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O custo de pensar
Apesar de suas muitas diferenças, todas as espécies humanas têm em comum várias características que as definem. Mais notadamente, os humanos têm o cérebro extraordinariamente grande em comparação com o de outros animais. Mamíferos pesando 60 quilos têm um cérebro com tamanho médio de 200 centímetros cúbicos. Os primeiros homens e mulheres, há 2,5 milhões de anos, tinham cérebros de cerca de 600 centímetros cúbicos. Sapiens modernos apresentam um cérebro de 1200 a 1400 centímetros cúbicos.
Que a evolução devesse selecionar cérebros maiores pode nos parecer óbvio. Somos tão apaixonados por nossa inteligência superior que presumimos que, em se tratando de capacidade cerebral, mais deve ser melhor. Mas, se fosse assim, a família dos felídeos também teria produzido gatos capazes de fazer cálculos, e porcos teriam a esta altura lançado seus próprios programas espaciais. Por que cérebros gigantes são tão raros no reino animal?
O fato é que um cérebro gigante é extremamente custoso para o corpo. É ainda mais difícil de abastecer. No Homo sapiens, o cérebro consome 25% da energia do corpo quando este está em repouso. Em comparação, o cérebro de outros primatas requer apenas 8% de energia em repouso.
(Yuval Noah Harari. Sapiens – uma breve história da humanidade. 34a ed. Porto Alegre: L&PM, 2018. Excerto adaptado)
Considere o seguinte trecho redigido a partir do texto original:
Todas as espécies humanas apresentam semelhanças em relação características que as definem, embora o homem tenha uma diferença considerável de tamanho do cérebro, se comparado outros animais. O processo de evolução acentuou ainda mais essa característica humana, adicionando mais massa cavidade cerebral dos Homo sapiens, e, consequentemente, aumentando demanda por energia para abastecê-la.
De acordo com a norma-padrão da língua, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:
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O custo de pensar
Apesar de suas muitas diferenças, todas as espécies humanas têm em comum várias características que as definem. Mais notadamente, os humanos têm o cérebro extraordinariamente grande em comparação com o de outros animais. Mamíferos pesando 60 quilos têm um cérebro com tamanho médio de 200 centímetros cúbicos. Os primeiros homens e mulheres, há 2,5 milhões de anos, tinham cérebros de cerca de 600 centímetros cúbicos. Sapiens modernos apresentam um cérebro de 1200 a 1400 centímetros cúbicos.
Que a evolução devesse selecionar cérebros maiores pode nos parecer óbvio. Somos tão apaixonados por nossa inteligência superior que presumimos que, em se tratando de capacidade cerebral, mais deve ser melhor. Mas, se fosse assim, a família dos felídeos também teria produzido gatos capazes de fazer cálculos, e porcos teriam a esta altura lançado seus próprios programas espaciais. Por que cérebros gigantes são tão raros no reino animal?
O fato é que um cérebro gigante é extremamente custoso para o corpo. É ainda mais difícil de abastecer. No Homo sapiens, o cérebro consome 25% da energia do corpo quando este está em repouso. Em comparação, o cérebro de outros primatas requer apenas 8% de energia em repouso.
(Yuval Noah Harari. Sapiens – uma breve história da humanidade. 34a ed. Porto Alegre: L&PM, 2018. Excerto adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase redigida a partir do texto está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.
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O custo de pensar
Apesar de suas muitas diferenças, todas as espécies humanas têm em comum várias características que as definem. Mais notadamente, os humanos têm o cérebro extraordinariamente grande em comparação com o de outros animais. Mamíferos pesando 60 quilos têm um cérebro com tamanho médio de 200 centímetros cúbicos. Os primeiros homens e mulheres, há 2,5 milhões de anos, tinham cérebros de cerca de 600 centímetros cúbicos. Sapiens modernos apresentam um cérebro de 1200 a 1400 centímetros cúbicos.
Que a evolução devesse selecionar cérebros maiores pode nos parecer óbvio. Somos tão apaixonados por nossa inteligência superior que presumimos que, em se tratando de capacidade cerebral, mais deve ser melhor. Mas, se fosse assim, a família dos felídeos também teria produzido gatos capazes de fazer cálculos, e porcos teriam a esta altura lançado seus próprios programas espaciais. Por que cérebros gigantes são tão raros no reino animal?
O fato é que um cérebro gigante é extremamente custoso para o corpo. É ainda mais difícil de abastecer. No Homo sapiens, o cérebro consome 25% da energia do corpo quando este está em repouso. Em comparação, o cérebro de outros primatas requer apenas 8% de energia em repouso.
(Yuval Noah Harari. Sapiens – uma breve história da humanidade. 34a ed. Porto Alegre: L&PM, 2018. Excerto adaptado)
A frase do penúltimo parágrafo “... se fosse assim...” apresenta, respectivamente, a relação de sentido que estabelece o termo destacado corretamente identificada e a sua substituição igualmente correta em:
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O custo de pensar
Apesar de suas muitas diferenças, todas as espécies humanas têm em comum várias características que as definem. Mais notadamente, os humanos têm o cérebro extraordinariamente grande em comparação com o de outros animais. Mamíferos pesando 60 quilos têm um cérebro com tamanho médio de 200 centímetros cúbicos. Os primeiros homens e mulheres, há 2,5 milhões de anos, tinham cérebros de cerca de 600 centímetros cúbicos. Sapiens modernos apresentam um cérebro de 1200 a 1400 centímetros cúbicos.
Que a evolução devesse selecionar cérebros maiores pode nos parecer óbvio. Somos tão apaixonados por nossa inteligência superior que presumimos que, em se tratando de capacidade cerebral, mais deve ser melhor. Mas, se fosse assim, a família dos felídeos também teria produzido gatos capazes de fazer cálculos, e porcos teriam a esta altura lançado seus próprios programas espaciais. Por que cérebros gigantes são tão raros no reino animal?
O fato é que um cérebro gigante é extremamente custoso para o corpo. É ainda mais difícil de abastecer. No Homo sapiens, o cérebro consome 25% da energia do corpo quando este está em repouso. Em comparação, o cérebro de outros primatas requer apenas 8% de energia em repouso.
(Yuval Noah Harari. Sapiens – uma breve história da humanidade. 34a ed. Porto Alegre: L&PM, 2018. Excerto adaptado)
Conforme o texto,
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Somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings
As crianças deveriam estudar a pré-história para conhecerem melhor a nossa ancestralidade. O livro lançado nos Estados Unidos “A Hunter-Gatherer’s Guide to the 21st Century: Evolution and the Challenges of Modern Life”, do casal de biólogos evolucionistas Heather Heying e Bret Weinstein, é um belo exemplo da nossa ancestralidade renegada pela experiência contemporânea.
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 – essa é uma síntese do título em inglês –, é muito rico em detalhes sobre o mal que as “hipernovidades”, usando o termo dos autores, têm causado para uma espécie como a nossa, que data do paleolítico superior.
Ou seja, somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings. Nosso organismo é o mesmo há pelo menos 200 mil anos. O habitat ao qual estamos adaptados é aquele em que viviam os caçadores-coletores. Mal começamos a ser agricultores massivamente, e a Revolução Industrial capitalista atropelou esse lento processo de mudança para nos lançar em um furacão de transformação do habitat e dos modos de vida.
Nossa cultura e hábitos se transformam mais rápido do que os nossos genes, que são os mesmos há centenas de milênios e estão ancorados num tempo ancestral genético estranho ao mundo moderno. Nossa (epi)genética, ou seja, a base de como agimos, é pré-histórica, importando muito pouco o que pensamos sobre a tal da construção social.
Esses modos de vida englobam hábitos religiosos, mobilidade, alimentação, afetos, organização da violência, sexualidade, tecnologias, conhecimentos e autoconhecimentos diversos.
A intenção dos autores é, numa linguagem casual e sem afetações técnicas, alertar para essa enorme ignorância quanto à nossa real ancestralidade e ir além do tão em voga fetiche das identidades. Nossa característica mais profunda e permanente é a do caçador-coletor tentando se achar num mundo que não é mais o seu. E essa identidade não é somente cultural, mas também biológica e psicológica.
(Luiz Felipe Pondé. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 12.12.2021. Adaptado)
De acordo com as informações do terceiro parágrafo, as transformações
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Somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings
As crianças deveriam estudar a pré-história para conhecerem melhor a nossa ancestralidade. O livro lançado nos Estados Unidos “A Hunter-Gatherer’s Guide to the 21st Century: Evolution and the Challenges of Modern Life”, do casal de biólogos evolucionistas Heather Heying e Bret Weinstein, é um belo exemplo da nossa ancestralidade renegada pela experiência contemporânea.
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 – essa é uma síntese do título em inglês –, é muito rico em detalhes sobre o mal que as “hipernovidades”, usando o termo dos autores, têm causado para uma espécie como a nossa, que data do paleolítico superior.
Ou seja, somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings. Nosso organismo é o mesmo há pelo menos 200 mil anos. O habitat ao qual estamos adaptados é aquele em que viviam os caçadores-coletores. Mal começamos a ser agricultores massivamente, e a Revolução Industrial capitalista atropelou esse lento processo de mudança para nos lançar em um furacão de transformação do habitat e dos modos de vida.
Nossa cultura e hábitos se transformam mais rápido do que os nossos genes, que são os mesmos há centenas de milênios e estão ancorados num tempo ancestral genético estranho ao mundo moderno. Nossa (epi)genética, ou seja, a base de como agimos, é pré-histórica, importando muito pouco o que pensamos sobre a tal da construção social.
Esses modos de vida englobam hábitos religiosos, mobilidade, alimentação, afetos, organização da violência, sexualidade, tecnologias, conhecimentos e autoconhecimentos diversos.
A intenção dos autores é, numa linguagem casual e sem afetações técnicas, alertar para essa enorme ignorância quanto à nossa real ancestralidade e ir além do tão em voga fetiche das identidades. Nossa característica mais profunda e permanente é a do caçador-coletor tentando se achar num mundo que não é mais o seu. E essa identidade não é somente cultural, mas também biológica e psicológica.
(Luiz Felipe Pondé. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 12.12.2021. Adaptado)
Considere a passagem do segundo parágrafo, para responder à questão:
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 – essa é uma síntese do título em inglês –, é muito rico em detalhes...
Na passagem, os travessões são corretamente empregados para isolar uma oração do restante do texto, assim como ocorre em:
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Somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings
As crianças deveriam estudar a pré-história para conhecerem melhor a nossa ancestralidade. O livro lançado nos Estados Unidos “A Hunter-Gatherer’s Guide to the 21st Century: Evolution and the Challenges of Modern Life”, do casal de biólogos evolucionistas Heather Heying e Bret Weinstein, é um belo exemplo da nossa ancestralidade renegada pela experiência contemporânea.
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 – essa é uma síntese do título em inglês –, é muito rico em detalhes sobre o mal que as “hipernovidades”, usando o termo dos autores, têm causado para uma espécie como a nossa, que data do paleolítico superior.
Ou seja, somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings. Nosso organismo é o mesmo há pelo menos 200 mil anos. O habitat ao qual estamos adaptados é aquele em que viviam os caçadores-coletores. Mal começamos a ser agricultores massivamente, e a Revolução Industrial capitalista atropelou esse lento processo de mudança para nos lançar em um furacão de transformação do habitat e dos modos de vida.
Nossa cultura e hábitos se transformam mais rápido do que os nossos genes, que são os mesmos há centenas de milênios e estão ancorados num tempo ancestral genético estranho ao mundo moderno. Nossa (epi)genética, ou seja, a base de como agimos, é pré-histórica, importando muito pouco o que pensamos sobre a tal da construção social.
Esses modos de vida englobam hábitos religiosos, mobilidade, alimentação, afetos, organização da violência, sexualidade, tecnologias, conhecimentos e autoconhecimentos diversos.
A intenção dos autores é, numa linguagem casual e sem afetações técnicas, alertar para essa enorme ignorância quanto à nossa real ancestralidade e ir além do tão em voga fetiche das identidades. Nossa característica mais profunda e permanente é a do caçador-coletor tentando se achar num mundo que não é mais o seu. E essa identidade não é somente cultural, mas também biológica e psicológica.
(Luiz Felipe Pondé. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 12.12.2021. Adaptado)
Considere a passagem do segundo parágrafo, para responder à questão:
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 – essa é uma síntese do título em inglês –, é muito rico em detalhes...
Os termos “como” e “ainda”, desatacados na passagem, exprimem, respectivamente, circunstância de
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Somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings
As crianças deveriam estudar a pré-história para conhecerem melhor a nossa ancestralidade. O livro lançado nos Estados Unidos “A Hunter-Gatherer’s Guide to the 21st Century: Evolution and the Challenges of Modern Life”, do casal de biólogos evolucionistas Heather Heying e Bret Weinstein, é um belo exemplo da nossa ancestralidade renegada pela experiência contemporânea.
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 – essa é uma síntese do título em inglês –, é muito rico em detalhes sobre o mal que as “hipernovidades”, usando o termo dos autores, têm causado para uma espécie como a nossa, que data do paleolítico superior.
Ou seja, somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings. Nosso organismo é o mesmo há pelo menos 200 mil anos. O habitat ao qual estamos adaptados é aquele em que viviam os caçadores-coletores. Mal começamos a ser agricultores massivamente, e a Revolução Industrial capitalista atropelou esse lento processo de mudança para nos lançar em um furacão de transformação do habitat e dos modos de vida.
Nossa cultura e hábitos se transformam mais rápido do que os nossos genes, que são os mesmos há centenas de milênios e estão ancorados num tempo ancestral genético estranho ao mundo moderno. Nossa (epi)genética, ou seja, a base de como agimos, é pré-histórica, importando muito pouco o que pensamos sobre a tal da construção social.
Esses modos de vida englobam hábitos religiosos, mobilidade, alimentação, afetos, organização da violência, sexualidade, tecnologias, conhecimentos e autoconhecimentos diversos.
A intenção dos autores é, numa linguagem casual e sem afetações técnicas, alertar para essa enorme ignorância quanto à nossa real ancestralidade e ir além do tão em voga fetiche das identidades. Nossa característica mais profunda e permanente é a do caçador-coletor tentando se achar num mundo que não é mais o seu. E essa identidade não é somente cultural, mas também biológica e psicológica.
(Luiz Felipe Pondé. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 12.12.2021. Adaptado)
Conforme o autor, as “hipernovidades”
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Somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings
As crianças deveriam estudar a pré-história para conhecerem melhor a nossa ancestralidade. O livro lançado nos Estados Unidos “A Hunter-Gatherer’s Guide to the 21st Century: Evolution and the Challenges of Modern Life”, do casal de biólogos evolucionistas Heather Heying e Bret Weinstein, é um belo exemplo da nossa ancestralidade renegada pela experiência contemporânea.
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 – essa é uma síntese do título em inglês –, é muito rico em detalhes sobre o mal que as “hipernovidades”, usando o termo dos autores, têm causado para uma espécie como a nossa, que data do paleolítico superior.
Ou seja, somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings. Nosso organismo é o mesmo há pelo menos 200 mil anos. O habitat ao qual estamos adaptados é aquele em que viviam os caçadores-coletores. Mal começamos a ser agricultores massivamente, e a Revolução Industrial capitalista atropelou esse lento processo de mudança para nos lançar em um furacão de transformação do habitat e dos modos de vida.
Nossa cultura e hábitos se transformam mais rápido do que os nossos genes, que são os mesmos há centenas de milênios e estão ancorados num tempo ancestral genético estranho ao mundo moderno. Nossa (epi)genética, ou seja, a base de como agimos, é pré-histórica, importando muito pouco o que pensamos sobre a tal da construção social.
Esses modos de vida englobam hábitos religiosos, mobilidade, alimentação, afetos, organização da violência, sexualidade, tecnologias, conhecimentos e autoconhecimentos diversos.
A intenção dos autores é, numa linguagem casual e sem afetações técnicas, alertar para essa enorme ignorância quanto à nossa real ancestralidade e ir além do tão em voga fetiche das identidades. Nossa característica mais profunda e permanente é a do caçador-coletor tentando se achar num mundo que não é mais o seu. E essa identidade não é somente cultural, mas também biológica e psicológica.
(Luiz Felipe Pondé. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 12.12.2021. Adaptado)
No contexto de leitura, está empregada em sentido figurado a palavra destacada em:
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Somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings
As crianças deveriam estudar a pré-história para conhecerem melhor a nossa ancestralidade. O livro lançado nos Estados Unidos “A Hunter-Gatherer’s Guide to the 21st Century: Evolution and the Challenges of Modern Life”, do casal de biólogos evolucionistas Heather Heying e Bret Weinstein, é um belo exemplo da nossa ancestralidade renegada pela experiência contemporânea.
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 – essa é uma síntese do título em inglês –, é muito rico em detalhes sobre o mal que as “hipernovidades”, usando o termo dos autores, têm causado para uma espécie como a nossa, que data do paleolítico superior.
Ou seja, somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings. Nosso organismo é o mesmo há pelo menos 200 mil anos. O habitat ao qual estamos adaptados é aquele em que viviam os caçadores-coletores. Mal começamos a ser agricultores massivamente, e a Revolução Industrial capitalista atropelou esse lento processo de mudança para nos lançar em um furacão de transformação do habitat e dos modos de vida.
Nossa cultura e hábitos se transformam mais rápido do que os nossos genes, que são os mesmos há centenas de milênios e estão ancorados num tempo ancestral genético estranho ao mundo moderno. Nossa (epi)genética, ou seja, a base de como agimos, é pré-histórica, importando muito pouco o que pensamos sobre a tal da construção social.
Esses modos de vida englobam hábitos religiosos, mobilidade, alimentação, afetos, organização da violência, sexualidade, tecnologias, conhecimentos e autoconhecimentos diversos.
A intenção dos autores é, numa linguagem casual e sem afetações técnicas, alertar para essa enorme ignorância quanto à nossa real ancestralidade e ir além do tão em voga fetiche das identidades. Nossa característica mais profunda e permanente é a do caçador-coletor tentando se achar num mundo que não é mais o seu. E essa identidade não é somente cultural, mas também biológica e psicológica.
(Luiz Felipe Pondé. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 12.12.2021. Adaptado)
O título antecipa de forma sintetizada a ideia presente no texto segundo a qual
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