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Foram encontradas 50 questões.

3977654 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Texto I
LER O BRASIL PARA AS CRIANÇAS
   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
Com base no último parágrafo, pode-se compreender que, para a autora, as criações ficcionais podem ter o papel de:
 

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3977653 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Texto I
LER O BRASIL PARA AS CRIANÇAS
   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
“O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação)” (6º parágrafo)

Sem prejuízo para o sentido original do trecho acima, o verbo contido na oração entre parênteses também poderia ser conjugado no seguinte tempo do modo indicativo:
 

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3977652 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Texto I
LER O BRASIL PARA AS CRIANÇAS
   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
A ideia central contida no 5º parágrafo é articulada por meio do procedimento principal chamado de:
 

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3977651 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Texto I
LER O BRASIL PARA AS CRIANÇAS
   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
“Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento.” (4º parágrafo)

No relato do líder e intelectual quilombola Antônio Bispo dos Santos, conhecido como Nêgo Bispo, emprega-se um processo linguístico que pode ser denominado:
 

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3977650 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Texto I
LER O BRASIL PARA AS CRIANÇAS
   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
Com base na frase abaixo, responda à questão.

A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia [1] que o povo ocidental insiste em defender e [2] que faz de nós os maiores predadores do ambiente [3] do qual fazemos parte. (4º parágrafo) 

As três orações sublinhadas são todas subordinadas do seguinte tipo:
 

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3977649 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Texto I
LER O BRASIL PARA AS CRIANÇAS
   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
Com base na frase abaixo, responda à questão.

A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia [1] que o povo ocidental insiste em defender e [2] que faz de nós os maiores predadores do ambiente [3] do qual fazemos parte. (4º parágrafo) 

A frase permite inferir que já foi mencionada uma primeira quebra de paradigma promovida pelo livro.
Essa primeira quebra de paradigma diz respeito ao seguinte tópico:
 

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3977648 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Texto I
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   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
“Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.” (3º parágrafo)

A frase final do 3º parágrafo mantém, com aquela que a antecede, a seguinte relação de sentido:
 

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3977647 Ano: 2025
Disciplina: Português
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   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
No 2º parágrafo, uma frase de caráter injuntivo é:
 

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3977646 Ano: 2025
Disciplina: Português
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   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
“Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.” (1º parágrafo)

Considerando o contexto em debate, a escolha dos verbos sublinhados e sua organização caracterizam um recurso de:
 

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3977645 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Texto I
LER O BRASIL PARA AS CRIANÇAS
   O mercado editorial está cheio de títulos infantis disputando prateleiras e olhares de crianças curiosas e pais preocupados em estimular o hábito da leitura nos pequenos. Vale tudo na luta desleal entre as imagens e sons fáceis que saltam das telas e o delicado exercício de imaginar o que a literatura conta e, por vezes, apenas sugere.
    Entre os livros que recebo, um me chamou especial atenção: A onça esfomeada e os bichos espertos (2025), de Ugise Kalapalo, com ilustrações de Babette Costa e Greta Comolatti. É a adaptação de uma narrativa tradicional do povo kalapalo que habita o Alto Xingu, às margens do rio Kuluene, uma das mais de 305 etnias presentes no território nacional. A edição caprichada da editora Escuta Aqui Bem-Te-Vi é um exemplo a ser seguido no trato com a cultura indígena. O texto é bilíngue, em português-karib, língua falada pelos kalapalos (há em torno de 270 línguas indígenas faladas no Brasil).
    A informação da multiplicidade cultural presente em nosso país dá um bom começo de conversa com a criançada que tiver acesso ao livro, seja nas escolas, seja nas livrarias que ainda prezam o contato direto com seus leitores mirins, por meio de contação de histórias e da presença dos autores. Não é de menos importância o fato de que um indígena kalapalo possa ver sua língua estampada em espaços culturais que costumam ignorar sua existência. Parabenizo os envolvidos pela escolha político-editorial.  
    A segunda quebra de paradigma está na ideia de que entre animais e pessoas não há a hierarquia que o povo ocidental insiste em defender e que faz de nós os maiores predadores do ambiente do qual fazemos parte. É essa empáfia supostamente evolutiva que nos mantém na enrascada que deixará as próximas gerações sem água potável, temperaturas suportáveis e alimentos saudáveis. Como disse Nêgo Bispo, o que chamamos de des-envolvimento é falta de envolvimento. Para culturas em paz com o planeta onde habitam, animais são “pessoas não humanas”.
    Não se trata do antropomorfismo das fábulas de Esopo, com suas mensagens carregadas de moral a ser incutida nas crianças que, como nós, aprenderam horrorizadas que a Cigarra artista merecia ser deixada à míngua pela Formiga trabalhadeira. Entre os kalapalos, cada pessoa tem seu valor, seu truque e ensinamento, fazendo da onça – a maior caçadora da floresta – um animal a ser respeitado, mas não onipotente.
    A escolha por retratar o cotidiano das aldeias nas ilustrações ao longo do livro é de extremo bom gosto e atiçará a curiosidade da criançada branca atenta à jornada da dona Onça em busca de comida. O detalhe final fica para a introdução dos antropólogos Veronica Monachini (que assina a adaptação) e Antonio Guerreiro, que nos explicam que não se trata de um mito ou de um conto, mas daquilo que para os kalapalos é a própria história com h.
    É nesse ponto que se tem a oportunidade de avaliar o que entendemos por ficção em nossa cultura e aprender algo. As versões que fazemos do mundo não só explicam quem somos como nos orientam em como lidar com nossa existência coletivamente. Faz 500 anos que esses povos nos alertam para o perigo de nosso discurso desenvolvimentista, cujos efeitos nefastos nossas crianças já testemunham.
VERA IACONELLI
Adaptado de folha.uol.com.br, 25/08/2025.
Por suas características de tema, forma e estilo, o texto da psicanalista Vera Iaconelli aproxima-se do gênero de discurso denominado:
 

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