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Foram encontradas 40 questões.

2309329 Ano: 2020
Disciplina: Educação Artística
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Alpestre-RS
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O Romantismo foi um período caracterizado por tornar-se uma forte reação ao Neoclassicismo, no final do século XVIII, na Europa. Os artistas do Romantismo procuraram:

 

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2309328 Ano: 2020
Disciplina: Educação Artística
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Alpestre-RS
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No ensino de arte atual, é fundamental alfabetizar os alunos para a leitura da imagem, preparando-os para o entendimento da imagem, quer seja arte ou não. Por isso, é muito importante que ocorra um equilíbrio curricular, que respeite a criança, suas necessidades, seu desenvolvimento e o conteúdo a ser aprendido, integrando a história da arte ao fazer artístico e:

 

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2309327 Ano: 2020
Disciplina: Educação Artística
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Alpestre-RS
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Para que a representação do elemento visual dimensão seja bem sucedida em formatos visuais bidimensionais, como o desenho, a pintura e a fotografia, precisa ocorrer a simulação:

 

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2309326 Ano: 2020
Disciplina: Educação Artística
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Alpestre-RS
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A partir de 1958, por meio de lei federal, aconteceu a regulamentação e a criação das classes experimentais nas escolas brasileiras. A prática que dominou o ensino da arte nas classes experimentais no período foi a:

 

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2309325 Ano: 2020
Disciplina: Educação Artística
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Alpestre-RS
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No desenvolvimento do grafismo infantil, a experiência espacial da criança é bem distinta da experiência espacial do adulto. No começo, a forma como a criança expressa sua percepção espacial no papel espelha:

 

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Quando a cegueira é voluntária

Olhando bem direitinho para trás, cada um de nós vai conseguir se lembrar de algumas situações da vida em que, por falta de opção, maturidade, preparo, habilidade ou conhecimento, fez a escolha – sim! Tudo é uma escolha – de não ver o que estava literalmente na frente do nariz. Proponho aqui uma experiência: peça para alguém aí do seu lado que pegue um objeto qualquer, de preferência com tamanho de ao menos uns 50 centímetros; feche os olhos e peça a essa gentil pessoa que coloque o tal objeto bem grudado no seu nariz; abra os olhos e descreva o que você vê. Viu que quando algo está perto demais a gente fica impossibilitado de ver o todo?

Eu fiz aqui a experiência: com um livro colado às minhas narinas, pude dizer que era um livro e que era antigo; soube que era um livro porque reconheço o cheiro dos livros até de olhos vendados e soube que era velho porque tinha cheiro de livro velho. Mas fui incapaz de responder a perguntas que só seriam possíveis de responder se eu tomasse alguma distância e, de preferência, pudesse manuseá-lo. Que livro? Sobre o quê? Por que foi escrito? Por quem foi escrito? Quem ilustrou? Quantas páginas tem? Quantas edições? Ver, olhar e enxergar requer de nós algum distanciamento. Requer de nós alguma imparcialidade, muita sabedoria, uns bons anos de experiência, disponibilidade para desencaixotar o olhar e abrir a mente. Sem esses pré-requisitos a visão fica distorcida, rasa e prejudicada.

A vida é uma sucessão infinita de coisas coladas aos nossos narizes. Na ânsia de possuir, experimentar e sentirmo-nos incluídos, aproximamo-nos demais daquilo que desejamos, das experiências que queremos viver, dos ideais que abraçamos, das crenças que optamos por acolher em nossas almas. Quantas vezes vemos algum amigo, ou amiga, embarcar numa canoa furada, seja essa canoa um relacionamento, um emprego ou a simples compra de um objeto de desejo. Estou citando a questão do amigo, ou amiga, porque é muito mais fácil para qualquer um de nós enxergar uma roubada quando ela é alheia, confere? Confere. E a razão é simples: a roubada é do outro, portanto, não está grudada nos nossos narizinhos.

