Magna Concursos

Foram encontradas 100 questões.

2618840 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade, a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá de maneira dramática, por exemplo com a aterrissagem de uma espaçonave alienígena do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos.

Em relação ao período acima, assinale a alternativa em que esteja representada corretamente a estrutura sintática da sua composição oracional.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618839 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade, a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá de maneira dramática, por exemplo com a aterrissagem de uma espaçonave alienígena(a) do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro(b) sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros(c) sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado(d) com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis(e), entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada não exerça, no texto, papel adjetivo.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618838 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade, a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá(a) de maneira dramática, por exemplo com a aterrissagem de uma espaçonave alienígena do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás(b) residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está(c) sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá(d) capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até(e) agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618837 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade, a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá de maneira dramática, por exemplo com a aterrissagem de uma espaçonave alienígena do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes.

A oração sublinhada acima se classifica como

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618836 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade, a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá de maneira dramática, por exemplo com a aterrissagem de uma espaçonave alienígena do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico...

Assinale a alternativa em que esteja indicada corretamente uma estrutura que poderia substituir o sublinhado no segmento acima, sem ferir a norma culta.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618835 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade(a), a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá de maneira dramática(b), por exemplo com a aterrissagem(c) de uma espaçonave(d) alienígena(e) do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha, em seu processo de formação, sofrido parassíntese.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618834 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade, a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá de maneira dramática, por exemplo com a aterrissagem de uma espaçonave alienígena do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O pronome sublinhado no período acima desempenha papel

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618833 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade, a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá de maneira dramática, por exemplo com a aterrissagem de uma espaçonave alienígena do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte.

No período acima, o segmento após os dois-pontos, em relação ao afirmado anteriormente, apresenta uma relação de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618832 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Metano pode ser a chave para detectar vida alienígena em um planeta distante

Para a humanidade, a descoberta de provas de que existe vida fora da Terra provavelmente não acontecerá de maneira dramática, por exemplo com a aterrissagem de uma espaçonave alienígena do lado da Torre Eiffel em Paris. É muito mais provável que ela ocorra por meio de observações via telescópio de um planeta distante cuja atmosfera contenha produtos químicos indicativos de atividade biológica.

Na última segunda-feira (28), pesquisadores disseram que o metano pode vir a ser o primeiro sinal detectável de vida extraterrestre, caso seja descoberto na atmosfera de um planeta rochoso que orbite na "zona habitável" – uma área nem fria demais nem quente demais para a existência de água em forma líquida na superfície do planeta – de uma estrela semelhante ao Sol.

Os cientistas estão trabalhando para compreender os indicadores de vida – bioassinaturas – que podem estar presentes nas observações de planetas em outros sistemas solares, os chamados exoplanetas, sabendo que telescópios de capacidade cada vez maior em breve estarão disponíveis.

Em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores demonstraram que a abundância de metano na atmosfera pode ser um sinal persuasivo de vida, no contexto planetário correto. O metano é um importante gás residual na atmosfera da Terra, presente em volume de menos de duas partes por milhão.

Diferentemente de outras potenciais bioassinaturas tais como o oxigênio atmosférico, o metano é um dos poucos gases que poderia ser detectado com facilidade por meio do James Webb Space Telescope, lançado em dezembro pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) americana e que está sendo preparado para entrar em operação dentro de alguns meses.

"Na Terra, a vasta maioria do metano é produzido pela vida", disse Maggie Thompson, a principal autora do artigo, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

A maior parte do gás é gerada diretamente pela vida: micróbios produtores de metano em terras úmidas, arrozais ou nos aparelhos digestivos de animais de grande porte. O metano também é gerado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, entre os quais carvão e petróleo, que são remanescentes de organismos mortos. A proporção de metano gerado de forma não biológica na Terra é minúscula.

Os pesquisadores apresentaram um argumento triplo em favor do metano como bioassinatura promissora.

"Primeiro, não seria surpreendente que a vida produzisse metano em outros ambientes. Mesmo que a bioquímica da vida alienígena seja radicalmente diferente da que existe na biosfera da Terra, a metanogênese é uma estratégia metabólica óbvia e fácil para qualquer vida baseada em carbono, dadas as fontes de energia provavelmente presentes em exoplanetas rochosos", disse Joshua Krissansen-Totton, coautor do estudo e pesquisador Nasa-Sagan no departamento de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em segundo lugar, eles disseram, o metano não persistiria por muito tempo na atmosfera de planetas rochosos habitáveis sem um reabastecimento constante, possivelmente por meio de organismos vivos. Na Terra, o metano atmosférico é instável – os efeitos químicos da luz o destroem –, mas existe um reabastecimento biológico constante.

Terceiro, segundo os pesquisadores, seria difícil para processos não biológicos, como o vulcanismo ou as reações químicas em cadeias montanhosas oceânicas e fontes hidrotermais, manter o reabastecimento sem deixar "impressões digitais" indicando que o metano não foi gerado biologicamente.

Os vulcões emissores de gases, por exemplo, liberariam monóxido de carbono em companhia do metano, mas a atividade biológica tende a devorar monóxido de carbono e reduzir sua concentração atmosférica. Assim, eles disseram, processos não biológicos não são capazes de produzir facilmente, em planetas rochosos, atmosferas ricas tanto em carbono quanto em metano, como acontece na Terra, mas com pouco ou nenhum monóxido de carbono.

Os cientistas estão na expectativa de que novas percepções sobre a atmosfera dos exoplanetas serão oferecidas pelo James Webb e outros novos telescópios, examinado a química quando esses planetas distantes passarem diante das estrelas cujos sistemas eles ocupam, da perspectiva da Terra.

O oxigênio, mais abundante que o metano na atmosfera terrestre, é outra bioassinatura potencial. Ele também é inserido na atmosfera terrestre via processos biológicos – no caso, a fotossíntese de plantas e micróbios. Mas o James Webb não terá capacidade de detectar oxigênio.

"O metano não é uma bioassinatura hipotética. Sabemos que a vida na Terra vem produzindo metano por essencialmente toda sua história, e as concentrações atmosféricas de metano podem ter sido elevadas no começo da Terra, antes que houvesse oxigênio na atmosfera", disse Krissansen-Totton.

"Mas é importante apontar que a diversidade de ambientes planetários em outros sistemas é provavelmente vasta, e pode haver outros processos não biológicos de produção de metano que ninguém considerou até agora."

(Will Dunham. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/03/metano-pode-ser-a-chave-para-detectar-vida-alienigena-em-um-planeta-distante.shtml. 31.mar.2022)

Em relação às ideias do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. Nos exoplanetas, basta a presença de metano para se configurar a possibilidade de existência de vida, a chamada bioassinatura.

II. Embora a presença de metano não seja a única bioassinatura, sua identificação é altamente promissora, principalmente porque a sua produção e manutenção na atmosfera dependem essencialmente de atividade biológica.

III. É mais provável que se encontre vida extraterrestre por meio de investigações científicas do que por mecanismos glamourosos ou dramáticos, conforme inspiração do imaginário coletivo.

Assinale

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2618831 Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IDECAN
Orgão: PM-CE
Provas:

Transformações políticas e institucionais no Ceará: repercussões nas finanças públicas do estado

O Estado do Ceará vem passando, ao longo dos últimos vinte e cinco anos, por transformações desencadeadas [...] reformas institucionais, principalmente administrativa, patrimonial, fiscal e financeira, com repercussões na economia cearense e nas finanças públicas do Estado. [...] as mudanças verificadas na condução do poder público no Ceará, nas décadas de 1980/90, com especial atenção à evolução das finanças públicas. Conclui que houve endividamento, mas também compensação de desequilíbrios no orçamento do Estado, amortização de dívidas e realização de grandes projetos de infraestrutura, porém com reduzido impacto social.

https://www.bnb.gov.br/revista/index.php/ren/article/view/552

O autor do texto destaca ações características do governo conhecido como “Governo das mudanças”, gestão associada à uma política

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas