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- PODC: Processo OrganizacionalProcesso Administrativo: PlanejamentoPlanejamento Estratégico, Tático e OperacionalPlanejamento Operacional
Existem três níveis distintos de planejamento: o estratégico, o tático e o operacional. É correto afirmar que:
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Estamos preparados para as revoluções da biologia?
Hugo Aguilaniu
“Ciência sem consciência é simplesmente a ruína da alma”, diz o famoso aforismo de François Rabelais. De tempos em tempos, a humanidade parece pôr à prova esta regra de ouro da ética. As diversas aplicações práticas das descobertas científicas têm melhorado nossas condições de vida, mas a história mostra que seu uso inapropriado por vezes pode nos conduzir ao mal.
Somos especialmente atingidos quando esse limite diz respeito a descobertas na biologia, a ciência dos organismos vivos. No campo da genética, por exemplo, graças às novas ferramentas tecnológicas e à pesquisa intensiva das últimas décadas, hoje é possível cortar, ampliar e modificar qualquer forma de DNA, a molécula que contém todas as informações necessárias para sustentar a vida.
Se o uso das técnicas da genética moderna amplia nossa compreensão do desenvolvimento humano — e, consequentemente, abre novos caminhos para o tratamento de doenças —, ele pode, por outro lado, nos aproximar de um nível de intervenção capaz de alterar significativamente o perfil genético das espécies (inclusive a nossa, a Homo sapiens), sem que tenhamos noção exata de seus desdobramentos.
Em 2016, pesquisadores americanos conseguiram produzir em laboratório uma célula bacteriana viva a partir de um genoma inteiramente artificial. Ainda que o feito não acarrete riscos evidentes, é no mínimo inquietante a criação de novas formas de vida que não passaram pela seleção natural.
Uma equipe de pesquisa da Academia de Ciência Chinesa introduziu em macacos o gene humano mcph1 (que desempenha importante papel no desenvolvimento do cérebro). Como resultado, observou-se uma melhora na memória de curto prazo desses indivíduos em comparação ao comportamento padrão da espécie.
Recentemente, o governo japonês autorizou o desenvolvimento a longo prazo de estudos com seres híbridos, formados por células humanas e de animais. Experimentos desse tipo podem viabilizar, no futuro, o cultivo de órgãos humanos “reserva” em animais domesticados.
Hoje já acumulamos vasto conhecimento sobre o sequenciamento do DNA e temos ampliado nossa capacidade de manipular sequências cada vez mais complexas — em ambientes controlados e artificiais.
Mas não temos domínio sobre a evolução. Por isso, um dos principais perigos de experimentos como esses é a imprevisibilidade dos efeitos a longo prazo, em contato e sob a influência das inúmeras variáveis envolvidas no processo evolutivo.
Um limite ético natural seria preservar nossa espécie evitando sua manipulação. Em novembro de 2018, no entanto, o pesquisador chinês He Jiankui ultrapassou esta fronteira e modificou embriões humanos, obtendo como resultado o nascimento de gêmeos cujo DNA foi alterado para reduzir o risco de desenvolver Aids. Isso significa que já podemos modificar um ser humano antes que ele nasça — e de maneira transmissível: a mutação introduzida no genoma dos gêmeos será, a princípio, transmitida para os seus descendentes. As questões éticas são infindáveis. Vamos supor que células cerebrais humanas se desenvolvam num camundongo. A partir de quantos genes ou de que nível de organização celular vamos considerar a manifestação de um pensamento humano no cérebro de um roedor?
Toda descoberta gera um conhecimento que deve ser acompanhado de profunda reflexão ética.
Igualmente importante é sua democratização: a competição entre pesquisadores e países é natural e até saudável, estimula o avanço científico e tecnológico; exige, porém, imenso esforço diplomático e regulatório para que todo o potencial transformador desse bem não se torne um problema insolúvel.
Por ser o território mais rico do mundo em termos de vida e diversidade, o Brasil tem o dever de investir nas ciências da vida à altura de sua riqueza. Assim, poderá manter e talvez até produzir diversidades biológicas usando essas técnicas modernas. Se apostar suficientemente na produção científica neste campo estratégico, o país vai deter uma legitimidade natural para participar dessas reflexões de forma decisiva.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br>.
Acesso em: 13 out. 2019.
Considerando-se as relações sintático-semânticas da língua portuguesa, a colocação de vírgula antes da palavra “que” acarreta alteração de sentido em:
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Estamos preparados para as revoluções da biologia?
Hugo Aguilaniu
“Ciência sem consciência é simplesmente a ruína da alma”, diz o famoso aforismo de François Rabelais. De tempos em tempos, a humanidade parece pôr à prova esta regra de ouro da ética. As diversas aplicações práticas das descobertas científicas têm melhorado nossas condições de vida, mas a história mostra que seu uso inapropriado por vezes pode nos conduzir ao mal.
Somos especialmente atingidos quando esse limite diz respeito a descobertas na biologia, a ciência dos organismos vivos. No campo da genética, por exemplo, graças às novas ferramentas tecnológicas e à pesquisa intensiva das últimas décadas, hoje é possível cortar, ampliar e modificar qualquer forma de DNA, a molécula que contém todas as informações necessárias para sustentar a vida.
Se o uso das técnicas da genética moderna amplia nossa compreensão do desenvolvimento humano — e, consequentemente, abre novos caminhos para o tratamento de doenças —, ele pode, por outro lado, nos aproximar de um nível de intervenção capaz de alterar significativamente o perfil genético das espécies (inclusive a nossa, a Homo sapiens), sem que tenhamos noção exata de seus desdobramentos.
Em 2016, pesquisadores americanos conseguiram produzir em laboratório uma célula bacteriana viva a partir de um genoma inteiramente artificial. Ainda que o feito não acarrete riscos evidentes, é no mínimo inquietante a criação de novas formas de vida que não passaram pela seleção natural.
Uma equipe de pesquisa da Academia de Ciência Chinesa introduziu em macacos o gene humano mcph1 (que desempenha importante papel no desenvolvimento do cérebro). Como resultado, observou-se uma melhora na memória de curto prazo desses indivíduos em comparação ao comportamento padrão da espécie.
Recentemente, o governo japonês autorizou o desenvolvimento a longo prazo de estudos com seres híbridos, formados por células humanas e de animais. Experimentos desse tipo podem viabilizar, no futuro, o cultivo de órgãos humanos “reserva” em animais domesticados.
Hoje já acumulamos vasto conhecimento sobre o sequenciamento do DNA e temos ampliado nossa capacidade de manipular sequências cada vez mais complexas — em ambientes controlados e artificiais.
Mas não temos domínio sobre a evolução. Por isso, um dos principais perigos de experimentos como esses é a imprevisibilidade dos efeitos a longo prazo, em contato e sob a influência das inúmeras variáveis envolvidas no processo evolutivo.
Um limite ético natural seria preservar nossa espécie evitando sua manipulação. Em novembro de 2018, no entanto, o pesquisador chinês He Jiankui ultrapassou esta fronteira e modificou embriões humanos, obtendo como resultado o nascimento de gêmeos cujo DNA foi alterado para reduzir o risco de desenvolver Aids. Isso significa que já podemos modificar um ser humano antes que ele nasça — e de maneira transmissível: a mutação introduzida no genoma dos gêmeos será, a princípio, transmitida para os seus descendentes. As questões éticas são infindáveis. Vamos supor que células cerebrais humanas se desenvolvam num camundongo. A partir de quantos genes ou de que nível de organização celular vamos considerar a manifestação de um pensamento humano no cérebro de um roedor?
Toda descoberta gera um conhecimento que deve ser acompanhado de profunda reflexão ética.
Igualmente importante é sua democratização: a competição entre pesquisadores e países é natural e até saudável, estimula o avanço científico e tecnológico; exige, porém, imenso esforço diplomático e regulatório para que todo o potencial transformador desse bem não se torne um problema insolúvel.
Por ser o território mais rico do mundo em termos de vida e diversidade, o Brasil tem o dever de investir nas ciências da vida à altura de sua riqueza. Assim, poderá manter e talvez até produzir diversidades biológicas usando essas técnicas modernas. Se apostar suficientemente na produção científica neste campo estratégico, o país vai deter uma legitimidade natural para participar dessas reflexões de forma decisiva.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br>.
Acesso em: 13 out. 2019.
A sequência textual dominante no texto também é dominante em gêneros como
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Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN
- Agentes PúblicosCargos, Empregos e Funções PúblicasAcumulação de Cargos, Empregos e Funções Públicas
A Constituição Federal, em seu art. 37, veda a acumulação remunerada de cargos públicos. O mesmo artigo estabelece que a exceção pode ocorrer quando existe compatibilidade de horários
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De acordo com o Código Tributário Nacional, extingue o crédito tributário:
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A sequência numérica a seguir obedece a uma lógica de variação entre seus elementos, considerando a ordem crescente da esquerda para a direita.
| 9 | 18 | 35 | 68 | 133 | P |
Atentando para a lógica de variação utilizada, o número que substitui corretamente a letra P é
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Na maioria dos bancos de dados com linguagem SQL (Structured Query Language) é possível utilizar filtros parciais de strings em consultas. Supondo um banco de dados que na tabela Clientes há as colunas ID para um código numérico de identificação e Nome para o nome completo do usuário, o comando que retorna todos os clientes que possuem nomes iniciados com Jose é o
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O processo seletivo de pessoas utiliza, geralmente, a combinação de várias técnicas e procedimentos que variam de acordo com o perfil e a complexidade do cargo a ser preenchido. A entrevista de seleção é a técnica mais utilizada e consiste de:
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- PODC: Processo OrganizacionalProcesso Administrativo: PlanejamentoIntrodução ao Processo de Planejamento
O processo administrativo é cíclico, dinâmico e interativo. Quando considerados isoladamente, o planejamento, a direção, a organização e o controle constituem funções administrativas. Sobre planejamento, pode-se afirmar que:
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O crédito tributário é constituído por meio do lançamento. A modalidade de lançamento em que o sujeito passivo tem a responsabilidade de identificar o fato gerador e calcular o tributo é o lançamento
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