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836044 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um grande teste de sustentabilidade

Ao se considerar que a raça humana já está consumindo anualmente 50% a mais do que a Terra produz nesse período, torna-se forçoso planejar como conseguiremos alimentar toda a população prevista para o futuro – em 2050, de acordo com as estimativas, seremos mais de 9 bilhões. É quando pensamos nas variáveis envolvidas nessa questão que começamos a ter uma ideia do desafio à nossa frente.

Não basta pensar simplesmente em produzir alimentos para essa enorme quantidade de pessoas. A solução tem que levar em conta simultaneamente premissas como minimizar as emissões de gases de efeito estufa, inibir a expansão de áreas cultivadas, impedir a extinção de espécies animais e preservar a água. Além de aumentar o volume de alimentos produzidos nas terras agrícolas existentes, é necessário reduzir à metade o desperdício de comida registrado principalmente nas sociedades mais desenvolvidas.

Um fator comum aos estudos existentes, inclusive ao que deu origem à chamada “dieta da saúde planetária”, é que a criação de bovinos para abate nas atuais proporções precisa ser revista urgentemente. Esses animais realmente exercem uma pressão substancial sobre os recursos naturais – boa parte da produção agrícola mundial, aliás, é destinada a alimentá-los. E, no balanço final, os bovinos são responsáveis por apenas 33% das proteínas e 17% das calorias consumidas ao redor do mundo.

Isso significa que todos devem pensar em consumir apenas produtos de origem vegetal? É prematuro dizer isso. Previsivelmente, não há como impor de cima para baixo uma proposta como essa. Existem tradições, culturas, hábitos arraigados (o churrasco brasileiro é um exemplo) que não serão abandonados de uma hora para outra. Existe também toda uma cadeia econômica fundamentada na proteína animal que certamente vai lutar por sua sobrevivência nos moldes atuais. Mais cedo ou mais tarde, porém, teremos que encarar esse assunto. Em jogo está a nossa própria sobrevivência neste planeta.

(Eduardo Araia. Revista Planeta. Editorial, abril/maio, 2019. Adaptado)

Conforme a leitura do último parágrafo, pode-se afirmar que alterar hábitos humanos em relação ao consumo de carne
 

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836043 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um grande teste de sustentabilidade

Ao se considerar que a raça humana já está consumindo anualmente 50% a mais do que a Terra produz nesse período, torna-se forçoso planejar como conseguiremos alimentar toda a população prevista para o futuro – em 2050, de acordo com as estimativas, seremos mais de 9 bilhões. É quando pensamos nas variáveis envolvidas nessa questão que começamos a ter uma ideia do desafio à nossa frente.

Não basta pensar simplesmente em produzir alimentos para essa enorme quantidade de pessoas. A solução tem que levar em conta simultaneamente premissas como minimizar as emissões de gases de efeito estufa, inibir a expansão de áreas cultivadas, impedir a extinção de espécies animais e preservar a água. Além de aumentar o volume de alimentos produzidos nas terras agrícolas existentes, é necessário reduzir à metade o desperdício de comida registrado principalmente nas sociedades mais desenvolvidas.

Um fator comum aos estudos existentes, inclusive ao que deu origem à chamada “dieta da saúde planetária”, é que a criação de bovinos para abate nas atuais proporções precisa ser revista urgentemente. Esses animais realmente exercem uma pressão substancial sobre os recursos naturais – boa parte da produção agrícola mundial, aliás, é destinada a alimentá-los. E, no balanço final, os bovinos são responsáveis por apenas 33% das proteínas e 17% das calorias consumidas ao redor do mundo.

Isso significa que todos devem pensar em consumir apenas produtos de origem vegetal? É prematuro dizer isso. Previsivelmente, não há como impor de cima para baixo uma proposta como essa. Existem tradições, culturas, hábitos arraigados (o churrasco brasileiro é um exemplo) que não serão abandonados de uma hora para outra. Existe também toda uma cadeia econômica fundamentada na proteína animal que certamente vai lutar por sua sobrevivência nos moldes atuais. Mais cedo ou mais tarde, porém, teremos que encarar esse assunto. Em jogo está a nossa própria sobrevivência neste planeta.

