Foram encontradas 40 questões.
Tome como exemplo o seguinte contexto: “Por
mais obtuso que tenha sido em sua colocação,
todos nós entendemos o seu ponto de vista”. A
palavra que melhor substitui o termo “obtuso” no
contexto dado é:
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Identifique em qual das sentenças a seguir a
expressão em destaque é uma locução adverbial.
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Há inadequação ortográfica em todas as
sentenças a seguir, exceto em:
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A sentença em que as concordâncias verbal e
nominal estão incorretas é:
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O vocábulo “se” atua como pronome reflexivo
apenas em:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vista cansada
Acho que foi o Hemingway quem disse
que olhava cada coisa à sua volta como se a visse
pela última vez. Pela última ou pela primeira
vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem
disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem
algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem
não crê que a vida continua, não admira que o
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu
enquanto pôde do desespero que o roía – e
daquele tiro brutal.
Se eu morrer, morre comigo um certo
modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto:
um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto
ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que você vê
todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que
nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta
curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela
mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é
que você vê no seu caminho, você não sabe. De
tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio
do seu escritório. Lá estava sempre,
pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a
descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como
se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos,
nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que
morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma
girafa, cumprido o rito, pode ser que também
ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os
olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o
que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não,
não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê.
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do
mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez
o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca
viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos
olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que
se instala no coração o monstro da indiferença.
RESENDE, O. L. Vista cansada. Folha de São Paulo. São
Paulo, 1992. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7040/vistacansada>.
I. Pela primeira vez foi outro escritor quem(1) disse.
II. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo(2) de deprimente.
III. Em 32 anos, nunca o(3) viu.
A classificação do tipo dos pronomes enumerados nas sentenças dadas é, respectivamente:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vista cansada
Acho que foi o Hemingway quem disse
que olhava cada coisa à sua volta como se a visse
pela última vez. Pela última ou pela primeira
vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem
disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem
algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem
não crê que a vida continua, não admira que o
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu
enquanto pôde do desespero que o roía – e
daquele tiro brutal.
Se eu morrer, morre comigo um certo
modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto:
um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto
ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que você vê
todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que
nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta
curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela
mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é
que você vê no seu caminho, você não sabe. De
tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio
do seu escritório. Lá estava sempre,
pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a
descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como
se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos,
nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que
morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma
girafa, cumprido o rito, pode ser que também
ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os
olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o
que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não,
não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê.
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do
mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez
o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca
viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos
olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que
se instala no coração o monstro da indiferença.
RESENDE, O. L. Vista cansada. Folha de São Paulo. São
Paulo, 1992. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7040/vistacansada>.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vista cansada
Acho que foi o Hemingway quem disse
que olhava cada coisa à sua volta como se a visse
pela última vez. Pela última ou pela primeira
vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem
disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem
algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem
não crê que a vida continua, não admira que o
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu
enquanto pôde do desespero que o roía – e
daquele tiro brutal.
Se eu morrer, morre comigo um certo
modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto:
um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto
ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que você vê
todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que
nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta
curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela
mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é
que você vê no seu caminho, você não sabe. De
tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio
do seu escritório. Lá estava sempre,
pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a
descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como
se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos,
nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que
morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma
girafa, cumprido o rito, pode ser que também
ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os
olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o
que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não,
não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê.
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do
mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez
o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca
viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos
olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que
se instala no coração o monstro da indiferença.
RESENDE, O. L. Vista cansada. Folha de São Paulo. São
Paulo, 1992. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7040/vistacansada>.
“Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe.”
A reescrita correta do trecho, substituindo a oração subordinada adverbial condicional por uma oração de valor concessivo, é:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vista cansada
Acho que foi o Hemingway quem disse
que olhava cada coisa à sua volta como se a visse
pela última vez. Pela última ou pela primeira
vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem
disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem
algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem
não crê que a vida continua, não admira que o
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu
enquanto pôde do desespero que o roía – e
daquele tiro brutal.
Se eu morrer, morre comigo um certo
modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto:
um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto
ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que você vê
todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que
nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta
curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela
mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é
que você vê no seu caminho, você não sabe. De
tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio
do seu escritório. Lá estava sempre,
pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a
descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como
se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos,
nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que
morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma
girafa, cumprido o rito, pode ser que também
ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os
olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o
que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não,
não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê.
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do
mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez
o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca
viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos
olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que
se instala no coração o monstro da indiferença.
RESENDE, O. L. Vista cansada. Folha de São Paulo. São
Paulo, 1992. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7040/vistacansada>.
“O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.”
Uma das figuras de linguagem por meio da qual se constroem os sentidos no trecho apresentado é:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vista cansada
Acho que foi o Hemingway quem disse
que olhava cada coisa à sua volta como se a visse
pela última vez. Pela última ou pela primeira
vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem
disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem
algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem
não crê que a vida continua, não admira que o
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu
enquanto pôde do desespero que o roía – e
daquele tiro brutal.
Se eu morrer, morre comigo um certo
modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto:
um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto
ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que você vê
todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que
nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta
curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela
mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é
que você vê no seu caminho, você não sabe. De
tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio
do seu escritório. Lá estava sempre,
pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a
descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como
se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos,
nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que
morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma
girafa, cumprido o rito, pode ser que também
ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os
olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o
que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não,
não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê.
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do
mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez
o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca
viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos
olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que
se instala no coração o monstro da indiferença.
RESENDE, O. L. Vista cansada. Folha de São Paulo. São
Paulo, 1992. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7040/vistacansada>.
“O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.”
Ao fazer tal afirmação, o narrador do texto se refere:
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