Foram encontradas 50 questões.
Acerca da educação do campo em Goiás, assinale a alternativa correta.
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Contexto Socioeconômico de Goiás na década de 1970. Wânia Chagas Faria Cunha. UEG – Pires do Rio, adaptado.
No período abordado no texto, ocorreram em Goiás
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A tabela apresenta a quantidade de gols marcados por uma jogadora de futebol nos meses de janeiro a abril. Com base nas informações, ela marcou por mês nesse período a média de
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Em uma questão de prova com 4 alternativas e apenas uma correta, as opções eram:
(A) Abel é mais alto que Caim.
(B) Abel é mais baixo que Caim.
(C) As alturas de Abel e Caim são diferentes.
(D) As alturas de Abel e Caim são iguais.
Com base nessas informações, a alternativa correta é a
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Na manhã de uma segunda-feira de novembro,
logo após o primeiro dia do Enem de 2023, Caetano
Veloso apareceu de pijama em um vídeo, tentando
responder à questão 23, uma pergunta de
interpretação de texto que citava duas músicas suas:
“Alegria, Alegria” (1968) e “Anjos Tronchos” (2021).
“Quando li, achei que eram todas as alternativas”,
disse Caetano — que acabou preferindo a D (o
gabarito indicava B).
A cena lembra uma entrevista de 2012, com o
pedagogo Rubem Alves, que foi professor e pró-reitor
da graduação da Unicamp. “O vestibular criou na
cabeça de todo mundo que existe uma resposta certa
mesmo”, ele disse, dois anos antes de morrer. “As leis
de Kepler você pode decorar em dez minutos. Mas
Kepler levou anos para chegar até elas. O processo de
aprendizado é isto: não é a busca pelas respostas
certas, mas o processo de pensar.”
Rubem considerava o vestibular uma
aberração, e não julgava possível reinventar esse
modelo de seleção para torná-lo realmente justo.
Rubem argumenta que os vestibulares forçam
as escolas a montarem seus currículos e sistemas de
avaliação com o objetivo de treinar os alunos para
esses testes, e não com o fim de educar. A sociedade,
então, passa a achar que inteligência é sinônimo de
gabaritar uma prova.
Na cabeça dos pais mais durões, educação é
sinônimo de memorização. Diretores e professores
exaltam os bons alunos — é praxe pendurar cartazes
no começo do ano com a lista de aprovados para
cursos de nível superior, sem consideração pela
violência psicológica infligida aos supostos maus
alunos.
É de se admitir que o Enem foi um avanço em
relação aos vestibulares tradicionais. Primeiro porque
os alunos fazem uma única prova para concorrer a
várias instituições, o que amplia um bocado o leque
de opções. Mas também porque o Enem se esforça
para ser mais interpretativo que conteudista: várias
questões são autossuficientes, dependem só do que
está escrito na prova, e não de conhecimento prévio
extremamente específico.
Mesmo assim, ainda se trata de uma prova
exaustiva de múltipla escolha, acompanhada de uma
redação em moldes muitos restritivos — que mede
mais o quanto o candidato treinou para o Enem do
que sua real capacidade de se expressar em
português. Acordou em um dia ruim? Tente outra vez
ano que vem.
Bruno Vaiano. Vestibular: um modelo de seleção fracassado. Superinteressante, ed. 459, Editora Abril, jan./2024 (com adaptações).
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