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3781950 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
Texto I
O menino e o homem
       Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]
        Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraía fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, lá perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando idéias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.
          Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais à frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia à retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.
            Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atrás de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou:
          – Que é que você está fazendo?
         Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou:
          – Quantas formigas eram?
        Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três.
            – Nove! – exclamei, triunfante.
          Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.
           Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado.
            – Cobra? – ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.
            Foi a minha vez de achar graça:
           – Que cobra que nada! É a chuva – e comecei a rir também.
         – Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?
          – Sei: papel.
          Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...]
         – Fernando! – berrou o papagaio, imitando mamãe: – Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]
        O homem disse que tinha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
         – Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
         – Quero – respondi.
        O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
          – Pense nos outros.
        Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino.
         O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo: –
        Quem é você? – perguntei ainda.
        Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre.
SABINO, Fernando. Disponível em: O menino e o homem. https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/7o.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações.
Identifique a alternativa que exige o mesmo tipo de complemento do verbo destacado na passagem: “Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio”.
 

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3781949 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
Texto I
O menino e o homem
       Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]
        Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraía fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, lá perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando idéias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.
          Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais à frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia à retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.
            Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atrás de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou:
          – Que é que você está fazendo?
         Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou:
          – Quantas formigas eram?
        Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três.
            – Nove! – exclamei, triunfante.
          Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.
           Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado.
            – Cobra? – ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.
            Foi a minha vez de achar graça:
           – Que cobra que nada! É a chuva – e comecei a rir também.
         – Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?
          – Sei: papel.
          Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...]
         – Fernando! – berrou o papagaio, imitando mamãe: – Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]
        O homem disse que tinha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
         – Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
         – Quero – respondi.
        O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
          – Pense nos outros.
        Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino.
         O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo: –
        Quem é você? – perguntei ainda.
        Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre.
SABINO, Fernando. Disponível em: O menino e o homem. https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/7o.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações.
Os fragmentos apresentados nas alternativas abaixo foram extraídos do Texto I. Assinale a alternativa redigida com base no registro informal da língua.
 

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3781948 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
Texto I
O menino e o homem
       Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]
        Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraía fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, lá perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando idéias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.
          Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais à frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia à retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.
            Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atrás de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou:
          – Que é que você está fazendo?
         Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou:
          – Quantas formigas eram?
        Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três.
            – Nove! – exclamei, triunfante.
          Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.
           Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado.
            – Cobra? – ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.
            Foi a minha vez de achar graça:
           – Que cobra que nada! É a chuva – e comecei a rir também.
         – Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?
          – Sei: papel.
          Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...]
         – Fernando! – berrou o papagaio, imitando mamãe: – Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]
        O homem disse que tinha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
         – Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
         – Quero – respondi.
        O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
          – Pense nos outros.
        Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino.
         O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo: –
        Quem é você? – perguntei ainda.
        Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre.
SABINO, Fernando. Disponível em: O menino e o homem. https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/7o.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações.
No fragmento “Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio”, o termo “caudaloso” pode ser substituído, sem alteração de sentido, pelo termo:
 

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3781947 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
Texto I
O menino e o homem
       Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]
        Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraía fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, lá perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando idéias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.
          Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais à frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia à retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.
            Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atrás de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou:
          – Que é que você está fazendo?
         Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou:
          – Quantas formigas eram?
        Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três.
            – Nove! – exclamei, triunfante.
          Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.
           Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado.
            – Cobra? – ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.
            Foi a minha vez de achar graça:
           – Que cobra que nada! É a chuva – e comecei a rir também.
         – Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?
          – Sei: papel.
          Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...]
         – Fernando! – berrou o papagaio, imitando mamãe: – Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]
        O homem disse que tinha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
         – Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
         – Quero – respondi.
        O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
          – Pense nos outros.
        Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino.
         O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo: –
        Quem é você? – perguntei ainda.
        Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre.
SABINO, Fernando. Disponível em: O menino e o homem. https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/7o.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações.
Considerando as ideias apresentadas no Texto I e , assinale a alternativa que resume o tema abordado no seus propósitos comunicativos texto:
 

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3781946 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
Texto I
O menino e o homem
       Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]
        Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraía fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, lá perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando idéias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.
          Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais à frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia à retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.
            Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atrás de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou:
          – Que é que você está fazendo?
         Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou:
          – Quantas formigas eram?
        Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três.
            – Nove! – exclamei, triunfante.
          Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.
           Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado.
            – Cobra? – ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.
            Foi a minha vez de achar graça:
           – Que cobra que nada! É a chuva – e comecei a rir também.
         – Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?
          – Sei: papel.
          Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...]
         – Fernando! – berrou o papagaio, imitando mamãe: – Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]
        O homem disse que tinha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
         – Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
         – Quero – respondi.
        O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
          – Pense nos outros.
        Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino.
         O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo: –
        Quem é você? – perguntei ainda.
        Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre.
SABINO, Fernando. Disponível em: O menino e o homem. https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/7o.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações.
De acordo com as ideias apesentadas no Texto I, o motivo de preocupação relatado pelo menino, em dias de chuva, era:
 

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Questão presente nas seguintes provas
3781945 Ano: 2024
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
Provas:
A Resolução nº 565, de 9 de dezembro de 2022, normatiza a atuação do fisioterapeuta e da equipe de Fisioterapia na Atenção Domiciliar, e nela encontram-se os artigos necessários para direcionar as suas ações:

I- No Art. 1º desta Resolução, compreendem-se por Atenção Domiciliar de Fisioterapia as ações desenvolvidas no domicílio da pessoa, que visem à promoção de sua saúde, à prevenção de agravos e à recuperação funcional, além de cuidados paliativos, seja na esfera pública ou privada, excluindo-se as Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs) e demais instituições de caráter domiciliar coletivo.

II- Compreende-se no Art. 5º desta Resolução que todas as ações concernentes à Atenção Domiciliar de Fisioterapia devem ser registradas em prontuário a ser mantido com o fisioterapeuta, conforme a Resolução-COFFITO nº 414/2012 e a RDC nº 11/2006.

III- No Art. 7º, o fisioterapeuta poderá fazer uso da teleconsulta e telemonitoramento para acompanhamento dos pacientes domiciliares, sempre que houver necessidade.

IV- Observa-se que, no Art. 9º, o fisioterapeuta e as pessoas jurídicas que prestam serviços de Fisioterapia devem solicitar a anuência para a intervenção fisioterapêutica no paciente, por meio do Termo de Consentimento, a ser assinado pelo paciente ou pelo responsável legal, em caso de impedimento de pacientes inimputáveis.


É CORRETO o que se afirma em:
 

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Questão presente nas seguintes provas
3781944 Ano: 2024
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
Provas:
A Resolução nº 547, de 30 de dezembro de 2021, reconhece a Psicomotricidade como recurso do fisioterapeuta e, neste documento, resolve:

I- O fisioterapeuta, atuando na psicomotricidade, prestará assistência a indivíduos na sua integralidade, seguindo os princípios do modelo biopsicossocial, promovendo sua inserção em todos os contextos.

II- O fisioterapeuta, no âmbito de suas ações, deverá desenvolver atividades de psicomotricidade funcional, considerando a aprendizagem motora, o esquema corporal, a percepção sensório-motora, a organização espacial e o biorritmo na elaboração de sua conduta terapêutica.

III- O fisioterapeuta, no âmbito de suas ações, irá desenvolver a educação psicomotora relacionada apenas à fase de infância, ciclo de vida de maior contribuição.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
 

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Questão presente nas seguintes provas
3781943 Ano: 2024
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
Provas:
A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde foi realizada em Ottawa, Canadá, em novembro de 1986, e nela foi apresentada a sua Carta de Intenções, também chamada de Carta de Ottawa, apresentada em cinco linhas de ação, as quais seguem descritas CORRETAMENTE em:
 

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Questão presente nas seguintes provas
3781942 Ano: 2024
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
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No que se refere ao uso das próteses, o encaixe é fundamental e, para a eficácia final da prótese, devem-se seguir os seguintes critérios: envolvimento preciso do coto com contato total, não obstruir a circulação sanguínea e fornecer maior descarga de peso distal, impedindo sobrecarga no coto. Segundo o contexto, avalie os três tipos principais de encaixes para próteses abaixo do joelho:

I- PTB (Patela – Tendão – Bearing): descarga abaixo do tendão patelar, bordo distal de encaixe termina no nível central do joelho.

II- KBM (Kondylen – Bettung – Münster): descarga sobre o tendão patelar, bordo proximal possui o formato de duas orelhas envolvendo os côndilos e mantém a patela livre.

III- PTS (Prothèse tibiale supracondylienne): seu encaixe envolve toda a patela, o bordo anterior termina acima da patela e exerce pressão sobre o músculo quadríceps.



É CORRETO o que se afirma apenas em:
 

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3781941 Ano: 2024
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Araruna-PB
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O ciclo da marcha é definido como o intervalo de tempo entre dois eventos que se repetem sucessivamente ao longo da locomoção humana, sendo dividido em duas fases: a fase de apoio e a fase de balanço. É CORRETO afirmar que a ação muscular na fase de balanço inicial se caracteriza por:
 

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