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Laura foi aprovada no concurso público para provimento de vagas em seu Município. Logo após a aprovação, ela foi nomeada em portaria da Prefeitura Municipal. Acerca da portaria, este instrumento utilizado pelo Poder Público para nomear Laura, pode-se dizer que trata-se de um ato administrativo:
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Um capital de R$1500,00 foi aplicado em um fundo de investimento que trabalha no regime de juros simples, após um semestre foi resgatado um total de R$1950,00. Podemos afirmar que a taxa de juros mensal utilizada foi de:
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Em busca da verdade
Há alguns anos, eu estava num bar em Toronto escutando uma banda. Quando a apresentação acabou, um dos instrumentistas veio à minha mesa, a única cheia além daquela dos amigos dos músicos. Eu era a única mulher na única mesa ocupada, e o cara começou a dar em cima. Sorrindo, ele me perguntou quem eu era, de onde era. A terceira pergunta foi o que que eu estava fazendo na cidade. Respondi que era matemática, e estava lá para um congresso no Fields Institute. Antes mesmo de eu acabar a frase, o cara deu meia-volta e foi embora.
Esta foi a reação mais extrema que já provoquei ao me apresentar, mas estou acostumada a encarar uma dose de ceticismo, incredulidade, diria até decepção, quando digo o que faço. Com frequência, depois que o interlocutor da vez me confessa quanto era bom ou ruim em matemática na escola, e sobretudo quanto odiava ou amava a disciplina (não sei por que essa confissão sempre aparece, mas O fato é que ela sempre surge, e me surpreendo por esta matéria que muitos consideram “fria” despertar tantas emoções), as perguntas que seguem são do estilo: “Você é matemática? Quer dizer que você dá aulas de matemática?”, e eu: “Bem, também dou aulas de matemática, mas também faço matemática”. “Faz o quê? Faz contas?”. “Não, na verdade nem vejo muitos números no meu dia a dia, tento demonstrar teoremas”. A essa altura o interlocutor costuma dizer “Oooh”, às vezes menciona Pitágoras, mas em geral não pergunta mais nada — e às vezes começa a procurar uma forma delicada de dar meia-volta e ir embora.
O que eu faço enquanto matemática? Tento entender aquilo que fizemos até agora, mais precisamente uma parte da matemática que foi feita até agora, e tento criar (ou descobrir) mais. Por quê?
Faço matemática há dezesseis anos, e me pergunto isso há dezessete (pois comecei no último ano de ensino fundamental, quando optei pela disciplina em vez de cursar filosofia ou qualquer outra coisa). Acho que a resposta é: “Para tentar descobrir a verdade”. Quando demonstramos um teorema, aquilo que está escrito naquele teorema vira verdade, verdade absoluta: existe uma demonstração, isso quer dizer que há uns passos lógicos que podem ser seguidos para se chegar àquilo. E qualquer um pode percorrer esses passos — basta estudar para entendê-los.
A verdade não muda mudando de pessoa, gênero, raça, país, continente, cultura. A verdade é verdade, e sempre será verdade. Isso me fascina, e além de me fascinar, me convoca. Pois tem algo em mim que me faz procurar ter certeza absoluta daquilo que eu acho ser verdade, e tenta defini-lo, demonstrá-lo, e separá-lo daquilo que é mentira. Tem algo em mim que procura um mundo perfeito, coerente, consistente. E então o cria: um maravilhoso mundo paralelo onde tudo faz sentido. Por esse aspecto, penso a matemática como uma forma de arte, a expressão de uma perfeição que algo dentro de nós anseia.
Por outro lado, considero a matemática uma parte ou uma espécie de hiperurânio platônico: o mundo das ideias perfeitas (nós, aqui no mundo real, vivenciamos cópias destas ideias, e tentamos entender o mundo por meio da ciência, que utiliza matemática). E nesse sentido, este mundo perfeito e exato não é criado pelos matemáticos, mas descoberto. O teorema que estou tentando demonstrar, outros já tentaram demonstrá-lo, e se eu não chegar lá, outra pessoa chegará. O teorema existe independentemente de mim. Desse modo, a matemática é um mundo perfeito que existe independentemente de nós, já existia e sempre existirá, só está à espera de alguém descobri-lo e mapeá-lo: demonstrá-lo por meio de passos lógicos que qualquer um pode seguir, se quiser visitá-lo.
Por que faço matemática? Porque não sei se a gente cria ou descobre, mas sei que, num caso ou em outro, para mim, vale a pena: se algo perfeito pode existir, eu quero que exista,
Luna Lomonaco é pesquisadora do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) https://cienciafundamental.blogfolha.uol.com.b /2020/05/06/em-busca-da-verdade/
No trecho “A verdade não muda mudando de pessoa, gênero, raça, país, continente, cultura” (5º parágrafo), temos:
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Em busca da verdade
Há alguns anos, eu estava num bar em Toronto escutando uma banda. Quando a apresentação acabou, um dos instrumentistas veio à minha mesa, a única cheia além daquela dos amigos dos músicos. Eu era a única mulher na única mesa ocupada, e o cara começou a dar em cima. Sorrindo, ele me perguntou quem eu era, de onde era. A terceira pergunta foi o que que eu estava fazendo na cidade. Respondi que era matemática, e estava lá para um congresso no Fields Institute. Antes mesmo de eu acabar a frase, o cara deu meia-volta e foi embora.
