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O caminho de volta
Como encontrar o que é de fato essencial na vida da gente, das coisas às amizades e sentimentos
Em seu livro É tudo tão simples, Danuza Leão conta que passou metade da vida adquirindo coisas e que agora, na segunda metade, luta para se livrar delas. O dilema me soa familiar. Há anos o meu excesso de roupas e objetos me desorganiza. Até para me desfazer dele eu dispendo uma parte razoável do meu tempo.
Quando o que temos exige mais de nós do que nos serve, é hora de repensar. O que não é fácil, para quem nasceu sob a lógica do consumo. Oscilo entre a lucidez de Danuza e a euforia dos momentos em que um fatiador de ovo cozido parece a solução de uma vida.
Há alguns dias, uma conversa com minha amiga Hilaine Yaccoub ajustou meu olhar. Doutora em antropologia do consumo, Hilaine nasceu em Niterói e escolheu a Barreira do Vasco (RJ) para sua pesquisa de campo. Para imergir como uma antropóloga, não bastava ir àquela favela. Era preciso viver nela. Foi o que fez, de 2011 a 2015. Sua vizinha e amiga na Barreira, a presidente da associação dos moradores da comunidade, Vaninha, prepara diariamente cachorro-quente ou pipoca para as crianças. Hilaine cansou de ouvi-la pedindo à filha para ir "à casa da Sílvia pegar a pipoqueira". Até que não resistiu à pergunta: "Por que você não compra a própria pipoqueira?". A resposta foi precisa: "Olha o tamanho da minha cozinha. Se eu for comprar tudo o que eu preciso, quem vai morar na minha casa são as coisas". Começava ali o aprendizado que Hilaine chama de "conversão". Resta saber quem foi que fez o doutorado ali. "Empatia não é só se colocar no lugar do outro, é ser impactado pela emoção do outro", provoca Hilaine. Ela saiu da Barreira transformada pela lição. Prova disso é que lança em breve um livro sobre essa experiência — não é justo guardar para si um aprendizado dessa dimensão.
Seu problema atual é encontrar um título para a obra. Resumir sua vivência a poucas palavras empobrece seu significado. Como costuma ser o conceito de favela no imaginário de quem não mora lá. Já na visão dos moradores, somos nós os esquisitos, por demorarmos tanto a desaprender esse individualismo que nos deteriora e enfraquece. Na favela, as coisas sempre foram assim. "Lá se aprende, desde pequeno, a pensar na necessidade do outro. Não por bondade, mas por estarem todos no mesmo barco", explica Hilaine. São relações niveladas pela vulnerabilidade que forjam os conceitos morais e éticos de um lugar onde a crise não está só de passagem, onde a fragilidade é constante.
Do lado de fora, preferimos nos munir de coisas, na ilusão de que assim estaremos protegidos. E o que chamamos de "redes sociais" só corrobora a solidão. A verdadeira rede social está na favela. Faz tempo que suas leis simples nos indicam o caminho de volta.
(GUERRA, Cris. O caminho de volta. Revista Vida Simples, jun. 2018, p. 56. Adaptado.)
Considere o trecho: “E o que chamamos de redes sociais só corrobora a solidão.” (Linhas 25-26). Tendo em vista o contexto em que foi empregado, o verbo “corrobora” significa
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Assinale a alternativa CORRETA referente à definição de atenção básica de acordo com a Portaria n.º 2.436, de 21 de setembro de 2017, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica:
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Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Cachoeira Pajeú-MG
O Ministério do Trabalho (MT) classifica os riscos ocupacionais de acordo com sua natureza: física, química, biológica, ergonômica e acidental. Assim, eles podem ser operacionais (riscos para acidente), comportamentais ou ambientais (físicos, químicos ou biológicos, ergonômicos). Em relação ao risco ocupacional para transmissão do HIV e dos vírus das hepatites B e C, são classificados perigosos os acidentes que envolvem, EXCETO
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De acordo com o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV é uma medida de prevenção à infecção pelo HIV, que consiste no uso de medicação em até:
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O caminho de volta
Como encontrar o que é de fato essencial na vida da gente, das coisas às amizades e sentimentos
Em seu livro É tudo tão simples, Danuza Leão conta que passou metade da vida adquirindo coisas e que agora, na segunda metade, luta para se livrar delas. O dilema me soa familiar. Há anos o meu excesso de roupas e objetos me desorganiza. Até para me desfazer dele eu dispendo uma parte razoável do meu tempo.
Quando o que temos exige mais de nós do que nos serve, é hora de repensar. O que não é fácil, para quem nasceu sob a lógica do consumo. Oscilo entre a lucidez de Danuza e a euforia dos momentos em que um fatiador de ovo cozido parece a solução de uma vida.
Há alguns dias, uma conversa com minha amiga Hilaine Yaccoub ajustou meu olhar. Doutora em antropologia do consumo, Hilaine nasceu em Niterói e escolheu a Barreira do Vasco (RJ) para sua pesquisa de campo. Para imergir como uma antropóloga, não bastava ir àquela favela. Era preciso viver nela. Foi o que fez, de 2011 a 2015. Sua vizinha e amiga na Barreira, a presidente da associação dos moradores da comunidade, Vaninha, prepara diariamente cachorro-quente ou pipoca para as crianças. Hilaine cansou de ouvi-la pedindo à filha para ir "à casa da Sílvia pegar a pipoqueira". Até que não resistiu à pergunta: "Por que você não compra a própria pipoqueira?". A resposta foi precisa: "Olha o tamanho da minha cozinha. Se eu for comprar tudo o que eu preciso, quem vai morar na minha casa são as coisas". Começava ali o aprendizado que Hilaine chama de "conversão". Resta saber quem foi que fez o doutorado ali. "Empatia não é só se colocar no lugar do outro, é ser impactado pela emoção do outro", provoca Hilaine. Ela saiu da Barreira transformada pela lição. Prova disso é que lança em breve um livro sobre essa experiência — não é justo guardar para si um aprendizado dessa dimensão.
Seu problema atual é encontrar um título para a obra. Resumir sua vivência a poucas palavras empobrece seu significado. Como costuma ser o conceito de favela no imaginário de quem não mora lá. Já na visão dos moradores, somos nós os esquisitos, por demorarmos tanto a desaprender esse individualismo que nos deteriora e enfraquece. Na favela, as coisas sempre foram assim. "Lá se aprende, desde pequeno, a pensar na necessidade do outro. Não por bondade, mas por estarem todos no mesmo barco", explica Hilaine. São relações niveladas pela vulnerabilidade que forjam os conceitos morais e éticos de um lugar onde a crise não está só de passagem, onde a fragilidade é constante.
Do lado de fora, preferimos nos munir de coisas, na ilusão de que assim estaremos protegidos. E o que chamamos de "redes sociais" só corrobora a solidão. A verdadeira rede social está na favela. Faz tempo que suas leis simples nos indicam o caminho de volta.
(GUERRA, Cris. O caminho de volta. Revista Vida Simples, jun. 2018, p. 56. Adaptado.)
De acordo com o texto, viver na favela permitiu à antropóloga, EXCETO
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O médico prescreveu soro glicosado 6,4% de 250 ml para infundir de 8/8h. Disponível na unidade apenas soro glicosado 5% de 250 ml e ampolas de glicose de 20 ml a 50%, será necessário acrescentar quantos ml de glicose a 50% para transformar o soro glicosado de 5% a 6,4%? Assinale a alternativa CORRETA.
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O caminho de volta
Como encontrar o que é de fato essencial na vida da gente, das coisas às amizades e sentimentos
Em seu livro É tudo tão simples, Danuza Leão conta que passou metade da vida adquirindo coisas e que agora, na segunda metade, luta para se livrar delas. O dilema me soa familiar. Há anos o meu excesso de roupas e objetos me desorganiza. Até para me desfazer dele eu dispendo uma parte razoável do meu tempo.
Quando o que temos exige mais de nós do que nos serve, é hora de repensar. O que não é fácil, para quem nasceu sob a lógica do consumo. Oscilo entre a lucidez de Danuza e a euforia dos momentos em que um fatiador de ovo cozido parece a solução de uma vida.
