Foram encontradas 40 questões.
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadê a indignação com a emergência habitacional?
Certos problemas urbanos deixam brasileiros
indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do
bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram
poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias.
São posts que viralizam e temas focais de discussões
urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no
entanto, parece ignorar um problema mais grave.
No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente
à população da Holanda, moram em favelas. Isso
significa, via de regra, precariedade habitacional e
ausência de titularidade de terra e, portanto, de
infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500
mil desses domicílios não possuem sequer acesso à
rede de distribuição de água. Perante o vácuo
institucional, esses territórios também se tornam reféns
do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a
falta de) urbanismo e segurança pública.
Essas favelas estão na periferia de Teresina,
onde centenas de casas de taipa (construídas com
técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no
século passado, mas em 2020, durante a pandemia.
Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde
apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil
pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela
do Morro da Providência, considerada a primeira do
país, é solenemente ignorada há nada menos que 130
anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a
paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz
nasce da necessidade.
Nossa política habitacional tem focado, desde
a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em
1964, o financiamento de novos conjuntos
habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel
mostrando o recém-inaugurado empreendimento do
Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na
periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A
imagem que acompanhava era de casas idênticas e
repetidas, com acesso precário a empregos, serviços
ou redes de transporte.
O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas
em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do
PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a
ocupação de áreas mais distantes do centro das
cidades. Com o financiamento, esses moradores
também ficam "presos" ao seu endereço por uma
década, dificultando uma troca de emprego que poderia
levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de
unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o
Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua
população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade
de atuar sobre territórios já consolidados.
Ao tomar a decisão de não fazer nada,
perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas
abertas para os territórios do crime. É urgente uma
reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação
urbana.
Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https://
www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/
acesso em 02 de dezembro de 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container