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Analise as afirmativas a seguir sobre as características e finalidades de ofícios e circulares.
I. O ofício é um documento utilizado para comunicações externas, geralmente endereçado a órgãos públicos ou empresas.
II. A circular é um documento administrativo utilizado para tratar de um único destinatário sobre um tema específico.
III.O ofício deve sempre seguir um padrão formal, sendo iniciado pelo vocativo e finalizado com a assinatura do remetente.
Está correto o que se afirma em
I. O ofício é um documento utilizado para comunicações externas, geralmente endereçado a órgãos públicos ou empresas.
II. A circular é um documento administrativo utilizado para tratar de um único destinatário sobre um tema específico.
III.O ofício deve sempre seguir um padrão formal, sendo iniciado pelo vocativo e finalizado com a assinatura do remetente.
Está correto o que se afirma em
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Sobre a redação oficial de correspondências no âmbito administrativo, assinale a alternativa que NÃO representa uma característica das comunicações oficiais.
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Texto para responder à questão.
Rir é o pior remédio
Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela,
risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia.
Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes,
não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que
existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si
mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas.
Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de
piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma
oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor
de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa
inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos
encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar
aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim.
Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço,
sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
– Está triste?
Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
– Então compre um videogame. Talvez ele te console.
Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
Ele não desistiu.
– Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
O palhaço foi atrás.
– Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
– Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
– Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
Ele riu… e só ele, claro.
Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram.
Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o
comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de
tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de
ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua
cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
Uhhhh….
(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
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Texto para responder à questão.
Rir é o pior remédio
Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela,
risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia.
Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes,
não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que
existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si
mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas.
Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de
piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma
oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor
de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa
inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos
encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar
aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim.
Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço,
sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
– Está triste?
Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
– Então compre um videogame. Talvez ele te console.
Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
Ele não desistiu.
– Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
O palhaço foi atrás.
– Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
– Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
– Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
Ele riu… e só ele, claro.
Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram.
Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o
comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de
tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de
ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua
cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
Uhhhh….
(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
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Rir é o pior remédio
Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela,
risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia.
Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes,
não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que
existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si
mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas.
Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de
piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma
oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor
de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa
inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos
encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar
aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim.
Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço,
sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
– Está triste?
Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
– Então compre um videogame. Talvez ele te console.
Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
Ele não desistiu.
– Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
O palhaço foi atrás.
– Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
– Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
– Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
Ele riu… e só ele, claro.
Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram.
Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o
comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de
tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de
ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua
cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
Uhhhh….
(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
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Rir é o pior remédio
Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela,
risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia.
Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes,
não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que
existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si
mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas.
Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de
piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma
oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor
de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa
inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos
encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar
aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim.
Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço,
sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
– Está triste?
Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
– Então compre um videogame. Talvez ele te console.
Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
Ele não desistiu.
– Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
O palhaço foi atrás.
– Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
– Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
– Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
Ele riu… e só ele, claro.
Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram.
Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o
comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de
tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de
ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua
cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
Uhhhh….
(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
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Texto para responder à questão.
Rir é o pior remédio
Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela,
risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia.
Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes,
não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que
existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si
mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas.
Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de
piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma
oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor
de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa
inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos
encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar
aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim.
Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço,
sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
– Está triste?
Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
– Então compre um videogame. Talvez ele te console.
Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
Ele não desistiu.
– Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
O palhaço foi atrás.
– Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
– Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
– Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
Ele riu… e só ele, claro.
Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram.
Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o
comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de
tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de
ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua
cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
Uhhhh….
(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
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Texto para responder à questão.
Rir é o pior remédio
Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela,
risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia.
Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes,
não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que
existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si
mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas.
Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de
piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma
oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor
de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa
inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos
encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar
aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim.
Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço,
sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
– Está triste?
Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
– Então compre um videogame. Talvez ele te console.
Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
Ele não desistiu.
– Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
O palhaço foi atrás.
– Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
– Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
– Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
Ele riu… e só ele, claro.
Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram.
Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o
comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de
tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de
ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua
cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
Uhhhh….
(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
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Texto para responder à questão.
Rir é o pior remédio
Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela,
risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia.
Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes,
não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que
existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si
mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas.
Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de
piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma
oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor
de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa
inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos
encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar
aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim.
Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço,
sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
– Está triste?
Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
– Então compre um videogame. Talvez ele te console.
Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
Ele não desistiu.
– Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
O palhaço foi atrás.
– Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
– Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
– Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
Ele riu… e só ele, claro.
Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram.
Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o
comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de
tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de
ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua
cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
Uhhhh….
(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
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Texto para responder à questão.
Rir é o pior remédio
Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela,
risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia.
Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes,
não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que
existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si
mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas.
Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de
piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma
oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor
de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa
inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos
encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar
aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim.
Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço,
sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
– Está triste?
Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
– Então compre um videogame. Talvez ele te console.
Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
Ele não desistiu.
– Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
O palhaço foi atrás.
– Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
– Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
– Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
Ele riu… e só ele, claro.
Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram.
Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o
comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de
tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de
ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua
cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
Uhhhh….
(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
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