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Foram encontradas 40 questões.

2407495 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP

O local que hoje possui ativo comércio, e é símbolo de um passado recente, que ficou tão somente na memória dos moradores e viajantes da época, é conhecido como:

 

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2407494 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP

A Corporação Musical de CARAPICUÍBA foi fundada por Manoel Raimundo da Cruz, no ano de:

 

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2405071 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP

O PAPEL DA FÉ PARA O ÊXITO DA

GLOBALIZAÇÃO

Em mundo interdependente, poder da religião pode tornar-se força de ruptura e de conflito

As pressões da globalização levam as pessoas a se unir, desconhecendo as fronteiras, pelo comércio, viagens, telecomunicações e a migração em massa. Quando em um mundo tão interdependente a fé religiosa tem o poder de afastar as pessoas, ela se torna uma força de ruptura e de conflito. Isso é péssimo para todos. Mas tal consequência será particularmente negativa para os que têm fé religiosa. Significará que a fé não é sinônimo de reconciliação, compaixão e justiça, mas de ódio e sectarismo. Estou tão convencido da importância desta questão que resolvi dar um seminário na Universidade de Yale sobre o tema. Não decidi fazer isso como mero exercício intelectual, mas porque acredito que se trata de uma questão profundamente prática. Se não descobrirmos um modo de conciliar fé e globalização, o mundo não só será um lugar perigoso, como a própria globalização terá muito menos possibilidades de sucesso na disseminação da prosperidade.

A fé e seus valores são muito importantes. Sua integração definirá de modo crucial as perspectivas de sucesso, de prosperidade e de coexistência pacífica da sociedade global em que vivemos. A alternativa é a tensão, o conflito e a violência. O que isso significa em termos práticos? Antigamente eu acreditava que a globalização era um processo que não contemplava valores. Eu pensava que numa era de globalização era preciso buscar a justiça por seu valor intrínseco, e não por motivos de eficiência. Agora mudei minha posição.

A crise econômica mostra o por quê.

Esta crise foi criada em grande parte por um comportamento (pela irresponsabilidade) que preferiríamos não tivesse sido adotado. E prolongou-se pela falta de confiança. Valores como a fé nos outros ou a perspectiva a longo prazo, em lugar da maximização do lucro a curto prazo, são os elementos que criarão a confiança exigida para que a economia volte a se fortalecer. Em outras palavras, a confiança e a estabilidade que dela decorre não poderão ser restauradas apenas por recursos técnicos, mas pelo restabelecimento dos valores. Este é um dos casos que ilustram a ideia de que um mundo interdependente não pode funcionar sem os valores da confiança.

Em matéria de política externa, isso pode ser visto mais claramente. Os ataques de Mumbai representam uma ameaça à segurança. Evidentemente, em nossa reação à violência, precisamos estar preparados para dar uma resposta militar. Mas é também verdade que será a força das ideias e não a força das armas que permitirá que a globalização tenha êxito e não desmorone em meio aos conflitos.

Se pudéssemos criar um espaço em que pessoas de diferentes credos pudessem viver e trabalhar juntas e em paz, seria uma poderosa demonstração de que há valores distintos dos que, durante décadas, criaram uma violência sem fim. Para derrotar as forças da exclusão e da divisão que levam ao terror devemos recorrer à educação como um dos principais componentes da política externa.

Portanto, tanto em política econômica quanto em política externa, é evidente que, se não nos pautarmos por valores sólidos, não poderemos tornar o mundo seguro para esta interdependência. A coexistência pacífica não poderá lançar raízes a não ser que existam fortes alianças não apenas entre nações, mas também entre os vários credos e os valores que temos em comum.

* Tony Blair foi primeiro-ministro da Grã-Bretanha de 1997 a 2007. Este artigo é uma adaptação de uma palestra feita por ele, na semana passada, na Universidade de Yale.

O Estado de São Paulo – 2009

Observe as frases abaixo.

I – “poder da religião pode tornar-se força de ruptura e de conflito”

II – ”não poderão ser restauradas apenas por recursos técnicos”

III – ”um mundo interdependente não pode funcionar sem os valores da confiança”

IV – ”não poderemos tornar o mundo seguro para esta interdependência”

V – ”não poderá lançar raízes”

Podemos afirmar que o verbo poder indica possibilidade em apenas:

 

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2404684 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP

O PAPEL DA FÉ PARA O ÊXITO DA

GLOBALIZAÇÃO

Em mundo interdependente, poder da religião pode tornar-se força de ruptura e de conflito

As pressões da globalização levam as pessoas a se unir, desconhecendo as fronteiras, pelo comércio, viagens, telecomunicações e a migração em massa. Quando em um mundo tão interdependente a fé religiosa tem o poder de afastar as pessoas, ela se torna uma força de ruptura e de conflito. Isso é péssimo para todos. Mas tal consequência será particularmente negativa para os que têm fé religiosa. Significará que a fé não é sinônimo de reconciliação, compaixão e justiça, mas de ódio e sectarismo. Estou tão convencido da importância desta questão que resolvi dar um seminário na Universidade de Yale sobre o tema. Não decidi fazer isso como mero exercício intelectual, mas porque acredito que se trata de uma questão profundamente prática. Se não descobrirmos um modo de conciliar fé e globalização, o mundo não só será um lugar perigoso, como a própria globalização terá muito menos possibilidades de sucesso na disseminação da prosperidade.

A fé e seus valores são muito importantes. Sua integração definirá de modo crucial as perspectivas de sucesso, de prosperidade e de coexistência pacífica da sociedade global em que vivemos. A alternativa é a tensão, o conflito e a violência. O que isso significa em termos práticos? Antigamente eu acreditava que a globalização era um processo que não contemplava valores. Eu pensava que numa era de globalização era preciso buscar a justiça por seu valor intrínseco, e não por motivos de eficiência. Agora mudei minha posição.

A crise econômica mostra o por quê.

Esta crise foi criada em grande parte por um comportamento (pela irresponsabilidade) que preferiríamos não tivesse sido adotado. E prolongou-se pela falta de confiança. Valores como a fé nos outros ou a perspectiva a longo prazo, em lugar da maximização do lucro a curto prazo, são os elementos que criarão a confiança exigida para que a economia volte a se fortalecer. Em outras palavras, a confiança e a estabilidade que dela decorre não poderão ser restauradas apenas por recursos técnicos, mas pelo restabelecimento dos valores. Este é um dos casos que ilustram a ideia de que um mundo interdependente não pode funcionar sem os valores da confiança.

Em matéria de política externa, isso pode ser visto mais claramente. Os ataques de Mumbai representam uma ameaça à segurança. Evidentemente, em nossa reação à violência, precisamos estar preparados para dar uma resposta militar. Mas é também verdade que será a força das ideias e não a força das armas que permitirá que a globalização tenha êxito e não desmorone em meio aos conflitos.

Se pudéssemos criar um espaço em que pessoas de diferentes credos pudessem viver e trabalhar juntas e em paz, seria uma poderosa demonstração de que há valores distintos dos que, durante décadas, criaram uma violência sem fim. Para derrotar as forças da exclusão e da divisão que levam ao terror devemos recorrer à educação como um dos principais componentes da política externa.

Portanto, tanto em política econômica quanto em política externa, é evidente que, se não nos pautarmos por valores sólidos, não poderemos tornar o mundo seguro para esta interdependência. A coexistência pacífica não poderá lançar raízes a não ser que existam fortes alianças não apenas entre nações, mas também entre os vários credos e os valores que temos em comum.

* Tony Blair foi primeiro-ministro da Grã-Bretanha de 1997 a 2007. Este artigo é uma adaptação de uma palestra feita por ele, na semana passada, na Universidade de Yale.

