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O Café do Próximo
(MEDEIROS, Martha. Doidas e Santas. Porto Alegre, RS: L&PM, 2008.)
Foi em Praga, na República Tcheca, que surgiu o hábito do “café pendente”. Tudo começou com o personagem de um livro. Ele entra num bar, toma um café e, quando vem a conta, ele paga dois, explicando pra garçonete: “Pago o meu e deixo um pendente”. Inaugurou-se assim o costume de se deixar pago dois, para o caso de surgir alguém sem trocado para um cafezinho.
A Livraria Argumento, do Rio, que tem em suas dependências o charmoso Café Severino, adotou esse esquema, rebatizando-o de “café do próximo”. Colocou um quadro-negro na entrada e ali vai anotando todos os cafés pendentes do dia, aqueles que já foram pagos. Às vezes tem dois, às vezes três, às vezes nenhum. Quem chega sem grana e vê ali no quadro que há um café pendente, pode pedi-lo sem constrangimento. Quando voltar outro dia, com dinheiro, poderá, se quiser, pagar dois e retribuir a gentileza para o próximo desprevenido. E assim mantém-se a corrente, e ninguém fica sem café.
Num país como o nosso, com tanta gente passando dificuldades e com governantes tão desinteressados no bem estar social, essa história me pareceu quase uma parábola. Num cantinho do Rio de Janeiro, uns pagam os cafés dos outros, colocando em prática o tal “fazer o bem sem olhar a quem”. Claro que é apenas um charme que a livraria oferece, sem pretensão de mudar o mundo, mas eu fico pensando que esse tipo de mentalidade poderia ser mais propagado entre nós. Imagine se a moda pega em açougues, mercados, cinemas. Você compra seis salsichões e paga sete, deixando um pendente. Você faz as compras no mercado e deixa dois quilos de arroz pendentes. Vai ao cinema e, em vez de comprar uma entrada, compra duas.
Em todos os estabelecimentos comerciais do país, haveria um quadro-negro avisando as pendências destinadas ao próximo. Não soluciona nada, mas é simpático. Tá bom, eu sei, posso até ver a confusão. Uns não iriam topar deixar pago nem um copo d'água para estes “vagabundos que não trabalham”. Alguns comerciantes rejeitariam a proposta sob o argumento de que seu estabelecimento vai ficar cheio de “mendigos". Realmente, talvez não seja uma boa ideia para ganhar as ruas, ao menos não num país onde a carência é tanta, a falta de segurança é tanta, a desordem é tanta e a malandragem, nem se fala.
Melhor deixar o “café do próximo” como um charme a mais dentro de uma livraria carioca. Mas de uma coisa não tenho dúvida: esse exemplo pequeníssimo de boa vontade terá que um dia ser ampliado por todos nós. Vai ter uma hora em que a gente vai ter que parar de blábláblá e fazer alguma coisa de fato. Ou a gente estende a mão pro tal do próximo, ou o próximo vai continuar exigindo o dele com uma faca apontada pra nossa garganta. Esperar alguma atitude vinda de Brasília? Aqueles não são os próximos, aqueles são os cada vez mais distantes. Deles não esperemos nada. Ou a sociedade se mexe e estabelece novas formas de convívio social, com ideias simples, mas operacionais, ou o café do próximo vai nos custar cada vez mais caro.
No trecho “A Livraria Argumento, do Rio, que tem em suas dependências o charmoso Café Severino, adotou esse esquema, rebatizando-o de café do próximo”, o sujeito do verbo adotar é:
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As duas ocorrências do vocabulário “bonde” têm orientações distintas em cada quadrinho. Ou seja, no primeiro remete à(a) , e no segundo a(ao) .
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Leia atentamente as manchetes abaixo atentando para o sentido dos vocábulos em destaque e, em seguida, responda ao que se pede.

Considere as seguintes afirmações:
I- Em “democracia liberal está sendo corroída (...)”, a palavra “corroída” está empregada no sentido denotativo.
II- “Em guerra contra radares (...)”, o sentido da palavra “guerra” é denotativo.
III- Em “Brasília vai morar no meu coração”, temos um sentido conotativo.