(Eduardo Araia. Revista Planeta. Editorial, abril/maio, 2019. Adaptado)

Considere os seguintes trechos do texto:

“... inibir a expansão de áreas cultivadas...”

“... exercem uma pressão substancial sobre os recursos naturais...”

As palavras destacadas podem ser substituídas, respectivamente e sem alteração de sentido, por:

 

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836038 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um boi vê os homens

Tão delicados (mais que um arbusto) e correm

e correm de um para o outro lado, sempre esquecidos de [alguma coisa.

Certamente falta-lhes não sei que atributo essencial,

posto se apresentem nobres e graves, por vezes.

Ah, espantosamente graves, até sinistros.

Coitados, dir-se-ia que não escutam nem o canto do ar

nem os segredos do feno,

como também parecem não enxergar

o que é visível e comum a cada um de nós, no espaço.

E ficam tristes e no rasto da tristeza chegam à crueldade.

Toda a expressão deles mora nos olhos –

e perde-se a um simples baixar de cílios, a uma sombra.

Nada nos pelos, nos extremos de inconcebível fragilidade,

e como neles há pouca montanha,

e que secura e que reentrâncias e que impossibilidade

de se organizarem em formas calmas, permanentes e [necessárias.

Têm, talvez, certa graça melancólica (um minuto)

e com isto se fazem perdoar a agitação incômoda e o [translúcido vazio interior

que os torna tão pobres e carecidos de emitir sons absurdos [e agônicos:

desejo, amor, ciúme (que sabemos nós),

sons que se despedaçam e tombam no campo

como pedras aflitas e queimam a erva e a água,

e difícil, depois disto,

é ruminarmos nossa verdade.

(Carlos Drummond de Andrade. Reunião: 10 livros de poesia. Ed. José Olympio. São Paulo, 1977)

No trecho “... imposibilidade de se organizarem em formas calmas, permanentes e necessárias”, as palavras destacadas têm, respectivamente, sentido contrário de
 

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836037 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um boi vê os homens

Tão delicados (mais que um arbusto) e correm

e correm de um para o outro lado, sempre esquecidos de [alguma coisa.

Certamente falta-lhes não sei que atributo essencial,

posto se apresentem nobres e graves, por vezes.

Ah, espantosamente graves, até sinistros.

Coitados, dir-se-ia que não escutam nem o canto do ar

nem os segredos do feno,

como também parecem não enxergar

o que é visível e comum a cada um de nós, no espaço.

E ficam tristes e no rasto da tristeza chegam à crueldade.

Toda a expressão deles mora nos olhos –

e perde-se a um simples baixar de cílios, a uma sombra.

Nada nos pelos, nos extremos de inconcebível fragilidade,

e como neles há pouca montanha,

e que secura e que reentrâncias e que impossibilidade

de se organizarem em formas calmas, permanentes e [necessárias.

Têm, talvez, certa graça melancólica (um minuto)

e com isto se fazem perdoar a agitação incômoda e o [translúcido vazio interior

que os torna tão pobres e carecidos de emitir sons absurdos [e agônicos:

desejo, amor, ciúme (que sabemos nós),

sons que se despedaçam e tombam no campo

como pedras aflitas e queimam a erva e a água,

e difícil, depois disto,

é ruminarmos nossa verdade.

(Carlos Drummond de Andrade. Reunião: 10 livros de poesia. Ed. José Olympio. São Paulo, 1977)

Assinale a alternativa em que há palavra ou expressão empregada com sentido figurado.
 

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836036 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um grande teste de sustentabilidade

Ao se considerar que a raça humana já está consumindo anualmente 50% a mais do que a Terra produz nesse período, torna-se forçoso planejar como conseguiremos alimentar toda a população prevista para o futuro – em 2050, de acordo com as estimativas, seremos mais de 9 bilhões. É quando pensamos nas variáveis envolvidas nessa questão que começamos a ter uma ideia do desafio à nossa frente.

Não basta pensar simplesmente em produzir alimentos para essa enorme quantidade de pessoas. A solução tem que levar em conta simultaneamente premissas como minimizar as emissões de gases de efeito estufa, inibir a expansão de áreas cultivadas, impedir a extinção de espécies animais e preservar a água. Além de aumentar o volume de alimentos produzidos nas terras agrícolas existentes, é necessário reduzir à metade o desperdício de comida registrado principalmente nas sociedades mais desenvolvidas.

Um fator comum aos estudos existentes, inclusive ao que deu origem à chamada “dieta da saúde planetária”, é que a criação de bovinos para abate nas atuais proporções precisa ser revista urgentemente. Esses animais realmente exercem uma pressão substancial sobre os recursos naturais – boa parte da produção agrícola mundial, aliás, é destinada a alimentá-los. E, no balanço final, os bovinos são responsáveis por apenas 33% das proteínas e 17% das calorias consumidas ao redor do mundo.

Isso significa que todos devem pensar em consumir apenas produtos de origem vegetal? É prematuro dizer isso. Previsivelmente, não há como impor de cima para baixo uma proposta como essa. Existem tradições, culturas, hábitos arraigados (o churrasco brasileiro é um exemplo) que não serão abandonados de uma hora para outra. Existe também toda uma cadeia econômica fundamentada na proteína animal que certamente vai lutar por sua sobrevivência nos moldes atuais. Mais cedo ou mais tarde, porém, teremos que encarar esse assunto. Em jogo está a nossa própria sobrevivência neste planeta.

(Eduardo Araia. Revista Planeta. Editorial, abril/maio, 2019. Adaptado)

A pontuação está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
 

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836034 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um boi vê os homens

Tão delicados (mais que um arbusto) e correm

e correm de um para o outro lado, sempre esquecidos de [alguma coisa.

Certamente falta-lhes não sei que atributo essencial,

posto se apresentem nobres e graves, por vezes.

Ah, espantosamente graves, até sinistros.

Coitados, dir-se-ia que não escutam nem o canto do ar

nem os segredos do feno,

como também parecem não enxergar

o que é visível e comum a cada um de nós, no espaço.

E ficam tristes e no rasto da tristeza chegam à crueldade.

Toda a expressão deles mora nos olhos –

e perde-se a um simples baixar de cílios, a uma sombra.

Nada nos pelos, nos extremos de inconcebível fragilidade,

e como neles há pouca montanha,

e que secura e que reentrâncias e que impossibilidade

de se organizarem em formas calmas, permanentes e [necessárias.

Têm, talvez, certa graça melancólica (um minuto)

e com isto se fazem perdoar a agitação incômoda e o [translúcido vazio interior

que os torna tão pobres e carecidos de emitir sons absurdos [e agônicos:

desejo, amor, ciúme (que sabemos nós),

sons que se despedaçam e tombam no campo

como pedras aflitas e queimam a erva e a água,

e difícil, depois disto,

é ruminarmos nossa verdade.

(Carlos Drummond de Andrade. Reunião: 10 livros de poesia. Ed. José Olympio. São Paulo, 1977)

A alternativa cuja palavra destacada, retirada do poema, atribui uma qualidade ao vocábulo anterior é:
 

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836031 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um boi vê os homens

Tão delicados (mais que um arbusto) e correm

e correm de um para o outro lado, sempre esquecidos de [alguma coisa.

Certamente falta-lhes não sei que atributo essencial,

posto se apresentem nobres e graves, por vezes.

Ah, espantosamente graves, até sinistros.

Coitados, dir-se-ia que não escutam nem o canto do ar

nem os segredos do feno,

como também parecem não enxergar

o que é visível e comum a cada um de nós, no espaço.

E ficam tristes e no rasto da tristeza chegam à crueldade.

Toda a expressão deles mora nos olhos –

e perde-se a um simples baixar de cílios, a uma sombra.

Nada nos pelos, nos extremos de inconcebível fragilidade,

e como neles há pouca montanha,

e que secura e que reentrâncias e que impossibilidade

de se organizarem em formas calmas, permanentes e [necessárias.

Têm, talvez, certa graça melancólica (um minuto)

e com isto se fazem perdoar a agitação incômoda e o [translúcido vazio interior

que os torna tão pobres e carecidos de emitir sons absurdos [e agônicos:

desejo, amor, ciúme (que sabemos nós),

sons que se despedaçam e tombam no campo

como pedras aflitas e queimam a erva e a água,

e difícil, depois disto,

é ruminarmos nossa verdade.