O Estado de São Paulo – 2009

Quanto à tipologia textual, pode-se afirmar que é:

 

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2404665 Ano: 2010
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP
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NR-18 – Com relação às demolições algumas recomendações devem ser seguidas, como por exemplo: As construções vizinhas à obra de demolição devem ser examinadas, prévia e periodicamente, no sentido de ser preservada sua estabilidade e a integridade física de terceiros. Qual das opções abaixo é FALSA?

 

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2404534 Ano: 2010
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP
Provas:

Construção – Qual dos instrumentos abaixo NÃO faz parte dos equipamentos utilizados por um pedreiro?

 

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2404164 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP

O PAPEL DA FÉ PARA O ÊXITO DA

GLOBALIZAÇÃO

Em mundo interdependente, poder da religião pode tornar-se força de ruptura e de conflito

As pressões da globalização levam as pessoas a se unir, desconhecendo as fronteiras, pelo comércio, viagens, telecomunicações e a migração em massa. Quando em um mundo tão interdependente a fé religiosa tem o poder de afastar as pessoas, ela se torna uma força de ruptura e de conflito. Isso é péssimo para todos. Mas tal consequência será particularmente negativa para os que têm fé religiosa. Significará que a fé não é sinônimo de reconciliação, compaixão e justiça, mas de ódio e sectarismo. Estou tão convencido da importância desta questão que resolvi dar um seminário na Universidade de Yale sobre o tema. Não decidi fazer isso como mero exercício intelectual, mas porque acredito que se trata de uma questão profundamente prática. Se não descobrirmos um modo de conciliar fé e globalização, o mundo não só será um lugar perigoso, como a própria globalização terá muito menos possibilidades de sucesso na disseminação da prosperidade.

A fé e seus valores são muito importantes. Sua integração definirá de modo crucial as perspectivas de sucesso, de prosperidade e de coexistência pacífica da sociedade global em que vivemos. A alternativa é a tensão, o conflito e a violência. O que isso significa em termos práticos? Antigamente eu acreditava que a globalização era um processo que não contemplava valores. Eu pensava que numa era de globalização era preciso buscar a justiça por seu valor intrínseco, e não por motivos de eficiência. Agora mudei minha posição.

A crise econômica mostra o por quê.

Esta crise foi criada em grande parte por um comportamento (pela irresponsabilidade) que preferiríamos não tivesse sido adotado. E prolongou-se pela falta de confiança. Valores como a fé nos outros ou a perspectiva a longo prazo, em lugar da maximização do lucro a curto prazo, são os elementos que criarão a confiança exigida para que a economia volte a se fortalecer. Em outras palavras, a confiança e a estabilidade que dela decorre não poderão ser restauradas apenas por recursos técnicos, mas pelo restabelecimento dos valores. Este é um dos casos que ilustram a ideia de que um mundo interdependente não pode funcionar sem os valores da confiança.

Em matéria de política externa, isso pode ser visto mais claramente. Os ataques de Mumbai representam uma ameaça à segurança. Evidentemente, em nossa reação à violência, precisamos estar preparados para dar uma resposta militar. Mas é também verdade que será a força das ideias e não a força das armas que permitirá que a globalização tenha êxito e não desmorone em meio aos conflitos.

Se pudéssemos criar um espaço em que pessoas de diferentes credos pudessem viver e trabalhar juntas e em paz, seria uma poderosa demonstração de que há valores distintos dos que, durante décadas, criaram uma violência sem fim. Para derrotar as forças da exclusão e da divisão que levam ao terror devemos recorrer à educação como um dos principais componentes da política externa.

Portanto, tanto em política econômica quanto em política externa, é evidente que, se não nos pautarmos por valores sólidos, não poderemos tornar o mundo seguro para esta interdependência. A coexistência pacífica não poderá lançar raízes a não ser que existam fortes alianças não apenas entre nações, mas também entre os vários credos e os valores que temos em comum.

* Tony Blair foi primeiro-ministro da Grã-Bretanha de 1997 a 2007. Este artigo é uma adaptação de uma palestra feita por ele, na semana passada, na Universidade de Yale.

O Estado de São Paulo – 2009

Quanto ao narrador textual, pode-se afirmar que:

 

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2403922 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP

O PAPEL DA FÉ PARA O ÊXITO DA

GLOBALIZAÇÃO

Em mundo interdependente, poder da religião pode tornar-se força de ruptura e de conflito

As pressões da globalização levam as pessoas a se unir, desconhecendo as fronteiras, pelo comércio, viagens, telecomunicações e a migração em massa. Quando em um mundo tão interdependente a fé religiosa tem o poder de afastar as pessoas, ela se torna uma força de ruptura e de conflito. Isso é péssimo para todos. Mas tal consequência será particularmente negativa para os que têm fé religiosa. Significará que a fé não é sinônimo de reconciliação, compaixão e justiça, mas de ódio e sectarismo. Estou tão convencido da importância desta questão que resolvi dar um seminário na Universidade de Yale sobre o tema. Não decidi fazer isso como mero exercício intelectual, mas porque acredito que se trata de uma questão profundamente prática. Se não descobrirmos um modo de conciliar fé e globalização, o mundo não só será um lugar perigoso, como a própria globalização terá muito menos possibilidades de sucesso na disseminação da prosperidade.

A fé e seus valores são muito importantes. Sua integração definirá de modo crucial as perspectivas de sucesso, de prosperidade e de coexistência pacífica da sociedade global em que vivemos. A alternativa é a tensão, o conflito e a violência. O que isso significa em termos práticos? Antigamente eu acreditava que a globalização era um processo que não contemplava valores. Eu pensava que numa era de globalização era preciso buscar a justiça por seu valor intrínseco, e não por motivos de eficiência. Agora mudei minha posição.

A crise econômica mostra o por quê.

Esta crise foi criada em grande parte por um comportamento (pela irresponsabilidade) que preferiríamos não tivesse sido adotado. E prolongou-se pela falta de confiança. Valores como a fé nos outros ou a perspectiva a longo prazo, em lugar da maximização do lucro a curto prazo, são os elementos que criarão a confiança exigida para que a economia volte a se fortalecer. Em outras palavras, a confiança e a estabilidade que dela decorre não poderão ser restauradas apenas por recursos técnicos, mas pelo restabelecimento dos valores. Este é um dos casos que ilustram a ideia de que um mundo interdependente não pode funcionar sem os valores da confiança.

Em matéria de política externa, isso pode ser visto mais claramente. Os ataques de Mumbai representam uma ameaça à segurança. Evidentemente, em nossa reação à violência, precisamos estar preparados para dar uma resposta militar. Mas é também verdade que será a força das ideias e não a força das armas que permitirá que a globalização tenha êxito e não desmorone em meio aos conflitos.

Se pudéssemos criar um espaço em que pessoas de diferentes credos pudessem viver e trabalhar juntas e em paz, seria uma poderosa demonstração de que há valores distintos dos que, durante décadas, criaram uma violência sem fim. Para derrotar as forças da exclusão e da divisão que levam ao terror devemos recorrer à educação como um dos principais componentes da política externa.

Portanto, tanto em política econômica quanto em política externa, é evidente que, se não nos pautarmos por valores sólidos, não poderemos tornar o mundo seguro para esta interdependência. A coexistência pacífica não poderá lançar raízes a não ser que existam fortes alianças não apenas entre nações, mas também entre os vários credos e os valores que temos em comum.

* Tony Blair foi primeiro-ministro da Grã-Bretanha de 1997 a 2007. Este artigo é uma adaptação de uma palestra feita por ele, na semana passada, na Universidade de Yale.

O Estado de São Paulo – 2009

Assinale a opção cuja oração expresse noção de consequência.

