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1848802 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
UM AVÔ E SEU NETO
Esta é uma história muito simples. Fala do amor entre um avô e um neto. Assim como a magia que existe entre a noite e a lua. Os avôs sabem de muitas coisas. Os avôs guardam a infância deles na memória. Com seus rios azuis, suas ruas de barro, chapéus, cavalos, lampiões. Um mundo tão antigo que já quase não cabe mais nesse nosso mundo.
Quando um avô morre, esse mundo antigo morre com ele. E todos os cavalos, rios azuis, ruas de barro. Por isso, eu particularmente acho que os avôs nunca deviam morrer. Mas para que as coisas que eles guardam lá no fundo deles, a poeira encantada de outros tempos não desapareça completamente, existem os netos. E assim como às vezes a gente para pra ver uma estrela ou um pássaro, alguns netos param pra ouvir essa música secreta que sai de dentro dos avôs. Eles viveram uma vida inteira, e quantas malas e armários poderiam encher com suas aventuras?
O avô tinha a barriga grande. O neto achava que tinha um sol lá dentro. Ou uma fábrica de alegria. O avô ria tanto. Um dia o avô parou de trabalhar. Era como se a barriga tivesse diminuído ou uma nuvem tivesse tampado o sol. E passava a mão nos cabelos do peito do avô. Os avôs são tão lindos com seus cabelos brancos. Quando estava feliz contava histórias malucas. De elefantes cantores de ópera, de crocodilos vendedores. Mas quando o avô se lembrava que não precisava mais trabalhar, que se não fizesse bastante barulho ninguém ia se lembrar dele, aí só contava história da sua vida. O neto ouvia. De um país lá longe. Tão longe que tinha que atravessar o mar.
Fazia frio nesse país. Nessa época o avô era criança, era pobre. O pai dele tocava violino. Um tio morava numa casinha branca no alto de uma colina. O tio fazia panelas de barro.
Um dia, o avô que nesse país lá longe era criança, foi visitar o tio que morava na colina. Tinha que atravessar a cidade inteira. O tio era esquisito. Gostava de morar afastado, longe das ruas apinhadas de gente. Tinha nevado durante a noite. As carroças cheias de verdura não podiam passar. (O neto ouvia). O avô estava indo escondido da mãe. Era muito perigoso. E então o avô conseguiu atravessar a ponte. O rio estava congelado lá embaixo. Parecia que tinha adormecido e não queria correr para lugar nenhum.A subida para a casa do tio estava escorregadia. Mas o avô conseguiu chegar.
O tio ficou feliz. Ele tinha um forno grande de queimar o barro. Tinha um torno. Parecia mágica. O tio pegava um pedaço de barro e fazia um prato, uma moringa, um bule. Era como se fossem personagens. (O neto ouvia). O bule casava com a manteigueira. E o dia passou voando na casa desse tio lá no alto da colina. Quando o avô se lembrou de voltar, a noite já estava chegando. E o tio deu um presente para o avô levar para casa. Era um cavalo de barro. Ia dentro de uma caixa de papelão. O avô se sentia mais rico que um rei. Levava a caixa com todo cuidado. Não podia cair de jeito nenhum. (O neto ouvia).
De repente, embaixo da neve, uma coisa brilhando. Era uma moeda de ouro. O avô esquecia do presente, esquecia de tudo. Mas a neve estava dura. O avô tentava cavar e não conseguia. Então teve uma ideia tão boa que nem dava para acreditar: era só fazer xixi em cima da neve que cobria a moeda. O xixi era quente e derretia a neve. Aí o avô piscava o olho e ria na cara do neto. “É verdade, vô, essa história da moeda?”
Pode ser que sim, pode ser que não, nunca se sabe respondia o avô. Mas se naquela época eu tivesse uma moeda de ouro...
E voltava a contar histórias malucas, sem pé nem cabeça, de bichos fantásticos. A sua barriga tinha novamente engolido o sol.
Um dia tiveram que partir. Ia haver uma guerra. O avô tinha 14 anos. As guerras são tristes. Deviam ser proibidas em todas as línguas da Terra. Se o avô não tivesse vindo com sua mãe e seus irmãos, o neto não existiria. O neto ouvia assombrado e via o navio se afastando do cais, um navio cheio de gente, com o avô lá dentro. Tantas vezes o avô contou essa história, que o neto já sabia de que lado soprava o vento.
O avô gostou muito de chegar num país cheio de sol. Mas às vezes lembrava do tio que morava em cima da colina.
Depois o avô cresceu. Teve uma loja, uma mulher, quatro filhos. Aí os filhos cresceram. E o avô teve netos. Os netos estão crescendo.Assim é a vida.
(MURRAY, R. Kligerman In Memórias futuras: contos infanto- juvenis contemporâneos. Niterói, EDUFF, 1987, p 78-80)
Abaixo foram feitas alterações na redação da frase “Um mundo tão antigo que já quase não CABE mais nesse nosso mundo”, destacando-se em cada uma a flexão do verbo CABER. Das alterações feitas, a que apresenta ERRO de flexão verbal é:
 

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1848788 Ano: 2008
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
O principal reservatório da leptospirose é o:
 

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1775527 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
CARTILHA ALERTA PARA USO
EXCESSIVO DE ERVAS MEDICINAIS
Todo mundo sabe indicar um chazinho perfeito para diferentes males, com dicas “infalíveis” transferidas pelos mais velhos da família.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% da população utiliza remédios naturais ou faz uso da chamada medicina popular para tratar doenças. Oque pouco se discute, no entanto, são os riscos da ingestão excessiva das infusões preparadas com ervas, que podem ir de uma dor de cabeça a dano sem órgãos vitais.
Ao observar a falta de conhecimento sobre os efeitos adversos do consumo excessivo de plantas medicinais, o Instituto de Biociências da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu preparou uma cartilha para alertar sobre os principais efeitos colaterais das ervas mais consumidas na região. “Observamos que, por considerarem as plantas algo totalmente natural, imaginam que não há riscos”, diz Maria José Queiroz de Freitas Alves, biomédica do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, orientadora da pesquisa.
Ela acredita que, além de não ter consciência dos perigos, a população não sabe como tirar o melhor proveito dos princípios ativos das plantas. Como exemplo, cita o urucum, que tem propriedades antioxidantes conhecidas, mas que, se levado à fervura, libera toxinas. “Para utilizá-lo com segurança, é preciso deixá-lo em água fria por um tempo”, diz.
Outro fator importante, quase sempre desconsiderado por quem busca os chás para tratamento, é a forma como a erva foi plantada. “O tipo de solo interfere, assim como o uso de agrotóxicos e a época de colheita. E é preciso saber se é melhor usar a erva seca ou fresca, as folhas ou flores”, explica Alves.
É o caso da erva-doce (Foeniculum vulgare), também conhecida como funcho, cujo efeito diurético é mais forte na infusão das folhas, de acordo com uma pesquisa realizada por Débora Vendramini, doutoranda do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da Universidade Estadual de Campinas. Em geral, os chás são preparados com os frutos. No estudo realizado em ratos, o aumento da diurese foi de 144% quando a infusão foi preparada com as folhas, contra 20% no uso dos frutos.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também constatou a necessidade de fornecer mais dados à população e prepara uma cartilha para ser divulgada no Estado do Rio de Janeiro. Foram consideradas para esse trabalho 20 das plantas mais citadas pelos vendedores de ervas do Mercado de Madureira, no Rio de Janeiro.
“Os 'mateiros' descrevem inúmeras aplicações para uma mesma planta. E não há comprovação na literatura científica”, diz Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico- farmacológicas), ligado à Fundação.
A autônoma Izilda Aparecida Martins, 49, sofreu com a indicação de pessoas não- especializadas. Com pedra no rim, ela procurou uma infusão para ajudar no tratamento. O chá escolhido prometia ter bom efeito diurético, mas, na verdade, trouxe um problema: retenção de líquidos. “Comecei a tomar chá de porangaba por causa da publicidade forte, não eliminei a pedra e meu corpo começou a inchar”, conta ela.
Outro exemplo de extrapolação de uso é a indicação do avelós (Euphorbia tirucalli) para tratar ou prevenir tumores. Como há algumas pesquisas em andamento com resultados positivos, a erva passou a ser muito procurada para o preparo de chás - mas a planta é tóxica e pode causar alergia. “Contra o câncer, busca-se o princípio ativo, não dá para trabalhar com extrato ou infusão feitos em casa”, explica João Ernesto de Carvalho, biomédico e coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA da Unicamp.
O confrei (Symphytum officinale L.), que tem comercialização proibida para uso interno sob risco de causar problemas sérios no fígado, ainda pode ser encontrado facilmente para preparar infusões. “Essa planta já foi considerada 'milagrosa' e é cicatrizante, mas só pode ser aplicada externamente”, alerta Maria José Alves, da Unesp.
Para que haja maior controle no uso terapêutico das ervas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende lançar para consulta pública uma lista com 51 espécies de plantas que poderão ser comercializadas como ervas medicinais.A resolução regulamentará a notificação de espécies vegetais, com indicações terapêuticas baseadas na literatura científica.
Como, até o momento, as ervas para chás comercializadas no país são regulamentadas como alimentos, não podem apresentar indicações terapêuticas nas embalagens.
(www.atribunanews.com.br. 01/11/2008.)
No trecho “Foram consideradas para esse trabalho 20 das plantas mais citadas pelos vendedores de ervas do Mercado de Madureira, no Rio de Janeiro”, a concordância foi feita corretamente. Das frases abaixo, está INCORRETA quanto à concordância a seguinte:
 

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1775526 Ano: 2008
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
São endemias em que há necessidade do controle de vetores biológicos:
 

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1775524 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
CARTILHA ALERTA PARA USO
EXCESSIVO DE ERVAS MEDICINAIS
Todo mundo sabe indicar um chazinho perfeito para diferentes males, com dicas “infalíveis” transferidas pelos mais velhos da família.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% da população utiliza remédios naturais ou faz uso da chamada medicina popular para tratar doenças. O que pouco se discute, no entanto, são os riscos da ingestão excessiva das infusões preparadas com ervas, que podem ir de uma dor de cabeça a dano sem órgãos vitais.
Ao observar a falta de conhecimento sobre os efeitos adversos do consumo excessivo de plantas medicinais, o Instituto de Biociências da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu preparou uma cartilha para alertar sobre os principais efeitos colaterais das ervas mais consumidas na região. “Observamos que, por considerarem as plantas algo totalmente natural, imaginam que não há riscos”, diz Maria José Queiroz de Freitas Alves, biomédica do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, orientadora da pesquisa.
Ela acredita que, além de não ter consciência dos perigos, a população não sabe como tirar o melhor proveito dos princípios ativos das plantas. Como exemplo, cita o urucum, que tem propriedades antioxidantes conhecidas, mas que, se levado à fervura, libera toxinas. “Para utilizá-lo com segurança, é preciso deixá-lo em água fria por um tempo”, diz.
Outro fator importante, quase sempre desconsiderado por quem busca os chás para tratamento, é a forma como a erva foi plantada. “O tipo de solo interfere, assim como o uso de agrotóxicos e a época de colheita. E é preciso saber se é melhor usar a erva seca ou fresca, as folhas ou flores”, explica Alves.
É o caso da erva-doce (Foeniculum vulgare), também conhecida como funcho, cujo efeito diurético é mais forte na infusão das folhas, de acordo com uma pesquisa realizada por Débora Vendramini, doutoranda do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da Universidade Estadual de Campinas. Em geral, os chás são preparados com os frutos. No estudo realizado em ratos, o aumento da diurese foi de 144% quando a infusão foi preparada com as folhas, contra 20% no uso dos frutos.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também constatou a necessidade de fornecer mais dados à população e prepara uma cartilha para ser divulgada no Estado do Rio de Janeiro. Foram consideradas para esse trabalho 20 das plantas mais citadas pelos vendedores de ervas do Mercado de Madureira, no Rio de Janeiro.
“Os 'mateiros' descrevem inúmeras aplicações para uma mesma planta. E não há comprovação na literatura científica”, diz Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico- farmacológicas), ligado à Fundação.
A autônoma Izilda Aparecida Martins, 49, sofreu com a indicação de pessoas não- especializadas. Com pedra no rim, ela procurou uma infusão para ajudar no tratamento. O chá escolhido prometia ter bom efeito diurético, mas, na verdade, trouxe um problema: retenção de líquidos. “Comecei a tomar chá de porangaba por causa da publicidade forte, não eliminei a pedra e meu corpo começou a inchar”, conta ela.
Outro exemplo de extrapolação de uso é a indicação do avelós (Euphorbia tirucalli) para tratar ou prevenir tumores. Como há algumas pesquisas em andamento com resultados positivos, a erva passou a ser muito procurada para o preparo de chás - mas a planta é tóxica e pode causar alergia. “Contra o câncer, busca-se o princípio ativo, não dá para trabalhar com extrato ou infusão feitos em casa”, explica João Ernesto de Carvalho, biomédico e coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA da Unicamp.
O confrei (Symphytum officinale L.), que tem comercialização proibida para uso interno sob risco de causar problemas sérios no fígado, ainda pode ser encontrado facilmente para preparar infusões. “Essa planta já foi considerada 'milagrosa' e é cicatrizante, mas só pode ser aplicada externamente”, alerta Maria José Alves, da Unesp.
Para que haja maior controle no uso terapêutico das ervas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende lançar para consulta pública uma lista com 51 espécies de plantas que poderão ser comercializadas como ervas medicinais.A resolução regulamentará a notificação de espécies vegetais, com indicações terapêuticas baseadas na literatura científica.
Como, até o momento, as ervas para chás comercializadas no país são regulamentadas como alimentos, não podem apresentar indicações terapêuticas nas embalagens.
(www.atribunanews.com.br. 01/11/2008.)
No trecho “que podem ir de uma dor de cabeça A danos em órgãos vitais”, o A em caixa alta, por ser simples preposição, não recebe o acento da crase. Das alterações feitas na redação da parte final do trecho, aquela em que o A passa a ser resultado de crase e deve receber o acento é:
 

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1775522 Ano: 2008
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
Segundo o Manual de Normas Técnicas da FUNASA, que dá instruções quanto ao modelo e tecnologia para erradicação do vetor da febre amarela urbana e do dengue, o ponto estratégico pode ser definido como:
 

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1775516 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
UM AVÔ E SEU NETO
Esta é uma história muito simples. Fala do amor entre um avô e um neto. Assim como a magia que existe entre a noite e a lua. Os avôs sabem de muitas coisas. Os avôs guardam a infância deles na memória. Com seus rios azuis, suas ruas de barro, chapéus, cavalos, lampiões. Um mundo tão antigo que já quase não cabe mais nesse nosso mundo.
Quando um avô morre, esse mundo antigo morre com ele. E todos os cavalos, rios azuis, ruas de barro. Por isso, eu particularmente acho que os avôs nunca deviam morrer. Mas para que as coisas que eles guardam lá no fundo deles, a poeira encantada de outros tempos não desapareça completamente, existem os netos. E assim como às vezes a gente para pra ver uma estrela ou um pássaro, alguns netos param pra ouvir essa música secreta que sai de dentro dos avôs. Eles viveram uma vida inteira, e quantas malas e armários poderiam encher com suas aventuras?
O avô tinha a barriga grande. O neto achava que tinha um sol lá dentro. Ou uma fábrica de alegria. O avô ria tanto. Um dia o avô parou de trabalhar. Era como se a barriga tivesse diminuído ou uma nuvem tivesse tampado o sol. E passava a mão nos cabelos do peito do avô. Os avôs são tão lindos com seus cabelos brancos. Quando estava feliz contava histórias malucas. De elefantes cantores de ópera, de crocodilos vendedores. Mas quando o avô se lembrava que não precisava mais trabalhar, que se não fizesse bastante barulho ninguém ia se lembrar dele, aí só contava história da sua vida. O neto ouvia. De um país lá longe. Tão longe que tinha que atravessar o mar.
Fazia frio nesse país. Nessa época o avô era criança, era pobre. O pai dele tocava violino. Um tio morava numa casinha branca no alto de uma colina. O tio fazia panelas de barro.
Um dia, o avô que nesse país lá longe era criança, foi visitar o tio que morava na colina. Tinha que atravessar a cidade inteira. O tio era esquisito. Gostava de morar afastado, longe das ruas apinhadas de gente. Tinha nevado durante a noite. As carroças cheias de verdura não podiam passar. (O neto ouvia). O avô estava indo escondido da mãe. Era muito perigoso. E então o avô conseguiu atravessar a ponte. O rio estava congelado lá embaixo. Parecia que tinha adormecido e não queria correr para lugar nenhum.A subida para a casa do tio estava escorregadia. Mas o avô conseguiu chegar.
O tio ficou feliz. Ele tinha um forno grande de queimar o barro. Tinha um torno. Parecia mágica. O tio pegava um pedaço de barro e fazia um prato, uma moringa, um bule. Era como se fossem personagens. (O neto ouvia). O bule casava com a manteigueira. E o dia passou voando na casa desse tio lá no alto da colina. Quando o avô se lembrou de voltar, a noite já estava chegando. E o tio deu um presente para o avô levar para casa. Era um cavalo de barro. Ia dentro de uma caixa de papelão. O avô se sentia mais rico que um rei. Levava a caixa com todo cuidado. Não podia cair de jeito nenhum. (O neto ouvia).
De repente, embaixo da neve, uma coisa brilhando. Era uma moeda de ouro. O avô esquecia do presente, esquecia de tudo. Mas a neve estava dura. O avô tentava cavar e não conseguia. Então teve uma ideia tão boa que nem dava para acreditar: era só fazer xixi em cima da neve que cobria a moeda. O xixi era quente e derretia a neve. Aí o avô piscava o olho e ria na cara do neto. “É verdade, vô, essa história da moeda?”
Pode ser que sim, pode ser que não, nunca se sabe respondia o avô. Mas se naquela época eu tivesse uma moeda de ouro...
E voltava a contar histórias malucas, sem pé nem cabeça, de bichos fantásticos. A sua barriga tinha novamente engolido o sol.
Um dia tiveram que partir. Ia haver uma guerra. O avô tinha 14 anos. As guerras são tristes. Deviam ser proibidas em todas as línguas da Terra. Se o avô não tivesse vindo com sua mãe e seus irmãos, o neto não existiria. O neto ouvia assombrado e via o navio se afastando do cais, um navio cheio de gente, com o avô lá dentro. Tantas vezes o avô contou essa história, que o neto já sabia de que lado soprava o vento.
O avô gostou muito de chegar num país cheio de sol. Mas às vezes lembrava do tio que morava em cima da colina.
Depois o avô cresceu. Teve uma loja, uma mulher, quatro filhos. Aí os filhos cresceram. E o avô teve netos. Os netos estão crescendo.Assim é a vida.
(MURRAY, R. Kligerman In Memórias futuras: contos infanto- juvenis contemporâneos. Niterói, EDUFF, 1987, p 78-80)
O avô da história narrada no texto é apresentado com as características abaixo, EXCETO:
 

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1775515 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
CARTILHA ALERTA PARA USO
EXCESSIVO DE ERVAS MEDICINAIS
Todo mundo sabe indicar um chazinho perfeito para diferentes males, com dicas “infalíveis” transferidas pelos mais velhos da família.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% da população utiliza remédios naturais ou faz uso da chamada medicina popular para tratar doenças. O que pouco se discute, no entanto, são os riscos da ingestão excessiva das infusões preparadas com ervas, que podem ir de uma dor de cabeça a dano sem órgãos vitais.
Ao observar a falta de conhecimento sobre os efeitos adversos do consumo excessivo de plantas medicinais, o Instituto de Biociências da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu preparou uma cartilha para alertar sobre os principais efeitos colaterais das ervas mais consumidas na região. “Observamos que, por considerarem as plantas algo totalmente natural, imaginam que não há riscos”, diz Maria José Queiroz de Freitas Alves, biomédica do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, orientadora da pesquisa.
Ela acredita que, além de não ter consciência dos perigos, a população não sabe como tirar o melhor proveito dos princípios ativos das plantas. Como exemplo, cita o urucum, que tem propriedades antioxidantes conhecidas, mas que, se levado à fervura, libera toxinas. “Para utilizá-lo com segurança, é preciso deixá-lo em água fria por um tempo”, diz.
Outro fator importante, quase sempre desconsiderado por quem busca os chás para tratamento, é a forma como a erva foi plantada. “O tipo de solo interfere, assim como o uso de agrotóxicos e a época de colheita. E é preciso saber se é melhor usar a erva seca ou fresca, as folhas ou flores”, explica Alves.
É o caso da erva-doce (Foeniculum vulgare), também conhecida como funcho, cujo efeito diurético é mais forte na infusão das folhas, de acordo com uma pesquisa realizada por Débora Vendramini, doutoranda do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da Universidade Estadual de Campinas. Em geral, os chás são preparados com os frutos. No estudo realizado em ratos, o aumento da diurese foi de 144% quando a infusão foi preparada com as folhas, contra 20% no uso dos frutos.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também constatou a necessidade de fornecer mais dados à população e prepara uma cartilha para ser divulgada no Estado do Rio de Janeiro. Foram consideradas para esse trabalho 20 das plantas mais citadas pelos vendedores de ervas do Mercado de Madureira, no Rio de Janeiro.
“Os 'mateiros' descrevem inúmeras aplicações para uma mesma planta. E não há comprovação na literatura científica”, diz Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico- farmacológicas), ligado à Fundação.
A autônoma Izilda Aparecida Martins, 49, sofreu com a indicação de pessoas não- especializadas. Com pedra no rim, ela procurou uma infusão para ajudar no tratamento. O chá escolhido prometia ter bom efeito diurético, mas, na verdade, trouxe um problema: retenção de líquidos. “Comecei a tomar chá de porangaba por causa da publicidade forte, não eliminei a pedra e meu corpo começou a inchar”, conta ela.
Outro exemplo de extrapolação de uso é a indicação do avelós (Euphorbia tirucalli) para tratar ou prevenir tumores. Como há algumas pesquisas em andamento com resultados positivos, a erva passou a ser muito procurada para o preparo de chás - mas a planta é tóxica e pode causar alergia. “Contra o câncer, busca-se o princípio ativo, não dá para trabalhar com extrato ou infusão feitos em casa”, explica João Ernesto de Carvalho, biomédico e coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA da Unicamp.
O confrei (Symphytum officinale L.), que tem comercialização proibida para uso interno sob risco de causar problemas sérios no fígado, ainda pode ser encontrado facilmente para preparar infusões. “Essa planta já foi considerada 'milagrosa' e é cicatrizante, mas só pode ser aplicada externamente”, alerta Maria José Alves, da Unesp.
Para que haja maior controle no uso terapêutico das ervas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende lançar para consulta pública uma lista com 51 espécies de plantas que poderão ser comercializadas como ervas medicinais.A resolução regulamentará a notificação de espécies vegetais, com indicações terapêuticas baseadas na literatura científica.
Como, até o momento, as ervas para chás comercializadas no país são regulamentadas como alimentos, não podem apresentar indicações terapêuticas nas embalagens.
(www.atribunanews.com.br. 01/11/2008.)
No trecho “para ALERTAR sobre os principais efeitos colaterais das ervas mais consumidas na região”, o verbo em caixa alta foi empregado corretamente do ponto de vista da regência. Das frases abaixo, todas com verbos de idêntica regência, está INCORRETA, por exigir outra preposição, a seguinte frase:
 

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1775506 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
CARTILHA ALERTA PARA USO
EXCESSIVO DE ERVAS MEDICINAIS
Todo mundo sabe indicar um chazinho perfeito para diferentes males, com dicas “infalíveis” transferidas pelos mais velhos da família.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% da população utiliza remédios naturais ou faz uso da chamada medicina popular para tratar doenças. O que pouco se discute, no entanto, são os riscos da ingestão excessiva das infusões preparadas com ervas, que podem ir de uma dor de cabeça a dano sem órgãos vitais.
Ao observar a falta de conhecimento sobre os efeitos adversos do consumo excessivo de plantas medicinais, o Instituto de Biociências da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu preparou uma cartilha para alertar sobre os principais efeitos colaterais das ervas mais consumidas na região. “Observamos que, por considerarem as plantas algo totalmente natural, imaginam que não há riscos”, diz Maria José Queiroz de Freitas Alves, biomédica do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, orientadora da pesquisa.
Ela acredita que, além de não ter consciência dos perigos, a população não sabe como tirar o melhor proveito dos princípios ativos das plantas. Como exemplo, cita o urucum, que tem propriedades antioxidantes conhecidas, mas que, se levado à fervura, libera toxinas. “Para utilizá-lo com segurança, é preciso deixá-lo em água fria por um tempo”, diz.
Outro fator importante, quase sempre desconsiderado por quem busca os chás para tratamento, é a forma como a erva foi plantada. “O tipo de solo interfere, assim como o uso de agrotóxicos e a época de colheita. E é preciso saber se é melhor usar a erva seca ou fresca, as folhas ou flores”, explica Alves.
É o caso da erva-doce (Foeniculum vulgare), também conhecida como funcho, cujo efeito diurético é mais forte na infusão das folhas, de acordo com uma pesquisa realizada por Débora Vendramini, doutoranda do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da Universidade Estadual de Campinas. Em geral, os chás são preparados com os frutos. No estudo realizado em ratos, o aumento da diurese foi de 144% quando a infusão foi preparada com as folhas, contra 20% no uso dos frutos.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também constatou a necessidade de fornecer mais dados à população e prepara uma cartilha para ser divulgada no Estado do Rio de Janeiro. Foram consideradas para esse trabalho 20 das plantas mais citadas pelos vendedores de ervas do Mercado de Madureira, no Rio de Janeiro.
“Os 'mateiros' descrevem inúmeras aplicações para uma mesma planta. E não há comprovação na literatura científica”, diz Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico- farmacológicas), ligado à Fundação.
A autônoma Izilda Aparecida Martins, 49, sofreu com a indicação de pessoas não- especializadas. Com pedra no rim, ela procurou uma infusão para ajudar no tratamento. O chá escolhido prometia ter bom efeito diurético, mas, na verdade, trouxe um problema: retenção de líquidos. “Comecei a tomar chá de porangaba por causa da publicidade forte, não eliminei a pedra e meu corpo começou a inchar”, conta ela.
Outro exemplo de extrapolação de uso é a indicação do avelós (Euphorbia tirucalli) para tratar ou prevenir tumores. Como há algumas pesquisas em andamento com resultados positivos, a erva passou a ser muito procurada para o preparo de chás - mas a planta é tóxica e pode causar alergia. “Contra o câncer, busca-se o princípio ativo, não dá para trabalhar com extrato ou infusão feitos em casa”, explica João Ernesto de Carvalho, biomédico e coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA da Unicamp.
O confrei (Symphytum officinale L.), que tem comercialização proibida para uso interno sob risco de causar problemas sérios no fígado, ainda pode ser encontrado facilmente para preparar infusões. “Essa planta já foi considerada 'milagrosa' e é cicatrizante, mas só pode ser aplicada externamente”, alerta Maria José Alves, da Unesp.
Para que haja maior controle no uso terapêutico das ervas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende lançar para consulta pública uma lista com 51 espécies de plantas que poderão ser comercializadas como ervas medicinais.A resolução regulamentará a notificação de espécies vegetais, com indicações terapêuticas baseadas na literatura científica.
Como, até o momento, as ervas para chás comercializadas no país são regulamentadas como alimentos, não podem apresentar indicações terapêuticas nas embalagens.
(www.atribunanews.com.br. 01/11/2008.)
No trecho “O confrei (Symphytum officinale L.), que tem comercialização proibida para uso interno SOB risco de causar problemas sérios no fígado", a preposição em caixa alta está corretamente empregada. Das frases abaixo, aquela em que se deve usar a preposição SOBRE, e não SOB, é:
 

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1775500 Ano: 2008
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFF
Orgão: Pref. Aracaju-SE
A legislação responsável pela criação do Sistema Único de Saúde (SUS) foi:
 

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