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Foram encontradas 30 questões.

3789128 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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Documento I 

No Brasil, a transição da década de 1970 para 1980 produziu um processo de reação às estruturas socioeducacionais que se cristalizavam. Esse momento foi marcado pela transição à democracia, decorrente da abertura política dos anos finais do regime civil-militar, implantado no Brasil a partir de 1964. Muitos ecos dessa transição estiveram ligados à educação, o “de maior repercussão defendia a escola como um instrumento fundamental de (re)democratização do país” (COELHO, 2009. p. 111). Nesse sentido, a década de 1980 produziu no Brasil uma crítica acerca das implantações ideológicas no campo da educação estabelecidas com o regime civil-militar.

FERREIRA, Rafael Elias de Queiroz. Da rima à raça: narrativa rap e consciência histórica na poesia de Pelé do Manifesto. Programa de Pós-Graduação em Ensino de História. Universidade Federal do Pará. Dissertação de Mestrado em Ensino de História, 2018.

Documento II

Charge de Daniel Azulay. Disponível em: pr.gov.br. Acesso em: 23 abr. 2024.


A partir da análise dos documentos, é possível constatar que a educação, no referido contexto, priorizava o(a)

 

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3789127 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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A Lei nº 226 de 15 de dezembro de 1853 estimulou ainda mais o incentivo à imigração estrangeira para a região. Para isso, o governo deveria reservar dos seus recursos um determinado valor em dinheiro que seria emprestado a empresas que se propusessem a introduzir imigrantes europeus ou americanos. Estes imigrantes deviam ser utilizados, prioritariamente, em estabelecimentos agrícolas, como fazendas e núcleos coloniais.
NUNES, Francivaldo Alves. Colônias agrícolas na Amazônia. Belém: Editora Estudos Amazônicos, 2012. 
A partir da análise da referida legislação, dois elementos são estabelecidos como centrais. São eles:
 

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3789126 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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A Escola dos Annales, inaugurada por Marc Bloch e Lucien Febvre, centrou-se na produção da história-problema (...). Esse grupo de historiadores insurgiu-se contra a história política, centrada em ações individuais e o poder bélico como motor da história.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.
A perspectiva historiográfica, apresentada pela historiadora Circe Bittencourt no fragmento acima, estruturou-se, fundamentalmente, por
 

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3789125 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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A “história pública” é um guarda-chuva tão acolhedor a ponto de oferecer abrigo a todas as formas de história “popular” - seja ela a história oral ou a “história dos povos”, a “história aplicada” ou os “estudos dos patrimônios”? A resposta, provavelmente, é um generoso “sim”: deixai que mil flores desabrochem. 
LIDDINGTON, Jill. O que é História Pública? Os públicos e seus passados. In: ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; DE OLIVEIRA ROVAI, Marta Gouveia. Introdução à História Pública. São Paulo: Letra e Voz, 2011.
Sobre a questão da História Pública, ela pode ser entendida como sendo
 

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3789124 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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Quando aparecem nos livros didáticos, as linhas do tempo são, em sua quase totalidade, restritas apenas aos livros do sexto ano, como se a aprendizagem temporal fosse uma variável independente do aprofundamento reflexivo, da ampliação em termos de densidade e, até mesmo, de repetição. Ao segmentar o tempo de maneira sucessiva, sem que o passado dialogue com referências tangíveis no presente e sem que as perspectivas de permanência de um tempo cronológico em uma dimensão totalizante sejam contrapostas a uma atitude historicizante de templos múltiplos e plurais, as linhas do tempo concorrem, no máximo, para constituir e reforçar a dimensão do tempo como seta progressiva, sem que se transformem em artefatos de apoio à construção conceitual.
MIRANDA, Sonia R. Aprender e ensinar o tempo histórico em tempos de incertezas: reflexões e desafios para o professor de história. In: GONÇALVES, Marcia de A. et al. (org.). Qual o valor da história hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012.
As linhas do tempo são utilizadas frequentemente no processo de ensino e aprendizagem do componente curricular de História na Educação Básica. Certamente são muitos os seus fatores positivos, notadamente no Ensino Fundamental II. Entretanto, a crítica feita a esse procedimento metodológico, citado no fragmento acima, se sustenta pelo fato de essa metodologia privilegiar o
 

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3789123 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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Documento I

Epopeia Cabanagem”, tela de Benedicto Mello. Plenário Newton Miranda, da Assembleia Legislativa do Estado do Pará.

