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A Portaria nº 373, de 27 de fevereiro de 2002, aprovou a Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS) 01/2002 e criou mecanismos para o fortalecimento da capacidade de gestão do Sistema Único de Saúde e procedeu à atualização dos critérios de habilitação de estados e municípios (BRASIL, 2002, p.1). A perspectiva da elaboração do Plano Diretor de Regionalização (PDR) é garantir o acesso dos cidadãos, o mais próximo possível de sua residência, a um conjunto de ações e serviços. Sobre as responsabilidades mínimas vinculadas às ações e serviços, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Ações de promoção da saúde e prevenção de doenças.
( ) Tratamento clínico e cirúrgico de casos de pequenas urgências ambulatoriais.
( ) Assistência pré-natal, parto, puerpério e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil.
( ) Cobertura universal do esquema preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações, para as crianças até cinco anos de idade.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
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A Portaria 2.446 de 11 de novembro de 2014, redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) e “[...] traz em sua base o conceito ampliado de saúde e o referencial teórico da promoção da saúde como um conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, no âmbito individual e coletivo, caracterizando-se pela articulação e cooperação intra e intersetorial, pela formação da Rede de Atenção à Saude (RAS), buscando articular suas ações com as demais redes de proteção social, com ampla participação e controle social” (BRASIL, 2014, p.1). Neste contexto, a Política Nacional de Promoção da Saúde, adota como princípios:
Sobre os princípios da PNPS, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) a autonomia.
( ) a territorialidade.
( ) empoderamento.
( ) a ampliação da governança
( ) a organização dos processos de gestão
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
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“A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde [...]” (BRASIL, 2011, p.2). No que diz respeito às especificidades da Estratégia de Saúde da Família, “[...] serão admitidas, também, além da inserção integral (40h), as seguintes modalidades de inserção dos profissionais médicos generalistas ou especialistas em saúde da família ou médicos de família e comunidade nas Equipes de Saúde da Família, com as respectivas equivalências de incentivo federal [...]”(BRASIL, 2011, p.11).
Sobre a composição das equipes de saúde da família, analise as assertivas abaixo e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) 2 (dois) médicos integrados a uma equipe, cumprindo, individualmente, jornada de 20 horas semanais, e demais profissionais com jornada de 40 horas semanais, com repasse mensal equivalente a 85% do incentivo financeiro referente a uma equipe de saúde da família.
( ) 5 (cinco) médicos integrados a uma equipe, em uma mesma UBS, com carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 03 (três) médicos com jornada de 40 horas semanais, de três equipes), com repasse integral do incentivo financeiro referente a três equipes de saúde da família.
( ) 3 (três) médicos integrados a uma equipe, em uma mesma UBS, cumprindo, individualmente, carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 02 (dois) médicos com jornada de 40 horas, de duas equipes), com repasse integral do incentivo financeiro referente a duas equipes de saúde da família.
( ) 2 (dois) médicos integrados a uma única equipe em uma mesma UBS, cumprindo, individualmente, carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 01 (um) médico com jornada de 40 horas semanais), com repasse integral do incentivo financeiro referente a uma equipe de saúde da família.
( ) 1 (um) médico cumprindo jornada de 20 horas semanais e demais profissionais com jornada de 40 horas semanais, com repasse mensal equivalente a 60% do incentivo financeiro referente a uma equipe de saúde da família. Além disso, é recomendável que o número de usuários por equipe seja próximo de 2.500 pessoas. As equipes com esta configuração são denominadas Equipes Transitórias pois ainda que não tenham tempo mínimo estabelecido de permanência neste formato. È desejável que o gestor, tão logo tenha condições, transite para um dos formatos anteriores que preveem horas de médico disponíveis durante todo o tempo de funcionamento da equipe.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é
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Na perspectiva de superar as dificuldades apontadas, os gestores do SUS assumiram o compromisso público para construção do Pacto pela Saúde, conforme disposto na Portaria nº 399/2006, com base nos princípios constitucionais do SUS e ênfase nas necessidades de saúde da população, o que implicará o exercício simultâneo de definição de prioridades articuladas e integradas nos três componentes: Pacto pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão do SUS. Sobre as prioridades e objetivos do Pacto pela Vida, analise as assertivas abaixo e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Promoção da saúde.
( ) Fortalecimento da atenção especializada.
( ) Doenças emergentes e endemias, com ênfase na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e influenza.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
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- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPronomes de Tratamento
- Outros Manuais de RedaçãoManual de Redação da Presidência da República (2ªEd)
TEXTO:
SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?
Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39
anos, quando completará seu quinto centenário?
Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem
dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem
5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais
asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,
parques e praças residenciais.
E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e
apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3
10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de
terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em
Marte.
Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na
comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o
15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de
transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total
liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais
talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta
e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.
20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança
no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir
desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta
capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do
consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como
25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.
Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a
inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os
desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias
pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade
30 completamente inóspita.
A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A
construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é
necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza
que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.
35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança
cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.
São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior
participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que
atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais
40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um
mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que
não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por
isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores
espaços para ciclistas e pedestres.
45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente
que temos a dar para a São Paulo do futuro.
ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.
Caso fosse necessário encaminhar correspondência formal ao Diretor de Redação do jornal onde foi publicado o texto, para elogiar os termos em que ele foi formulado, o tratamento cerimonioso deveria ser:
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TEXTO:
SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?
Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39
anos, quando completará seu quinto centenário?
Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem
dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem
5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais
asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,
parques e praças residenciais.
E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e
apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3
10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de
terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em
Marte.
Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na
comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o
15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de
transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total
liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais
talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta
e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.
20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança
no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir
desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta
capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do
consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como
25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.
Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a
inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os
desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias
pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade
30 completamente inóspita.
A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A
construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é
necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza
que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.
35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança
cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.
São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior
participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que
atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais
40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um
mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que
não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por
isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores
espaços para ciclistas e pedestres.
45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente
que temos a dar para a São Paulo do futuro.
ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.
“Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente que temos a dar para a São Paulo do futuro.” (linhas 45-46)
Esse período está reestruturado com coesão e coerência, mantendo-se o sentido original em:
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TEXTO:
SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?
Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39
anos, quando completará seu quinto centenário?
Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem
dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem
5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais
asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,
parques e praças residenciais.
E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e
apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3
10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de
terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em
Marte.
Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na
comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o
15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de
transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total
liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais
talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta
e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.
20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança
no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir
desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta
capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do
consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como
25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.
Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a
inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os
desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias
pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade
30 completamente inóspita.
A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A
construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é
necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza
que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.
35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança
cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.
São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior
participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que
atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais
40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um
mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que
não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por
isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores
espaços para ciclistas e pedestres.
45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente
que temos a dar para a São Paulo do futuro.
ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.
Há uma relação de concordância verbal entre “cobram” (linha 43) e
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TEXTO:
SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?
Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39
anos, quando completará seu quinto centenário?
Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem
dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem
5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais
asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,
parques e praças residenciais.
E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e
apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3
10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de
terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em
Marte.
Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na
comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o
15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de
transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total
liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais
talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta
e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.
20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança
no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir
desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta
capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do
consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como
25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.
Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a
inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os
desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias
pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade
30 completamente inóspita.
A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A
construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é
necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza
que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.
35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança
cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.
São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior
participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que
atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais
40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um
mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que
não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por
isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores
espaços para ciclistas e pedestres.
45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente
que temos a dar para a São Paulo do futuro.
ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.
“Que não se conformam com a força de um mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens.” (linhas 40-41)
No trecho acima, através de uma linguagem figurada, a autora faz uma referência
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TEXTO:
SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?
Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39
anos, quando completará seu quinto centenário?
Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem
dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem
5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais
asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,
parques e praças residenciais.
E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e
apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3
10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de
terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em
Marte.
Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na
comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o
15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de
transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total
liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais
talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta
e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.
20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança
no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir
desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta
capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do
consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como
25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.
Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a
inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os
desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias
pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade
30 completamente inóspita.
A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A
construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é
necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza
que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.
35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança
cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.
São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior
participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que
atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais
40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um
mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que
não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por
isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores
espaços para ciclistas e pedestres.
45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente
que temos a dar para a São Paulo do futuro.
ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.
Denomina-se regência nominal a relação sintática que se estabelece entre nomes e os termos regidos por esse nome.
Há um exemplo de regência nominal em:
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SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?
Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39
anos, quando completará seu quinto centenário?
Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem
dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem
5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais
asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,
parques e praças residenciais.
E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e
apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3
10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de
terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em
Marte.
Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na
comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o
15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de
transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total
liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais
talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta
e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.
20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança
no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir
desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta
capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do
consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como
25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.
Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a
inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os
desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias
pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade
30 completamente inóspita.
A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A
construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é
necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza
que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.
35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança
cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.
São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior
participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que
atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais
40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um
mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que
não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por
isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores
espaços para ciclistas e pedestres.
45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente
que temos a dar para a São Paulo do futuro.
ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.
“Os espaços privados individuais talvez se tornem ainda menores...” (linhas 17-18).
A posição do pronome oblíquo, no trecho acima, tem como justificativa:
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