforço para reduzir os acidentes graves terá como consequência a lentidão nos deslocamentos.”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Ler com pressa é pior do que não ler
Quem acompanha a coluna já sabe minha opinião sobre a leitura dinâmica. Sou um cético. Ler mais rápido é possível, evidentemente, e não faltam manuais na internet para quem estiver disposto a tentar. Mas a velocidade tem seu preço. Mesmo quando não compromete a capacidade de compreender e memorizar, a rapidez nos dá menos tempo para pensar no que lemos. E, afinal, para que tanta pressa? Qualquer livraria de esquina tem muito mais livros do que seremos capazes de ler em toda a nossa vida.
Os defensores da leitura dinâmica parecem não se importar, e continuam criando os métodos mais heterodoxos para acelerar seus olhos. De todos os métodos que já me apresentaram, o mais curioso é também o mais recente. No fim de fevereiro, a empresa americana Spritz anunciou uma tecnologia capaz de ensinar qualquer um a ler rápido instantaneamente, em qualquer tela de celular. Segundo seus fundadores, apenas 20% do nosso tempo de leitura é dedicado a decifrar palavras. Os outros 80% são gastos movendo os olhos em busca de uma boa posição para ler. A solução proposta para o suposto problema é simples: exibir apenas uma palavra por vez na tela, sempre na posição ideal para a leitura. As palavras se sucedem na velocidade escolhida pelo usuário. Com esse método, os criadores dizem que é possível ler e entender até 1000 palavras por minuto. Um romance curto como o primeiro Harry Potter, por exemplo, poderia ser lido em pouco mais de uma hora.
Mesmo antes do lançamento, já há quem diga que o Spritz provocará uma revolução na leitura. Discordo. A tecnologia apenas nos tornará ainda mais apressados. Ler Harry Potter em uma hora e meia é uma péssima maneira de aproveitar o tempo. Nada contra o livro, mas tudo contra a velocidade. Um romance não foi escrito para ser absorvido num período tão curto. Não há tempo para se envolver com os personagens, imaginar cenas e tentar adivinhar o que vai acontecer a seguir. O livro se torna um borrão.
No universo da cultura, a obsessão com a velocidade parece ser uma característica exclusiva dos leitores. Não existe cinema dinâmico, por exemplo. Cinéfilos sabem que um filme de três horas deve ser visto em três horas: nem um minuto a menos. O mesmo vale para a leitura. Ler um grande romance exige tempo. Se você não estiver disposto a gastá-lo, melhor fazer outra coisa. Programas como o Spritz só terão valor se os usarmos para ler textos pouco importantes: mensagens no celular, posts nas redes sociais, divagações semanais de colunistas. Será a revolução da leitura superficial. Se é para perder tempo com bobagens, que ao menos seja pouco. A internet está cheia de textos que merecem ser lidos a 1000 palavras por minuto. Um livro – qualquer livro – merece um destino melhor.
VENTICINQUE, Danilo.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/03/ bler-com-pressab-e-pior-do-que-nao-ler.html [Adaptado] Acesso em 13/03/2014.
Considere os trechos extraídos do texto.
1. “Mesmo quando não compromete a capacidade de compreender e memorizar, a rapidez nos dá menos tempo para pensar no que lemos.” (primeiro parágrafo)
2. “Segundo seus fundadores, apenas 20% do nosso tempo de leitura é dedicado a decifrar palavras.” (segundo parágrafo)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), tendo em vista a norma padrão da língua portuguesa.
( ) A reescrita seguinte não causa prejuízo gramatical nem de sentido ao enunciado em 1 “A rapidez dá-nos menos tempo para pensarmos no que lemos, porquanto não compromete a capacidade de compreender e memorizar.
( ) Em 1, “de compreender e memorizar” tem a função sintática de complemento nominal.
( ) Em 1, o vocábulo “o” é um pronome demonstrativo e está combinado com a preposição “em”.
( ) Em 2, “seus” é um pronome possessivo e faz referência a “leitura dinâmica”.