Bem, supondo que o amigo, ou amiga, começou um namoro. Então, ao sermos apresentados ao parceiro ou parceira, somos surprendidos pelo erro inequívoco da escolha. E não estou falando da aparência, até porque a aparência realmente é o de menos! Estou aqui a falar acerca da envergadura moral e ideológica do par amoroso. Quanto mais a pessoa fala, ou não fala, a gente vai ficando cada vez mais chocado e preocupado. No final, diante dos olhos imbevecidos do nosso amigo, ou amiga, acometidos pela cegueira da síndrome do relacionamento novo, mais conhecida como paixonite, despedimo-nos e vamos para nossas casas com uma pulga de dimensões continentais atrás da orelha. Será que fulano parou a terapia? Será que foi abduzido? Será que anda tomando algum chá alucinógeno? Será que eu não conhecia meu amigo, ou amiga de fato? Será que sou eu o errado? E o pior: o que faço agora? Falo? Calo-me?

É, companheiros e companheiras, conviver é mesmo coisa complicada! Quando estamos diante da cegueira voluntária alheia, é fácil ver o equívoco, o que não torna em nada o passo seguinte mais fácil, posto que se trata da vida alheia. E vida alheia é território sagrado, é lugar em que se pisa com amor e cuidado. Em geral, o correto e mais terapêutico é ajudar o(a) coleguinha a refletir por conta própria, dando uns pitaquinhos de leve. Entretanto, se depois desses “toques” a criaturinha apenas sorrir com o olhar distante ou argumentar a favor de sua nova companhia e depois disso passar a evitar a sua… Bom, aí não há o que fazer! Sinto muito! É esperar o tempo se encarregar de esclarecer as duras realidades da vida, respeitar o espaço alheio e torcer para ser você o maluco. E, caso dê errado, estar por perto para ouvir, acolher, dar colo e não julgar. E o mais importante: nunca dizer “só você que não viu!” ou “eu tentei avisar!”.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-a-cegueira-e-voluntaria/ –

Texto adaptado especialmente para esta prova.)

O termo “incapaz”, retirado do texto, é decorrente do processo de formação de palavras denominado derivação:

 

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Quando a cegueira é voluntária

Olhando bem direitinho para trás, cada um de nós vai conseguir se lembrar de algumas situações da vida em que, por falta de opção, maturidade, preparo, habilidade ou conhecimento, fez a escolha – sim! Tudo é uma escolha – de não ver o que estava literalmente na frente do nariz. Proponho aqui uma experiência: peça para alguém aí do seu lado que pegue um objeto qualquer, de preferência com tamanho de ao menos uns 50 centímetros; feche os olhos e peça a essa gentil pessoa que coloque o tal objeto bem grudado no seu nariz; abra os olhos e descreva o que você vê. Viu que quando algo está perto demais a gente fica impossibilitado de ver o todo?

Eu fiz aqui a experiência: com um livro colado às minhas narinas, pude dizer que era um livro e que era antigo; soube que era um livro porque reconheço o cheiro dos livros até de olhos vendados e soube que era velho porque tinha cheiro de livro velho. Mas fui incapaz de responder a perguntas que só seriam possíveis de responder se eu tomasse alguma distância e, de preferência, pudesse manuseá-lo. Que livro? Sobre o quê? Por que foi escrito? Por quem foi escrito? Quem ilustrou? Quantas páginas tem? Quantas edições? Ver, olhar e enxergar requer de nós algum distanciamento. Requer de nós alguma imparcialidade, muita sabedoria, uns bons anos de experiência, disponibilidade para desencaixotar o olhar e abrir a mente. Sem esses pré-requisitos a visão fica distorcida, rasa e prejudicada.

A vida é uma sucessão infinita de coisas coladas aos nossos narizes. Na ânsia de possuir, experimentar e sentirmo-nos incluídos, aproximamo-nos demais daquilo que desejamos, das experiências que queremos viver, dos ideais que abraçamos, das crenças que optamos por acolher em nossas almas. Quantas vezes vemos algum amigo, ou amiga, embarcar numa canoa furada, seja essa canoa um relacionamento, um emprego ou a simples compra de um objeto de desejo. Estou citando a questão do amigo, ou amiga, porque é muito mais fácil para qualquer um de nós enxergar uma roubada quando ela é alheia, confere? Confere. E a razão é simples: a roubada é do outro, portanto, não está grudada nos nossos narizinhos.

