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Rio+20 é ponto de partida e não de chegada, diz Dilma
A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista no Riocentro que a Rio+20 é "um ponto de partida e não ponto de chegada". Para ela, o documento final da conferência foi o possível, mas "é óbvio que não atende" à prática brasileira. "Somos, talvez, o país mais avançado no gasto ambiental, mas não posso medir todos os países com a medida do Brasil. O multilateralismo se respeita. Pode querer diferente, mas se não deu, não pode criticar [o consenso]".
A entrevista foi concedida pouco antes de a presidente discursar na sessão de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para Dilma, o que se fez no Rio foi construir "consensos históricos". A presidente disse que o documento "O futuro que queremos" não limita a ação dos países.
"A partir deste momento, as nações devem avançar. Ninguém pode ficar aquém, todos devem e podem ir além dessa posição. Isso significa que a próxima conferência tem que dar um passo à frente". A presidente disse que a Rio+20 teve "ampla participação" da sociedade civil como nunca antes em outras conferências da ONU. Confrontada com as críticas que recebeu do terceiro setor, disse: "Eu vejo com normalidade a reação da sociedade civil; o que está acontecendo aqui é uma conferência de países soberanos". E mais: "É óbvio que as ONGs podem fazer um documento delas”, mas "nós construímos um espaço para escutá-las".
Dilma lembrou que numa outra conferência sobre desenvolvimento sustentável, em 2010, em Copenhague, "não houve consenso nenhum". Daí a razão de ela achar a Rio+20 um avanço por ter um documento formal – ainda que seja apenas uma lista de declaração de intenções. Dilma fez uma crítica velada aos países desenvolvidos, Estados Unidos à frente, que rejeitaram a criação de um fundo verde para ajudar na transição de países emergentes e pobres para um modelo de desenvolvimento sustentável.
"Em Los Cabos, no México, os países Brics colocaram US$75 bilhões no FMI. Um país africano, a África do Sul, teve a generosidade de compreender a crise da Europa e contribuiu com US$2 bilhões. Por entender a gravidade da situação da Europa", disse Dilma, quando indagada sobre a razão de os países ricos terem rejeitado o fundo verde.
Mais adiante, Dilma matizou suas críticas. "Não acho que ninguém é responsável pelo atraso de nada", declarou. Para a presidente "muitos países estão enfrentando uma conjuntura difícil". Isso teria contribuído para a dificuldade em se firmar muitos compromissos objetivos no documento final da Rio+20. Indagada se o texto atendia às suas expectativas, Dilma disse: "Atende a nossa prática? É óbvio que não". Em seguida comparou a matriz energética do Brasil (47% de fontes renováveis) com a de outros países desenvolvidos, muito menor.
"Mas não posso medir os outros países pela medida do Brasil", declarou a presidente. Ela exaltou a "capacidade" do Brasil de fazer uma "conferência de porte" como a Rio+20 e oferecer uma "plataforma comum", no caso, o documento final. "Isso é uma grande conquista". E concluiu: "Minha expectativa está amplamente satisfeita".
O documento final servirá, a partir de agora, de base para cobrança dos países signatários sobre atitudes a serem seguidas: "A partir de agora vamos medir com esse metro".
Folha de São Paulo, Caderno de Ciência, 22/6/2012.
A classe gramatical das palavras do seguinte fragmento “A entrevista foi concedida pouco antes de a presidente ...”, abaixo citadas, foi incorretamente indicada em
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Rio+20 é ponto de partida e não de chegada, diz Dilma
A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista no Riocentro que a Rio+20 é "um ponto de partida e não ponto de chegada". Para ela, o documento final da conferência foi o possível, mas "é óbvio que não atende" à prática brasileira. "Somos, talvez, o país mais avançado no gasto ambiental, mas não posso medir todos os países com a medida do Brasil. O multilateralismo se respeita. Pode querer diferente, mas se não deu, não pode criticar [o consenso]".
A entrevista foi concedida pouco antes de a presidente discursar na sessão de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para Dilma, o que se fez no Rio foi construir "consensos históricos". A presidente disse que o documento "O futuro que queremos" não limita a ação dos países.