 

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2403297 Ano: 2010
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP
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Estruturas – Os conceitos elementares de vetores têm a decomposição das forças como forma para estudar o equilíbrio dos corpos. O conceito de força em relação a um ponto também é abordado. Dentre os conceitos abaixo assinale a opção FALSA.

 

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2399333 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Carapicuíba-SP

O PAPEL DA FÉ PARA O ÊXITO DA

GLOBALIZAÇÃO

Em mundo interdependente, poder da religião pode tornar-se força de ruptura e de conflito

As pressões da globalização levam as pessoas a se unir, desconhecendo as fronteiras, pelo comércio, viagens, telecomunicações e a migração em massa. Quando em um mundo tão interdependente a fé religiosa tem o poder de afastar as pessoas, ela se torna uma força de ruptura e de conflito. Isso é péssimo para todos. Mas tal consequência será particularmente negativa para os que têm fé religiosa. Significará que a fé não é sinônimo de reconciliação, compaixão e justiça, mas de ódio e sectarismo. Estou tão convencido da importância desta questão que resolvi dar um seminário na Universidade de Yale sobre o tema. Não decidi fazer isso como mero exercício intelectual, mas porque acredito que se trata de uma questão profundamente prática. Se não descobrirmos um modo de conciliar fé e globalização, o mundo não só será um lugar perigoso, como a própria globalização terá muito menos possibilidades de sucesso na disseminação da prosperidade.

A fé e seus valores são muito importantes. Sua integração definirá de modo crucial as perspectivas de sucesso, de prosperidade e de coexistência pacífica da sociedade global em que vivemos. A alternativa é a tensão, o conflito e a violência. O que isso significa em termos práticos? Antigamente eu acreditava que a globalização era um processo que não contemplava valores. Eu pensava que numa era de globalização era preciso buscar a justiça por seu valor intrínseco, e não por motivos de eficiência. Agora mudei minha posição.

A crise econômica mostra o por quê.

Esta crise foi criada em grande parte por um comportamento (pela irresponsabilidade) que preferiríamos não tivesse sido adotado. E prolongou-se pela falta de confiança. Valores como a fé nos outros ou a perspectiva a longo prazo, em lugar da maximização do lucro a curto prazo, são os elementos que criarão a confiança exigida para que a economia volte a se fortalecer. Em outras palavras, a confiança e a estabilidade que dela decorre não poderão ser restauradas apenas por recursos técnicos, mas pelo restabelecimento dos valores. Este é um dos casos que ilustram a ideia de que um mundo interdependente não pode funcionar sem os valores da confiança.

Em matéria de política externa, isso pode ser visto mais claramente. Os ataques de Mumbai representam uma ameaça à segurança. Evidentemente, em nossa reação à violência, precisamos estar preparados para dar uma resposta militar. Mas é também verdade que será a força das ideias e não a força das armas que permitirá que a globalização tenha êxito e não desmorone em meio aos conflitos.

Se pudéssemos criar um espaço em que pessoas de diferentes credos pudessem viver e trabalhar juntas e em paz, seria uma poderosa demonstração de que há valores distintos dos que, durante décadas, criaram uma violência sem fim. Para derrotar as forças da exclusão e da divisão que levam ao terror devemos recorrer à educação como um dos principais componentes da política externa.

Portanto, tanto em política econômica quanto em política externa, é evidente que, se não nos pautarmos por valores sólidos, não poderemos tornar o mundo seguro para esta interdependência. A coexistência pacífica não poderá lançar raízes a não ser que existam fortes alianças não apenas entre nações, mas também entre os vários credos e os valores que temos em comum.

* Tony Blair foi primeiro-ministro da Grã-Bretanha de 1997 a 2007. Este artigo é uma adaptação de uma palestra feita por ele, na semana passada, na Universidade de Yale.

O Estado de São Paulo – 2009

A fé não está em declínio. Poderá estar em declínio em alguns lugares, mas não no mundo todo. Em algumas partes está em ascensão. O conectivo sublinhado pode ser substituído, sem alterar o valor semântico, por:

 

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