Bem, supondo que o amigo, ou amiga, começou um namoro. Então, ao sermos apresentados ao parceiro ou parceira, somos surprendidos pelo erro inequívoco da escolha. E não estou falando da aparência, até porque a aparência realmente é o de menos! Estou aqui a falar acerca da envergadura moral e ideológica do par amoroso. Quanto mais a pessoa fala, ou não fala, a gente vai ficando cada vez mais chocado e preocupado. No final, diante dos olhos imbevecidos do nosso amigo, ou amiga, acometidos pela cegueira da síndrome do relacionamento novo, mais conhecida como paixonite, despedimo-nos e vamos para nossas casas com uma pulga de dimensões continentais atrás da orelha. Será que fulano parou a terapia? Será que foi abduzido? Será que anda tomando algum chá alucinógeno? Será que eu não conhecia meu amigo, ou amiga de fato? Será que sou eu o errado? E o pior: o que faço agora? Falo? Calo-me?

É, companheiros e companheiras, conviver é mesmo coisa complicada! Quando estamos diante da cegueira voluntária alheia, é fácil ver o equívoco, o que não torna em nada o passo seguinte mais fácil, posto que se trata da vida alheia. E vida alheia é território sagrado, é lugar em que se pisa com amor e cuidado. Em geral, o correto e mais terapêutico é ajudar o(a) coleguinha a refletir por conta própria, dando uns pitaquinhos de leve. Entretanto, se depois desses “toques” a criaturinha apenas sorrir com o olhar distante ou argumentar a favor de sua nova companhia e depois disso passar a evitar a sua… Bom, aí não há o que fazer! Sinto muito! É esperar o tempo se encarregar de esclarecer as duras realidades da vida, respeitar o espaço alheio e torcer para ser você o maluco. E, caso dê errado, estar por perto para ouvir, acolher, dar colo e não julgar. E o mais importante: nunca dizer “só você que não viu!” ou “eu tentei avisar!”.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-a-cegueira-e-voluntaria/ –

Texto adaptado especialmente para esta prova.)

É correto afirmar, em relação à palavra “centímetros”, retirada do texto, que ela tem:

 

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Quando a cegueira é voluntária

Olhando bem direitinho para trás, cada um de nós vai conseguir se lembrar de algumas situações da vida em que, por falta de opção, maturidade, preparo, habilidade ou conhecimento, fez a escolha – sim! Tudo é uma escolha – de não ver o que estava literalmente na frente do nariz. Proponho aqui uma experiência: peça para alguém aí do seu lado que pegue um objeto qualquer, de preferência com tamanho de ao menos uns 50 centímetros; feche os olhos e peça a essa gentil pessoa que coloque o tal objeto bem grudado no seu nariz; abra os olhos e descreva o que você vê. Viu que quando algo está perto demais a gente fica impossibilitado de ver o todo?

Eu fiz aqui a experiência: com um livro colado às minhas narinas, pude dizer que era um livro e que era antigo; soube que era um livro porque reconheço o cheiro dos livros até de olhos vendados e soube que era velho porque tinha cheiro de livro velho. Mas fui incapaz de responder a perguntas que só seriam possíveis de responder se eu tomasse alguma distância e, de preferência, pudesse manuseá-lo. Que livro? Sobre o quê? Por que foi escrito? Por quem foi escrito? Quem ilustrou? Quantas páginas tem? Quantas edições? Ver, olhar e enxergar requer de nós algum distanciamento. Requer de nós alguma imparcialidade, muita sabedoria, uns bons anos de experiência, disponibilidade para desencaixotar o olhar e abrir a mente. Sem esses pré-requisitos a visão fica distorcida, rasa e prejudicada.

