Foram encontradas 110 questões.
Leia a crônica de Rubem Braga
Um pé de milho
Os americanos, através do radar, entraram em contato
com a lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas
o fato mais importante da semana aconteceu com o
meu pé de milho.
Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina
de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de
Castilhos.
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Os americanos, através do radar, entraram em contato
com a lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas
o fato mais importante da semana aconteceu com o
meu pé de milho.
Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
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Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
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Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
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Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
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Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina
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Castilhos.
• O ..................................... foi corretamente colocado na palavra.
• O juiz ..................................... o pedido.
• Não podemos ..................................... o nosso próximo.
• É um perigo .....................................; vamos nos precaver.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
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ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina
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Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina
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• “Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho”.
Assinale a alternativa correta quanto à tonicidade das sílabas.
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meu pé de milho.
Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina
de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de
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Os americanos, através do radar, entraram em contato
com a lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas
o fato mais importante da semana aconteceu com o
meu pé de milho.
Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia
ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de
milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente
da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse
morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho
de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando
estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou
que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas
eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro e é um esplêndido
pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca
tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é
diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro,
espremido, junto do portão, numa esquina de rua
- não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto
comparações surrealistas - mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de
milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento
- e em outra madrugada parecia um galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que
nos encantou como se fosse inesperado; meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores no mundo, e a flor
de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão
firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma
alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que
se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é
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