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Foram encontradas 100 questões.

394066 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
Maria almoçar é condição necessária para Luisa lavar e condição suficiente para Bianca comprar. Bianca comprar é condição necessária e suficiente para Lúcia trabalhar. Então, quando Luisa lava, podemos concluir corretamente que:
 

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394061 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
Seja a sentença lógica “Maria é morena ou se Patrícia é loira, então, Cássia é ruiva”. Sabendo que essa sentença é falsa, podemos concluir corretamente que:
 

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394058 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
Marcos, José e João possuem cargos diferentes em uma mesma empresa. Um deles é o administrador, outro é o comprador e, o outro, é o entregador. Sabe-se que: ou Marcos é o administrador, ou João é o administrador; ou Marcos é o comprador, ou José é o entregador; ou João é o entregador, ou José é o entregador; ou José é o comprador, ou João é o comprador. Com essas informações, conclui-se que os cargos de Marcos e João são respectivamente:
 

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394049 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
Uma sentença logicamente equivalente a “Se o carro é veloz, então, a moto é lenta” é:
 

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394047 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
Falar que “Se Paulo é rico, então Pedro é sortudo” é, logicamente equivalente a:
 

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394044 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
Na páscoa, João não viajou. Sabe-se que, sempre que Paulo veleja, Paulo fica bronzeado. Sabe-se também que, na páscoa, ou Ricardo descansa ou se diverte. Sempre que Ricardo se diverte, João viaja, e, sempre que Ricardo descansa, Paulo veleja. Então, pode-se afirmar que, na páscoa:
 

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394043 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
Carlos não é policial ou Tiago é bombeiro. Bruno é médico ou Tiago não é bombeiro. Tiago não é bombeiro ou Bruno não é médico. Se Bruno não é médico, então Carlos é policial. Pode-se concluir que:
 

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394034 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
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Em um laboratório, têm-se 500 mL de soro glicosado a razão de 6% em volume. Um técnico acrescenta ao soro 10 ampolas de 10 mL na razão de 24% em volume. A concentração de glicose no volume final (em %) é:
 

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394033 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES
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Um morador, não contemplado com rede de água tratada, enchia sua cisterna mediante um caminhão-pipa. De um mês para o outro, o fornecedor resolveu aumentar o valor da entrega em 25%. O percentual de redução da quantidade de água que, antes do aumento, correspondia à cisterna cheia é de:
 

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394029 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: PC-ES

O homem cuja orelha cresceu

Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora extra. Escriturário de uma firma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a mão. Deviam ter uns dez centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Ficou só olhando. Elas cresciam, chegavam à cintura. Finas, compridas, como fitas de came, enrugadas. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário de material também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse mais andar na rua. Se tivesse um amigo, ou namorada, iria mostrar o que estava acontecendo. Mas o escriturário não conhecia ninguém a não ser os colegas de escritório. Colegas, não amigos. Ele abriu a camisa, enfiou as orelhas para dentro. Enrolou uma toalha na cabeça, como se estivesse machucado.

Quando chegou na pensão, a orelha saía pela perna da calça. O escriturário tirou a roupa. Deitou-se, louco para dormir e esquecer. E se fosse ao médico? Um otorrinolaringologista. A esta hora da noite? Olhava o forro branco, incapaz de pensar, dormiu de desespero.

Ao acordar, viu aos pés da cama o monte de uns trinta centímetros de altura. A orelha crescera e se enrolara como cobra. Tentou se levantar. Difícil. Precisava segurar as orelhas enroladas. Pesavam. Ficou na cama. E sentia a orelha crescendo, com uma cosquinha. O sangue correndo para iá, os nervos, músculos, a pele se formando, rápido. Às quatro da tarde, toda a cama tinha sido tomada pela orelha. O escriturário sentia fome, sede. Às dez da noite, sua barriga roncava. A orelha tinha caído para fóra da cama. Dormiu.

Acordou no meio da noite com o barulhinho da orelha crescendo. Dormiu de novo e quando acordou na manhã seguinte, o quarto se enchera com a orelha. Ela estava em cima do guarda-roupa, embaixo da cama, na pia. E forçava a porta. Ao meio-dia, a orelha derrubou a porta, saiu pelo corredor. Duas horas mais tarde, encheu o corredor. Inundou a casa. Os hóspedes fugiram para a rua. Chamaram a polícia, o corpo de bombeiros. A orelha saiu para o quintal. Para a rua.

Vieram os açougueiros com facas, machados, serrotes. Os açougueiros trabalharam o dia inteiro cortando e amontoando. O prefeito mandou dar a carne aos pobres. Vieram os favelados, as organizações de assistência social, irmandades religiosas, donos de restaurantes, vendedores de churrasquinho na porta do estádio, donas de casa. Vinham com cestas, carrinhos, carroças, camionetas. Toda a população apanhou carne de orelha. Apareceu um administrador, trouxe sacos de plástico, higiênicos, organizou filas, fez uma distribuição racional.

E quando todos tinham levado carne para aquele dia e para os outros, começaram a estocar. Encheram silos, frigoríficos, geladeiras. Quando não havia mais onde estocar a carne de orelha, cham aram outras cidades. Vieram novos açougueiros. E a orelha crescia, era cortada e crescia, e os açougueiros trabalhavam. E vinham outros açougueiros. E os outros se cansavam. E a cidade não suportava mais carne de orelha. O povo pediu uma providência ao prefeito. E o prefeito ao governador. E o governador ao presidente.

E quando não havia solução, um menino, diante da rua cheia de carne de orelha, disse a um policial: “Por que ó senhor não mata o dono da orelha?”

(Ignácio de Loyoia Brandão, Os melhores contos de Ignácio de Loyola Brandão. Seleção de Deonísio da Silva. São Paulo: Global, 1993. p.135.)

No fragmento “Deitou-se, louco PARA dormir e esquecer. [...] Incapaz de pensar, dormiu DE desespero.”, transcrito do texto, as preposições destacadas têm, respectivamente, valores semânticos de:
 

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