A vida é uma sucessão infinita de coisas coladas aos nossos narizes. Na ânsia de possuir, experimentar e sentirmo-nos incluídos, aproximamo-nos demais daquilo que desejamos, das experiências que queremos viver, dos ideais que abraçamos, das crenças que optamos por acolher em nossas almas. Quantas vezes vemos algum amigo, ou amiga, embarcar numa canoa furada, seja essa canoa um relacionamento, um emprego ou a simples compra de um objeto de desejo. Estou citando a questão do amigo, ou amiga, porque é muito mais fácil para qualquer um de nós enxergar uma roubada quando ela é alheia, confere? Confere. E a razão é simples: a roubada é do outro, portanto, não está grudada nos nossos narizinhos.

Bem, supondo que o amigo, ou amiga, começou um namoro. Então, ao sermos apresentados ao parceiro ou parceira, somos surprendidos pelo erro inequívoco da escolha. E não estou falando da aparência, até porque a aparência realmente é o de menos! Estou aqui a falar acerca da envergadura moral e ideológica do par amoroso. Quanto mais a pessoa fala, ou não fala, a gente vai ficando cada vez mais chocado e preocupado. No final, diante dos olhos imbevecidos do nosso amigo, ou amiga, acometidos pela cegueira da síndrome do relacionamento novo, mais conhecida como paixonite, despedimo-nos e vamos para nossas casas com uma pulga de dimensões continentais atrás da orelha. Será que fulano parou a terapia? Será que foi abduzido? Será que anda tomando algum chá alucinógeno? Será que eu não conhecia meu amigo, ou amiga de fato? Será que sou eu o errado? E o pior: o que faço agora? Falo? Calo-me?

É, companheiros e companheiras, conviver é mesmo coisa complicada! Quando estamos diante da cegueira voluntária alheia, é fácil ver o equívoco, o que não torna em nada o passo seguinte mais fácil, posto que se trata da vida alheia. E vida alheia é território sagrado, é lugar em que se pisa com amor e cuidado. Em geral, o correto e mais terapêutico é ajudar o(a) coleguinha a refletir por conta própria, dando uns pitaquinhos de leve. Entretanto, se depois desses “toques” a criaturinha apenas sorrir com o olhar distante ou argumentar a favor de sua nova companhia e depois disso passar a evitar a sua… Bom, aí não há o que fazer! Sinto muito! É esperar o tempo se encarregar de esclarecer as duras realidades da vida, respeitar o espaço alheio e torcer para ser você o maluco. E, caso dê errado, estar por perto para ouvir, acolher, dar colo e não julgar. E o mais importante: nunca dizer “só você que não viu!” ou “eu tentei avisar!”.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-a-cegueira-e-voluntaria/ –

Texto adaptado especialmente para esta prova.)

No excerto “Mas fui incapaz de responder a perguntas que só seriam possíveis de responder se eu tomasse alguma distância e, de preferência, pudesse manuseá-lo”, retirado do texto, caso houvesse a flexão do termo “fui” no plural, quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para garantir a correta concordância verbo-nominal?

 

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Quando a cegueira é voluntária

Olhando bem direitinho para trás, cada um de nós vai conseguir se lembrar de algumas situações da vida em que, por falta de opção, maturidade, preparo, habilidade ou conhecimento, fez a escolha – sim! Tudo é uma escolha – de não ver o que estava literalmente na frente do nariz. Proponho aqui uma experiência: peça para alguém aí do seu lado que pegue um objeto qualquer, de preferência com tamanho de ao menos uns 50 centímetros; feche os olhos e peça a essa gentil pessoa que coloque o tal objeto bem grudado no seu nariz; abra os olhos e descreva o que você vê. Viu que quando algo está perto demais a gente fica impossibilitado de ver o todo?

