Foram encontradas 45 questões.
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
Provas
Provas
O caso da borboleta
"Ninguém nasce borboleta", pensou Breno. Depois disse baixinho: "A borboleta é um presente do tempo". Lá fora, ela, a borboleta, não pensava nada disso. Ocupava-se em voar pela noite de árvore em árvore. Era azul e sem dúvida um dia havia sido lagarta. Breno tem nove anos e é uma criança, a lagarta é como se fosse uma borboleta criança, mas quando Breno for adulto vira homem e não borboleta, e homens não voam. Sonho de Breno é voar, seja como piloto de avião ou jogador de futebol. Como borboleta, Breno nunca chegou a pensar, tem nove anos, mas sabe que é menino e não lagarta. A avó de Breno sempre diz: "Lagarta queima o dedinho e come planta, mas vira borboleta. Ninguém nasce borboleta". Agora o menino pensa e olha a borboleta na janela. "De manhã vi um monte de buraquinhos nas folhas"; explicaram a ele: "É coisa de lagarta". Os buracos nas acerolas e goiabas eram coisa dos passarinhos. Isso ninguém precisou explicar, porque ele sempre viu os passarinhos indo bicar as frutas, menos o beija-flor, que só ia bicar a água no copo de flor pendurado na goiabeira. "O que será que borboleta come? Será que beija-flor só bebe água? "Pensou muito nisso e sentiu fome. Saiu em direção à cozinha.
A avó cochilava de frente para a novela das sete. Justamente aquela durante a qual ela mais gostava de cochilar. Breno sabia disso e não quis acordá-la pra pedir comida. Na cozinha a janela estava aberta. Era uma janela enorme e dava de frente pro quintal da casa. Algumas vezes Breno ouviu gente falando como era engraçado aquela janela na cozinha. A avó sempre explicava que, antes de cozinha, ali havia sido quarto, e por isso a tal janela. Breno achava normal. Desde que tem lembrança, ali é cozinha e tem janela e ele adora. Enquanto sua avó faz o almoço, ele olha para o mundo. O azar é daqueles que não têm janela na cozinha. Breno decidiu que a melhor coisa pra comer naquele momento era biscoito. "Tomara que tenha. Se não tiver, seria muito bom comer uns ovos."Sabe como fazer: é só acender o fogo apertando o botão, colocar a frigideira em cima do fogo, quebrar o ovo em cima da frigideira e ficar mexendo com o garfo. Agora que já tem nove anos nem precisa mais de cadeira pra mexer no fogão. Abre a geladeira e tem três ovos. Fecha a geladeira e vai procurar o biscoito. Entra uma borboleta na cozinha. É maior e mais bonita que a outra. Parece desesperada, bate nas paredes uma a uma até ficar presa pela porta encostada. Breno vai até a porta e a puxa para que saia, de lá voa direto pro outro lado da cozinha, onde ficam a janela e o fogão. Breno acompanha com o olhar e espera que consiga sair logo pela janela. Em cima do fogão tem uma panela destampada cheia de óleo (no almoço teve batata frita), a borboleta voa na direção do fogão e, assim que chega em cima da panela, cai no óleo como se tivesse sido atraída pra lá igual quando Breno atrai moedas com seu ímã.
Ele correu pra ver a borboleta, ela nadava pelo óleo lentamente. Quis tirá-la de lá, mas nunca colocou a mão no óleo antes. Só queima se estiver de fogo aceso, tinha quase certeza. Correu até o papel-toalha e tirou a borboleta de dentro da panela. Olhou-a com atenção: toda coberta de óleo. Todas as partes do seu corpo de inseto. As asas pingavam óleo pela cozinha. Agora tinha certeza: só queimava se tivesse ligado o fogo. A borboleta se mexia muito. Tratou de colocá-la em cima da janela. Pegou o biscoito e foi para o quarto. Começou a comer, era de chocolate e era bom.
Ainda assim, não conseguia esquecer a borboleta nadando no óleo. Seu corpo inteiro afundado no óleo. Logo começou a imaginar como seria se fosse ele, mergulhado no óleo numa panela gigante que cabe criança. Imaginou seu cabelo cheio de óleo, seus olhos, ouvidos, nariz, boca. Comia o biscoito e imaginava. Lambeu o dedo que havia colocado na panela pra imaginar melhor seu corpo no óleo. Não gostava de imaginar, mas não conseguia evitar. Era igual cheirar a mão quando está fedendo, ou alguma coisa assim. Lambeu, e o gosto era péssimo. Muito pior que o gosto do biscoito de chocolate. Lembrou de sua avó que dizia que o pozinho da borboleta, se batesse no olho, deixava cego. Ficou com medo de passar mal. O dedo que lambeu, além de óleo devia ter o tal pozinho. Correu até a cozinha para ver a borboleta. Estava dura, morta. Teve pena e quis enterrar. Decidiu que a borboleta seria seu bicho preferido, caso não passasse mal por conta daquela lambidinha no dedo. Precisava avisar a avó pra não fritar mais batata naquela panela. Enquanto não amanhecia, deixaria a borboleta na janela da cozinha. No caminho de volta pro quarto viu que a avó ainda cochilava. Deitou na cama, sua cabeça realizou os últimos mergulhos no óleo.
Começou a pensar apenas em não passar mal por conta do pozinho da borboleta. Ninguém nasce borboleta. Sentiu medo e uns trecos no estômago, se apavorou achando que era consequência do pozinho que cega quando cai no olho, e depois dormiu.
(FONTE: Geovani Martins. O sol na cabeça. São Paulo: Companhia das Letras, 2018)
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
- Fundamentos da Saúde OcupacionalCAT: Comunicação de Acidente de Trabalho
- LegislaçãoLegislação Previdenciária
- LegislaçãoLegislação Trabalhista
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
A ergonomia busca adaptar as condições do trabalho às características físicas e psíquicas ser humano, observando as limitações individuais de cada trabalhador(a), visando o seu bem estar, rendimento, produtividade e satisfação. São verdadeiras as afirmações:
- para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador;
- para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas;
- nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, como laboratórios e escritórios, é recomendado índice de temperatura efetiva entre 20°C e 23°C;
- nas atividades que exijam sobrecarga muscular, quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento.
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
Provas
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
Provas
Se você parar pra ouví
O que tenho pra conta
Vai saber do Cariri
Do sul do meu Ceará
É História verdadeira
Que agora vou narrá
É uma bela região
A mais linda que já ví
Ela enche de paixão
Aquele que passa aqui
Conhece bem o encanto
Das terras do Carirí
O Geoparque Araripe
Com a sua divisão
Cada etapa que existe
Faz a complementação
Da Cultura Ambiental
Que engrandece a educação
Os que formam o Geoparque
Nove Geossítios são
Nesta viagem embarque
Pra tirar a conclusão
Sei que você vai gostar
Lhe digo de antemão
Fragmento do Cordel: O CARIRI E O GEOPARQUE Autor: Professor Lula Fideles
De acordo com o fragmento acima existem 9 (nove) Geossítios que formam o Geoparque Araripe. Os Geossítios estão localizados nos seguintes municípios:
Provas
Caderno Container