Só existe conotação no uso da linguagem na manchete citada na alternativa:
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Um prefeito deseja construir uma praça, em forma de um triângulo ABC, cuja maquete é apresentada na figura abaixo.

Sabendo que as medidas dos ângulos !$ \measuredangle (OAC) = 120º !$ e que !$ \measuredangle (CBD) = 130º !$, podemos AFIRMAR que !$ \measuredangle (ACB) !$ é igual a:
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Os textos abaixo foram retirados de blogs que divulgam notícias da comunidade local. Analise-os do ponto de vista da concordância verbo-nominal.
Texto 01
“Dois homens foram alvejados em bar de Cabaceiras, no Cariri, na Rua José Osmário, no Conjunto Novo Horizonte, na noite desta sexta-feira (15). De acordo com populares, dois homens em uma moto chegou atirando e atingiram dois homens quem estavam em um bar: um conhecido na cidade por Zé Novo, mecânico, e outro um motorista, conhecido por Pepé. [...].”
http://www.blogdobrunolira.com.br/2019/04/internado-ha-quase-30-dias-homem-baleado-em-bar-na-cidade-de-cabaceiras-nao-resiste-e-morre/> Data da consulta13/04/19.
Texto 02
Um incêndio de grandes proporções chamou a atenção dos moradores de Puxinanã e região. A fumaça preta e tóxica foi vista à quilômetros de distância.
(Disponível em> Data da consulta 29/04/19)
Sobre as notícias acima, analise as proposições e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso, em relação a concordância verbonominal:
( ) “Dois homens foram alvejados em bar de Cabaceiras, no Cariri, na Rua José Osmário, no Conjunto Novo Horizonte, na noite desta sexta-feira (15).” – nesse trecho, há um erro de concordância verbal.
( ) “... dois homens em uma moto chegou atirando...” – nesse trecho, há um erro de concordância verbal.
( ) “...A fumaça preta e tóxica foi vista à quilômetros de distância...” - nesse trecho, há um erro de concordância nominal.
( ) “...A fumaça preta e tóxica foi vista à quilômetros de distância...” - nesse trecho, há um erro de concordância verbal.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimentos dos parênteses.
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O Café do Próximo
(MEDEIROS, Martha. Doidas e Santas. Porto Alegre, RS: L&PM, 2008.)
Foi em Praga, na República Tcheca, que surgiu o hábito do “café pendente”. Tudo começou com o personagem de um livro. Ele entra num bar, toma um café e, quando vem a conta, ele paga dois, explicando pra garçonete: “Pago o meu e deixo um pendente”. Inaugurou-se assim o costume de se deixar pago dois, para o caso de surgir alguém sem trocado para um cafezinho.
A Livraria Argumento, do Rio, que tem em suas dependências o charmoso Café Severino, adotou esse esquema, rebatizando-o de “café do próximo”. Colocou um quadro-negro na entrada e ali vai anotando todos os cafés pendentes do dia, aqueles que já foram pagos. Às vezes tem dois, às vezes três, às vezes nenhum. Quem chega sem grana e vê ali no quadro que há um café pendente, pode pedi-lo sem constrangimento. Quando voltar outro dia, com dinheiro, poderá, se quiser, pagar dois e retribuir a gentileza para o próximo desprevenido. E assim mantém-se a corrente, e ninguém fica sem café.
Num país como o nosso, com tanta gente passando dificuldades e com governantes tão desinteressados no bem estar social, essa história me pareceu quase uma parábola. Num cantinho do Rio de Janeiro, uns pagam os cafés dos outros, colocando em prática o tal “fazer o bem sem olhar a quem”. Claro que é apenas um charme que a livraria oferece, sem pretensão de mudar o mundo, mas eu fico pensando que esse tipo de mentalidade poderia ser mais propagado entre nós. Imagine se a moda pega em açougues, mercados, cinemas. Você compra seis salsichões e paga sete, deixando um pendente. Você faz as compras no mercado e deixa dois quilos de arroz pendentes. Vai ao cinema e, em vez de comprar uma entrada, compra duas.
Em todos os estabelecimentos comerciais do país, haveria um quadro-negro avisando as pendências destinadas ao próximo. Não soluciona nada, mas é simpático. Tá bom, eu sei, posso até ver a confusão. Uns não iriam topar deixar pago nem um copo d'água para estes “vagabundos que não trabalham”. Alguns comerciantes rejeitariam a proposta sob o argumento de que seu estabelecimento vai ficar cheio de “mendigos". Realmente, talvez não seja uma boa ideia para ganhar as ruas, ao menos não num país onde a carência é tanta, a falta de segurança é tanta, a desordem é tanta e a malandragem, nem se fala.
Melhor deixar o “café do próximo” como um charme a mais dentro de uma livraria carioca. Mas de uma coisa não tenho dúvida: esse exemplo pequeníssimo de boa vontade terá que um dia ser ampliado por todos nós. Vai ter uma hora em que a gente vai ter que parar de blábláblá e fazer alguma coisa de fato. Ou a gente estende a mão pro tal do próximo, ou o próximo vai continuar exigindo o dele com uma faca apontada pra nossa garganta. Esperar alguma atitude vinda de Brasília? Aqueles não são os próximos, aqueles são os cada vez mais distantes. Deles não esperemos nada. Ou a sociedade se mexe e estabelece novas formas de convívio social, com ideias simples, mas operacionais, ou o café do próximo vai nos custar cada vez mais caro.
Feita a leitura das sentenças abaixo, analise as afirmações em torno da sua organização sintática.
Excerto 01
“Ou a gente estende a mão pro tal do próximo, ou o próximo vai continuar exigindo o dele com uma faca apontada pra nossa garganta.”
Excerto 02
“Ou a sociedade se mexe e estabelece novas formas de convívio social, com ideias simples, mas operacionais, ou o café do próximo vai nos custar cada vez mais caro.”
Excerto 03
Esperar alguma atitude vinda de Brasília?
I- O uso do verbo “estende” no singular está em harmonia com o sujeito “a gente”.
II- O verbo “vai”, nas duas ocorrências, apresenta o mesmo sujeito.
III- O sujeito do verbo “mexe” tanto quanto do verbo “esperar” é indeterminado conforme a tradição gramatical.
IV- Todos os sujeitos que aparecem nas sentenças acima são compostos.
É CORRETO o que se afirma paenas em:
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Um proprietário de um salão de festa deseja colocar porcelanato em um salão de forma retangular, sabendo que as dimensões do salão são: 10 metros de largura e 20 metros de comprimento. Se um metro quadrado de porcelanato custa R$ 40,00 e sabendo que o pedreiro cobra R$ 2,00 para colocar !$ 1m^2 !$ do porcelanato, quanto irá gastar o dono do salão para fazer o serviço?
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Deseja-se colocar grama sintética em um jardim representado pela figura abaixo,

sendo a figura composta pelas áreas determinadas por um triângulo equilátero de lado medindo quatro metros e três semicírculos. Se um metro quadrado de grama sintética custa R$ 30,00, quanto irá gastar aproximadamente uma pessoa para colocar grama nessa parte do jardim, representada pela figura, adotando os valores de !$ \sqrt 3 \cong 1,73 !$ e !$ \pi \cong 3,14 !$. (Aqui o símbolo !$ \cong !$ significa valor aproximado)
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Uma empresa de materiais didáticos constrói um dominó de modo que as peças possam ser de uma ou duas cores. O objetivo deste dominó é motivar os estudantes a praticarem expressões numéricas, de modo que, a empresa estabelece as seguintes regras:
(i) Quando a peça for de uma só cor, soma os valores das partes do dominó e depois multiplica o resultado por dois.
(ii) Quando as partes das peças são de cores diferente, subtrai o valor da parte maior do da parte menor e multiplica o resultado por três.
Se um estudante a partir das três peças abaixo, aplicar as regras (i) e (ii) a cada peça do dominó e montar uma expressão numérica, somando os resultados obtidos à partir de cada peça, encontrará qual resultado?

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Um gerente de uma construtora nota que seis pedreiros constroem um muro em 18 dias, trabalhando oito horas por dia. Sabendo que uma diária de um pedreiro é de R$ 150,00, quanto a construtora gastará se construir o mesmo muro com nove pedreiros, trabalhando oito horas por dia?
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