Esta foi a reação mais extrema que já provoquei ao me apresentar, mas estou acostumada a encarar uma dose de ceticismo, incredulidade, diria até decepção, quando digo o que faço. Com frequência, depois que o interlocutor da vez me confessa quanto era bom ou ruim em matemática na escola, e sobretudo quanto odiava ou amava a disciplina (não sei por que essa confissão sempre aparece, mas O fato é que ela sempre surge, e me surpreendo por esta matéria que muitos consideram “fria” despertar tantas emoções), as perguntas que seguem são do estilo: “Você é matemática? Quer dizer que você dá aulas de matemática?”, e eu: “Bem, também dou aulas de matemática, mas também faço matemática”. “Faz o quê? Faz contas?”. “Não, na verdade nem vejo muitos números no meu dia a dia, tento demonstrar teoremas”. A essa altura o interlocutor costuma dizer “Oooh”, às vezes menciona Pitágoras, mas em geral não pergunta mais nada — e às vezes começa a procurar uma forma delicada de dar meia-volta e ir embora.
O que eu faço enquanto matemática? Tento entender aquilo que fizemos até agora, mais precisamente uma parte da matemática que foi feita até agora, e tento criar (ou descobrir) mais. Por quê?
Faço matemática há dezesseis anos, e me pergunto isso há dezessete (pois comecei no último ano de ensino fundamental, quando optei pela disciplina em vez de cursar filosofia ou qualquer outra coisa). Acho que a resposta é: “Para tentar descobrir a verdade”. Quando demonstramos um teorema, aquilo que está escrito naquele teorema vira verdade, verdade absoluta: existe uma demonstração, isso quer dizer que há uns passos lógicos que podem ser seguidos para se chegar àquilo. E qualquer um pode percorrer esses passos — basta estudar para entendê-los.
A verdade não muda mudando de pessoa, gênero, raça, país, continente, cultura. A verdade é verdade, e sempre será verdade. Isso me fascina, e além de me fascinar, me convoca. Pois tem algo em mim que me faz procurar ter certeza absoluta daquilo que eu acho ser verdade, e tenta defini-lo, demonstrá-lo, e separá-lo daquilo que é mentira. Tem algo em mim que procura um mundo perfeito, coerente, consistente. E então o cria: um maravilhoso mundo paralelo onde tudo faz sentido. Por esse aspecto, penso a matemática como uma forma de arte, a expressão de uma perfeição que algo dentro de nós anseia.
Por outro lado, considero a matemática uma parte ou uma espécie de hiperurânio platônico: o mundo das ideias perfeitas (nós, aqui no mundo real, vivenciamos cópias destas ideias, e tentamos entender o mundo por meio da ciência, que utiliza matemática). E nesse sentido, este mundo perfeito e exato não é criado pelos matemáticos, mas descoberto. O teorema que estou tentando demonstrar, outros já tentaram demonstrá-lo, e se eu não chegar lá, outra pessoa chegará. O teorema existe independentemente de mim. Desse modo, a matemática é um mundo perfeito que existe independentemente de nós, já existia e sempre existirá, só está à espera de alguém descobri-lo e mapeá-lo: demonstrá-lo por meio de passos lógicos que qualquer um pode seguir, se quiser visitá-lo.
Por que faço matemática? Porque não sei se a gente cria ou descobre, mas sei que, num caso ou em outro, para mim, vale a pena: se algo perfeito pode existir, eu quero que exista,
Luna Lomonaco é pesquisadora do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) https://cienciafundamental.blogfolha.uol.com.b /2020/05/06/em-busca-da-verdade/
''Faço matemática há dezesseis anos.” (4º parágrafo). “o interlocutor da vez me confessa quanto era bom ou ruim em matemática...” (2º parágrafo). Quanto à predicação os verbos “faço” e “era” classificam-se no texto, respectivamente como:
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Determinada construtora estava prestes a avançar para a última etapa da obra para a qual foi contratada pela Administração do Município onde está sediada, quando ocorreu o início da pandemia de Coronavírus. A quarentena, então, a obrigou a parar os trabalhos e prorrogar o prazo do contrato firmado. Acerca dessa prorrogação e das regras da legislação aplicável sobre os prazos de início, de conclusão e de entrega das etapas de execução dos contratos administrativos, assinale a alternativa correta:
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Em busca da verdade
Há alguns anos, eu estava num bar em Toronto escutando uma banda. Quando a apresentação acabou, um dos instrumentistas veio à minha mesa, a única cheia além daquela dos amigos dos músicos. Eu era a única mulher na única mesa ocupada, e o cara começou a dar em cima. Sorrindo, ele me perguntou quem eu era, de onde era. A terceira pergunta foi o que que eu estava fazendo na cidade. Respondi que era matemática, e estava lá para um congresso no Fields Institute. Antes mesmo de eu acabar a frase, o cara deu meia-volta e foi embora.
