Magna Concursos

Foram encontradas 34 questões.

1517896 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

“... contará com uma rede de transporte coletivo...” (linhas 15-16)

No trecho acima, quanto à regência, o verbo existente se classifica como:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517895 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

Há uma relação de concordância nominal em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517894 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

Dentre as alterações introduzidas na ortografia pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), há a seguinte:

Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s

Essa norma justifica a ausência de hífen na palavra:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517893 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

Acentua-se a segunda vogal do hiato quando ela for i ou u tônicos, acompanhados ou não de s.

Observa-se a aplicação dessa regra na acentuação da palavra:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517892 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

A palavra “cenário”, no texto (linha 13), tem o sentido de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517891 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

... os milionários, depois de terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em Marte.” (linhas 10-12)

No trecho acima, as vírgulas são usadas para separar

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517890 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

Em relação ao futuro da cidade de São Paulo, a autora do texto se revela

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517889 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

O encaminhamento para a superação da situação atual da cidade implica

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517888 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

A situação “utópica” delineada no texto tem como foco

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1517887 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: Pref. Amargosa-BA
Provas:

TEXTO:


SÃO PAULO – CATÁSTROFE OU UTOPIA?

Ontem São Paulo completou 461 anos. Como será a cidade daqui a 39

anos, quando completará seu quinto centenário?

Observando os desafios que enfrentamos hoje, um dos cenários é, sem

dúvida, catastrófico. Uma cidade sem água apropriada para consumo, sem

5 energia elétrica acessível e produzindo cada vez mais lixo. Na paisagem, mais

asfalto e concreto, mais e mais viadutos, pontes e túneis, péssimas calçadas,

parques e praças residenciais.

E as pessoas, claro, cada vez mais imobilizadas e trancadas: em casas e

apartamentos cada vez mais caros, no carro, no trabalho, no shopping. Como3

10 em um filme de ficção, será um salve-se quem puder: os milionários, depois de

terem extraído toda a riqueza que puderam, terão se exilado em uma colônia em

Marte.

Mas também é possível vislumbrar um cenário otimista, onde, na

comemoração dos 500 anos de São Paulo, podemos ter uma cidade em que o

15 espaço público seja o elemento estruturador, que contará com uma rede de

transporte coletivo de alta qualidade, com múltiplos modais, garantindo total

liberdade de ir e vir para toda a população... Os espaços privados individuais

talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta

e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas.

20 Além disso, graças à recuperação dos mananciais da cidade e da mudança

no modelo de gestão e consumo da água, todos os paulistanos poderão usufruir

desse recurso. A produção de lixo também será mínima, tanto pela alta

capacidade de reciclagem e reaproveitamento como pela diminuição do

consumo. A maior parte da energia elétrica, em vez de comprada como

25 mercadoria de luxo, será autoproduzida pelos cidadãos em suas atividades.

Mas o que separa a catástrofe da utopia? Não tenho dúvidas de que a

inércia pode nos levar à catástrofe. Deixar tudo como está, não enfrentar os

desafios que já estão colocados hoje, não promover as mudanças necessárias

pode significar que estamos construindo para as próximas gerações uma cidade

30 completamente inóspita.

A utopia, por sua vez, não deve ser entendida como algo impossível. A

construção diária da utopia é o que pode nos levar a uma guinada. Para isso, é

necessário nos convencermos de que parte importante do excedente de riqueza

que a cidade produz deve ser usada para subsidiar suas demandas coletivas.

35 Mas apenas isso não é suficiente. Outra dimensão fundamental é a da mudança

cultural, e esta, me parece, já começou a acontecer.

São muitos os movimentos em São Paulo hoje que reclamam maior

participação nas definições e decisões de políticas públicas para a cidade, que

atuam nos bairros, que reivindicam moradia adequada, áreas públicas, mais

40 praças, parques e espaços culturais. Que não se conformam com a força de um

mercado que, da noite para o dia, destrói memórias, afetos e paisagens. Que

não aguentam mais o desconforto, a desigualdade e a violência no trânsito e por

isso cobram mais eficiência e qualidade no transporte público, mais e melhores

espaços para ciclistas e pedestres.

45 Fortalecer essa cultura na construção da utopia, hoje, é o melhor presente

que temos a dar para a São Paulo do futuro.

ROLNICK, Raquel. São Paulo – catástrofe ou utopia? Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 jan. 2015. Cotidiano, p. 2.

O cenário “catastrófico” indicado no texto tem como característica principal

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas