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Brandão (2007) pondera que tudo que é criado em
uma cultura de conhecimento é construído por meio
das experiências e vivências com o mundo e com as
pessoas e que tudo isso faz parte do processo
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Perrenoud (2001), ao falar do Mestre (re)conhecido,
aborda o saber comum e o falso saber, a recusa de
conhecer e a crença nos conteúdos e as representações da profissão do professor e sua concepção.
Com base nesta abordagem, avalie o que se afirma a respeito da concepção do professor.
I - É construída no discurso econômico.
II - Vem de posições culturais, de habitus.
III - É composta de projeções, de experiências e de vivências com outros educadores que ele conheceu.
IV - Combina seus discursos econômico e político.
Está correto apenas o que afirma em
Com base nesta abordagem, avalie o que se afirma a respeito da concepção do professor.
I - É construída no discurso econômico.
II - Vem de posições culturais, de habitus.
III - É composta de projeções, de experiências e de vivências com outros educadores que ele conheceu.
IV - Combina seus discursos econômico e político.
Está correto apenas o que afirma em
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Segundo Brandão (2007, p.25), “quando o educador
pensa a educação, ele acredita que, entre homens,
ela é o que dá a forma e o polimento. Mas, ao fazer
isso na prática, tanto pode ser a mão do artista que
guia e ajuda o barro a que se transforme, quanto a
forma que iguala e deforma”.
Na perspectiva de Brandão (2007), avalie o que se
afirma.
I - Tudo que existe transformado na natureza, pelo trabalho do homem e significado pela sua inconsciência é uma parte de seu desejo.
II - Tudo que existe disponível e criado em uma cultura como conhecimento se adquire através da experiência pessoal com o mundo ou com o outro.
III - Tudo do qual um grupo social aos poucos socializa, em sua cultura, determina seus membros como tipos de sujeitos sociais.
IV - Tudo que se aprende de um modo ou de outro faz parte do processo de estereótipos.
Está correto, apenas o que afirma em
I - Tudo que existe transformado na natureza, pelo trabalho do homem e significado pela sua inconsciência é uma parte de seu desejo.
II - Tudo que existe disponível e criado em uma cultura como conhecimento se adquire através da experiência pessoal com o mundo ou com o outro.
III - Tudo do qual um grupo social aos poucos socializa, em sua cultura, determina seus membros como tipos de sujeitos sociais.
IV - Tudo que se aprende de um modo ou de outro faz parte do processo de estereótipos.
Está correto, apenas o que afirma em
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Perrenoud (2001) ressalta que as competências profissionais são o conjunto dos conhecimentos, posturas, ações e atitudes do professor que, em seu exercício na práxis, vai garantindo e definindo seu papel.
Na abordagem de Perrenoud (2001), é correto afirmar que essas competências são de ordem
Na abordagem de Perrenoud (2001), é correto afirmar que essas competências são de ordem
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Brandão (2007, p.10) enfatiza que “a educação é,
como outras, uma fração do modo de vida dos grupos sociais que a criam e recriam, entre tantas outras
invenções de sua cultura, em sua sociedade”.
Na perspectiva de Brandão (2007), avalie as afirmações a respeito do que é educação.
I - Uma criação do meio econômico.
II - Um modo de vida dos grupos sociais.
III - Uma invenção do meio social.
IV - Uma reflexão entre todos que ensinam e aprendem.
Está correto, apenas o que afirma em
Na perspectiva de Brandão (2007), avalie as afirmações a respeito do que é educação.
I - Uma criação do meio econômico.
II - Um modo de vida dos grupos sociais.
III - Uma invenção do meio social.
IV - Uma reflexão entre todos que ensinam e aprendem.
Está correto, apenas o que afirma em
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MEC/SEESP (2008) estabelece que se deve assegurar
um sistema de educação inclusiva, em todos os níveis
de ensino, propiciando um ambiente de desenvolvimento educacional compatível com a meta de inclusão plena; para isso, adota medidas para garantir
este processo.
A este respeito, avalie o que está contido no documento MEC/SEESP (2008).
I - Desenvolver medidas, para que as pessoas com deficiência, não sejam excluídas do sistema educacional, sob alegação de deficiência.
II - Promover um sistema de ensino homogêneo, separatista, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem.
III - Fomentar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com necessidades especiais e desenvolver ações afirmativas que possibilitem inclusão.
IV - Elaborar um currículo da educação básica, com temas genéricos, para não excluir as pessoas com necessidades especiais.
Está correto apenas o que se afirma em
A este respeito, avalie o que está contido no documento MEC/SEESP (2008).
I - Desenvolver medidas, para que as pessoas com deficiência, não sejam excluídas do sistema educacional, sob alegação de deficiência.
II - Promover um sistema de ensino homogêneo, separatista, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem.
III - Fomentar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com necessidades especiais e desenvolver ações afirmativas que possibilitem inclusão.
IV - Elaborar um currículo da educação básica, com temas genéricos, para não excluir as pessoas com necessidades especiais.
Está correto apenas o que se afirma em
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo.
Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha
palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”!
Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando
algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima
do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos
expressos, palavras antes dotadas de um significado
profundo acabaram ganhando contornos bastante
imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com
a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de
amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que,
muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso
meio de compreender o mundo e, na medida em que
diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra
amigo não deveria ser usada como uma expressão
conveniente para aquelas pessoas que não sabemos
nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode
haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a
nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade
do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz
de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o
abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos
a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um
mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial.
Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos
usados para nossas comunicações, pois elas são o fio
com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este
algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se
de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo
que considero belo ou digno de consideração. Do
mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”,
estou reconhecendo uma relação que vai além do
casual, nomeando uma parceria na qual ambos são
transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no
contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos
e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o
conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que
passa ao largo de sua intenção primária, que é nos
permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
I – A substituição de PORÉM por PORTANTO causa alteração significativa ao sentido do trecho em que ocorre.
II – O item “Afinal” é um conector com sentido de conclusão, podendo ser substituído pela expressão “Apesar disso”.
III – O pronome pessoal “elas” retoma, por coesão, o termo “comunicações” e, com isso, garante a coerência textual.
Está correto apenas o que se afirma em
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo.
Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha
palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”!
Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando
algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima
do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos
expressos, palavras antes dotadas de um significado
profundo acabaram ganhando contornos bastante
imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com
a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de
amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que,
muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso
meio de compreender o mundo e, na medida em que
diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra
amigo não deveria ser usada como uma expressão
conveniente para aquelas pessoas que não sabemos
nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode
haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a
nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade
do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz
de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o
abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos
a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um
mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial.
Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos
usados para nossas comunicações, pois elas são o fio
com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este
algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se
de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo
que considero belo ou digno de consideração. Do
mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”,
estou reconhecendo uma relação que vai além do
casual, nomeando uma parceria na qual ambos são
transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no
contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos
e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o
conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que
passa ao largo de sua intenção primária, que é nos
permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
O período
“... quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.”
é composto por __________. A primeira oração, introduzida pela conjunção “quando”, exprime uma circunstância de __________. Na oração “essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal”, o sujeito é __________ e o predicado é __________. Na última oração, o conector “mas” denota __________.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo.
Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha
palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”!
Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando
algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima
do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos
expressos, palavras antes dotadas de um significado
profundo acabaram ganhando contornos bastante
imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com
a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de
amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que,
muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso
meio de compreender o mundo e, na medida em que
diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra
amigo não deveria ser usada como uma expressão
conveniente para aquelas pessoas que não sabemos
nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode
haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a
nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade
do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz
de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o
abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos
a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um
mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial.
Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos
usados para nossas comunicações, pois elas são o fio
com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este
algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se
de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo
que considero belo ou digno de consideração. Do
mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”,
estou reconhecendo uma relação que vai além do
casual, nomeando uma parceria na qual ambos são
transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no
contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos
e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o
conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que
passa ao largo de sua intenção primária, que é nos
permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Nesse sentido, é correto afirmar que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo.
Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha
palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”!
Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando
algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima
do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos
expressos, palavras antes dotadas de um significado
profundo acabaram ganhando contornos bastante
imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com
a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de
amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que,
muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso
meio de compreender o mundo e, na medida em que
diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra
amigo não deveria ser usada como uma expressão
conveniente para aquelas pessoas que não sabemos
nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode
haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a
nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade
do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz
de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o
abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos
a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um
mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial.
Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos
usados para nossas comunicações, pois elas são o fio
com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este
algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se
de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo
que considero belo ou digno de consideração. Do
mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”,
estou reconhecendo uma relação que vai além do
casual, nomeando uma parceria na qual ambos são
transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no
contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos
e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o
conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que
passa ao largo de sua intenção primária, que é nos
permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
TEXTO I
“A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. ‘Amizade’ é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.”
TEXTO II
Disponível em: https://mentirinhas.com.br/mentirinhas-272/
Avalie as funções da linguagem e os aspectos semânticos e estilísticos destacados dos dois textos.
I – No Texto I, o vocábulo “pessoas” assume,no contexto, um valor conotativo e não denotativo.
II – No Texto I, há linguagem figurada assim como palavras empregadas no sentido próprio, literal.
III – No Texto II, a linguagem visual, isoladamente, não consegue transmitir a mensagem pretendida.
IV – No Texto II, a expressão “alimenta ele”, comum na oralidade, deve ser evitada na língua escrita.
V – No Texto I, o esclarecimento sobre o significado de “Amizade” indica um traço da função conativa.
Está correto apenas o que se afirma em
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