Foram encontradas 25 questões.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder à questão que se segue.
Partindo desta para uma muito melhor
O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor(a) – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país(d).
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol(c). Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social(b). Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Considere o trecho: “O músico Antônio Carlos Jobim (1925-1994) afirmou, em1992, durante uma entrevista, que ‘o brasileiro é negativo para o sucesso’ ”.
Todas as alternativas abaixo são apresentadas pelo autor como argumentos para sustentar a tese de Tom Jobim, EXCETO
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O abortamento é a interrupção da gravidez até a 20.ª-22.ª semana e com o produto da concepção pesando menos que 500g. Relacione a 1.ª coluna com a 2.ª.
I. Ameaça de abortamento
II. Abortamento completo
III. Abortamento inevitável/incompleto
IV. Abortamento retido
V. Abortamento infectado
VI. Abortamento habitual
VII. Abortamento eletivo previsto em lei
( ) Geralmente, ocorre em gestações com menos de oito semanas. A perda sanguínea e as dores diminuem ou cessam após a expulsão do material ovular. O colo uterino (orifício interno) pode estar aberto, e o tamanho uterino mostra-se menor que o esperado para a idade gestacional. No exame de ultrassom, encontra-se cavidade uterina vazia ou com imagens sugestivas de coágulos.
( ) Caracteriza-se pela perda espontânea e consecutiva de três ou mais gestações antes da 22.ª semana. É primário, quando a mulher jamais conseguiu levar a termo qualquer gestação, e, secundário, quando houve uma gravidez a termo. Essas mulheres devem ser encaminhadas para tratamento especializado, em que seja possível identificar as causas e realizar tratamentos específicos.
( ) O sangramento é maior que na ameaça de abortamento, que diminui com a saída de coágulos ou de restos ovulares; as dores costumam ser de maior intensidade que na ameaça, e o orifício cervical interno encontra-se aberto. O exame de ultrassom confirma a hipótese diagnóstica, embora não seja imprescindível.
( ) Nos casos em que exista indicação de interrupção da gestação, obedecida a legislação vigente, por solicitação da mulher ou de seu representante, deve ser oferecida à mulher a opção de escolha da técnica a ser empregada: abortamento farmacológico, procedimentos aspirativos (AMIU ou elétrica) ou dilatação e curetagem.
( ) O sangramento genital é de pequena a moderada intensidade, podendo existir dores, por exemplo, cólicas, geralmente pouco intensas. O colo uterino (orifício interno) encontra-se fechado, o volume uterino é compatível com o esperado para a idade gestacional e não existem sinais de infecção. O exame de ultrassom mostra-se normal, podendo ser encontrada pequena área de descolamento ovular.
( ) Em geral, o abortamento cursa com regressão dos sintomas e sinais da gestação, o colo uterino encontra-se fechado e não há perda sanguínea. O exame de ultrassom revela ausência de sinais de vitalidade ou a presença de saco gestacional sem embrião (ovo anembrionado). Pode ocorrer o abortamento sem os sinais de ameaça.
( ) Com muita frequência, está associado a manipulações da cavidade uterina pelo uso de técnicas inadequadas e inseguras. São casos graves e devem ser tratados, independentemente da vitalidade do feto. As manifestações clínicas mais frequentes são: elevação da temperatura, sangramento genital com odor fétido, acompanhado de dores abdominais ou eliminação de pus através do colo uterino.
Marque a alternativa que contenha a sequência CORRETA, de cima para baixo.
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A pesquisa de bronquite crônica, na cidade de Curvelo, no ano de 2009, revelou o seguinte: (dados não publicados).
| BRONQUITE CRÔNICA | SADIOS | TOTAL | |
| Fumante Atual | 175 | 475 | 650 |
| Não fumante e ex-fumante | 133 | 1.202 | 1.335 |
| Total | 308 | 1.677 | 1.985 |
A razão de prevalências entre fumantes e não fumantes é:
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder à questão que se segue.
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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Considere o trecho: “Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo.”
Todas as ideias abaixo, encontram-se inseridas no trecho, EXCETO
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder à questão que se segue.
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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Assinale a afirmativa que NÃO condiz com a posição assumida pelo autor do texto.
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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
“Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar.”
No contexto em que foi empregada, a frase negritada corresponde, denotativamente, a
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O músico Antônio Carlos Jobim (1927-1994) afirmou, em 1992, durante uma entrevista, que "o brasileiro é negativo com o sucesso". O autor de "Garota de Ipanema", monumental sucesso ao redor do mundo, questionou como podíamos ser um país capitalista "se odiamos o dinheiro". Exatamente um mês antes de o Jornal do Brasil publicar o desabafo de Tom, nascia, em Mogi das Cruzes, São Paulo, Neymar da Silva Santos Júnior. Duas décadas depois, ele se tornou a maior estrela do clube que traz no seu nome de batismo, desde que Pelé pendurou seu soco no ar. Seu sucesso veio acompanhado de acusações, especulações e muitas outras "ções" que compõem o mal para o qual Tom Jobim alertava. Neymar Jr. ou simplesmente Neymar, tornou-se vítima do vaticínio do maestro.
Ele não é autor de canções famosas internacionalmente. Mas seus dribles encantaram de tal forma os fãs do futebol que o badalado clube espanhol Barcelona não descansou até contratá-lo. O negócio, fechado na semana passada, atingiu um valor estimado em R$270 milhões, calculado por especialistas atentos a detalhes da transação. "É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio)", escreveu Neymar numa rede social. "Que Deus me abençoe nas minhas escolhas." Neymar despede-se do Brasil em clima de desconfiança e apreensão, seja por causa de seu errático desempenho recente ou de sua exposição pública. Ele já foi o novo Pelé, o futuro melhor jogador do mundo e a garantia de que a Seleção Brasileira erguerá a taça na Copa no ano que vem. Cercado por olhares desconfiados, ainda pode voltar a ser tudo isso. Hoje, porém, seu futebol deixou de ser unanimidade no país. Vaias de flamenguistas acompanharam sua despedida dos gramados brasileiros. Neymar foi pejorativamente reduzido por muitos ao posto de maior garoto-propaganda brasileiro.
Nem sempre foi assim. Como acontece no Brasil, Neymar foi amado e mimado por todos quando era apenas mais um garoto pardo, pobre e promissor – um autêntico representante do nosso "jeito moleque" de encarar a vida. Seu futebol ofensivo e maroto resgatou tempos passados, quando nossos craques jogavam por amor à bola. Naquela época, que tem em Garrincha seu símbolo máximo, a vitória era consequência natural da ousadia. Com seus penteados extravagantes, Neymar é o último desses moicanos. Seu futebol é belo, porém não uma inútil paisagem. Ele é um virtuose também em eficiência. No Campeonato Paulista de 2010, o primeiro que disputou como titular do Santos, Neymar teve atuações dignas dos maiores encontros musicais da Bossa Nova. O título estadual foi consequência natural da ousadia de Neymar. No mesmo ano, ele chegou a fazer cinco gols em apenas um jogo, contra o Guarani, pela Copa do Brasil. No ano seguinte, foi decisivo para que o Santos, finalmente, repetisse o feito da era Pelé, com a conquista da Libertadores da América pela terceira vez. Os resultados levaram o clube a montar uma sofisticada logística empresarial para mantê-lo no país.
Bastou o menino da Vila Belmiro aparecer dirigindo um carro de luxo, vestindo uma joia no pescoço e exibindo um vistoso relógio no pulso para que surgissem as primeiras "dúvidas" sobre seu futebol. Caçado sem piedade em campo pelos mais truculentos adversários, Neymar retribuía com suas tentativas de cavar faltas e pênaltis – tradicionais armas do futebol que hoje não resistem às imperdoáveis câmeras de alta definição. A fama de "cai-cai" veio para ficar. Apesar de seus 24 gols pela Seleção – no final de 2012 –, ele atingiu a mesma média de gols de Ronaldo, o Fenômeno, em suas 25 primeiras partidas – o rendimento de Neymar passou a ser questionado. Um insucesso brasileiro tornou-se um fracasso de Neymar.