Documento II

É preciso compreender que se fazer cabano no Pará era uma opção difícil e que precisa ser analisada à luz de todo um modo de pensar e de estratégias de lutas, que, em certo modo, constituíam a vida cotidiana daqueles homens e mulheres de 1835 - 1837, porém que foram gestados muito tempo antes, entre pessoas concretas que vinham de inúmeros lugares, com línguas, tradições e trabalhos diferenciados dentro da realidade amazônica.

RICCI, Magda. “De la independencia a la revolución cabana: la Amazonia y el nacimiento de Brasil (1808-1840)”. In: PEREZ, José Manuel Santos & PETIT, Pere. La Amazonia Brasileña en perspectiva histórica. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca, 2006.

Os documentos apresentados acima produzem duas concepções sobre o movimento cabano, que podem ser identificadas, respectivamente, em:

 

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3789122 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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Olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987.
No mundo grego antigo, notadamente na cidade de Atenas, a cidadania se relacionava diretamente ao direito de possuir
 

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3789121 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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A sequência cronológica linear não sugere a incorporação da crítica encaminhada pela legislação. O que se verifica é a incorporação de disciplinas ocupadas com a história da África e a história dos povos indígenas, sem relação com a narrativa consagrada pela tradição. Porém, conforme estudo anterior, elas mais tratam [do Velho Mundo] e de como ele se relacionou com os povos conquistados do que do modo como na África e na América os processos históricos conheceram outras dinâmicas não demarcadas desde o Velho Mundo.
COELHO, Mauro César Coelho; COELHO, Wilma de Nazaré Baía. “Educação para as Relações Étnico-Raciais e a formação de professores de História nas novas diretrizes para a formação de professores!”. Educar em Revista, Curitiba, v. 37, e77098, 2021.
O fragmento apresentado acima revela a persistência, no campo do ensino de História, de um modelo educacional
 

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3789120 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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“Alegoria à libertação de todos os escravos na vila de Benevides no Pará”. Jornal “A vida paraense”, de 30 de março de 1884. Citado por SALLES, Vicente. O negro no Pará. Belém: SECULT, 1988.
A alegoria publicada no periódico “A vida paraense” está intimamente ligada ao Movimento
 

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3789119 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Anajás-PA
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Segundo mapeamento organizado por Vicente Salles, podemos dimensionar a expressiva quantidade desses ajuntamentos de fugidos em várias partes da Amazônia colonial.
1. Amapá: Oiapoque-Calçoene. 2. Amapá: Mazagão. 3. Pará: Alenquer (Rio Curuá). 4. Pará: Óbidos (Rio Trombetas/Cuminá). 5. Pará: Alcobaça (hoje Tucuruí) / Cametá (Rio Tocantins). 6. Pará: Caxiú (Rio Moju/Capim). 7. Pará: Mocajuba (litoral Atlântico do Pará). 8. Pará: Gurupi (atual divisa entre Pará e Maranhão). 9. Maranhão: Turiaçú (Rio Maracassumé). 10. Maranhão: Turiaçú (Rio Turiaçú). 11. Pará: Anajás (Lago Mocambo, ilha do Marajó).
BARRIGA, Letícia Pereira. O quadrilátero cabano e as cabanagens nos sertões da Amazônia: guerra, índios, rios e matas (1790-1841). Universidade Federal do Pará. Programa de Pós-graduação em História Social da Amazônia. Tese de Doutorado. Belém, 2023.
Segundo o levantamento de Vicente Salles, o espaço Colonial Amazônico foi palco de diversos movimentos que podem ser definidos como
 

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