Eu fiz aqui a experiência: com um livro colado às minhas narinas, pude dizer que era um livro e que era antigo; soube que era um livro porque reconheço o cheiro dos livros até de olhos vendados e soube que era velho porque tinha cheiro de livro velho. Mas fui incapaz de responder a perguntas que só seriam possíveis de responder se eu tomasse alguma distância e, de preferência, pudesse manuseá-lo. Que livro? Sobre o quê? Por que foi escrito? Por quem foi escrito? Quem ilustrou? Quantas páginas tem? Quantas edições? Ver, olhar e enxergar requer de nós algum distanciamento. Requer de nós alguma imparcialidade, muita sabedoria, uns bons anos de experiência, disponibilidade para desencaixotar o olhar e abrir a mente. Sem esses pré-requisitos a visão fica distorcida, rasa e prejudicada.

A vida é uma sucessão infinita de coisas coladas aos nossos narizes. Na ânsia de possuir, experimentar e sentirmo-nos incluídos, aproximamo-nos demais daquilo que desejamos, das experiências que queremos viver, dos ideais que abraçamos, das crenças que optamos por acolher em nossas almas. Quantas vezes vemos algum amigo, ou amiga, embarcar numa canoa furada, seja essa canoa um relacionamento, um emprego ou a simples compra de um objeto de desejo. Estou citando a questão do amigo, ou amiga, porque é muito mais fácil para qualquer um de nós enxergar uma roubada quando ela é alheia, confere? Confere. E a razão é simples: a roubada é do outro, portanto, não está grudada nos nossos narizinhos.

Bem, supondo que o amigo, ou amiga, começou um namoro. Então, ao sermos apresentados ao parceiro ou parceira, somos surprendidos pelo erro inequívoco da escolha. E não estou falando da aparência, até porque a aparência realmente é o de menos! Estou aqui a falar acerca da envergadura moral e ideológica do par amoroso. Quanto mais a pessoa fala, ou não fala, a gente vai ficando cada vez mais chocado e preocupado. No final, diante dos olhos imbevecidos do nosso amigo, ou amiga, acometidos pela cegueira da síndrome do relacionamento novo, mais conhecida como paixonite, despedimo-nos e vamos para nossas casas com uma pulga de dimensões continentais atrás da orelha. Será que fulano parou a terapia? Será que foi abduzido? Será que anda tomando algum chá alucinógeno? Será que eu não conhecia meu amigo, ou amiga de fato? Será que sou eu o errado? E o pior: o que faço agora? Falo? Calo-me?

É, companheiros e companheiras, conviver é mesmo coisa complicada! Quando estamos diante da cegueira voluntária alheia, é fácil ver o equívoco, o que não torna em nada o passo seguinte mais fácil, posto que se trata da vida alheia. E vida alheia é território sagrado, é lugar em que se pisa com amor e cuidado. Em geral, o correto e mais terapêutico é ajudar o(a) coleguinha a refletir por conta própria, dando uns pitaquinhos de leve. Entretanto, se depois desses “toques” a criaturinha apenas sorrir com o olhar distante ou argumentar a favor de sua nova companhia e depois disso passar a evitar a sua… Bom, aí não há o que fazer! Sinto muito! É esperar o tempo se encarregar de esclarecer as duras realidades da vida, respeitar o espaço alheio e torcer para ser você o maluco. E, caso dê errado, estar por perto para ouvir, acolher, dar colo e não julgar. E o mais importante: nunca dizer “só você que não viu!” ou “eu tentei avisar!”.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-a-cegueira-e-voluntaria/ –

Texto adaptado especialmente para esta prova.)

A frase “peça para alguém aí do seu lado que pegue um objeto qualquer” é composta por 12 palavras, sendo morfologicamente predominante a presença de:

 

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Quando a cegueira é voluntária

Olhando bem direitinho para trás, cada um de nós vai conseguir se lembrar de algumas situações da vida em que, por falta de opção, maturidade, preparo, habilidade ou conhecimento, fez a escolha – sim! Tudo é uma escolha – de não ver o que estava literalmente na frente do nariz. Proponho aqui uma experiência: peça para alguém aí do seu lado que pegue um objeto qualquer, de preferência com tamanho de ao menos uns 50 centímetros; feche os olhos e peça a essa gentil pessoa que coloque o tal objeto bem grudado no seu nariz; abra os olhos e descreva o que você vê. Viu que quando algo está perto demais a gente fica impossibilitado de ver o todo?