( ) Em 2, “é dedicado” poderia ser reescrito como “são dedicados”, em concordância com o sujeito quantificado com expressão de porcentagem.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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Ler com pressa é pior do que não ler
Quem acompanha a coluna já sabe minha opinião sobre a leitura dinâmica. Sou um cético. Ler mais rápido é possível, evidentemente, e não faltam manuais na internet para quem estiver disposto a tentar. Mas a velocidade tem seu preço. Mesmo quando não compromete a capacidade de compreender e memorizar, a rapidez nos dá menos tempo para pensar no que lemos. E, afinal, para que tanta pressa? Qualquer livraria de esquina tem muito mais livros do que seremos capazes de ler em toda a nossa vida.
Os defensores da leitura dinâmica parecem não se importar, e continuam criando os métodos mais heterodoxos para acelerar seus olhos. De todos os métodos que já me apresentaram, o mais curioso é também o mais recente. No fim de fevereiro, a empresa americana Spritz anunciou uma tecnologia capaz de ensinar qualquer um a ler rápido instantaneamente, em qualquer tela de celular. Segundo seus fundadores, apenas 20% do nosso tempo de leitura é dedicado a decifrar palavras. Os outros 80% são gastos movendo os olhos em busca de uma boa posição para ler. A solução proposta para o suposto problema é simples: exibir apenas uma palavra por vez na tela, sempre na posição ideal para a leitura. As palavras se sucedem na velocidade escolhida pelo usuário. Com esse método, os criadores dizem que é possível ler e entender até 1000 palavras por minuto. Um romance curto como o primeiro Harry Potter, por exemplo, poderia ser lido em pouco mais de uma hora.
Mesmo antes do lançamento, já há quem diga que o Spritz provocará uma revolução na leitura. Discordo. A tecnologia apenas nos tornará ainda mais apressados. Ler Harry Potter em uma hora e meia é uma péssima maneira de aproveitar o tempo. Nada contra o livro, mas tudo contra a velocidade. Um romance não foi escrito para ser absorvido num período tão curto. Não há tempo para se envolver com os personagens, imaginar cenas e tentar adivinhar o que vai acontecer a seguir. O livro se torna um borrão.
No universo da cultura, a obsessão com a velocidade parece ser uma característica exclusiva dos leitores. Não existe cinema dinâmico, por exemplo. Cinéfilos sabem que um filme de três horas deve ser visto em três horas: nem um minuto a menos. O mesmo vale para a leitura. Ler um grande romance exige tempo. Se você não estiver disposto a gastá-lo, melhor fazer outra coisa. Programas como o Spritz só terão valor se os usarmos para ler textos pouco importantes: mensagens no celular, posts nas redes sociais, divagações semanais de colunistas. Será a revolução da leitura superficial. Se é para perder tempo com bobagens, que ao menos seja pouco. A internet está cheia de textos que merecem ser lidos a 1000 palavras por minuto. Um livro – qualquer livro – merece um destino melhor.
VENTICINQUE, Danilo.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/03/ bler-com-pressab-e-pior-do-que-nao-ler.html [Adaptado] Acesso em 13/03/2014.
Considerando o texto, assinale a alternativa em que o vocábulo à direita tem o mesmo significado que o termo transcrito à esquerda.
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Ler com pressa é pior do que não ler
Quem acompanha a coluna já sabe minha opinião sobre a leitura dinâmica. Sou um cético. Ler mais rápido é possível, evidentemente, e não faltam manuais na internet para quem estiver disposto a tentar. Mas a velocidade tem seu preço. Mesmo quando não compromete a capacidade de compreender e memorizar, a rapidez nos dá menos tempo para pensar no que lemos. E, afinal, para que tanta pressa? Qualquer livraria de esquina tem muito mais livros do que seremos capazes de ler em toda a nossa vida.
Os defensores da leitura dinâmica parecem não se importar, e continuam criando os métodos mais heterodoxos para acelerar seus olhos. De todos os métodos que já me apresentaram, o mais curioso é também o mais recente. No fim de fevereiro, a empresa americana Spritz anunciou uma tecnologia capaz de ensinar qualquer um a ler rápido instantaneamente, em qualquer tela de celular. Segundo seus fundadores, apenas 20% do nosso tempo de leitura é dedicado a decifrar palavras. Os outros 80% são gastos movendo os olhos em busca de uma boa posição para ler. A solução proposta para o suposto problema é simples: exibir apenas uma palavra por vez na tela, sempre na posição ideal para a leitura. As palavras se sucedem na velocidade escolhida pelo usuário. Com esse método, os criadores dizem que é possível ler e entender até 1000 palavras por minuto. Um romance curto como o primeiro Harry Potter, por exemplo, poderia ser lido em pouco mais de uma hora.
Mesmo antes do lançamento, já há quem diga que o Spritz provocará uma revolução na leitura. Discordo. A tecnologia apenas nos tornará ainda mais apressados. Ler Harry Potter em uma hora e meia é uma péssima maneira de aproveitar o tempo. Nada contra o livro, mas tudo contra a velocidade. Um romance não foi escrito para ser absorvido num período tão curto. Não há tempo para se envolver com os personagens, imaginar cenas e tentar adivinhar o que vai acontecer a seguir. O livro se torna um borrão.
No universo da cultura, a obsessão com a velocidade parece ser uma característica exclusiva dos leitores. Não existe cinema dinâmico, por exemplo. Cinéfilos sabem que um filme de três horas deve ser visto em três horas: nem um minuto a menos. O mesmo vale para a leitura. Ler um grande romance exige tempo. Se você não estiver disposto a gastá-lo, melhor fazer outra coisa. Programas como o Spritz só terão valor se os usarmos para ler textos pouco importantes: mensagens no celular, posts nas redes sociais, divagações semanais de colunistas. Será a revolução da leitura superficial. Se é para perder tempo com bobagens, que ao menos seja pouco. A internet está cheia de textos que merecem ser lidos a 1000 palavras por minuto. Um livro – qualquer livro – merece um destino melhor.
VENTICINQUE, Danilo.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/03/ bler-com-pressab-e-pior-do-que-nao-ler.html [Adaptado] Acesso em 13/03/2014.
Com base no texto, analise as frases abaixo e identifique as que expressam a opinião do autor.
1. “De todos os métodos que já me apresentaram, o mais curioso é também o mais recente.” (segundo parágrafo)
2. “As palavras se sucedem na velocidade escolhida pelo usuário.” (segundo parágrafo)
3. Mesmo antes do lançamento, já há quem diga que o Spritz provocará uma revolução na leitura. (terceiro parágrafo)
4. “Ler Harry Potter em uma hora e meia é uma péssima maneira de aproveitar o tempo.” (terceiro parágrafo)
5. “Se você não estiver disposto a gastá-lo, melhor fazer outra coisa.” (último parágrafo)
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Ler com pressa é pior do que não ler
Quem acompanha a coluna já sabe minha opinião sobre a leitura dinâmica. Sou um cético. Ler mais rápido é possível, evidentemente, e não faltam manuais na internet para quem estiver disposto a tentar. Mas a velocidade tem seu preço. Mesmo quando não compromete a capacidade de compreender e memorizar, a rapidez nos dá menos tempo para pensar no que lemos. E, afinal, para que tanta pressa? Qualquer livraria de esquina tem muito mais livros do que seremos capazes de ler em toda a nossa vida.
Os defensores da leitura dinâmica parecem não se importar, e continuam criando os métodos mais heterodoxos para acelerar seus olhos. De todos os métodos que já me apresentaram, o mais curioso é também o mais recente. No fim de fevereiro, a empresa americana Spritz anunciou uma tecnologia capaz de ensinar qualquer um a ler rápido instantaneamente, em qualquer tela de celular. Segundo seus fundadores, apenas 20% do nosso tempo de leitura é dedicado a decifrar palavras. Os outros 80% são gastos movendo os olhos em busca de uma boa posição para ler. A solução proposta para o suposto problema é simples: exibir apenas uma palavra por vez na tela, sempre na posição ideal para a leitura. As palavras se sucedem na velocidade escolhida pelo usuário. Com esse método, os criadores dizem que é possível ler e entender até 1000 palavras por minuto. Um romance curto como o primeiro Harry Potter, por exemplo, poderia ser lido em pouco mais de uma hora.
Mesmo antes do lançamento, já há quem diga que o Spritz provocará uma revolução na leitura. Discordo. A tecnologia apenas nos tornará ainda mais apressados. Ler Harry Potter em uma hora e meia é uma péssima maneira de aproveitar o tempo. Nada contra o livro, mas tudo contra a velocidade. Um romance não foi escrito para ser absorvido num período tão curto. Não há tempo para se envolver com os personagens, imaginar cenas e tentar adivinhar o que vai acontecer a seguir. O livro se torna um borrão.
No universo da cultura, a obsessão com a velocidade parece ser uma característica exclusiva dos leitores. Não existe cinema dinâmico, por exemplo. Cinéfilos sabem que um filme de três horas deve ser visto em três horas: nem um minuto a menos. O mesmo vale para a leitura. Ler um grande romance exige tempo. Se você não estiver disposto a gastá-lo, melhor fazer outra coisa. Programas como o Spritz só terão valor se os usarmos para ler textos pouco importantes: mensagens no celular, posts nas redes sociais, divagações semanais de colunistas. Será a revolução da leitura superficial. Se é para perder tempo com bobagens, que ao menos seja pouco. A internet está cheia de textos que merecem ser lidos a 1000 palavras por minuto. Um livro – qualquer livro – merece um destino melhor.
VENTICINQUE, Danilo.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/03/ bler-com-pressab-e-pior-do-que-nao-ler.html [Adaptado] Acesso em 13/03/2014.
Assinale a alternativa correta em relação à análise dos elementos linguísticos destacados no trecho:
“Com esse método, os criadores dizem que é possível ler e entender até 1000 palavras por minuto. Um romance curto como o primeiro Harry Potter, por exemplo, poderia ser lido em pouco mais de uma hora.” (segundo parágrafo)
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Ler com pressa é pior do que não ler
Quem acompanha a coluna já sabe minha opinião sobre a leitura dinâmica. Sou um cético. Ler mais rápido é possível, evidentemente, e não faltam manuais na internet para quem estiver disposto a tentar. Mas a velocidade tem seu preço. Mesmo quando não compromete a capacidade de compreender e memorizar, a rapidez nos dá menos tempo para pensar no que lemos. E, afinal, para que tanta pressa? Qualquer livraria de esquina tem muito mais livros do que seremos capazes de ler em toda a nossa vida.
Os defensores da leitura dinâmica parecem não se importar, e continuam criando os métodos mais heterodoxos para acelerar seus olhos. De todos os métodos que já me apresentaram, o mais curioso é também o mais recente. No fim de fevereiro, a empresa americana Spritz anunciou uma tecnologia capaz de ensinar qualquer um a ler rápido instantaneamente, em qualquer tela de celular. Segundo seus fundadores, apenas 20% do nosso tempo de leitura é dedicado a decifrar palavras. Os outros 80% são gastos movendo os olhos em busca de uma boa posição para ler. A solução proposta para o suposto problema é simples: exibir apenas uma palavra por vez na tela, sempre na posição ideal para a leitura. As palavras se sucedem na velocidade escolhida pelo usuário. Com esse método, os criadores dizem que é possível ler e entender até 1000 palavras por minuto. Um romance curto como o primeiro Harry Potter, por exemplo, poderia ser lido em pouco mais de uma hora.
Mesmo antes do lançamento, já há quem diga que o Spritz provocará uma revolução na leitura. Discordo. A tecnologia apenas nos tornará ainda mais apressados. Ler Harry Potter em uma hora e meia é uma péssima maneira de aproveitar o tempo. Nada contra o livro, mas tudo contra a velocidade. Um romance não foi escrito para ser absorvido num período tão curto. Não há tempo para se envolver com os personagens, imaginar cenas e tentar adivinhar o que vai acontecer a seguir. O livro se torna um borrão.
No universo da cultura, a obsessão com a velocidade parece ser uma característica exclusiva dos leitores. Não existe cinema dinâmico, por exemplo. Cinéfilos sabem que um filme de três horas deve ser visto em três horas: nem um minuto a menos. O mesmo vale para a leitura. Ler um grande romance exige tempo. Se você não estiver disposto a gastá-lo, melhor fazer outra coisa. Programas como o Spritz só terão valor se os usarmos para ler textos pouco importantes: mensagens no celular, posts nas redes sociais, divagações semanais de colunistas. Será a revolução da leitura superficial. Se é para perder tempo com bobagens, que ao menos seja pouco. A internet está cheia de textos que merecem ser lidos a 1000 palavras por minuto. Um livro – qualquer livro – merece um destino melhor.
VENTICINQUE, Danilo.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/03/ bler-com-pressab-e-pior-do-que-nao-ler.html [Adaptado] Acesso em 13/03/2014.
Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.
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