Nos Estados Unidos, a adoração a astros do esporte cresce proporcionalmente a seu sucesso. Se ficarem ricos e poderosos, ainda melhor. Michael Jordan no basquete, Tiger Woods no golfe e Michael Phelps na natação atraíam milhões de fãs enquanto acumulavam milhões de dólares. No Brasil dos anos 1990, Ronaldo vendeu uma Ferrari por não suportar as críticas de que era uma afronta à desigualdade social. Separado por um oceano da panela de pressão brasileira, Neymar terá a chance de concentrar-se mais em sua missão dentro de campo – que dividirá com os colegas craques Messi, Iniesta e Xavi. Sua carreira em Barcelona deverá refinar seu futebol e elevar suas chances de ser coroado na Copa de 2014. O garoto propaganda, onipresente na TV brasileira, continuará alvo de críticas. O craque Neymar merece aplausos - e un sincero desejo de boa sorte.
(BOMBIG, Alberto. Partindo desta para melhor. Revista Época, 3 de junho de 2013, p. 16)
Considere o trecho: “Que Deus me abençoe nas minhas escolhas.”
Tendo em vista a norma culta, sobre o uso do pronome oblíquo átono no trecho, é CORRETO afirmar:
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A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma atividade privativa do enfermeiro que norteia as atividades de toda a equipe de Enfermagem. A SAE é a organização e execução do Processo de Enfermagem, com visão holística e é composta por etapas inter-relacionadas, segundo a Lei 7.498 de 25/6/86 (Lei do Exercício Profissional). Relacione a 1.ª coluna com a 2ª.
I. Histórico de Enfermagem
II. Diagnóstico de Enfermagem
III. Planejamento de Enfermagem
IV. Implementação de Enfermagem
V. Avaliação/Evolução de Enfermagem
( ) É a concretização do plano de atendimento ou assistencial pelo roteiro aprazado que coordena a ação da equipe de enfermagem na execução dos cuidados adequados ao atendimento das necessidades básicas específicas do ser humano.
( ) Nessa fase, o enfermeiro analisa os dados coletados e avalia o estado de saúde do cliente através da identificação e avaliação de problemas de saúde reais ou potenciais que são passíveis da resolução por meio das atividade de enfermagem.
( ) É o relato aprazado das mudanças sucessivas que ocorrem com o cliente enquanto está sob a assistência profissional. Determina se os resultados foram atingidos, se as intervenções (IE) foram efetivas e se são necessárias modificações.
( ) Constituído por entrevista e exame físico. A entrevista investiga a situação de saúde do cliente ou comunidade, identificando os problemas e necessidades passíveis de ser abordados nas intervenções de enfermagem. O exame físico consiste nos 4 métodos propedêuticos: inspeção, palpação, percussão e ausculta.
( ) São as intervenções de enfermagem. É a determinação global da assistência de enfermagem que o cliente deve receber diante do diagnóstico de enfermagem estabelecido; é o resultado da análise do diagnóstico, examinando as alterações, necessidades afetadas e o grau de dependência.
Marque a alternativa que contenha a sequência CORRETA, de cima para baixo.
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A Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial até uma doença fulminante e fatal. Com relação a essa doença, podemos afirmar, EXCETO
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MDS, 20 anos, chega à Unidade de Saúde com sua mãe. A mãe relata que a filha vem apresentando um comportamento estranho para a sua idade, pois não namora, apresenta dificuldades de se relacionar com outras pessoas, tem pensamentos negativos, exagerados, irracionais e comportamento excêntrico. Durante a Consulta de Enfermagem, MDS não apresentou atividade delirante. Diante desse quadro, podemos suspeitar de um transtorno de
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