Eu fiz aqui a experiência: com um livro colado às minhas narinas, pude dizer que era um livro e que era antigo; soube que era um livro porque reconheço o cheiro dos livros até de olhos vendados e soube que era velho porque tinha cheiro de livro velho. Mas fui incapaz de responder a perguntas que só seriam possíveis de responder se eu tomasse alguma distância e, de preferência, pudesse manuseá-lo. Que livro? Sobre o quê? Por que foi escrito? Por quem foi escrito? Quem ilustrou? Quantas páginas tem? Quantas edições? Ver, olhar e enxergar requer de nós algum distanciamento. Requer de nós alguma imparcialidade, muita sabedoria, uns bons anos de experiência, disponibilidade para desencaixotar o olhar e abrir a mente. Sem esses pré-requisitos a visão fica distorcida, rasa e prejudicada.

A vida é uma sucessão infinita de coisas coladas aos nossos narizes. Na ânsia de possuir, experimentar e sentirmo-nos incluídos, aproximamo-nos demais daquilo que desejamos, das experiências que queremos viver, dos ideais que abraçamos, das crenças que optamos por acolher em nossas almas. Quantas vezes vemos algum amigo, ou amiga, embarcar numa canoa furada, seja essa canoa um relacionamento, um emprego ou a simples compra de um objeto de desejo. Estou citando a questão do amigo, ou amiga, porque é muito mais fácil para qualquer um de nós enxergar uma roubada quando ela é alheia, confere? Confere. E a razão é simples: a roubada é do outro, portanto, não está grudada nos nossos narizinhos.

Bem, supondo que o amigo, ou amiga, começou um namoro. Então, ao sermos apresentados ao parceiro ou parceira, somos surprendidos pelo erro inequívoco da escolha. E não estou falando da aparência, até porque a aparência realmente é o de menos! Estou aqui a falar acerca da envergadura moral e ideológica do par amoroso. Quanto mais a pessoa fala, ou não fala, a gente vai ficando cada vez mais chocado e preocupado. No final, diante dos olhos imbevecidos do nosso amigo, ou amiga, acometidos pela cegueira da síndrome do relacionamento novo, mais conhecida como paixonite, despedimo-nos e vamos para nossas casas com uma pulga de dimensões continentais atrás da orelha. Será que fulano parou a terapia? Será que foi abduzido? Será que anda tomando algum chá alucinógeno? Será que eu não conhecia meu amigo, ou amiga de fato? Será que sou eu o errado? E o pior: o que faço agora? Falo? Calo-me?

É, companheiros e companheiras, conviver é mesmo coisa complicada! Quando estamos diante da cegueira voluntária alheia, é fácil ver o equívoco, o que não torna em nada o passo seguinte mais fácil, posto que se trata da vida alheia. E vida alheia é território sagrado, é lugar em que se pisa com amor e cuidado. Em geral, o correto e mais terapêutico é ajudar o(a) coleguinha a refletir por conta própria, dando uns pitaquinhos de leve. Entretanto, se depois desses “toques” a criaturinha apenas sorrir com o olhar distante ou argumentar a favor de sua nova companhia e depois disso passar a evitar a sua… Bom, aí não há o que fazer! Sinto muito! É esperar o tempo se encarregar de esclarecer as duras realidades da vida, respeitar o espaço alheio e torcer para ser você o maluco. E, caso dê errado, estar por perto para ouvir, acolher, dar colo e não julgar. E o mais importante: nunca dizer “só você que não viu!” ou “eu tentei avisar!”.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-a-cegueira-e-voluntaria/ –

Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Para não haver distorção no sentido original da frase “A roubada é do outro, portanto, não está grudada nos nossos narizinhos”, retirada do texto, a conjunção sublinhada deve ser substituída por:

 

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