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O que é mesmo o respeito às diferenças.
Um dos refrãos que são mais ouvidos nos dias de hoje é: "tem que haver respeito às diferenças"! Em diferentes situações de agressão, clamados pelo respeito à pessoa, às leis, aos direitos, aos deveres, à justiça. O que significa de fato esse respeito? O que buscamos quando gritamos por respeito?
Constata-se que esse refrão é interpretado segundo o que a necessidade imediata da pessoa agredida estabelece ou segundo o que estabelece o critério dos que reclamam por esse direito. Mas se algo é reconhecido como direito, por que não é vivido como tal? Constata-se que a reciprocidade exigida pelo respeito não é levada em conta, ou seja, o direito ao respeito parece não ter igual legitimidade social.
A palavra ou o conceito respeito é atribuído - no caso da presente reflexão - às diferenças. Por isso, quero lembrar algo sobre o sentido da palavra respeito. Sua origem está no latim respectus e indica um sentimento de apreço, consideração, deferência, algo que merece um segundo olhar, uma segunda chance, uma segunda atenção.
Não tem a ver com concordância com a posição alheia, mas sim com dar permissão para que ela se manifeste livremente desde que não cause dano a outrem. Respeito exige reciprocidade e aí entramos num terreno muito complexo que, de certa forma, está ausente nas instituições sociais mantidas pelo capitalismo vigente, o maior educador de nosso povo. E isto porque, quando pensamos em respeito e reciprocidade, já temos um quadro mental interpretativo em que submetemos uns aos outros.
Respeitar o diferente não é convencê-lo a aderir ao modelo de comportamento que eu apresento como correto ou que a mídia determinou como correto. Tal forma de respeito na realidade é um sutil autoritarismo, um convencimento de que o diferente tem que ser igual a mim mesmo se eu o afirmo como diferente. Sou eu que afirmo o outro/a como diferente.
Por isso, colocar a palavra respeito como anterior às diferenças significa, de certa forma, limitá-las a uma espécie de ordem interpretativa, visto que sozinha a palavra não dá a si mesma um significado. E a pergunta que surge imediatamente é: quem estabelece o significado e a ordem do respeito, quem a determina, quem a promove? Estamos dessa forma diante das múltiplas interpretações e dos limites que a palavra respeito contém.
Respeito às diferenças sexuais! Respeito às diferentes etnias! Respeito às diferentes idades! Respeito às leis! É preciso ter respeito à floresta, à terra, aos rios, aos mares. Tudo tem que ter respeito, mas como se pode viver e entender algo mais desse respeito? O que fazer para que ele seja efetivo em favorecer o bem comum?
Diante dessa difícil tarefa, tenho bastante dificuldade com as afirmações sobre respeito ilimitado ou absoluto. Creio que esse absoluto não existe; isso porque não o experimentamos. Minha existência no mundo é, por si só, limitada a esse momento no qual vivo, ao espaço que ocupo, à minha educação, à minha família, a tudo o que recebi. Sou o que sinto, sou as minhas simpatias e antipatias, sou os interesses que defendo e os valores que prezo. Tudo isso sou eu, meu corpo, corpo aberto a tantas coisas e, ao mesmo tempo, limitado a tantas outras.
Por isso, não posso respeitar todas as diferenças e todas as opiniões. Não posso respeitar tudo no sentido de ter que acolher algumas formas de existir que me agridem, ameaçam, matam, destroem minhas convicções, minha maneira de estar no mundo. Tudo isso para afirmar que o respeito às diferenças não pode ser absoluto, não é experimentado como absoluto, mas é limitado aos nossos próprios limites.
O que posso fazer é apenas abrir uma conversa, propor um diálogo para que cheguemos a uma coexistência possível para além da beligerância que se tem instaurado entre nós [...] Eu, que estou faminta e me descubro olhando os restaurantes de luxo sem acesso nem à 'quentinha' diária, não posso sentir respeito por aquela turma sorridente que entra nos restaurantes [...] Eu, mulher violentada, não posso ter respeito pelos meus violentadores.
Minha inserção no mundo, embora seja única, é parcial e, por isso mesmo, o que chamo de respeito também é limitado e pode ser considerado pelo outro algo desrespeitoso.
Tudo parece um círculo vicioso e sem saída. Mas não é. Não é sem saída dentro dos limites provisórios de nossa história, porque podemos tentar mudar de lugar, perceber, de outro ponto, o mundo que nos constitui e envolve.
[...]
Nessa perspectiva, a diferença não é apenas de etnia, gênero, classe, política e outras tantas manifestações de nosso ser no mundo. A diferença sou eu, jamais idêntica a minha intimidade, sempre em estado de conversa, de dúvida, de raiva, de preconceito, de desejo, enfim de não coincidência comigo mesma.
[...]. Mas quem acolherá a grande empresa do pensamento, do pensamento fora dos benefícios do mercado, fora das Universidades vendidas às grandes empresas 'educacionais'? Eis a questão que é continuamente lançada a todos/as nós para tentarmos entender um pouco mais o significado múltiplo e complexo do 'respeito às diferenças' e ousar vivê-lo como valor em nosso cotidiano.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/o-que-e-mesmo-o-respeito-as-diferencas/(ADAPTADO)
Assinale a alternativa que contém um sinônimo do vocábulo em destaque em "para além da beligerância que se tem instaurado entre nós".
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A ideia de "raça" é, seguramente, o mais eficaz instrumento de dominação social inventado nos últimos 500 anos. Produzida no início da formação da América e do capitalismo, na passagem do século XV para o XVI, nos séculos seguintes foi imposta sobre toda a população do planeta como parte da dominação colonial da Europa (QUIJANO, 2007, p.43).
Com base no texto, é correto afirmar que
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Sobre as ideias de raça e racismo:
I - Não há diferença entre raça e etnia, pois ambas determinam os aspectos socioculturais de um grupo.
II - Apartheid foi o nome dado ao sistema econômico da África do Sul, e que exigia a segregação étnica.
III - Um exemplo de racismo estrutural é o ínfimo número de negros que tinham acesso aos cursos superiores de Medicina no Brasil antes das leis de cotas.
IV - Racismo institucional é o preconceito exercido pelas instituições públicas/privadas, pelo e/ ou expressa nas leis que promovem a exclusão ou o preconceito racial.
São INCORRETAS as afirmativas
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Considere a matriz real quadrada A de ordem 3, onde seus elementos são definidos por !$ a_{ij} = \begin{cases} 2^{i+j}, se i < j \\ i^2 - j + 1, sei \ge j \end{cases} !$.
A soma dos elementos que compõem a diagonal principal é
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Sobre os delitos da Lei 11.343/2006 - Lei de Drogas - é INCORRETO afirmar:
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Boy in London died after being stabbed multiple times.
A 16-year-old boy died after he was stabbed a number of times in north-west London by a group who had chased him, police have said.
The Metropolitan police were called to Munster Square in Camden, close to Regent's Park, at about 11.10pm on Monday. The boy was pronunced dead at the scene, with paramedics in attendance, and his next of kin were informed.
DCI Paul Healy said in a statement that police were in the early stages of their murder investigation and appealed for members of the public to "do the rigth thing and speak to us", with no arrests yet made.
"We believe the victim was chased around the square by a number of suspects prior to being stabbed a number of times," he said. "The suspects made off in a vehicle which was discovered burnt out nearby. Another vehicle believed to be involved in the incident was also found burnt out some distance away."
At the scene on Tuesday afternoon next to Munster Square, which sits in the middle of a number of tall council blocks, a large police cordon remained in place and stretched across a number of nearby roads. Residents said the cordon was so large because the boy had been chased.
A resident, Rosanara Begum, told the Evening Standard: "The boy was running away from them, Then we saw the two boys holding him and the other one stabbing him"
"As soons as I heard: 'Help me, help me', I was on the phone to the ambulance. He was bleending a lot. The attackers were skinny and just looked like teenagers. They were running off and they were screaming and laughing."
Her daughter added: "We saw three boys all wearing hoods all covered in black, the middle one had a long black, marchete-type knife. It was really long".
BUSBY, Mattha. Boy in London died after being stabbed multiple times. Disponível em: https://www.theguardian.com/uk-news/2019/aug/13/camden-sttabbing-police-investigate-fatal-incident-in-london. Acesso em:13 ago. 2019.
What is the author trying to do in the text?
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Figura 1 - Desertos na caatinga.
Fonte:http://sosriosdobrasil.blogspot.com. Acesso em: 04 set. 2019
Observe o mapa de distribuição geográfica de áreas em processo de desertificação.
A caatinga constitui um bioma, brasileiro, rico em fauna e flora, que corresponde a 11% do território nacional. Os estudos indicam que mais de 18.000 quilômetros quadrados do sertão nordestino já foram desertificados, outros 180.000 quilômetros quadrados estão seguindo o mesmo caminho.
Assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou falso. Esse processo de desertificação decorre:
( ) do fato de que a intensa ocupação populacional no semiárido brasileiro foi a principal responsável pelo aparecimento de áreas desertificadas na região Nordeste.
( ) devido às condições ambientais do bioma caatinga suportar a forma como as atividades econômicas vêm sendo desenvolvidas.
( ) da intensificação da extração de minerais, o desmatamento, a sinalização, a pecuária e a agricultura, base de entendimento para a compreensão do processo de desertificação.
( ) da forma como acontece o uso e a ocupação do solo, responsável pela diminuição da produtividade e fertilidade da caatinga.
( ) do fato de que muitos solos de algumas localidades no nordeste brasileiro estão passando pelo processo de desertificação, em função do crescimento da população.
A alternativa correta encontrada, de cima para baixo, é:
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A roda-gigante de um parque de diversões tem dezoito cadeiras igualmente espaçadas ao longo do seu perímetro e move-se no sentindo anti-horário, isto é, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Na figura ilustrativa acima, as letras A, B, C ... e R indicam as posições em que as cadeiras ficam cada vez que a roda gigante para.
Com a roda gigante parada, uma garota chamada Bruna senta-se na cadeira que está na posição A, posição mais baixa da roda gigante. A roda gigante move-se 5/6 de uma volta e para.
Nesse momento, a letra relativa à nova posição da cadeira ocupada por Bruna é:
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O que é mesmo o respeito às diferenças.
Um dos refrãos que são mais ouvidos nos dias de hoje é: "tem que haver respeito às diferenças"! Em diferentes situações de agressão, clamados pelo respeito à pessoa, às leis, aos direitos, aos deveres, à justiça. O que significa de fato esse respeito? O que buscamos quando gritamos por respeito?
Constata-se que esse refrão é interpretado segundo o que a necessidade imediata da pessoa agredida estabelece ou segundo o que estabelece o critério dos que reclamam por esse direito. Mas se algo é reconhecido como direito, por que não é vivido como tal? Constata-se que a reciprocidade exigida pelo respeito não é levada em conta, ou seja, o direito ao respeito parece não ter igual legitimidade social.
A palavra ou o conceito respeito é atribuído - no caso da presente reflexão - às diferenças. Por isso, quero lembrar algo sobre o sentido da palavra respeito. Sua origem está no latim respectus e indica um sentimento de apreço, consideração, deferência, algo que merece um segundo olhar, uma segunda chance, uma segunda atenção.
Não tem a ver com concordância com a posição alheia, mas sim com dar permissão para que ela se manifeste livremente desde que não cause dano a outrem. Respeito exige reciprocidade e aí entramos num terreno muito complexo que, de certa forma, está ausente nas instituições sociais mantidas pelo capitalismo vigente, o maior educador de nosso povo. E isto porque, quando pensamos em respeito e reciprocidade, já temos um quadro mental interpretativo em que submetemos uns aos outros.
Respeitar o diferente não é convencê-lo a aderir ao modelo de comportamento que eu apresento como correto ou que a mídia determinou como correto. Tal forma de respeito na realidade é um sutil autoritarismo, um convencimento de que o diferente tem que ser igual a mim mesmo se eu o afirmo como diferente. Sou eu que afirmo o outro/a como diferente.
Por isso, colocar a palavra respeito como anterior às diferenças significa, de certa forma, limitá-las a uma espécie de ordem interpretativa, visto que sozinha a palavra não dá a si mesma um significado. E a pergunta que surge imediatamente é: quem estabelece o significado e a ordem do respeito, quem a determina, quem a promove? Estamos dessa forma diante das múltiplas interpretações e dos limites que a palavra respeito contém.
Respeito às diferenças sexuais! Respeito às diferentes etnias! Respeito às diferentes idades! Respeito às leis! É preciso ter respeito à floresta, à terra, aos rios, aos mares. Tudo tem que ter respeito, mas como se pode viver e entender algo mais desse respeito? O que fazer para que ele seja efetivo em favorecer o bem comum?
Diante dessa difícil tarefa, tenho bastante dificuldade com as afirmações sobre respeito ilimitado ou absoluto. Creio que esse absoluto não existe; isso porque não o experimentamos. Minha existência no mundo é, por si só, limitada a esse momento no qual vivo, ao espaço que ocupo, à minha educação, à minha família, a tudo o que recebi. Sou o que sinto, sou as minhas simpatias e antipatias, sou os interesses que defendo e os valores que prezo. Tudo isso sou eu, meu corpo, corpo aberto a tantas coisas e, ao mesmo tempo, limitado a tantas outras.
Por isso, não posso respeitar todas as diferenças e todas as opiniões. Não posso respeitar tudo no sentido de ter que acolher algumas formas de existir que me agridem, ameaçam, matam, destroem minhas convicções, minha maneira de estar no mundo. Tudo isso para afirmar que o respeito às diferenças não pode ser absoluto, não é experimentado como absoluto, mas é limitado aos nossos próprios limites.
O que posso fazer é apenas abrir uma conversa, propor um diálogo para que cheguemos a uma coexistência possível para além da beligerância que se tem instaurado entre nós [...] Eu, que estou faminta e me descubro olhando os restaurantes de luxo sem acesso nem à 'quentinha' diária, não posso sentir respeito por aquela turma sorridente que entra nos restaurantes [...] Eu, mulher violentada, não posso ter respeito pelos meus violentadores.
Minha inserção no mundo, embora seja única, é parcial e, por isso mesmo, o que chamo de respeito também é limitado e pode ser considerado pelo outro algo desrespeitoso.
Tudo parece um círculo vicioso e sem saída. Mas não é. Não é sem saída dentro dos limites provisórios de nossa história, porque podemos tentar mudar de lugar, perceber, de outro ponto, o mundo que nos constitui e envolve.
[...]
Nessa perspectiva, a diferença não é apenas de etnia, gênero, classe, política e outras tantas manifestações de nosso ser no mundo. A diferença sou eu, jamais idêntica a minha intimidade, sempre em estado de conversa, de dúvida, de raiva, de preconceito, de desejo, enfim de não coincidência comigo mesma.
[...]. Mas quem acolherá a grande empresa do pensamento, do pensamento fora dos benefícios do mercado, fora das Universidades vendidas às grandes empresas 'educacionais'? Eis a questão que é continuamente lançada a todos/as nós para tentarmos entender um pouco mais o significado múltiplo e complexo do 'respeito às diferenças' e ousar vivê-lo como valor em nosso cotidiano.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/o-que-e-mesmo-o-respeito-as-diferencas/(ADAPTADO)
Com base no trecho a seguir, analise as afirmações que estão logo após o texto e assinale a alternativa correta.
Por isso, colocar a palavra respeito como anterior às diferenças significa, de certa forma, limitá-las a uma espécie de ordem interpretativa, visto que sozinha a palavra não dá a si mesma um significado. E a pergunta que surge imediatamente é: quem estabelece o significado e a ordem do respeito, quem a determina, quem a promove? Estamos dessa forma diante das múltiplas interpretações e dos limites que a palavra respeito contém.
Respeito às diferenças sexuais! Respeito às diferentes etnias! Respeito às diferentes idades! Respeito às leis! É preciso ter respeito à floresta, à terra, aos rios, aos mares. Tudo tem que ter respeito, mas como se pode viver e entender algo mais desse respeito? O que fazer para que ele seja efetivo em favorecer o bem comum?
Diante dessa difícil tarefa, tenho bastante dificuldade com as afirmações sobre respeito ilimitado ou absoluto. Creio que esse absoluto não existe; isso porque não o experimentamos. Minha existência no mundo é, por si só, limitada a esse momento no qual vivo, ao espaço que ocupo, à minha educação, à minha família, a tudo o que recebi. Sou o que sinto, sou as minhas simpatias e antipatias, sou os interesses que defendo e os valores que prezo. Tudo isso sou eu, meu corpo, corpo aberto a tantas coisas e, ao mesmo tempo, limitado a tantas outras.
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Quatro amigos vão ocupar as poltronas a, b, c, e d de um ônibus dispostas na mesma fila horizontal, mas em lados diferentes em relação ao corredor, conforme a ilustração. Dois deles desejam sentar-se juntos do mesmo lado do corredor, em lados diferentes.
Nessas condições, o número de maneiras distintas que os quatro podem ocupar as poltronas referidas, considerando-se distintas as posições em que, pelo menos, dois dos amigos ocupem poltronas diferentes, é igual a:
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