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Foram encontradas 60 questões.

2111804 Ano: 2021
Disciplina: Geografia
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
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Sobre a questão indígena no Brasil leia a notícia a seguir:
GARIMPEIRO É FLEXADO E MORRE EM CONFLITO COM INDÍGENA "Um novo conflito entre garimpeiros e indígenas foi registrado na área da comunidade Helepi, região do Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. O relato é que uma pessoa morreu após ter sido atingida com uma flecha e outra está em estado grave de saúde. A carta é assinada pelo presidente da Hutukara Associação Yanomami (HAY), Davi Kopenawa Yanomami, com data do dia 01 de março e foi encaminhada para representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Federal (PF-RR) e Ministério Público Federal (MPF-RR) e representantes do estado. Segundo o presidente, as informações foram apuradas com yanomamis via rádio. A denúncia é que um grupo de aproximadamente oito garimpeiros atracou em Helepi com uma lancha na noite do dia 25 de fevereiro, na última quinta-feira ainda, que um dos garimpeiros teria consumido bebida alcóolica e entrado em conflito com um indígena morador do local. "Um deles, bêbado, deslocou-se até a comunidade e perguntou por Ledimar, um xirixana residente da comunidade. Vindo Ledimar ao encontro do garimpeiro, este atirou com um revólver no indígena. Indignado, o irmão mais novo de Ledimar alcançou um arco e flecha e flechou o garimpeiro, que veio a óbito", diz trecho da carta"....
Folha BV, Boa Vista/Roraima - 07 de março de 2021. Garimpeiro é flechado e morre em conflito com indígenas - Folha de Boa Vista (folhabv.com.br) acesso em 07/03/2021.

No Brasil, as tensões em áreas indígenas são causadas principalmente pela invasão das reservas pelos posseiros, bem como pelo extrativismo mineral que avassala com violência o solo onde muitas vezes estão localizadas as terras indígenas. Podemos identificar o complexo regional e o estado que acaba por centralizar o maior número de conflitos em:
 

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2111803 Ano: 2021
Disciplina: Geografia
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
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Acompanhando a conjuntura internacional nos últimos anos, a indústria calçadista nacional tem passado por um processo de relocalização regional e, apesar da presença de empresas calçadistas em quase todos os estados brasileiros, esse movimento ocorreu principalmente, em direção aos estados do Nordeste. Esse deslocamento para outras localidades, no entanto, não minimiza a importância das regiões produtoras tradicionais, visto que se trata de estratégias das grandes empresas do setor para se manterem competitivas no mercado interno e internacional, aproveitando-se de excedentes de mão-de-obra nos estados de destino, como também do forte incentivo fiscal implementado com a finalidade de atrair empresas para a região. Fonte: IPECE TEXTOS PARA DISCUSSÃO nº 101? agosto de 2012. Microsoft Word - TEXTO DISCUSSÃO 101 agosto 2012 (ipece.ce.gov.br) Acesso em 07/03/2021.

O texto acima faz referência ao deslocamento do setor de calçados para outros estados do Nordeste os quais podemos citar:
 

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2111802 Ano: 2021
Disciplina: Geografia
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
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De acordo com Graziano (2011) In: SENE & MOREIRA (2013) Sobre Reforma Agrária no Brasil é CORRETO afirmar:
I. O Estatuto da Terra, como é conhecida a Lei Nº 504/64, promulgada no Governo Castelo Branco, representou a expressão máxima de uma visão reformista defendida na época. O Estatuto propunha uma "solução democrática"a "opção socialista". Procurava dessa forma, impulsionar o desenvolvimento capitalista no campo; II. Ao contrário da divisão da propriedade, o capitalismo impulsionado pelo regime militar após 1964, promoveu a modernização do latifúndio através do crédito rural subsidiado e abundante; III. Toda economia brasileira cresceu vigorosamente, urbanizando-se e industrializando-se, tornando possível realizar com sucesso a democratização da posse da terra e incentivo ao mercado interno rural; IV. O projeto de Reforma Agrária foi assim esquecido. O resultado é que as estruturas agrárias dos países da América Latina, como o Brasil na liderança continuaram extremamente concentrada. Permanecendo o problema clássico: muita terra nas mãos de pouca gente e muita gente com pouca terra; V. De econômica, o problema da terra virou social. A industrialização e o crescimento econômico precisaram da realização da reforma agrária para se efetivar.
 

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2111801 Ano: 2021
Disciplina: Geografia
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
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Sobre Êxodo Rural no Brasil é Correto afirmar:
I. Ao longo da Segunda metade do Século XX, os Movimentos Migratórios no País foram marcados por intenso êxodo rural, que levou milhões de pessoas a migrar do campo para as cidades; II. O êxodo rural no Brasil foi intensificado a partir da década de 1990; III. Dentre os fatores que impulsionou a saída de milhares de camponeses do campo foi a expropriação das terras, que obrigou muitos agricultores a vender suas propriedades para pagar dívidas contraídas com bancos; IV. Podemos dizer que o processo de mecanização das lavouras, especialmente pelo uso de máquinas e implementos agrícolas em nada influenciou para o êxodo rural; V. A ampliação da legislação trabalhista no qual estendeu os mesmos direitos já conquistados pelos demais trabalhadores não foi respeitada pelos empregadores no campo, foi outro fator que contribuiu para o êxodo rural
 

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A Obra "Os Sertões"narra um dos acontecimentos mais violentos que se insurgiu contra uma comunidade que acolhia os sertanejos e resgatava-os das suas vidas miseráveis. Acusada de ser um movimento "político", incomodando os latifundiários, a comunidade foi dizimada pelo exército em 1897 com uma sangrenta "guerra". A luta do sertanejo por um pedaço de chão para viver e trabalhar torna-se uma ameaça para o poder econômico e político da época, poder este, que submete homens, mulheres e crianças a condições de vida miseráveis, pois são oprimidos pela "seca"e pela violência do Estado.


Esta Obra foi escrita por:

 

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Analise a planilha abaixo e assinale a alternativa que expressa a fórmula utilizada para calcular o desconto em B2 com possibilidade de expandi-la para o intervalo de B3 até B6.

Enunciado 2107182-1
 

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Assinale a alternativa verdadeira a respeito de matrizes.
 

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Atribua o valor lógico verdadeiro (V) ou falso (F) às proposições abaixo:

I) 7 é divisível por 49 ou 3 > 9

II) Se Fortaleza é a capital da Bahia então 2 + 2 = 4

III) (−3)2 = 32 se, e somente se, 4.7 + 1 = 29

IV) 3−2 = 6 e 7.9 = 63

V) Se 8 = 23 então o ser humano é imortal.


Agora, a sequência correta (de I a V, nessa ordem) é:

 

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"Tudo em ’Torto arado’ é presente no mundo rural do Brasil. Há pessoas em condições análogas à escravidão"

Quando Bibiana e Belonísia nasceram, tinham outros nomes. O baiano Itamar Vieira Junior tinha 16 anos quando começou a escrever Torto arado (Todavia), que ganhou nesta quinta-feira o Prêmio Jabuti de melhor romance, e suas protagonistas tinham outras identidades. A essência da narrativa, no entanto, permaneceu inalterada: a história de duas irmãs, contada a partir de sua relação com o pai e com a terra onde viviam. O título, retirado do poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, tampouco mudou. O que veio depois foi a vontade de levar a história para o sertão da Chapada Diamantina, longe da capital ou do Recôncavo Baiano, onde a maioria dos seus conterrâneos ambientam suas narrativas. "A gente fala do sertão, do semiárido, parece que se trata de uma coisa só, mas o sertão da Chapada tem uma regularidade de chuva, uma diversidade de paisagem, de mato, que salta aos olhos", conta Vieira Junior, hoje com 41 anos, ao EL PAÍS, por telefone.

Profundamente influenciado pelas leituras de Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz, ele escreveu as primeiras 80 páginas da obra, mas o manuscrito se perdeu durante uma mudança da família. Vieira Junior só retomaria a história vinte anos depois, quando, formado geógrafo e funcionário público do INCRA, conheceu as realidades de indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados no sertão baiano e maranhense. "Ao longo de 15 anos, aprendi muito sobre a vida no campo e vi um Brasil muito diverso do que vivemos cotidianamente nas cidades. Existe uma vida muito pulsante no campo, uma vida que está em risco, porque essas pessoas vivem em constante conflito na defesa de seus territórios. Tudo isso reacendeu a chama de escrever Torto arado", conta o escritor, que lembra que o Brasil é um dos países com maiores índices de violência no campo. No ano passado, foram registrados 1.883 conflitos, incluindo 32 assassinatos, de acordo com o levantamento anual realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Em 2017, quando escrevia a segunda - e definitiva - versão do romance, nove trabalhadores rurais com os quais Vieira Junior teve contato foram assassinados, seis deles em uma chacina. "Foi um ano brutal", lembra. São as vidas e lutas dessa gente que estão contadas em sua obra, que acompanha a família das irmãs Bibiana e Belonísia no cotidiano de Água Negra, uma fazenda onde os trabalhadores aram a terra sem receber salário, tendo apenas o direito de construir casebres de barro que precisam ser reconstruídos a cada chuva, pois o fazendeiro não autoriza construções de alvenaria. Quando não estão plantando e colhendo nas terras do patrão, cultivam roças nos próprios quintais para comer e ganhar um pouco dinheiro vendendo abóbora, feijão e batata na feira. São quase todos negros, descendentes de escravizados libertos havia poucas décadas, como é o próprio autor. Descendente de negros escravizados vindos de Serra Leoa e da Nigéria e de indígenas Tupinambás, Vieira Junior construiu um sertão real, que tem vida e verde, graças, em parte, às histórias dos avós paternos, que viveram no campo, na região de Coqueiros do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano.

O torto arado que dá nome ao livro é um objeto que, usado pelos antepassados das protagonistas na lida com a terra, atravessa o tempo para representar essa herança escravocrata de tantas desigualdades. Narrado primeiramente por Bibiana, depois por Belonísia e, na terceira parte, por outra personagem, o romance já começa com o clímax de um acidente: crianças, as duas irmãs ? filhas de Zeca Chapéu Grande, um líder comunitário e espiritual encontram uma faca da avó Donana. A partir daí, a linguagem, central na narrativa desde a prosa melodiosa com que o autor escreve, torna-se ainda mais importante. O não dito é tão importante quanto o que está impresso no papel. Uma irmã torna-se a voz da outra, e, como estão descritos os gestos, mas não as palavras das personagens, o leitor não sabe quem foi mutilada até chegar a um terço do romance.

(FONTE: El País. Texto de Joana Oliveira. Disponível em https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12- 02/tudo-em-torto-arado-ainda-e-presente-no-mundo-rural-brasileiro-ha-pessoas-em-condicoes-analogas-a-escravidao.html)

A autora do texto emprega variadas estratégias para desenvolver seu tema. Divide-se entre a realidade e a ficção, como também entre o presente e o passado, por exemplo. Também alterna a autoria, em uma dimensão microestrutural, inserindo em seu texto trechos que correspondem a declarações do autor do romance, Itamar Vieira Júnior.


Que outra estratégia pode ser associada a esse jogo de construção de sentido?

 

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"Tudo em ’Torto arado’ é presente no mundo rural do Brasil. Há pessoas em condições análogas à escravidão"

Quando Bibiana e Belonísia nasceram, tinham outros nomes. O baiano Itamar Vieira Junior tinha 16 anos quando começou a escrever Torto arado (Todavia), que ganhou nesta quinta-feira o Prêmio Jabuti de melhor romance, e suas protagonistas tinham outras identidades. A essência da narrativa, no entanto, permaneceu inalterada: a história de duas irmãs, contada a partir de sua relação com o pai e com a terra onde viviam. O título, retirado do poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, tampouco mudou. O que veio depois foi a vontade de levar a história para o sertão da Chapada Diamantina, longe da capital ou do Recôncavo Baiano, onde a maioria dos seus conterrâneos ambientam suas narrativas. "A gente fala do sertão, do semiárido, parece que se trata de uma coisa só, mas o sertão da Chapada tem uma regularidade de chuva, uma diversidade de paisagem, de mato, que salta aos olhos", conta Vieira Junior, hoje com 41 anos, ao EL PAÍS, por telefone.

Profundamente influenciado pelas leituras de Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz, ele escreveu as primeiras 80 páginas da obra, mas o manuscrito se perdeu durante uma mudança da família. Vieira Junior só retomaria a história vinte anos depois, quando, formado geógrafo e funcionário público do INCRA, conheceu as realidades de indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados no sertão baiano e maranhense. "Ao longo de 15 anos, aprendi muito sobre a vida no campo e vi um Brasil muito diverso do que vivemos cotidianamente nas cidades. Existe uma vida muito pulsante no campo, uma vida que está em risco, porque essas pessoas vivem em constante conflito na defesa de seus territórios. Tudo isso reacendeu a chama de escrever Torto arado", conta o escritor, que lembra que o Brasil é um dos países com maiores índices de violência no campo. No ano passado, foram registrados 1.883 conflitos, incluindo 32 assassinatos, de acordo com o levantamento anual realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Em 2017, quando escrevia a segunda - e definitiva - versão do romance, nove trabalhadores rurais com os quais Vieira Junior teve contato foram assassinados, seis deles em uma chacina. "Foi um ano brutal", lembra. São as vidas e lutas dessa gente que estão contadas em sua obra, que acompanha a família das irmãs Bibiana e Belonísia no cotidiano de Água Negra, uma fazenda onde os trabalhadores aram a terra sem receber salário, tendo apenas o direito de construir casebres de barro que precisam ser reconstruídos a cada chuva, pois o fazendeiro não autoriza construções de alvenaria. Quando não estão plantando e colhendo nas terras do patrão, cultivam roças nos próprios quintais para comer e ganhar um pouco dinheiro vendendo abóbora, feijão e batata na feira. São quase todos negros, descendentes de escravizados libertos havia poucas décadas, como é o próprio autor. Descendente de negros escravizados vindos de Serra Leoa e da Nigéria e de indígenas Tupinambás, Vieira Junior construiu um sertão real, que tem vida e verde, graças, em parte, às histórias dos avós paternos, que viveram no campo, na região de Coqueiros do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano.

O torto arado que dá nome ao livro é um objeto que, usado pelos antepassados das protagonistas na lida com a terra, atravessa o tempo para representar essa herança escravocrata de tantas desigualdades. Narrado primeiramente por Bibiana, depois por Belonísia e, na terceira parte, por outra personagem, o romance já começa com o clímax de um acidente: crianças, as duas irmãs ? filhas de Zeca Chapéu Grande, um líder comunitário e espiritual encontram uma faca da avó Donana. A partir daí, a linguagem, central na narrativa desde a prosa melodiosa com que o autor escreve, torna-se ainda mais importante. O não dito é tão importante quanto o que está impresso no papel. Uma irmã torna-se a voz da outra, e, como estão descritos os gestos, mas não as palavras das personagens, o leitor não sabe quem foi mutilada até chegar a um terço do romance.

(FONTE: El País. Texto de Joana Oliveira. Disponível em https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12- 02/tudo-em-torto-arado-ainda-e-presente-no-mundo-rural-brasileiro-ha-pessoas-em-condicoes-analogas-a-escravidao.html)

Quanto aos seus aspectos tipológicos, pode-se dizer que o texto é:
 

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