Há alguns dias, uma conversa com minha amiga Hilaine Yaccoub ajustou meu olhar. Doutora em antropologia do consumo, Hilaine nasceu em Niterói e escolheu a Barreira do Vasco (RJ) para sua pesquisa de campo. Para imergir como uma antropóloga, não bastava ir àquela favela. Era preciso viver nela. Foi o que fez, de 2011 a 2015. Sua vizinha e amiga na Barreira, a presidente da associação dos moradores da comunidade, Vaninha, prepara diariamente cachorro-quente ou pipoca para as crianças. Hilaine cansou de ouvi-la pedindo à filha para ir "à casa da Sílvia pegar a pipoqueira". Até que não resistiu à pergunta: "Por que você não compra a própria pipoqueira?". A resposta foi precisa: "Olha o tamanho da minha cozinha. Se eu for comprar tudo o que eu preciso, quem vai morar na minha casa são as coisas". Começava ali o aprendizado que Hilaine chama de "conversão". Resta saber quem foi que fez o doutorado ali. "Empatia não é só se colocar no lugar do outro, é ser impactado pela emoção do outro", provoca Hilaine. Ela saiu da Barreira transformada pela lição. Prova disso é que lança em breve um livro sobre essa experiência — não é justo guardar para si um aprendizado dessa dimensão.
Seu problema atual é encontrar um título para a obra. Resumir sua vivência a poucas palavras empobrece seu significado. Como costuma ser o conceito de favela no imaginário de quem não mora lá. Já na visão dos moradores, somos nós os esquisitos, por demorarmos tanto a desaprender esse individualismo que nos deteriora e enfraquece. Na favela, as coisas sempre foram assim. "Lá se aprende, desde pequeno, a pensar na necessidade do outro. Não por bondade, mas por estarem todos no mesmo barco", explica Hilaine. São relações niveladas pela vulnerabilidade que forjam os conceitos morais e éticos de um lugar onde a crise não está só de passagem, onde a fragilidade é constante.
Do lado de fora, preferimos nos munir de coisas, na ilusão de que assim estaremos protegidos. E o que chamamos de "redes sociais" só corrobora a solidão. A verdadeira rede social está na favela. Faz tempo que suas leis simples nos indicam o caminho de volta.
(GUERRA, Cris. O caminho de volta. Revista Vida Simples, jun. 2018, p. 56. Adaptado.)
Após ler o texto, pode-se inferir que o título “caminho de volta” significa
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O médico prescreveu varfarina 2 mg; Via Oral segunda, quarta e sexta-feira, e 5 mg nas terças, quintas e sábados, sempre pelas manhãs. Considerando que o dia 1.º desse mês é na segunda-feira, que esse mês possui 31 dias e que o hospital dispõe apenas de varfarina na apresentação de 1 mg e 5 mg, quantos comprimidos, de cada dosagem, o paciente vai receber?
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- SUSLei 8.080/1990: Lei Orgânica da SaúdeSistema Único de SaúdePrincípios, Objetivos, Diretrizes e Atribuições.Arts. 5º e 6º: Objetivos e Atribuições
A Saúde do Trabalhador é o conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e à proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e à reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho. No que se refere à saúde do trabalhador, é CORRETO afirmar que cabe ao SUS:
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Não se pode pensar na ação de enfermagem sem mencionar a importância do processo comunicativo a ela relacionado, que contribuirá para o bem-estar e a recuperação do cliente/paciente. “A comunicação pressupõe a informação e o domínio sobre o que queremos comunicar, a nossa intenção, emoção e o que pretendemos quando nos aproximamos do nosso paciente [...]. Toda comunicação, portanto, tem duas partes: a primeira é o conteúdo, o fato, a informação que queremos transmitir; a segunda, o que estamos sentindo quando nos comunicamos com a pessoa”.
Fonte: Silva MJP. O papel da comunicação da humanização da atenção à saúde. Revista Bioética, 2002; 10(2): 73-88.
Com relação à comunicação em saúde, analise as afirmativas abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Geralmente não se tem consciência nem controle voluntário da sinalização não verbal.
( ) A cinésica é uma técnica de comunicação não verbal que se refere a sons emitidos pela boca.
( ) A proxêmica diz respeito ao uso e à relação do espaço para a comunicação.
( ) A tacêsica é o estudo do toque e das características que o envolvem.
( ) A comunicação terapêutica é de responsabilidade exclusiva dos psicólogos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
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