Foram encontradas 50 questões.
Considerando a mala direta em Microsoft Word 2010,
analise as afirmativas a seguir e marque a alternativa
correta.
I − É possível gerar mala direta no word, usando um arquivo do Excel como origem de dados.
II − Para usar o Excel como origem de dados é obrigatório consolidar todas as planilhas (abas) do Excel em uma única planilha (aba) antes de realizar a mala direta no Word.
III − É possível selecionar a planilha específica desejada do Excel durante o processo de configuração da mala direta no Word.
As afirmativas corretas são:
I − É possível gerar mala direta no word, usando um arquivo do Excel como origem de dados.
II − Para usar o Excel como origem de dados é obrigatório consolidar todas as planilhas (abas) do Excel em uma única planilha (aba) antes de realizar a mala direta no Word.
III − É possível selecionar a planilha específica desejada do Excel durante o processo de configuração da mala direta no Word.
As afirmativas corretas são:
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3796020
Ano: 2024
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Castanhal-PA
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Castanhal-PA
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Um ataque de engenharia Social feito contra uma
empresa tipicamente explora:
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A tabela mostrada a seguir foi feita em Excel, versão
2010, em português-BR.
Qual alternativa apresenta a fórmula correta para trazer na célula B7 sempre o nome da atração que teve o maior faturamento?
Qual alternativa apresenta a fórmula correta para trazer na célula B7 sempre o nome da atração que teve o maior faturamento?
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Analise as afirmativas e, em seguida, marque a
alternativa correta.
I − O programa de e-mail nativo do Windows 10 é o aplicativo "Email" ou "Mail". Este aplicativo é pré-instalado no Windows 10 e oferece uma maneira conveniente de gerenciar suas contas de e-mail diretamente do sistema operacional.
II − O programa "Email" ou "Mail" permite configurar e acessar facilmente contas de e-mail de provedores distintos tais como Outlook.com, Gmail, Yahoo Mail, iCloud ou outros.
III − Uma restrição do programa "Email" ou "Mail" é que este não permite suporte a recebimento de e-mail por IMAP, somente POP3.
As afirmativas corretas são:
I − O programa de e-mail nativo do Windows 10 é o aplicativo "Email" ou "Mail". Este aplicativo é pré-instalado no Windows 10 e oferece uma maneira conveniente de gerenciar suas contas de e-mail diretamente do sistema operacional.
II − O programa "Email" ou "Mail" permite configurar e acessar facilmente contas de e-mail de provedores distintos tais como Outlook.com, Gmail, Yahoo Mail, iCloud ou outros.
III − Uma restrição do programa "Email" ou "Mail" é que este não permite suporte a recebimento de e-mail por IMAP, somente POP3.
As afirmativas corretas são:
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Considerando o sistema Windows 10, marque a
alternativa que apresenta a combinação de teclas usada
comumente, como um atalho, para fechar a janela ativa
no momento. Esse conjunto de teclas, quando
pressionado, faz com que o sistema interprete que a
janela aberta e em foco deve ser fechada, podendo
eventualmente fechar programas ou janelas sem aviso
prévio.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O DIREITO DE NÃO AMAR
Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava
Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais
quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem
dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo,
transborda então intenso e borbulhante como água em
pia entupida, artérias e canos congestionados na
explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste
raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.
A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega
de Academia quando descobriu que a pior das vinganças
é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à
vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria
vingativa.
Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar
tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que
amava o primo, disse isso mesmo numa hora de
impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a
bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu
colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou,
meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com
presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas
de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera −
era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os
presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que
era delegado da seção de homicídios e foi cair nos
braços do primo sem o recurso das rimas e dos
diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais
branca e perfumada do que a açucena do campo.
Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis.
Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer
isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela
bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se
entende essa coisa tão simples! Mas ele era só
ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito
e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu
esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a
presença de que a energia canalizada para o ato
acabaria se exaurindo nas palavras.
O que aconteceu. Uma noite me procurou todo
penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da
boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma
solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que
se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa
porque é nesse casamento que está minha vingança. No
casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo,
por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre,
com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele
tem retardados na família, ih! O quando ela vai se
arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar
gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem
e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar,
mas ela, velha, obesa, ô delícia!".
Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da
paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que
ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido
hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar
com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que
em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha
forças para se voltar na direção da amada como um
girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao
menos ela seja feliz.
(Lygia Fagundes Telles)
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O DIREITO DE NÃO AMAR
Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava
Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais
quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem
dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo,
transborda então intenso e borbulhante como água em
pia entupida, artérias e canos congestionados na
explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste
raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.
A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega
de Academia quando descobriu que a pior das vinganças
é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à
vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria
vingativa.
Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar
tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que
amava o primo, disse isso mesmo numa hora de
impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a
bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu
colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou,
meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com
presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas
de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera −
era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os
presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que
era delegado da seção de homicídios e foi cair nos
braços do primo sem o recurso das rimas e dos
diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais
branca e perfumada do que a açucena do campo.
Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis.
Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer
isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela
bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se
entende essa coisa tão simples! Mas ele era só
ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito
e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu
esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a
presença de que a energia canalizada para o ato
acabaria se exaurindo nas palavras.
O que aconteceu. Uma noite me procurou todo
penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da
boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma
solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que
se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa
porque é nesse casamento que está minha vingança. No
casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo,
por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre,
com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele
tem retardados na família, ih! O quando ela vai se
arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar
gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem
e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar,
mas ela, velha, obesa, ô delícia!".
Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da
paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que
ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido
hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar
com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que
em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha
forças para se voltar na direção da amada como um
girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao
menos ela seja feliz.
(Lygia Fagundes Telles)
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O DIREITO DE NÃO AMAR
Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava
Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais
quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem
dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo,
transborda então intenso e borbulhante como água em
pia entupida, artérias e canos congestionados na
explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste
raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.
A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega
de Academia quando descobriu que a pior das vinganças
é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à
vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria
vingativa.
Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar
tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que
amava o primo, disse isso mesmo numa hora de
impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a
bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu
colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou,
meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com
presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas
de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera −
era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os
presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que
era delegado da seção de homicídios e foi cair nos
braços do primo sem o recurso das rimas e dos
diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais
branca e perfumada do que a açucena do campo.
Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis.
Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer
isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela
bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se
entende essa coisa tão simples! Mas ele era só
ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito
e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu
esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a
presença de que a energia canalizada para o ato
acabaria se exaurindo nas palavras.
O que aconteceu. Uma noite me procurou todo
penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da
boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma
solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que
se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa
porque é nesse casamento que está minha vingança. No
casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo,
por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre,
com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele
tem retardados na família, ih! O quando ela vai se
arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar
gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem
e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar,
mas ela, velha, obesa, ô delícia!".
Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da
paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que
ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido
hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar
com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que
em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha
forças para se voltar na direção da amada como um
girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao
menos ela seja feliz.
(Lygia Fagundes Telles)
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O DIREITO DE NÃO AMAR
Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava
Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais
quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem
dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo,
transborda então intenso e borbulhante como água em
pia entupida, artérias e canos congestionados na
explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste
raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.
A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega
de Academia quando descobriu que a pior das vinganças
é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à
vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria
vingativa.
Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar
tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que
amava o primo, disse isso mesmo numa hora de
impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a
bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu
colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou,
meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com
presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas
de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera −
era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os
presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que
era delegado da seção de homicídios e foi cair nos
braços do primo sem o recurso das rimas e dos
diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais
branca e perfumada do que a açucena do campo.
Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis.
Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer
isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela
bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se
entende essa coisa tão simples! Mas ele era só
ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito
e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu
esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a
presença de que a energia canalizada para o ato
acabaria se exaurindo nas palavras.
O que aconteceu. Uma noite me procurou todo
penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da
boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma
solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que
se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa
porque é nesse casamento que está minha vingança. No
casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo,
por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre,
com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele
tem retardados na família, ih! O quando ela vai se
arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar
gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem
e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar,
mas ela, velha, obesa, ô delícia!".
Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da
paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que
ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido
hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar
com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que
em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha
forças para se voltar na direção da amada como um
girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao
menos ela seja feliz.
(Lygia Fagundes Telles)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O DIREITO DE NÃO AMAR
Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava
Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais
quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem
dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo,
transborda então intenso e borbulhante como água em
pia entupida, artérias e canos congestionados na
explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste
raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.
A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega
de Academia quando descobriu que a pior das vinganças
é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à
vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria
vingativa.
Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar
tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que
amava o primo, disse isso mesmo numa hora de
impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a
bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu
colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou,
meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com
presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas
de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera −
era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os
presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que
era delegado da seção de homicídios e foi cair nos
braços do primo sem o recurso das rimas e dos
diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais
branca e perfumada do que a açucena do campo.
Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis.
Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer
isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela
bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se
entende essa coisa tão simples! Mas ele era só
ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito
e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu
esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a
presença de que a energia canalizada para o ato
acabaria se exaurindo nas palavras.
O que aconteceu. Uma noite me procurou todo
penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da
boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma
solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que
se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa
porque é nesse casamento que está minha vingança. No
casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo,
por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre,
com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele
tem retardados na família, ih! O quando ela vai se
arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar
gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem
e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar,
mas ela, velha, obesa, ô delícia!".
Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da
paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que
ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido
hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar
com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que
em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha
forças para se voltar na direção da amada como um
girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao
menos ela seja feliz.
(Lygia Fagundes Telles)
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