"A partir deste momento, as nações devem avançar. Ninguém pode ficar aquém, todos devem e podem ir além dessa posição. Isso significa que a próxima conferência tem que dar um passo à frente". A presidente disse que a Rio+20 teve "ampla participação" da sociedade civil como nunca antes em outras conferências da ONU. Confrontada com as críticas que recebeu do terceiro setor, disse: "Eu vejo com normalidade a reação da sociedade civil; o que está acontecendo aqui é uma conferência de países soberanos". E mais: "É óbvio que as ONGs podem fazer um documento delas”, mas "nós construímos um espaço para escutá-las".
Dilma lembrou que numa outra conferência sobre desenvolvimento sustentável, em 2010, em Copenhague, "não houve consenso nenhum". Daí a razão de ela achar a Rio+20 um avanço por ter um documento formal – ainda que seja apenas uma lista de declaração de intenções. Dilma fez uma crítica velada aos países desenvolvidos, Estados Unidos à frente, que rejeitaram a criação de um fundo verde para ajudar na transição de países emergentes e pobres para um modelo de desenvolvimento sustentável.
"Em Los Cabos, no México, os países Brics colocaram US$75 bilhões no FMI. Um país africano, a África do Sul, teve a generosidade de compreender a crise da Europa e contribuiu com US$2 bilhões. Por entender a gravidade da situação da Europa", disse Dilma, quando indagada sobre a razão de os países ricos terem rejeitado o fundo verde.
Mais adiante, Dilma matizou suas críticas. "Não acho que ninguém é responsável pelo atraso de nada", declarou. Para a presidente "muitos países estão enfrentando uma conjuntura difícil". Isso teria contribuído para a dificuldade em se firmar muitos compromissos objetivos no documento final da Rio+20. Indagada se o texto atendia às suas expectativas, Dilma disse: "Atende a nossa prática? É óbvio que não". Em seguida comparou a matriz energética do Brasil (47% de fontes renováveis) com a de outros países desenvolvidos, muito menor.
"Mas não posso medir os outros países pela medida do Brasil", declarou a presidente. Ela exaltou a "capacidade" do Brasil de fazer uma "conferência de porte" como a Rio+20 e oferecer uma "plataforma comum", no caso, o documento final. "Isso é uma grande conquista". E concluiu: "Minha expectativa está amplamente satisfeita".
O documento final servirá, a partir de agora, de base para cobrança dos países signatários sobre atitudes a serem seguidas: "A partir de agora vamos medir com esse metro".
Folha de São Paulo, Caderno de Ciência, 22/6/2012.
Marque a alternativa INCORRETA.
De acordo com o texto, a Rio+20
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Rio+20 é ponto de partida e não de chegada, diz Dilma
A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista no Riocentro que a Rio+20 é "um ponto de partida e não ponto de chegada". Para ela, o documento final da conferência foi o possível, mas "é óbvio que não atende" à prática brasileira. "Somos, talvez, o país mais avançado no gasto ambiental, mas não posso medir todos os países com a medida do Brasil. O multilateralismo se respeita. Pode querer diferente, mas se não deu, não pode criticar [o consenso]".
A entrevista foi concedida pouco antes de a presidente discursar na sessão de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para Dilma, o que se fez no Rio foi construir "consensos históricos". A presidente disse que o documento "O futuro que queremos" não limita a ação dos países.
"A partir deste momento, as nações devem avançar. Ninguém pode ficar aquém, todos devem e podem ir além dessa posição. Isso significa que a próxima conferência tem que dar um passo à frente". A presidente disse que a Rio+20 teve "ampla participação" da sociedade civil como nunca antes em outras conferências da ONU. Confrontada com as críticas que recebeu do terceiro setor, disse: "Eu vejo com normalidade a reação da sociedade civil; o que está acontecendo aqui é uma conferência de países soberanos". E mais: "É óbvio que as ONGs podem fazer um documento delas”, mas "nós construímos um espaço para escutá-las".