Esta foi a reação mais extrema que já provoquei ao me apresentar, mas estou acostumada a encarar uma dose de ceticismo, incredulidade, diria até decepção, quando digo o que faço. Com frequência, depois que o interlocutor da vez me confessa quanto era bom ou ruim em matemática na escola, e sobretudo quanto odiava ou amava a disciplina (não sei por que essa confissão sempre aparece, mas O fato é que ela sempre surge, e me surpreendo por esta matéria que muitos consideram “fria” despertar tantas emoções), as perguntas que seguem são do estilo: “Você é matemática? Quer dizer que você dá aulas de matemática?”, e eu: “Bem, também dou aulas de matemática, mas também faço matemática”. “Faz o quê? Faz contas?”. “Não, na verdade nem vejo muitos números no meu dia a dia, tento demonstrar teoremas”. A essa altura o interlocutor costuma dizer “Oooh”, às vezes menciona Pitágoras, mas em geral não pergunta mais nada — e às vezes começa a procurar uma forma delicada de dar meia-volta e ir embora.
O que eu faço enquanto matemática? Tento entender aquilo que fizemos até agora, mais precisamente uma parte da matemática que foi feita até agora, e tento criar (ou descobrir) mais. Por quê?
Faço matemática há dezesseis anos, e me pergunto isso há dezessete (pois comecei no último ano de ensino fundamental, quando optei pela disciplina em vez de cursar filosofia ou qualquer outra coisa). Acho que a resposta é: “Para tentar descobrir a verdade”. Quando demonstramos um teorema, aquilo que está escrito naquele teorema vira verdade, verdade absoluta: existe uma demonstração, isso quer dizer que há uns passos lógicos que podem ser seguidos para se chegar àquilo. E qualquer um pode percorrer esses passos — basta estudar para entendê-los.
A verdade não muda mudando de pessoa, gênero, raça, país, continente, cultura. A verdade é verdade, e sempre será verdade. Isso me fascina, e além de me fascinar, me convoca. Pois tem algo em mim que me faz procurar ter certeza absoluta daquilo que eu acho ser verdade, e tenta defini-lo, demonstrá-lo, e separá-lo daquilo que é mentira. Tem algo em mim que procura um mundo perfeito, coerente, consistente. E então o cria: um maravilhoso mundo paralelo onde tudo faz sentido. Por esse aspecto, penso a matemática como uma forma de arte, a expressão de uma perfeição que algo dentro de nós anseia.
Por outro lado, considero a matemática uma parte ou uma espécie de hiperurânio platônico: o mundo das ideias perfeitas (nós, aqui no mundo real, vivenciamos cópias destas ideias, e tentamos entender o mundo por meio da ciência, que utiliza matemática). E nesse sentido, este mundo perfeito e exato não é criado pelos matemáticos, mas descoberto. O teorema que estou tentando demonstrar, outros já tentaram demonstrá-lo, e se eu não chegar lá, outra pessoa chegará. O teorema existe independentemente de mim. Desse modo, a matemática é um mundo perfeito que existe independentemente de nós, já existia e sempre existirá, só está à espera de alguém descobri-lo e mapeá-lo: demonstrá-lo por meio de passos lógicos que qualquer um pode seguir, se quiser visitá-lo.
Por que faço matemática? Porque não sei se a gente cria ou descobre, mas sei que, num caso ou em outro, para mim, vale a pena: se algo perfeito pode existir, eu quero que exista,
Luna Lomonaco é pesquisadora do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) https://cienciafundamental.blogfolha.uol.com.b /2020/05/06/em-busca-da-verdade/
No trecho “Bem, também dou aulas de matemática, mas também faço matemática”, o termo em destaque expressa uma:
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Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: IVIN
Orgão: Pref. Altamira-PA
Uma boa administração de recursos materiais é Caracterizada pela gestão eficiente dos estoques da Organização. Existem diversas técnicas úteis as Prever o consumo e, assim, adaptar o nível dos estoques. Acerca dessas técnicas, assinale alternativa correta:
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O Sitiprocal (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Produtora de Cachaça da Laranja) tem como base territorial todo o Vale da Mandureba, que inclui três Municípios: Alto Pingú, Baixo Pingú e Pingú do Meio. Nesse ano, porém, o Sinticala (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cachaceira da Laranja) foi fundado para atuar especificamente no âmbito de Alto Pingú. Acerca das disposições constitucionais sobre os sindicatos, assinale a alternativa correta;
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- PODC: Processo OrganizacionalProcesso Administrativo: OrganizaçãoIntrodução ao Processo de Organização
Uma determinada indústria de peças automotivas está promovendo uma organização de sua linha de produção em departamentos. Em discussão acerca da iniciativa, o conselho deliberativo da organização colocou na mesa algumas observações acerca da departamentalização. Observe abaixo essas observações e assinale a única incorreta:
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A redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos. Para estar perfeita, a redação oficial deve contar com alguns atributos. Observe abaixo as afirmações sobre estes atributos e assinale a alternativa correta:
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