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Foram encontradas 26 questões.

3885614 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

Tão cigarra quanto formiga
Enunciado 4562636-1
Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer, dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024. 
Em um dos parágrafos do texto, a autora indaga os parentes de sua época se não poderia ser uma “cigarra-formiga”.

A frase transcrita do texto que sintetiza a ideia projetada na criação do termo mesclado em destaque é:
 

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3885613 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

Tão cigarra quanto formiga
Enunciado 4562635-1
Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer, dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024. 
Preencha corretamente as lacunas do texto.

O primeiro parágrafo do texto apresenta uma construção textual pertencente ao tipo __________, no qual predomina a função __________ da linguagem, entre outros aspectos pelo uso de verbos em primeira pessoa. Com ele, um dos propósitos da autora é o de iniciar seu relato com um/uma __________ que fará acerca de conhecido e famoso clássico da literatura infantil, citando, inclusive, seu autor.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
 

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3885612 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

Tão cigarra quanto formiga
Enunciado 4562634-1
Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer, dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024. 
Acerca do texto e da figura que o encabeça, é correto afirmar que o ilustrador, Marcelo Martinez,
 

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3885611 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

Tão cigarra quanto formiga
Enunciado 4562633-1
Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer, dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024. 
Considere o texto e o posicionamento da autora e avalie as seguintes afirmações.

I – Reafirma-se, nessa reescritura de “A cigarra e a formiga”, ainda que com palavras diferentes, uma reaproximação fiel da obra original do fabulista Esopo.
II – Busca-se dar uma nova forma ao texto original, revivendo e recriando a fábula da tradição oral e fazendo emergir dela um novo olhar e um novo sentido.
III – Percebe-se, desde o título, uma tentativa de atualização do texto-fonte, com um reforço da moral da história clássica, repetindo-se o ensinamento transmitido ao leitor daquela época.
IV – Observa-se o deslocamento da ideia central da fábula, com a inversão de sentido, introduzindo-se uma leitura crítico-reflexiva feita pelo narrador em primeira pessoa.

Está correto apenas o que se afirma em
 

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3885662 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
Luckesi (2011) abaliza a verificação da avaliação da aprendizagem, na medida em que o ato da avaliação possa ser explicado como “ver se algo é ou não verdadeiro”. No caso do estudante, pode ser explicado como verdade que ele sabe (ou não sabe) isso ou aquilo. Quando o dado é obtido, configura-se o objeto examinado e a verificação do aprendizado se encerra por meio de uma aferição. O autor esclarece que se deve considerar, ainda, o quanto a verificação está impregnada de arbitrariedades, desde a escolha do padrão da medida, até as categorizações que os professores impõem aos sujeitos analisados, segundo sua performance.
Avalie as afirmações, segundo o pensamento de Luckesi (2011).

I - É fácil aos professores organizar provas que lhes permitam atribuir pontos para os acertos e retirá- -los para os erros.
II - Os professores (de modo geral) preparam os exames sob pressão: há que se apresentar, de tempos em tempos, as notas dos alunos (ou os conceitos), preenchendo-se fichas com os resultados das medidas que, supostamente, informam sobre a aprendizagem.
III - Segundo o resultado da aferição, o aluno será ou não aprovado/reprovado, repetente ou evadido, não afetando sua autoestima.
IV - A avaliação envolve uma decisão do que fazer.

Na perspectiva de Luckesi (2011), está correto apenas o que se afirma em
Questão Anulada

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3885661 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
O documento do MEC intitulado Saberes e práticas da inclusão: avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais (2006) menciona cinco tipos de decisão que antecedem a avaliação realizada pelas equipes de diagnóstico: encaminhamento para tratamento, triagem, classificação, planejamento educacional e análise do progresso do aluno. Os três primeiros tipos são os mais comuns, sendo que a análise do progresso do aluno é, de todos, o que menos ocorre.
Nesse sentido, avalie as afirmações a seguir.

I - Planejamento educacional (com as adequações necessárias) e progresso dos alunos (sob o enfoque global de seu desenvolvimento) são os que, hoje, devem nortear as práticas avaliativas escolares em geral e, particularmente, na educação especial.
II - A ideia é que avaliação é um processo contínuo, compartilhado, que não se explica pela necessidade de triagem, de encaminhamento e muito menos de classificação.
III - Os avaliados têm o direito de reconhecimento de suas características, entendendo-se que suas deficiências e limitações não são atributos imutáveis, numa visão fatalista e determinística.
IV - A mudança de atitudes nos avaliadores em relação aos avaliados é a que menos impacta, bem como sua atualização referente à base teórica e metodológica das práticas avaliativas.

Está correto apenas o que se afirma em
Questão Anulada

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