(Carlos Drummond de Andrade. Reunião: 10 livros de poesia. Ed. José Olympio. São Paulo, 1977)

Conforme a leitura do poema, em relação à natureza, o homem é visto pelo eu-lírico (um boi) como um ser
 

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836028 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um grande teste de sustentabilidade

Ao se considerar que a raça humana já está consumindo anualmente 50% a mais do que a Terra produz nesse período, torna-se forçoso planejar como conseguiremos alimentar toda a população prevista para o futuro – em 2050, de acordo com as estimativas, seremos mais de 9 bilhões. É quando pensamos nas variáveis envolvidas nessa questão que começamos a ter uma ideia do desafio à nossa frente.

Não basta pensar simplesmente em produzir alimentos para essa enorme quantidade de pessoas. A solução tem que levar em conta simultaneamente premissas como minimizar as emissões de gases de efeito estufa, inibir a expansão de áreas cultivadas, impedir a extinção de espécies animais e preservar a água. Além de aumentar o volume de alimentos produzidos nas terras agrícolas existentes, é necessário reduzir à metade o desperdício de comida registrado principalmente nas sociedades mais desenvolvidas.

Um fator comum aos estudos existentes, inclusive ao que deu origem à chamada “dieta da saúde planetária”, é que a criação de bovinos para abate nas atuais proporções precisa ser revista urgentemente. Esses animais realmente exercem uma pressão substancial sobre os recursos naturais – boa parte da produção agrícola mundial, aliás, é destinada a alimentá-los. E, no balanço final, os bovinos são responsáveis por apenas 33% das proteínas e 17% das calorias consumidas ao redor do mundo.

Isso significa que todos devem pensar em consumir apenas produtos de origem vegetal? É prematuro dizer isso. Previsivelmente, não há como impor de cima para baixo uma proposta como essa. Existem tradições, culturas, hábitos arraigados (o churrasco brasileiro é um exemplo) que não serão abandonados de uma hora para outra. Existe também toda uma cadeia econômica fundamentada na proteína animal que certamente vai lutar por sua sobrevivência nos moldes atuais. Mais cedo ou mais tarde, porém, teremos que encarar esse assunto. Em jogo está a nossa própria sobrevivência neste planeta.

(Eduardo Araia. Revista Planeta. Editorial, abril/maio, 2019. Adaptado)

A leitura do texto permite afirmar que o ser humano
 

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836027 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

Um boi vê os homens

Tão delicados (mais que um arbusto) e correm

e correm de um para o outro lado, sempre esquecidos de [alguma coisa.

Certamente falta-lhes não sei que atributo essencial,

posto se apresentem nobres e graves, por vezes.

Ah, espantosamente graves, até sinistros.

Coitados, dir-se-ia que não escutam nem o canto do ar

nem os segredos do feno,

como também parecem não enxergar

o que é visível e comum a cada um de nós, no espaço.

E ficam tristes e no rasto da tristeza chegam à crueldade.

Toda a expressão deles mora nos olhos –

e perde-se a um simples baixar de cílios, a uma sombra.

Nada nos pelos, nos extremos de inconcebível fragilidade,

e como neles há pouca montanha,

e que secura e que reentrâncias e que impossibilidade

de se organizarem em formas calmas, permanentes e [necessárias.

Têm, talvez, certa graça melancólica (um minuto)

e com isto se fazem perdoar a agitação incômoda e o [translúcido vazio interior

que os torna tão pobres e carecidos de emitir sons absurdos [e agônicos:

desejo, amor, ciúme (que sabemos nós),

sons que se despedaçam e tombam no campo

como pedras aflitas e queimam a erva e a água,

e difícil, depois disto,

é ruminarmos nossa verdade.

(Carlos Drummond de Andrade. Reunião: 10 livros de poesia. Ed. José Olympio. São Paulo, 1977)

A leitura do poema permite afirmar que a visão do eu-lírico (um boi) revela
 

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836026 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: MPE-SP

enunciado 836026-1

Conforme a leitura da tirinha, é correto afirmar que
 

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