Foram encontradas 30 questões.
Leia o conto, de Heloísa Seixas, publicado na revista
Domingo do Jornal do Brasil em 02/04/2006, para
responder a questão..
Viajante
Lá está ela.
Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num
coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado
na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da
rua, prepara-se para atravessar.
Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O
vestido é simples, de algodão talvez, um corte reto, sem
mangas, sem bolsos. Os sapatos, um mocassim preto, de
gáspea alta, pesado mas firme, talvez pela necessidade
de um bom apoio para pés tão incertos, tão cansados. Na
mão direita, a bengala; na esquerda, uma sacola de
plástico, de supermercado. Tudo muito prosaico,
simples, e no entanto há uma aura de majestade ali.
Agora, o sinal abriu. E ela começa a atravessar.
Da outra calçada, parada, observo. Ela desce o meio-fio
com um passo leve, incerto, quase etéreo. Começo a me
preocupar. Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e,
como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e
fecha muito rápido. Os carros não podem esperar. Não
vai dar tempo, penso. Mas a mulher não parece se
importar.
Um passo depois do outro, lá vai ela, com todo o vagar
do mundo, apoiando-se em sua bengala. E o sinal
começa a piscar, anunciando que o tempo do ser
humano se esgota, que este precisa abrir caminho para a
máquina.
Estremeço, pensando: preciso fazer alguma coisa. Mas
não faço. Continuo imóvel, pregada ao chão.
Pronto. O sinal fechou. E ela ainda está no meio da rua.
Mas nenhum carro avança, parecem contidos pela
realeza da mulher. E ela segue, sem apressar o passo,
sem olhar para os lados, sem temor algum. Parece maior
do que todos nós, do que o mundo inteiro, parece nos
falar de uma outra maneira de viver, mais amena, mais
gentil. Viajante do tempo, é como se caminhasse por uma
Ipanema de setenta anos atrás.
Só quando afinal sobe na calçada do outro lado, só
então, os automóveis arrancam. E eu a vejo afastar-se,
no mesmo e imperturbável passo.
Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado
ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me
intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência
daquela mulher-navio que, impávida e majestosa,
singrava o tempo.
Disponível em: https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2006-2/
As palavras em destaque podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por:
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- MorfologiaConjunçõesRelações de Causa e Consequência
- MorfologiaPronomesPronomes Demonstrativos
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Retos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Leia o conto, de Heloísa Seixas, publicado na revista
Domingo do Jornal do Brasil em 02/04/2006, para
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Viajante
Lá está ela.
Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num
coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado
na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da
rua, prepara-se para atravessar.
Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O
vestido é simples, de algodão talvez, um corte reto, sem
mangas, sem bolsos. Os sapatos, um mocassim preto, de
gáspea alta, pesado mas firme, talvez pela necessidade
de um bom apoio para pés tão incertos, tão cansados. Na
mão direita, a bengala; na esquerda, uma sacola de
plástico, de supermercado. Tudo muito prosaico,
simples, e no entanto há uma aura de majestade ali.
Agora, o sinal abriu. E ela começa a atravessar.
Da outra calçada, parada, observo. Ela desce o meio-fio
com um passo leve, incerto, quase etéreo. Começo a me
preocupar. Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e,
como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e
fecha muito rápido. Os carros não podem esperar. Não
vai dar tempo, penso. Mas a mulher não parece se
importar.
Um passo depois do outro, lá vai ela, com todo o vagar
do mundo, apoiando-se em sua bengala. E o sinal
começa a piscar, anunciando que o tempo do ser
humano se esgota, que este precisa abrir caminho para a
máquina.
Estremeço, pensando: preciso fazer alguma coisa. Mas
não faço. Continuo imóvel, pregada ao chão.
Pronto. O sinal fechou. E ela ainda está no meio da rua.
Mas nenhum carro avança, parecem contidos pela
realeza da mulher. E ela segue, sem apressar o passo,
sem olhar para os lados, sem temor algum. Parece maior
do que todos nós, do que o mundo inteiro, parece nos
falar de uma outra maneira de viver, mais amena, mais
gentil. Viajante do tempo, é como se caminhasse por uma
Ipanema de setenta anos atrás.
Só quando afinal sobe na calçada do outro lado, só
então, os automóveis arrancam. E eu a vejo afastar-se,
no mesmo e imperturbável passo.
Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado
ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me
intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência
daquela mulher-navio que, impávida e majestosa,
singrava o tempo.
Disponível em: https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2006-2/
“Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e, como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e fecha muito rápido.”
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Pessoa
Leia o conto, de Heloísa Seixas, publicado na revista
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Viajante
Lá está ela.
Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num
coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado
na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da
rua, prepara-se para atravessar.
Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O
vestido é simples, de algodão talvez, um corte reto, sem
mangas, sem bolsos. Os sapatos, um mocassim preto, de
gáspea alta, pesado mas firme, talvez pela necessidade
de um bom apoio para pés tão incertos, tão cansados. Na
mão direita, a bengala; na esquerda, uma sacola de
plástico, de supermercado. Tudo muito prosaico,
simples, e no entanto há uma aura de majestade ali.
Agora, o sinal abriu. E ela começa a atravessar.
Da outra calçada, parada, observo. Ela desce o meio-fio
com um passo leve, incerto, quase etéreo. Começo a me
preocupar. Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e,
como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e
fecha muito rápido. Os carros não podem esperar. Não
vai dar tempo, penso. Mas a mulher não parece se
importar.
Um passo depois do outro, lá vai ela, com todo o vagar
do mundo, apoiando-se em sua bengala. E o sinal
começa a piscar, anunciando que o tempo do ser
humano se esgota, que este precisa abrir caminho para a
máquina.
Estremeço, pensando: preciso fazer alguma coisa. Mas
não faço. Continuo imóvel, pregada ao chão.
Pronto. O sinal fechou. E ela ainda está no meio da rua.
Mas nenhum carro avança, parecem contidos pela
realeza da mulher. E ela segue, sem apressar o passo,
sem olhar para os lados, sem temor algum. Parece maior
do que todos nós, do que o mundo inteiro, parece nos
falar de uma outra maneira de viver, mais amena, mais
gentil. Viajante do tempo, é como se caminhasse por uma
Ipanema de setenta anos atrás.
Só quando afinal sobe na calçada do outro lado, só
então, os automóveis arrancam. E eu a vejo afastar-se,
no mesmo e imperturbável passo.
Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado
ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me
intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência
daquela mulher-navio que, impávida e majestosa,
singrava o tempo.
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Leia o conto, de Heloísa Seixas, publicado na revista
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responder a questão..
Viajante
Lá está ela.
Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num
coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado
na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da
rua, prepara-se para atravessar.
Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O
vestido é simples, de algodão talvez, um corte reto, sem
mangas, sem bolsos. Os sapatos, um mocassim preto, de
gáspea alta, pesado mas firme, talvez pela necessidade
de um bom apoio para pés tão incertos, tão cansados. Na
mão direita, a bengala; na esquerda, uma sacola de
plástico, de supermercado. Tudo muito prosaico,
simples, e no entanto há uma aura de majestade ali.
Agora, o sinal abriu. E ela começa a atravessar.
Da outra calçada, parada, observo. Ela desce o meio-fio
com um passo leve, incerto, quase etéreo. Começo a me
preocupar. Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e,
como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e
fecha muito rápido. Os carros não podem esperar. Não
vai dar tempo, penso. Mas a mulher não parece se
importar.
Um passo depois do outro, lá vai ela, com todo o vagar
do mundo, apoiando-se em sua bengala. E o sinal
começa a piscar, anunciando que o tempo do ser
humano se esgota, que este precisa abrir caminho para a
máquina.
Estremeço, pensando: preciso fazer alguma coisa. Mas
não faço. Continuo imóvel, pregada ao chão.
Pronto. O sinal fechou. E ela ainda está no meio da rua.
Mas nenhum carro avança, parecem contidos pela
realeza da mulher. E ela segue, sem apressar o passo,
sem olhar para os lados, sem temor algum. Parece maior
do que todos nós, do que o mundo inteiro, parece nos
falar de uma outra maneira de viver, mais amena, mais
gentil. Viajante do tempo, é como se caminhasse por uma
Ipanema de setenta anos atrás.
Só quando afinal sobe na calçada do outro lado, só
então, os automóveis arrancam. E eu a vejo afastar-se,
no mesmo e imperturbável passo.
Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado
ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me
intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência
daquela mulher-navio que, impávida e majestosa,
singrava o tempo.
Disponível em: https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2006-2/
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- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Pessoa
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Leia o conto, de Heloísa Seixas, publicado na revista
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Viajante
Lá está ela.
Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num
coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado
na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da
rua, prepara-se para atravessar.
Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O
vestido é simples, de algodão talvez, um corte reto, sem
mangas, sem bolsos. Os sapatos, um mocassim preto, de
gáspea alta, pesado mas firme, talvez pela necessidade
de um bom apoio para pés tão incertos, tão cansados. Na
mão direita, a bengala; na esquerda, uma sacola de
plástico, de supermercado. Tudo muito prosaico,
simples, e no entanto há uma aura de majestade ali.
Agora, o sinal abriu. E ela começa a atravessar.
Da outra calçada, parada, observo. Ela desce o meio-fio
com um passo leve, incerto, quase etéreo. Começo a me
preocupar. Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e,
como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e
fecha muito rápido. Os carros não podem esperar. Não
vai dar tempo, penso. Mas a mulher não parece se
importar.
Um passo depois do outro, lá vai ela, com todo o vagar
do mundo, apoiando-se em sua bengala. E o sinal
começa a piscar, anunciando que o tempo do ser
humano se esgota, que este precisa abrir caminho para a
máquina.
Estremeço, pensando: preciso fazer alguma coisa. Mas
não faço. Continuo imóvel, pregada ao chão.
Pronto. O sinal fechou. E ela ainda está no meio da rua.
Mas nenhum carro avança, parecem contidos pela
realeza da mulher. E ela segue, sem apressar o passo,
sem olhar para os lados, sem temor algum. Parece maior
do que todos nós, do que o mundo inteiro, parece nos
falar de uma outra maneira de viver, mais amena, mais
gentil. Viajante do tempo, é como se caminhasse por uma
Ipanema de setenta anos atrás.
Só quando afinal sobe na calçada do outro lado, só
então, os automóveis arrancam. E eu a vejo afastar-se,
no mesmo e imperturbável passo.
Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado
ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me
intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência
daquela mulher-navio que, impávida e majestosa,
singrava o tempo.
Disponível em: https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2006-2/
“Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência daquela mulher-navio que, impávida e majestosa, singrava o tempo.”
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Disponível em: https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g303631- d5360852-Reviews-Bella_Minas-Sao_Paulo_State_of_Sao_Paulo.html
Considere as seguintes afirmativas sobre o banner acima e assinale a alternativa correta. I- A faixa, escrita de acordo com a norma culta da língua portuguesa, indica que, naquele restaurante, come-se o quanto quiser por um preço fixo. II- Na oração escrita no banner, “a vontade” é objeto direto do verbo comer. III- O uso do verbo no imperativo exprime um convite ao cliente para comer no restaurante. IV- “Coma a vontade” e “Coma à vontade” têm sentidos equivalentes segundo a norma culta escrita da língua portuguesa.
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Leia o conto, de Heloísa Seixas, publicado na revista
Domingo do Jornal do Brasil em 02/04/2006, para
responder a questão..
Viajante
Lá está ela.
Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num
coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado
na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da
rua, prepara-se para atravessar.
Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O
vestido é simples, de algodão talvez, um corte reto, sem
mangas, sem bolsos. Os sapatos, um mocassim preto, de
gáspea alta, pesado mas firme, talvez pela necessidade
de um bom apoio para pés tão incertos, tão cansados. Na
mão direita, a bengala; na esquerda, uma sacola de
plástico, de supermercado. Tudo muito prosaico,
simples, e no entanto há uma aura de majestade ali.
Agora, o sinal abriu. E ela começa a atravessar.
Da outra calçada, parada, observo. Ela desce o meio-fio
com um passo leve, incerto, quase etéreo. Começo a me
preocupar. Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e,
como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e
fecha muito rápido. Os carros não podem esperar. Não
vai dar tempo, penso. Mas a mulher não parece se
importar.
Um passo depois do outro, lá vai ela, com todo o vagar
do mundo, apoiando-se em sua bengala. E o sinal
começa a piscar, anunciando que o tempo do ser
humano se esgota, que este precisa abrir caminho para a
máquina.
Estremeço, pensando: preciso fazer alguma coisa. Mas
não faço. Continuo imóvel, pregada ao chão.
Pronto. O sinal fechou. E ela ainda está no meio da rua.
Mas nenhum carro avança, parecem contidos pela
realeza da mulher. E ela segue, sem apressar o passo,
sem olhar para os lados, sem temor algum. Parece maior
do que todos nós, do que o mundo inteiro, parece nos
falar de uma outra maneira de viver, mais amena, mais
gentil. Viajante do tempo, é como se caminhasse por uma
Ipanema de setenta anos atrás.
Só quando afinal sobe na calçada do outro lado, só
então, os automóveis arrancam. E eu a vejo afastar-se,
no mesmo e imperturbável passo.
Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado
ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me
intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência
daquela mulher-navio que, impávida e majestosa,
singrava o tempo.
Disponível em: https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2006-2/
“Da outra calçada, (1) parada, (2) observo. Ela desce o meio-fio com um passo leve, (3) incerto, (4) quase etéreo.”
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Leia o conto, de Heloísa Seixas, publicado na revista
Domingo do Jornal do Brasil em 02/04/2006, para
responder a questão..
Viajante
Lá está ela.
Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num
coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado
na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da
rua, prepara-se para atravessar.
Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O
vestido é simples, de algodão talvez, um corte reto, sem
mangas, sem bolsos. Os sapatos, um mocassim preto, de
gáspea alta, pesado mas firme, talvez pela necessidade
de um bom apoio para pés tão incertos, tão cansados. Na
mão direita, a bengala; na esquerda, uma sacola de
plástico, de supermercado. Tudo muito prosaico,
simples, e no entanto há uma aura de majestade ali.
Agora, o sinal abriu. E ela começa a atravessar.
Da outra calçada, parada, observo. Ela desce o meio-fio
com um passo leve, incerto, quase etéreo. Começo a me
preocupar. Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e,
como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e
fecha muito rápido. Os carros não podem esperar. Não
vai dar tempo, penso. Mas a mulher não parece se
importar.
Um passo depois do outro, lá vai ela, com todo o vagar
do mundo, apoiando-se em sua bengala. E o sinal
começa a piscar, anunciando que o tempo do ser
humano se esgota, que este precisa abrir caminho para a
máquina.
Estremeço, pensando: preciso fazer alguma coisa. Mas
não faço. Continuo imóvel, pregada ao chão.
Pronto. O sinal fechou. E ela ainda está no meio da rua.
Mas nenhum carro avança, parecem contidos pela
realeza da mulher. E ela segue, sem apressar o passo,
sem olhar para os lados, sem temor algum. Parece maior
do que todos nós, do que o mundo inteiro, parece nos
falar de uma outra maneira de viver, mais amena, mais
gentil. Viajante do tempo, é como se caminhasse por uma
Ipanema de setenta anos atrás.
Só quando afinal sobe na calçada do outro lado, só
então, os automóveis arrancam. E eu a vejo afastar-se,
no mesmo e imperturbável passo.
Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado
ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me
intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência
daquela mulher-navio que, impávida e majestosa,
singrava o tempo.
Disponível em: https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2006-2/
I- Em “E ela começa a atravessar”, o verbo indica uma ação que ocorre no momento em que a narradora observa a cena. II- Em “ele abre e fecha muito rápido”, o uso do presente do indicativo indica habitualidade e repetição. III- Em “Parece maior do que todos nós”, o verbo indica uma ação terminada. IV- Em “singrava o tempo”, o uso do pretérito imperfeito do indicativo indica habitualidade e repetição.
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1999090
Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Andradas-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Andradas-MG
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As Antilhas é composta por diversas ilhas na América
Central. Assinale abaixo a alternativa que contem
elemento geográfico que não pertence a ela:
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1999089
Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Andradas-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. Andradas-MG
Provas:
A World Wide Web mudou a vida das pessoas para
sempre ao conectar milhões de usuários em todo o
mundo, tornando disponíveis as informações contidas
nele. Apesar dos termos World Wide Web (rede mundial
de computadores) e internet serem frequentemente
usados como sinônimos, eles não significam a mesma
coisa. A internet é o sistema que se conecta à rede de
informação, que é a web. A internet pode existir sem a
web, mas o contrário não. Assinale abaixo a alternativa
que contém incorreção neste domínio:
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