No art. 5º da Resolução CNE/ CEB no
4/2010, a qual
estabelece as Diretrizes Curriculares para a Educação
Básica no Brasil, afirma-se que esse nível da educação
nacional “é direito universal e alicerce indispensável para
o exercício da cidadania em plenitude”, pois dela depende a possibilidade de conquistar todos os demais direitos,
definidos na Constituição Federal, no Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA), na legislação ordinária e nas
demais disposições que consagram as prerrogativas do
cidadão.” Na sequência, no art. 6º , afirma-se que, “na
Educação Básica, buscando recuperar, para a função social desse nível da educação, a sua centralidade, que é o
educando, pessoa em formação na sua essência humana”, “é necessário
Visando atingir, entre outros aspectos, a competência leitora, que interfere no aproveitamento de todas as disciplinas escolares, o Plano Nacional de Educação – PNE
(Lei nº 13.005/2014) estabeleceu metas e estratégias a
serem cumpridas no prazo de sua vigência. Dessa forma,
no encalço de atingir a meta de número 7, o PNE aponta entre outras estratégias a de: “promover, com especial ênfase, em consonância com as diretrizes do Plano
Nacional do Livro e da Leitura, a formação de leitores
e leitoras e a capacitação de professores e professoras,
bibliotecários e bibliotecárias e agentes da comunidade
para atuar como mediadores e mediadoras da leitura, de
acordo com a especificidade
Mauri (In: Coll, 1999, cap. 4) aborda a aprendizagem
escolar e como os alunos aprendem na perspectiva
construtivista, bem como o trabalho docente com vista
ao desenvolvimento de conteúdos para a obtenção de
uma aprendizagem significativa. Na mesma perspectiva
de Mauri, Onrubia (In: Coll, 1999, cap. 5) ressalta a relevância de ensinar, ajudar, ajustar, dar assistência na zona
de desenvolvimento proximal dos alunos. Os aspectos
levantados pelos autores são de extrema importância
quando pensamos na avaliação, perguntando-nos: por
que os alunos não aprendem? A esse respeito, Hoffmann
propõe a avaliação enquanto relação dialógica na construção do conhecimento, privilegiando a feição de mediação
sobre a de informação na avaliação do aluno e buscando a compreensão da prática avaliativa dos professores.
Ao abordarmos a avaliação da aprendizagem, devemos
nos reportar à legislação, mais especificamente, ao
art. 32, da Resolução CNE/CEB nº 07/2010, o qual corrobora essa visão de mediação ao estabelecer que a
avaliação dos alunos, como parte integrante da proposta
curricular e da implementação do currículo, “é redimensionadora da ação pedagógica” e “deve assumir um
caráter processual, formativo e participativo, ser
Libâneo, Oliveira e Toschi (2003), no cap. III, da 4ª parte da obra: Educação Escolar: políticas, estrutura e organização, analisam que “as atividades e as formas de
organização e de gestão da escola podem favorecer ou
prejudicar o alcance dos objetivos pedagógicos”. Os autores sugerem seis áreas de atuação da organização e
da gestão da escola: a) o planejamento e o Projeto Pedagógico-curricular; b) a organização e o desenvolvimento
do currículo; c) a organização e o desenvolvimento do
ensino; d) as práticas de gestão técnico-administrativas e
pedagógico-curriculares; e) o desenvolvimento profissional; f) a avaliação institucional e da aprendizagem, sendo
essas áreas permeadas pela cultura organizacional.
Os autores destacam que “a razão de buscar um melhor
funcionamento das escolas se deve ao fato de a instituição escolar [...] precisar investir nas condições que favoreçam
Em sua obra A Prática Educativa: como ensinar, Zabala (1998, cap. 2) destaca o princípios do construtivismo
e apresenta, também, diferentes tipos de conteúdos, os
quais são diferentemente aprendidos mas devem ser
explorados de maneira mais global e que atenda à diversidade dos alunos, em seus processos autônomos de
construção de conhecimento, com vistas à sua formação
integral.
Na mesma linha do pensamento de Zabala, tem-se
a pedagogia de projetos, a qual tem pontos comuns
com a teoria construtivista e, segundo Moura (s. d.),
pode ter o trabalho pedagógico por projetos divididos
em 4 etapas, a saber: problematização (expressão das
ideias dos alunos), desenvolvimento, aplicação e
Mediada pelas tecnologias digitais de informação e
comunicação, a aprendizagem colaborativa ou cooperativa emerge na sociedade do conhecimento como alternativa promissora para a construção de interações
pedagógicas capazes de atender às novas demandas
advindas das novas formas de relacionamento, percepção da realidade e produção de conhecimento. Segundo
Queiroz e Moita (2007), na aprendizagem colaborativa, o
conhecimento é visto como uma construção social e, por
isso, o processo educativo
Moran (2004) destaca que, com o aparecimento da
internet e das modernas tecnologias, uma das tarefas
mais importantes das universidades, escolas e secretarias de educação hoje é planejar e flexibilizar, no currículo
de cada curso, o tempo e as atividades de presença física em sala de aula e o tempo e as atividades de aprendizagem conectadas, a distância. Assim, surgem novos
desafios pedagógicos para as universidades e escolas,
isso porque os professores precisam
Se as mídias anteriores eram destinadas à distribuição controlada da informação/comunicação – aliás, a
imprensa se desenvolveu em grande parte com esse
fim –, a ponto de se falar, no caso das mídias, que elas
foram destinadas às massas (rádio, TV) em vez de às
elites (imprensa, cinema) na constituição de uma “indústria cultural” típica da modernidade, centralizada pelos
interesses do capital e das classes dominantes e que
colocava o receptor no lugar de consumidor dos produtos culturais, a mídia digital e a digitalização (multi)mídia
que a mesma veio a provocar mudou muito o panorama.
(Rojo, “Pedagogia dos Multiletramentos”. In: Rojo e Moura, 2012)
As informações apresentadas permitem concluir que a
mídia digital é
Como método de ensino, a exposição lógica da matéria
continua sendo um procedimento necessário, desde que
o professor consiga mobilizar a atividade interna do aluno
de concentrar-se e de pensar, e a combine com outros
procedimentos, como o trabalho independente, a conversação e o trabalho em grupo. Entre as formas de exposição, segundo Libâneo (2013), a ____________ é
uma forma de apresentação gráfica de fatos e fenômenos
da realidade, por meio de gráficos, mapas, esquemas,
gravuras etc., a partir dos quais o professor enriquece a
explicação da matéria.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna
do texto.