A escola enquanto espaço legitimado de construção de saberes está permeada por processos avaliativos. Todo ato de avaliar necessita
de um sentido que o justifique e o oriente em suas ações. Nesse sentido, os professores, as políticas públicas e a comunidade escolar
devem problematizar os sentidos que a avaliação escolar tem assumido nas práticas educativas. É nela, na avaliação, que se reproduz,
em forma de questões, o conhecimento que se quer apreendido e, no caso específico da história escolar, a concepção de história a
ser difundida com vistas a criar leituras de mundo específicas que atendam a objetivos mais gerais. (MONTEIRO, 2002.)
Tendo em vista o papel imperioso que representa no processo do conhecimento, não só histórico, mas também de outras
ciências, espera-se que:
No dia 14 de abril, é comemorado o “Dia Mundial do Café” e o Brasil ainda ocupa a posição de maior produtor e exportador de café do
mundo. Com uma área destinada à cafeicultura (arábica e conilon) totalizando, aproximadamente, 2,26 milhões de hectares em 2023.
O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água. Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), o
mundo produziu, entre outubro de 2021 e setembro de 2022, 170,83 milhões de sacas de 60 quilos e consumiu 164,9 milhões de sacas.
O Brasil é o segundo maior consumidor de café no mundo, atrás somente dos Estados Unidos. (Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/. Acesso em: fevereiro de 2024.) Essa “cultura” do café tanto em termos de plantio quanto em termos de consumo e hábito está muito relacionada ao período
imperial brasileiro, uma vez que
Até recentemente era ainda possível acreditar que as formas de organização social humana tivessem aparecido “de repente”
com a súbita evolução de um cérebro mais complexo que permitisse o desenvolvimento de formas simbólicas de se pensar e
de se comunicar. É a imagem consagrada em filmes como “2001” ou “A Guerra do fogo” que retratam “o momento” em que o
homem deixou de ser um animal para se tornar um ser humano, com uma linguagem simbólica e uma cultura. Se o ser humano
realmente tivesse aparecido tão rapidamente, em uma mutação tão esplêndida que implicasse tantas outras mudanças, não
haveria muita coisa a explicar na evolução da organização social humana. Precisaríamos apenas descobrir aquele momento em
que o milagre aconteceu. Mas hoje é cada vez mais difícil sustentar esta ideia. (Werner, Dennis. 1990.) Tema bastante complexo, o “processo de humanização e dinâmica da formação das sociedades humanas na Pré-história”
gera curiosidade não só entre os estudiosos. No entanto, é possível afirmar que:
O fim da ditadura militar no Brasil (1964-1985) praticamente torna inevitável a criação do Ministério da Cultura. No movimento de
oposição à ditadura, os secretários estaduais de cultura e alguns setores artísticos e intelectuais reivindicam que o novo governo
democrático, instalado em 1985, reconheça a cultura e a contemple com um ministério singular. O longo período de transição e “reconstrução” da democracia (1985–1993), que compreende os governos José Sarney (1985–1989), Collor de Melo (1990–1992) e Itamar Franco
(1992–1994), configura a circunstância societária e política, na qual acontece a implantação do ministério. (RUBIM, 2007.) A questão da cultura, especificamente no período da ditadura militar no Brasil, ficou
As estruturas hierárquicas nas sociedades ao sul do rio Zambeze fundaram-se, inicialmente, no controle do gado. A pecuária foi
praticada nas terras altas do Sudeste Africano muitos séculos antes de Cristo, mas não foram estabelecidos laços de continuidade
entre as primeiras comunidades de pastores e os povos bantos encontrados pelos árabes e os europeus, que teriam importado o
gado do litoral índico. Seja como for, “o que é certo tanto pela arquitetura dos assentamentos quanto pelo conteúdo dos depósitos
arqueológicos é a associação entre a propriedade do gado e o status social elevado no seio dessas comunidades”. (OLIVER, 1994: 129.)
Além da criação de gado, uma característica marcante do Zimbabwe é que ficou conhecido
Dentre as grandes revoltas no Brasil Império no período da Regência, Caio Prado Jr. defendeu a tese de que a Cabanagem pode
ser considerada como um dos mais, senão o mais notável movimento popular do Brasil. É o único em que as camadas mais
inferiores da população conseguem ocupar o poder de toda uma província com certa estabilidade; a primeira insurreição
popular que passou da simples agitação para uma tomada efetiva de poder.
(PRADO Jr., 2004.) Além da característica anteriormente apontada, a Cabanagem se apresenta como:
A África foi palco de expansão das religiões monoteístas. Inicialmente, o Judaísmo se expandiu utilizando as rotas cartaginesas.
Em seguida o Cristianismo se alastrou utilizando mais o meio rural e foi mais frequente na região da Núbia. Por fim, a terceira
religião, o Islamismo, penetrou nas terras africanas. A expansão do Islamismo é um momento que podemos identificar trocas
culturais entre três continentes, a Ásia, a África e a Europa. (OLIVER, 2004.)
O Islã começou a sua expansão na África provavelmente no Egito, logo após a morte de Maomé. Podemos considerar como
um fator importante e favorável a essa expansão pelo continente africano:
A grande pirâmide de Gizé, no Cairo, é considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo. Mas quem segue o curso do rio
Nilo e viaja rumo ao sul, no território onde hoje é o Sudão, se depara com milhares de construções similares, que pertenceram
ao reino de Kush (ou Cuche). O reino existiu por centenas de anos e, no século 8º antes de Cristo, conquistou o Egito, também
na África, governando-o por décadas. Mais de 300 pirâmides continuam intactas, praticamente inalteradas desde que foram
construídas há cerca de 3 mil anos. São consideradas patrimônio da humanidade pela Unesco, o braço da ONU para educação,
ciência e cultura. No local, além das pirâmides, há tumbas, templos e câmaras funerárias completas, com pinturas e desenhos
que a Unesco descreve como “obras-primas de um gênio criativo que mostram os valores artísticos, sociais, políticos e religiosos
de uma comunidade de mais de 2 mil anos”. (Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional. Acesso em: fevereiro de 2024.)
O período de dominação do Reino de Kush sobre o Egito recebeu um nome bem característico a saber:
Como garante a Constituição Federal de 1988, a educação deve ser “[...] promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho”. Tal perspectiva é reafirmada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no que diz respeito ao ensino de história,
em que se destaca que um dos mais importantes objetivos dessa disciplina escolar é [...] estimular a autonomia de pensamento
e a capacidade de reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar
ou transformar seus hábitos e condutas. (BNCC, 2017, p. 400).
Tendo em vista esse e outros objetivos da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), podemos afirmar que o ensino da história
deve propiciar:
Considerando o ponto de vista de que o ensino e a aprendizagem de história, em sua versão escolar moderna, resultam de um
aspecto político e de um aspecto cognitivo-científico, temos que a história do ensino de história é o movimento mais ou menos
ordenado de versões de um passado comum e de concepções de história que se associam e se sucedem. Qual identidade e qual
passado comum, mais qual concepção de ciência, definem qual é o pensamento histórico de que se trata em cada momento, e
essa é a chave para elaborar e compreender a historicidade do ensino de história? Questões para se pensar [...].
(HELLER, Agnes. Uma Teoria da História. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993.) No entanto, quando pensamos nas concepções tradicionais acerca do ensino da história, podemos destacar como premissas
corretas: