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2219170 Ano: 2022
Disciplina: Matemática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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A quantia de R$ 30.000,00 foi dividida entre Ana, Bia e Cléo. Cada uma recebeu sua parte de maneira diretamente proporcional à sua idade. Ana tem 39 anos e Bia recebeu R$ 8.700,00. Se Cléo é 3 anos mais velha do que Bia, então a quantia recebida por Ana excede a quantia recebida por Cléo em

 

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2219169 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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Estar no Brasil é, embora quase ninguém o note, um constante incentivo à criatividade e à invenção. Quando agradeço a um brasileiro, ouço quase sempre: imagina! E eu, obedientemente, imagino mesmo. Na maior parte das vezes, tenho de começar por imaginar a própria palavra “imagina”, porque me dizem apenas: “magina!”.

Quando agradecemos, em português, exprimimos um compromisso. Em espanhol e italiano, eles dizem “gracias” e “grazie”. Ou seja, dão graças pelo que receberam. Em francês é igual: quem diz “merci” celebra uma graça, uma mercê. E em inglês e alemão acontece o mesmo. No entanto, “obrigado” é coisa séria. Não se trata apenas de ficar grato. É a forma abreviada de dizer “fico-lhe obrigado”. Estabelecemos a obrigação de retribuir o favor. Como se não bastasse, há quem não se satisfaça com esse encargo que impõe a si mesmo, e recusa ficar apenas obrigado. Fica muito obrigado. Ou até obrigadíssimo.

A palavra “obrigado” tem lá dentro a palavra “ligado”. Através do mesmo processo linguístico utilizado pelas pessoas que dizem “probrema”, nós transformamos em “obrigado” o original latino “obligado”. O que significa que nós anunciamos uma ligação à pessoa a quem agradecemos. Ficamos ligados a ela. Quando nos respondem “por nada”, estão nos desobrigando dessa promessa. Não temos por que ficar obrigados.

Mas, quando exclamam “imagina!”, estão fazendo mais do que apenas dispensar-nos de uma retribuição. Nesse momento, estão nos xingando por termos considerado que essa retribuição seria sequer devida. “Imagina”, no fundo, significa: “Imagina! Nunca ouvi tamanha bobagem! A sua proposta é completamente absurda!”. É um modo muito cruel de escarnecer da nossa boa educação. Aquele “imagina!” é, na verdade, um “por amor de Deus, não seja ridículo”. Pelo menos, é isso que eu imagino.

(Ricardo Araújo Pereira. Quem agradece em português acaba sempre criando uma obrigação. Folha de São Paulo, 20.05.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das frases reescritas a partir do texto.

Estar no Brasil é um constante incentivo criar e inventar. Quando agradeço brasileiras, ouço quase sempre: imagina!

O que significa que nós anunciamos uma ligação a qualquer pessoa agradecemos. Ficamos ligados pessoa.

 

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2219168 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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Estar no Brasil é, embora quase ninguém o note, um constante incentivo à criatividade e à invenção. Quando agradeço a um brasileiro, ouço quase sempre: imagina! E eu, obedientemente, imagino mesmo. Na maior parte das vezes, tenho de começar por imaginar a própria palavra “imagina”, porque me dizem apenas: “magina!”.

Quando agradecemos, em português, exprimimos um compromisso. Em espanhol e italiano, eles dizem “gracias” e “grazie”. Ou seja, dão graças pelo que receberam. Em francês é igual: quem diz “merci” celebra uma graça, uma mercê. E em inglês e alemão acontece o mesmo. No entanto, “obrigado” é coisa séria. Não se trata apenas de ficar grato. É a forma abreviada de dizer “fico-lhe obrigado”. Estabelecemos a obrigação de retribuir o favor. Como se não bastasse, há quem não se satisfaça com esse encargo que impõe a si mesmo, e recusa ficar apenas obrigado. Fica muito obrigado. Ou até obrigadíssimo.

A palavra “obrigado” tem lá dentro a palavra “ligado”. Através do mesmo processo linguístico utilizado pelas pessoas que dizem “probrema”, nós transformamos em “obrigado” o original latino “obligado”. O que significa que nós anunciamos uma ligação à pessoa a quem agradecemos. Ficamos ligados a ela. Quando nos respondem “por nada”, estão nos desobrigando dessa promessa. Não temos por que ficar obrigados.

Mas, quando exclamam “imagina!”, estão fazendo mais do que apenas dispensar-nos de uma retribuição. Nesse momento, estão nos xingando por termos considerado que essa retribuição seria sequer devida. “Imagina”, no fundo, significa: “Imagina! Nunca ouvi tamanha bobagem! A sua proposta é completamente absurda!”. É um modo muito cruel de escarnecer da nossa boa educação. Aquele “imagina!” é, na verdade, um “por amor de Deus, não seja ridículo”. Pelo menos, é isso que eu imagino.

(Ricardo Araújo Pereira. Quem agradece em português acaba sempre criando uma obrigação. Folha de São Paulo, 20.05.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo pelo qual foi usada na frase “Nesse momento, estão nos xingando por termos considerado que essa retribuição seria sequer devida”.

 

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2219167 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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Estar no Brasil é, embora quase ninguém o note, um constante incentivo à criatividade e à invenção. Quando agradeço a um brasileiro, ouço quase sempre: imagina! E eu, obedientemente, imagino mesmo. Na maior parte das vezes, tenho de começar por imaginar a própria palavra “imagina”, porque me dizem apenas: “magina!”.

Quando agradecemos, em português, exprimimos um compromisso. Em espanhol e italiano, eles dizem “gracias” e “grazie”. Ou seja, dão graças pelo que receberam. Em francês é igual: quem diz “merci” celebra uma graça, uma mercê. E em inglês e alemão acontece o mesmo. No entanto, “obrigado” é coisa séria. Não se trata apenas de ficar grato. É a forma abreviada de dizer “fico-lhe obrigado”. Estabelecemos a obrigação de retribuir o favor. Como se não bastasse, há quem não se satisfaça com esse encargo que impõe a si mesmo, e recusa ficar apenas obrigado. Fica muito obrigado. Ou até obrigadíssimo.

A palavra “obrigado” tem lá dentro a palavra “ligado”. Através do mesmo processo linguístico utilizado pelas pessoas que dizem “probrema”, nós transformamos em “obrigado” o original latino “obligado”. O que significa que nós anunciamos uma ligação à pessoa a quem agradecemos. Ficamos ligados a ela. Quando nos respondem “por nada”, estão nos desobrigando dessa promessa. Não temos por que ficar obrigados.

Mas, quando exclamam “imagina!”, estão fazendo mais do que apenas dispensar-nos de uma retribuição. Nesse momento, estão nos xingando por termos considerado que essa retribuição seria sequer devida. “Imagina”, no fundo, significa: “Imagina! Nunca ouvi tamanha bobagem! A sua proposta é completamente absurda!”. É um modo muito cruel de escarnecer da nossa boa educação. Aquele “imagina!” é, na verdade, um “por amor de Deus, não seja ridículo”. Pelo menos, é isso que eu imagino.

(Ricardo Araújo Pereira. Quem agradece em português acaba sempre criando uma obrigação. Folha de São Paulo, 20.05.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o trecho “... há quem não se satisfaça com esse encargo que impõe a si mesmo ...” (2º parágrafo) foi reescrito sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original.

 

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2219166 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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Estar no Brasil é, embora quase ninguém o note, um constante incentivo à criatividade e à invenção. Quando agradeço a um brasileiro, ouço quase sempre: imagina! E eu, obedientemente, imagino mesmo. Na maior parte das vezes, tenho de começar por imaginar a própria palavra “imagina”, porque me dizem apenas: “magina!”.

Quando agradecemos, em português, exprimimos um compromisso. Em espanhol e italiano, eles dizem “gracias” e “grazie”. Ou seja, dão graças pelo que receberam. Em francês é igual: quem diz “merci” celebra uma graça, uma mercê. E em inglês e alemão acontece o mesmo. No entanto, “obrigado” é coisa séria. Não se trata apenas de ficar grato. É a forma abreviada de dizer “fico-lhe obrigado”. Estabelecemos a obrigação de retribuir o favor. Como se não bastasse, há quem não se satisfaça com esse encargo que impõe a si mesmo, e recusa ficar apenas obrigado. Fica muito obrigado. Ou até obrigadíssimo.

A palavra “obrigado” tem lá dentro a palavra “ligado”. Através do mesmo processo linguístico utilizado pelas pessoas que dizem “probrema”, nós transformamos em “obrigado” o original latino “obligado”. O que significa que nós anunciamos uma ligação à pessoa a quem agradecemos. Ficamos ligados a ela. Quando nos respondem “por nada”, estão nos desobrigando dessa promessa. Não temos por que ficar obrigados.

Mas, quando exclamam “imagina!”, estão fazendo mais do que apenas dispensar-nos de uma retribuição. Nesse momento, estão nos xingando por termos considerado que essa retribuição seria sequer devida. “Imagina”, no fundo, significa: “Imagina! Nunca ouvi tamanha bobagem! A sua proposta é completamente absurda!”. É um modo muito cruel de escarnecer da nossa boa educação. Aquele “imagina!” é, na verdade, um “por amor de Deus, não seja ridículo”. Pelo menos, é isso que eu imagino.

(Ricardo Araújo Pereira. Quem agradece em português acaba sempre criando uma obrigação. Folha de São Paulo, 20.05.2022. Adaptado)

Pode-se afirmar que o efeito de humor do texto é produzido, principalmente, pelo fato de o autor

 

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2219165 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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Estar no Brasil é, embora quase ninguém o note, um constante incentivo à criatividade e à invenção. Quando agradeço a um brasileiro, ouço quase sempre: imagina! E eu, obedientemente, imagino mesmo. Na maior parte das vezes, tenho de começar por imaginar a própria palavra “imagina”, porque me dizem apenas: “magina!”.

Quando agradecemos, em português, exprimimos um compromisso. Em espanhol e italiano, eles dizem “gracias” e “grazie”. Ou seja, dão graças pelo que receberam. Em francês é igual: quem diz “merci” celebra uma graça, uma mercê. E em inglês e alemão acontece o mesmo. No entanto, “obrigado” é coisa séria. Não se trata apenas de ficar grato. É a forma abreviada de dizer “fico-lhe obrigado”. Estabelecemos a obrigação de retribuir o favor. Como se não bastasse, há quem não se satisfaça com esse encargo que impõe a si mesmo, e recusa ficar apenas obrigado. Fica muito obrigado. Ou até obrigadíssimo.

A palavra “obrigado” tem lá dentro a palavra “ligado”. Através do mesmo processo linguístico utilizado pelas pessoas que dizem “probrema”, nós transformamos em “obrigado” o original latino “obligado”. O que significa que nós anunciamos uma ligação à pessoa a quem agradecemos. Ficamos ligados a ela. Quando nos respondem “por nada”, estão nos desobrigando dessa promessa. Não temos por que ficar obrigados.

Mas, quando exclamam “imagina!”, estão fazendo mais do que apenas dispensar-nos de uma retribuição. Nesse momento, estão nos xingando por termos considerado que essa retribuição seria sequer devida. “Imagina”, no fundo, significa: “Imagina! Nunca ouvi tamanha bobagem! A sua proposta é completamente absurda!”. É um modo muito cruel de escarnecer da nossa boa educação. Aquele “imagina!” é, na verdade, um “por amor de Deus, não seja ridículo”. Pelo menos, é isso que eu imagino.

(Ricardo Araújo Pereira. Quem agradece em português acaba sempre criando uma obrigação. Folha de São Paulo, 20.05.2022. Adaptado)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o autor

 

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2219164 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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No início do mês, uma decisão do técnico Jürgen Klopp, do Liverpool, causou espanto entre os torcedores de seu time. De maneira inesperada, ele poupou nove atletas titulares em uma partida decisiva do Campeonato Inglês. Técnicos costumam resguardar seus atletas para embates mais desafiadores. A novidade é que o comandante do Liverpool fez a escolha com a ajuda da tecnologia. Cada vez mais, os clubes dos principais centros futebolísticos do mundo usam recursos da inteligência artificial, softwares e algoritmos avançados para definir toda a estratégia do jogo – inclusive quem deverá entrar em campo ou não.

O Liverpool é parceiro da Zone7, empresa de inteligência artificial que está encarregada de produzir relatórios sobre os riscos de lesões. Um algoritmo levanta dados como o número de partidas, carga de treinos, distâncias percorridas, qualidade do sono, entre outros, e cruza as informações com os registros de outros times para estabelecer padrões. O resultado foi a redução de mais de um terço de ocupação do departamento médico do clube. A Zone7 diz conseguir detectar até 70% das lesões prováveis com uma semana de antecedência e salienta que a baixa carga de atividades dos reservas pode ser tão prejudicial quanto o excesso.

A tecnologia, para além de arrumar os times nos gramados, é usada também para a captação de talentos. Esqueça, portanto, os velhos olheiros e espiões. Se um técnico quiser um lateral de 1,80 metro, entre 25 e 30 anos, com acerto de passes acima de 80%, basta um clique e uma lista de opções aparecerá na tela. Uma empresa franco-brasileira vem ganhando espaço no mercado. Trata-se da Mooh!Tech, que lançou recentemente a Chronus Sport, um aplicativo que produz relatórios com os mais variados atributos dos atletas. “Os algoritmos estão cada vez mais refinados”, diz Everton Cruz, CEO da Mooh!Tech. “Um atacante que finaliza bem, mas não ajuda na marcação, terá essa deficiência facilmente detectada.” Cada detalhe conta. “A aceitação é cada vez maior, especialmente por parte dos técnicos jovens”, diz Bruno Costa, professor de treinadores da CBF Academy. “Quem não usar a tecnologia ficará para trás.” Há um lado negativo: a imprevisibilidade do futebol, que o faz tão mágico, pode estar com os dias contados. Mas não há como fugir da ciência que faz a civilização avançar, em todos os setores.

(Luiz Felipe Castro. Substituição: sai o olheiro no futebol, entra a inteligência artificial. Revista Veja, 29.05.2022. Adaptado)

Na frase “Um atacante que finaliza bem, mas não ajuda na marcação, terá essa deficiência facilmente detectada”, o vocábulo em destaque apresenta a mesma circunstância adverbial encontrada na expressão destacada em

 

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2219163 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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No início do mês, uma decisão do técnico Jürgen Klopp, do Liverpool, causou espanto entre os torcedores de seu time. De maneira inesperada, ele poupou nove atletas titulares em uma partida decisiva do Campeonato Inglês. Técnicos costumam resguardar seus atletas para embates mais desafiadores. A novidade é que o comandante do Liverpool fez a escolha com a ajuda da tecnologia. Cada vez mais, os clubes dos principais centros futebolísticos do mundo usam recursos da inteligência artificial, softwares e algoritmos avançados para definir toda a estratégia do jogo – inclusive quem deverá entrar em campo ou não.

O Liverpool é parceiro da Zone7, empresa de inteligência artificial que está encarregada de produzir relatórios sobre os riscos de lesões. Um algoritmo levanta dados como o número de partidas, carga de treinos, distâncias percorridas, qualidade do sono, entre outros, e cruza as informações com os registros de outros times para estabelecer padrões. O resultado foi a redução de mais de um terço de ocupação do departamento médico do clube. A Zone7 diz conseguir detectar até 70% das lesões prováveis com uma semana de antecedência e salienta que a baixa carga de atividades dos reservas pode ser tão prejudicial quanto o excesso.

A tecnologia, para além de arrumar os times nos gramados, é usada também para a captação de talentos. Esqueça, portanto, os velhos olheiros e espiões. Se um técnico quiser um lateral de 1,80 metro, entre 25 e 30 anos, com acerto de passes acima de 80%, basta um clique e uma lista de opções aparecerá na tela. Uma empresa franco-brasileira vem ganhando espaço no mercado. Trata-se da Mooh!Tech, que lançou recentemente a Chronus Sport, um aplicativo que produz relatórios com os mais variados atributos dos atletas. “Os algoritmos estão cada vez mais refinados”, diz Everton Cruz, CEO da Mooh!Tech. “Um atacante que finaliza bem, mas não ajuda na marcação, terá essa deficiência facilmente detectada.” Cada detalhe conta. “A aceitação é cada vez maior, especialmente por parte dos técnicos jovens”, diz Bruno Costa, professor de treinadores da CBF Academy. “Quem não usar a tecnologia ficará para trás.” Há um lado negativo: a imprevisibilidade do futebol, que o faz tão mágico, pode estar com os dias contados. Mas não há como fugir da ciência que faz a civilização avançar, em todos os setores.

(Luiz Felipe Castro. Substituição: sai o olheiro no futebol, entra a inteligência artificial. Revista Veja, 29.05.2022. Adaptado)

Considere as seguintes frases do terceiro parágrafo:

  • Esqueça, portanto, os velhos olheiros e espiões.
  • Mas não há como fugir da ciência que faz a civilização avançar, em todos os setores.

Os vocábulos em destaque introduzem, correta e respectivamente, as ideias de

 

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2219162 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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No início do mês, uma decisão do técnico Jürgen Klopp, do Liverpool, causou espanto entre os torcedores de seu time. De maneira inesperada, ele poupou nove atletas titulares em uma partida decisiva do Campeonato Inglês. Técnicos costumam resguardar seus atletas para embates mais desafiadores. A novidade é que o comandante do Liverpool fez a escolha com a ajuda da tecnologia. Cada vez mais, os clubes dos principais centros futebolísticos do mundo usam recursos da inteligência artificial, softwares e algoritmos avançados para definir toda a estratégia do jogo – inclusive quem deverá entrar em campo ou não.