Dilma lembrou que numa outra conferência sobre desenvolvimento sustentável, em 2010, em Copenhague, "não houve consenso nenhum". Daí a razão de ela achar a Rio+20 um avanço por ter um documento formal – ainda que seja apenas uma lista de declaração de intenções. Dilma fez uma crítica velada aos países desenvolvidos, Estados Unidos à frente, que rejeitaram a criação de um fundo verde para ajudar na transição de países emergentes e pobres para um modelo de desenvolvimento sustentável.
"Em Los Cabos, no México, os países Brics colocaram US$75 bilhões no FMI. Um país africano, a África do Sul, teve a generosidade de compreender a crise da Europa e contribuiu com US$2 bilhões. Por entender a gravidade da situação da Europa", disse Dilma, quando indagada sobre a razão de os países ricos terem rejeitado o fundo verde.
Mais adiante, Dilma matizou suas críticas. "Não acho que ninguém é responsável pelo atraso de nada", declarou. Para a presidente "muitos países estão enfrentando uma conjuntura difícil". Isso teria contribuído para a dificuldade em se firmar muitos compromissos objetivos no documento final da Rio+20. Indagada se o texto atendia às suas expectativas, Dilma disse: "Atende a nossa prática? É óbvio que não". Em seguida comparou a matriz energética do Brasil (47% de fontes renováveis) com a de outros países desenvolvidos, muito menor.
"Mas não posso medir os outros países pela medida do Brasil", declarou a presidente. Ela exaltou a "capacidade" do Brasil de fazer uma "conferência de porte" como a Rio+20 e oferecer uma "plataforma comum", no caso, o documento final. "Isso é uma grande conquista". E concluiu: "Minha expectativa está amplamente satisfeita".
O documento final servirá, a partir de agora, de base para cobrança dos países signatários sobre atitudes a serem seguidas: "A partir de agora vamos medir com esse metro".
Folha de São Paulo, Caderno de Ciência, 22/6/2012.
Na seguinte passagem “... as ONGs podem fazer um documento delas...”, o verbo “podem” está no
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Rio+20 é ponto de partida e não de chegada, diz Dilma
A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista no Riocentro que a Rio+20 é "um ponto de partida e não ponto de chegada". Para ela, o documento final da conferência foi o possível, mas "é óbvio que não atende" à prática brasileira. "Somos, talvez, o país mais avançado no gasto ambiental, mas não posso medir todos os países com a medida do Brasil. O multilateralismo se respeita. Pode querer diferente, mas se não deu, não pode criticar [o consenso]".
A entrevista foi concedida pouco antes de a presidente discursar na sessão de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para Dilma, o que se fez no Rio foi construir "consensos históricos". A presidente disse que o documento "O futuro que queremos" não limita a ação dos países.
"A partir deste momento, as nações devem avançar. Ninguém pode ficar aquém, todos devem e podem ir além dessa posição. Isso significa que a próxima conferência tem que dar um passo à frente". A presidente disse que a Rio+20 teve "ampla participação" da sociedade civil como nunca antes em outras conferências da ONU. Confrontada com as críticas que recebeu do terceiro setor, disse: "Eu vejo com normalidade a reação da sociedade civil; o que está acontecendo aqui é uma conferência de países soberanos". E mais: "É óbvio que as ONGs podem fazer um documento delas”, mas "nós construímos um espaço para escutá-las".
Dilma lembrou que numa outra conferência sobre desenvolvimento sustentável, em 2010, em Copenhague, "não houve consenso nenhum". Daí a razão de ela achar a Rio+20 um avanço por ter um documento formal – ainda que seja apenas uma lista de declaração de intenções. Dilma fez uma crítica velada aos países desenvolvidos, Estados Unidos à frente, que rejeitaram a criação de um fundo verde para ajudar na transição de países emergentes e pobres para um modelo de desenvolvimento sustentável.
"Em Los Cabos, no México, os países Brics colocaram US$75 bilhões no FMI. Um país africano, a África do Sul, teve a generosidade de compreender a crise da Europa e contribuiu com US$2 bilhões. Por entender a gravidade da situação da Europa", disse Dilma, quando indagada sobre a razão de os países ricos terem rejeitado o fundo verde.