O Liverpool é parceiro da Zone7, empresa de inteligência artificial que está encarregada de produzir relatórios sobre os riscos de lesões. Um algoritmo levanta dados como o número de partidas, carga de treinos, distâncias percorridas, qualidade do sono, entre outros, e cruza as informações com os registros de outros times para estabelecer padrões. O resultado foi a redução de mais de um terço de ocupação do departamento médico do clube. A Zone7 diz conseguir detectar até 70% das lesões prováveis com uma semana de antecedência e salienta que a baixa carga de atividades dos reservas pode ser tão prejudicial quanto o excesso.

A tecnologia, para além de arrumar os times nos gramados, é usada também para a captação de talentos. Esqueça, portanto, os velhos olheiros e espiões. Se um técnico quiser um lateral de 1,80 metro, entre 25 e 30 anos, com acerto de passes acima de 80%, basta um clique e uma lista de opções aparecerá na tela. Uma empresa franco-brasileira vem ganhando espaço no mercado. Trata-se da Mooh!Tech, que lançou recentemente a Chronus Sport, um aplicativo que produz relatórios com os mais variados atributos dos atletas. “Os algoritmos estão cada vez mais refinados”, diz Everton Cruz, CEO da Mooh!Tech. “Um atacante que finaliza bem, mas não ajuda na marcação, terá essa deficiência facilmente detectada.” Cada detalhe conta. “A aceitação é cada vez maior, especialmente por parte dos técnicos jovens”, diz Bruno Costa, professor de treinadores da CBF Academy. “Quem não usar a tecnologia ficará para trás.” Há um lado negativo: a imprevisibilidade do futebol, que o faz tão mágico, pode estar com os dias contados. Mas não há como fugir da ciência que faz a civilização avançar, em todos os setores.

(Luiz Felipe Castro. Substituição: sai o olheiro no futebol, entra a inteligência artificial. Revista Veja, 29.05.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que há expressão empregada em sentido figurado.

 

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2219161 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
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No início do mês, uma decisão do técnico Jürgen Klopp, do Liverpool, causou espanto entre os torcedores de seu time. De maneira inesperada, ele poupou nove atletas titulares em uma partida decisiva do Campeonato Inglês. Técnicos costumam resguardar seus atletas para embates mais desafiadores. A novidade é que o comandante do Liverpool fez a escolha com a ajuda da tecnologia. Cada vez mais, os clubes dos principais centros futebolísticos do mundo usam recursos da inteligência artificial, softwares e algoritmos avançados para definir toda a estratégia do jogo – inclusive quem deverá entrar em campo ou não.

O Liverpool é parceiro da Zone7, empresa de inteligência artificial que está encarregada de produzir relatórios sobre os riscos de lesões. Um algoritmo levanta dados como o número de partidas, carga de treinos, distâncias percorridas, qualidade do sono, entre outros, e cruza as informações com os registros de outros times para estabelecer padrões. O resultado foi a redução de mais de um terço de ocupação do departamento médico do clube. A Zone7 diz conseguir detectar até 70% das lesões prováveis com uma semana de antecedência e salienta que a baixa carga de atividades dos reservas pode ser tão prejudicial quanto o excesso.

A tecnologia, para além de arrumar os times nos gramados, é usada também para a captação de talentos. Esqueça, portanto, os velhos olheiros e espiões. Se um técnico quiser um lateral de 1,80 metro, entre 25 e 30 anos, com acerto de passes acima de 80%, basta um clique e uma lista de opções aparecerá na tela. Uma empresa franco-brasileira vem ganhando espaço no mercado. Trata-se da Mooh!Tech, que lançou recentemente a Chronus Sport, um aplicativo que produz relatórios com os mais variados atributos dos atletas. “Os algoritmos estão cada vez mais refinados”, diz Everton Cruz, CEO da Mooh!Tech. “Um atacante que finaliza bem, mas não ajuda na marcação, terá essa deficiência facilmente detectada.” Cada detalhe conta. “A aceitação é cada vez maior, especialmente por parte dos técnicos jovens”, diz Bruno Costa, professor de treinadores da CBF Academy. “Quem não usar a tecnologia ficará para trás.” Há um lado negativo: a imprevisibilidade do futebol, que o faz tão mágico, pode estar com os dias contados. Mas não há como fugir da ciência que faz a civilização avançar, em todos os setores.

(Luiz Felipe Castro. Substituição: sai o olheiro no futebol, entra a inteligência artificial. Revista Veja, 29.05.2022. Adaptado)

De acordo com as informações presentes no texto, é correto afirmar que

 

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