Mais adiante, Dilma matizou suas críticas. "Não acho que ninguém é responsável pelo atraso de nada", declarou. Para a presidente "muitos países estão enfrentando uma conjuntura difícil". Isso teria contribuído para a dificuldade em se firmar muitos compromissos objetivos no documento final da Rio+20. Indagada se o texto atendia às suas expectativas, Dilma disse: "Atende a nossa prática? É óbvio que não". Em seguida comparou a matriz energética do Brasil (47% de fontes renováveis) com a de outros países desenvolvidos, muito menor.
"Mas não posso medir os outros países pela medida do Brasil", declarou a presidente. Ela exaltou a "capacidade" do Brasil de fazer uma "conferência de porte" como a Rio+20 e oferecer uma "plataforma comum", no caso, o documento final. "Isso é uma grande conquista". E concluiu: "Minha expectativa está amplamente satisfeita".
O documento final servirá, a partir de agora, de base para cobrança dos países signatários sobre atitudes a serem seguidas: "A partir de agora vamos medir com esse metro".
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Podemos afirmar que, de modo geral, a conclusão de Dilma Roussef sobre os resultados da Rio+20 é
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Rio+20 é ponto de partida e não de chegada, diz Dilma
A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista no Riocentro que a Rio+20 é "um ponto de partida e não ponto de chegada". Para ela, o documento final da conferência foi o possível, mas "é óbvio que não atende" à prática brasileira. "Somos, talvez, o país mais avançado no gasto ambiental, mas não posso medir todos os países com a medida do Brasil. O multilateralismo se respeita. Pode querer diferente, mas se não deu, não pode criticar [o consenso]".
A entrevista foi concedida pouco antes de a presidente discursar na sessão de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para Dilma, o que se fez no Rio foi construir "consensos históricos". A presidente disse que o documento "O futuro que queremos" não limita a ação dos países.
"A partir deste momento, as nações devem avançar. Ninguém pode ficar aquém, todos devem e podem ir além dessa posição. Isso significa que a próxima conferência tem que dar um passo à frente". A presidente disse que a Rio+20 teve "ampla participação" da sociedade civil como nunca antes em outras conferências da ONU. Confrontada com as críticas que recebeu do terceiro setor, disse: "Eu vejo com normalidade a reação da sociedade civil; o que está acontecendo aqui é uma conferência de países soberanos". E mais: "É óbvio que as ONGs podem fazer um documento delas”, mas "nós construímos um espaço para escutá-las".
Dilma lembrou que numa outra conferência sobre desenvolvimento sustentável, em 2010, em Copenhague, "não houve consenso nenhum". Daí a razão de ela achar a Rio+20 um avanço por ter um documento formal – ainda que seja apenas uma lista de declaração de intenções. Dilma fez uma crítica velada aos países desenvolvidos, Estados Unidos à frente, que rejeitaram a criação de um fundo verde para ajudar na transição de países emergentes e pobres para um modelo de desenvolvimento sustentável.
"Em Los Cabos, no México, os países Brics colocaram US$75 bilhões no FMI. Um país africano, a África do Sul, teve a generosidade de compreender a crise da Europa e contribuiu com US$2 bilhões. Por entender a gravidade da situação da Europa", disse Dilma, quando indagada sobre a razão de os países ricos terem rejeitado o fundo verde.
Mais adiante, Dilma matizou suas críticas. "Não acho que ninguém é responsável pelo atraso de nada", declarou. Para a presidente "muitos países estão enfrentando uma conjuntura difícil". Isso teria contribuído para a dificuldade em se firmar muitos compromissos objetivos no documento final da Rio+20. Indagada se o texto atendia às suas expectativas, Dilma disse: "Atende a nossa prática? É óbvio que não". Em seguida comparou a matriz energética do Brasil (47% de fontes renováveis) com a de outros países desenvolvidos, muito menor.
"Mas não posso medir os outros países pela medida do Brasil", declarou a presidente. Ela exaltou a "capacidade" do Brasil de fazer uma "conferência de porte" como a Rio+20 e oferecer uma "plataforma comum", no caso, o documento final. "Isso é uma grande conquista". E concluiu: "Minha expectativa está amplamente satisfeita".
O documento final servirá, a partir de agora, de base para cobrança dos países signatários sobre atitudes a serem seguidas: "A partir de agora vamos medir com esse metro".
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Na palavra consenso, o prefixo con- tem valor de companhia, concomitância. Indique o item em que o valor semântico do prefixo destacado foi incorretamente dado.
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A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista no Riocentro que a Rio+20 é "um ponto de partida e não ponto de chegada". Para ela, o documento final da conferência foi o possível, mas "é óbvio que não atende" à prática brasileira. "Somos, talvez, o país mais avançado no gasto ambiental, mas não posso medir todos os países com a medida do Brasil. O multilateralismo se respeita. Pode querer diferente, mas se não deu, não pode criticar [o consenso]".
A entrevista foi concedida pouco antes de a presidente discursar na sessão de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para Dilma, o que se fez no Rio foi construir "consensos históricos". A presidente disse que o documento "O futuro que queremos" não limita a ação dos países.
"A partir deste momento, as nações devem avançar. Ninguém pode ficar aquém, todos devem e podem ir além dessa posição. Isso significa que a próxima conferência tem que dar um passo à frente". A presidente disse que a Rio+20 teve "ampla participação" da sociedade civil como nunca antes em outras conferências da ONU. Confrontada com as críticas que recebeu do terceiro setor, disse: "Eu vejo com normalidade a reação da sociedade civil; o que está acontecendo aqui é uma conferência de países soberanos". E mais: "É óbvio que as ONGs podem fazer um documento delas”, mas "nós construímos um espaço para escutá-las".
Dilma lembrou que numa outra conferência sobre desenvolvimento sustentável, em 2010, em Copenhague, "não houve consenso nenhum". Daí a razão de ela achar a Rio+20 um avanço por ter um documento formal – ainda que seja apenas uma lista de declaração de intenções. Dilma fez uma crítica velada aos países desenvolvidos, Estados Unidos à frente, que rejeitaram a criação de um fundo verde para ajudar na transição de países emergentes e pobres para um modelo de desenvolvimento sustentável.
"Em Los Cabos, no México, os países Brics colocaram US$75 bilhões no FMI. Um país africano, a África do Sul, teve a generosidade de compreender a crise da Europa e contribuiu com US$2 bilhões. Por entender a gravidade da situação da Europa", disse Dilma, quando indagada sobre a razão de os países ricos terem rejeitado o fundo verde.
Mais adiante, Dilma matizou suas críticas. "Não acho que ninguém é responsável pelo atraso de nada", declarou. Para a presidente "muitos países estão enfrentando uma conjuntura difícil". Isso teria contribuído para a dificuldade em se firmar muitos compromissos objetivos no documento final da Rio+20. Indagada se o texto atendia às suas expectativas, Dilma disse: "Atende a nossa prática? É óbvio que não". Em seguida comparou a matriz energética do Brasil (47% de fontes renováveis) com a de outros países desenvolvidos, muito menor.
"Mas não posso medir os outros países pela medida do Brasil", declarou a presidente. Ela exaltou a "capacidade" do Brasil de fazer uma "conferência de porte" como a Rio+20 e oferecer uma "plataforma comum", no caso, o documento final. "Isso é uma grande conquista". E concluiu: "Minha expectativa está amplamente satisfeita".
O documento final servirá, a partir de agora, de base para cobrança dos países signatários sobre atitudes a serem seguidas: "A partir de agora vamos medir com esse metro".
Folha de São Paulo, Caderno de Ciência, 22/6/2012.
A presidente Dilma Rousseff diz que sua expectativa foi “amplamente satisfeita”, porque
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Rio+20 é ponto de partida e não de chegada, diz Dilma
A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista no Riocentro que a Rio+20 é "um ponto de partida e não ponto de chegada". Para ela, o documento final da conferência foi o possível, mas "é óbvio que não atende" à prática brasileira. "Somos, talvez, o país mais avançado no gasto ambiental, mas não posso medir todos os países com a medida do Brasil. O multilateralismo se respeita. Pode querer diferente, mas se não deu, não pode criticar [o consenso]".
A entrevista foi concedida pouco antes de a presidente discursar na sessão de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para Dilma, o que se fez no Rio foi construir "consensos históricos". A presidente disse que o documento "O futuro que queremos" não limita a ação dos países.
"A partir deste momento, as nações devem avançar. Ninguém pode ficar aquém, todos devem e podem ir além dessa posição. Isso significa que a próxima conferência tem que dar um passo à frente". A presidente disse que a Rio+20 teve "ampla participação" da sociedade civil como nunca antes em outras conferências da ONU. Confrontada com as críticas que recebeu do terceiro setor, disse: "Eu vejo com normalidade a reação da sociedade civil; o que está acontecendo aqui é uma conferência de países soberanos". E mais: "É óbvio que as ONGs podem fazer um documento delas”, mas "nós construímos um espaço para escutá-las".
Dilma lembrou que numa outra conferência sobre desenvolvimento sustentável, em 2010, em Copenhague, "não houve consenso nenhum". Daí a razão de ela achar a Rio+20 um avanço por ter um documento formal – ainda que seja apenas uma lista de declaração de intenções. Dilma fez uma crítica velada aos países desenvolvidos, Estados Unidos à frente, que rejeitaram a criação de um fundo verde para ajudar na transição de países emergentes e pobres para um modelo de desenvolvimento sustentável.
"Em Los Cabos, no México, os países Brics colocaram US$75 bilhões no FMI. Um país africano, a África do Sul, teve a generosidade de compreender a crise da Europa e contribuiu com US$2 bilhões. Por entender a gravidade da situação da Europa", disse Dilma, quando indagada sobre a razão de os países ricos terem rejeitado o fundo verde.
Mais adiante, Dilma matizou suas críticas. "Não acho que ninguém é responsável pelo atraso de nada", declarou. Para a presidente "muitos países estão enfrentando uma conjuntura difícil". Isso teria contribuído para a dificuldade em se firmar muitos compromissos objetivos no documento final da Rio+20. Indagada se o texto atendia às suas expectativas, Dilma disse: "Atende a nossa prática? É óbvio que não". Em seguida comparou a matriz energética do Brasil (47% de fontes renováveis) com a de outros países desenvolvidos, muito menor.
"Mas não posso medir os outros países pela medida do Brasil", declarou a presidente. Ela exaltou a "capacidade" do Brasil de fazer uma "conferência de porte" como a Rio+20 e oferecer uma "plataforma comum", no caso, o documento final. "Isso é uma grande conquista". E concluiu: "Minha expectativa está amplamente satisfeita".
O documento final servirá, a partir de agora, de base para cobrança dos países signatários sobre atitudes a serem seguidas: "A partir de agora vamos medir com esse metro".
Folha de São Paulo, Caderno de Ciência, 22/6/2012.
Assinale a alternativa que melhor apresenta o significado de “signatário” na seguinte passagem: “O documento final servirá, a partir de agora, de base para cobrança dos países signatários sobre atitudes a serem seguidas...”
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2459803
Ano: 2013
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Cônego Marinho-MG
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Cônego Marinho-MG
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Ao aplicar um capital de R$8500,00 à taxa de 7.5% ao ano, durante 3 anos, qual foi o meu lucro?
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Três estudantes estão almoçando juntos num restaurante. O primeiro almoça nesse restaurante a cada 10 dias, o segundo a cada 15 dias e o terceiro a cada 6 dias. Depois de quantos dias se dará novamente esse encontro?
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Se para revestir uma parede de 4m de comprimento por 2,5m de altura são necessários 300 azulejos, quantos azulejos serão necessários para revestir uma parede de 5m de comprimento e 2,5m de altura?
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