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2302912 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
“Natal na Barca”, de Lygia Fagundes Telles
Depois de pensar em livros para ler nos dias de sol, “inundados de sol”, do verão, comecei a pensar em livros de Natal. Não em livros para dar de presente no Natal — quase todos servem para isso —, mas em livros em que o Natal apareça, ainda que só nos fundos, ou que se passem em dezembro. Há os clássicos natalinos, como Um conto de Natal, de Charles Dickens, e "O presente dos magos", aquele conto tristíssimo de O. Henry em que um casal paupérrimo se sacrifica para comprar um presente de Natal um para o outro. Lembrei-me também de O apanhador no campo de centeio, que se passa todo poucos dias antes do Natal; e de Madame Bovary, porque Emma e Charles casam perto do Natal, quando a província francesa fica branca de neve. Pois é, todos esses são livros sobre o Natal nevado... E o chuvoso e abafado Natal dos trópicos, cadê? Vieram-me à memória dois contos de Lygia Fagundes Telles que li na escola: “Natal na barca” e “Dezembro no bairro”. Não me lembrava dos enredos, mas presumi que "Dezembro no bairro" era um conto natalino porque tudo em dezembro tem a ver com Natal.
Lembrei-me dos contos porque, outro dia, passei um tempo considerável namorando a caprichosa antologia de Lygia que a Companhia das Letras acaba de publicar: Os contos. O livro ainda traz algumas fotos de Lygia, sem dúvida uma das escritoras mais bonitas que a literatura já conheceu: Lygia sorrindo, Lygia lendo, Lygia de perfil, Lygia com Hilda Hilst, Lygia encarando a câmera. Numa das fotos, Lygia aparece caminhando num lugar bucólico ao lado de seu marido, o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Lygia encara a câmera; Paulo Emílio olha para ela e parece sorrir. Na internet há mais fotos dos dois juntos. Lygia e Paulo Emílio no túmulo de Marx. Ela sorri para a câmera; ele sorri para ela. Em outra foto, Lygia descansa a cabeça no ombro de Paulo Emílio e olha para a câmera. Paulo Emílio olha para ela. E sorri, meio bobo. Enfim, vamos aos contos.... Afinal este pretende ser um texto sobre contos de Natal e não sobre a beleza hipnótica de Lygia Fagundes Telles.
“Natal na barca” é narrado por uma mulher. Decerto uma mulher elegante, como Lygia. A narradora fuma (o conto é de 1958) e carrega uma pasta (de advogada?). No posfácio de Os contos, a crítica literária Walnice Nogueira Galvão afirma que “ler Lygia Fagundes Telles sem visualizar uma mulher é difícil” e arrisca até uma descrição dessa narradora de “Natal na barca”: "Uma persona discreta, reticente e reservada, semelhante àquela que escreve. Com o corte pajem, adequado a seu cabelo liso, sem enfeites nem artifícios, blazers de linha clássica, camisas claras, saias de cor cinza. Essa é a narradora que visualizamos ao ler sua ficção". No conto, a narradora elegante faz uma viagem de barca, na noite de Natal, na companhia de um bêbado e de uma professora pobre com um filho doente nos braços (uma imagem da Virgem Maria com seu bebê divino?).
A narradora não quer falar com ninguém, não quer envolver-se nos "tais laços humanos", mas acaba conversando com a jovem mãe, que precisa levar seu filho ao médico. A mãe conta que, um ano antes, perdera seu filho mais velho, de 4 anos, e fora abandonada pelo marido, mas matinha a fé: "Deus nunca me abandonou". A fé da mãe pobre desconcerta a narradora requintada, que talvez depositasse sua confiança na solidez de pastas elegantes e cigarros. Ao se aproximar para ver o bebê, ela o percebe imóvel e é tomada pela certeza desesperadora de que estava morto e a mãe percebera. Será que sua fé simples a salvaria agora? O conto termina meio ambíguo. Outra vez, o leitor (e a narradora) não sabe direito o que aconteceu. Um milagre de Natal, talvez?
Além do Natal, esse conto apresenta o suspense, a ambiguidade. O leitor termina sem saber direito o que aconteceu. Acontece mesmo um milagre em "Natal na barca" ou a narradora elegante só se confundiu? O leitor chega ao fim do conto sem saber direito como chegou lá. Parece que faltou alguma informação, que ele perdeu alguma coisa, que não reparou no que acontecia nos fundos do conto, nas entrelinhas. A narrativa elegante e furtiva de Lygia hipnotiza o leitor, prende-lhe a atenção com os detalhes, afasta as perguntas curiosas e o conduz até uma conclusão inconclusiva, que perturba e faz pensar. "Quando foi que a narrativa tomou o rumo que tomou? Será que eu me distraí?", pensa o leitor. Talvez aí ele entenda por que Paulo Emílio não conseguia tirar seus olhos sorridentes de Lygia.
(Ruan de Sousa Gabriel. 12/12/2018. Disponível em https://epoca.globo.com. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja palavra apresenta antônimo do vocábulo “reticente.
 

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2302911 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
“Natal na Barca”, de Lygia Fagundes Telles
Depois de pensar em livros para ler nos dias de sol, “inundados de sol”, do verão, comecei a pensar em livros de Natal. Não em livros para dar de presente no Natal — quase todos servem para isso(a) —, mas em livros em que o Natal apareça, ainda que só nos fundos, ou que se passem em dezembro. Há os clássicos natalinos, como Um conto de Natal, de Charles Dickens, e "O presente dos magos", aquele conto tristíssimo de O. Henry em que um casal paupérrimo se sacrifica para comprar um presente de Natal um para o outro. Lembrei-me também de O apanhador no campo de centeio, que se passa todo poucos dias antes do Natal; e de Madame Bovary, porque Emma e Charles casam perto do Natal, quando a província francesa fica branca de neve. Pois é, todos esses são livros sobre o Natal nevado... E o chuvoso e abafado Natal dos trópicos, cadê? Vieram-me à memória dois contos de Lygia Fagundes Telles que li na escola: “Natal na barca” e “Dezembro no bairro”. Não me lembrava dos enredos, mas presumi que "Dezembro no bairro" era um conto natalino porque tudo em dezembro tem a ver com Natal.
Lembrei-me dos contos porque, outro dia, passei um tempo considerável namorando a caprichosa antologia de Lygia que a Companhia das Letras acaba de publicar: Os contos. O livro ainda traz algumas fotos de Lygia(b), sem dúvida uma das escritoras mais bonitas que a literatura já conheceu: Lygia sorrindo, Lygia lendo, Lygia de perfil, Lygia com Hilda Hilst, Lygia encarando a câmera. Numa das fotos, Lygia aparece caminhando num lugar bucólico ao lado de seu marido, o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Lygia encara a câmera; Paulo Emílio olha para ela e parece sorrir. Na internet há mais fotos dos dois juntos. Lygia e Paulo Emílio no túmulo de Marx. Ela sorri para a câmera; ele sorri para ela. Em outra foto, Lygia descansa a cabeça no ombro de Paulo Emílio e olha para a câmera. Paulo Emílio olha para ela. E sorri, meio bobo. Enfim, vamos aos contos.... Afinal este pretende ser um texto sobre contos de Natal e não sobre a beleza hipnótica de Lygia Fagundes Telles.
“Natal na barca” é narrado por uma mulher. Decerto uma mulher elegante, como Lygia.(c) A narradora fuma (o conto é de 1958) e carrega uma pasta (de advogada?). No posfácio de Os contos, a crítica literária Walnice Nogueira Galvão afirma que “ler Lygia Fagundes Telles sem visualizar uma mulher é difícil” e arrisca até uma descrição dessa narradora de “Natal na barca”: "Uma persona discreta, reticente e reservada, semelhante àquela que escreve. Com o corte pajem, adequado a seu cabelo liso, sem enfeites nem artifícios, blazers de linha clássica, camisas claras, saias de cor cinza. Essa é a narradora que visualizamos ao ler sua ficção". No conto, a narradora elegante faz uma viagem de barca, na noite de Natal, na companhia de um bêbado e de uma professora pobre com um filho doente nos braços (uma imagem da Virgem Maria com seu bebê divino?).
A narradora não quer falar com ninguém, não quer envolver-se nos "tais laços humanos", mas acaba conversando com a jovem mãe, que precisa levar seu filho ao médico. A mãe conta que, um ano antes, perdera seu filho mais velho, de 4 anos, e fora abandonada pelo marido, mas matinha a fé: "Deus nunca me abandonou"(d). A fé da mãe pobre desconcerta a narradora requintada, que talvez depositasse sua confiança na solidez de pastas elegantes e cigarros. Ao se aproximar para ver o bebê, ela o percebe imóvel e é tomada pela certeza desesperadora de que estava morto e a mãe percebera. Será que sua fé simples a salvaria agora? O conto termina meio ambíguo. Outra vez, o leitor (e a narradora) não sabe direito o que aconteceu. Um milagre de Natal, talvez?
Além do Natal, esse conto apresenta o suspense, a ambiguidade. O leitor termina sem saber direito o que aconteceu(e). Acontece mesmo um milagre em "Natal na barca" ou a narradora elegante só se confundiu? O leitor chega ao fim do conto sem saber direito como chegou lá. Parece que faltou alguma informação, que ele perdeu alguma coisa, que não reparou no que acontecia nos fundos do conto, nas entrelinhas. A narrativa elegante e furtiva de Lygia hipnotiza o leitor, prende-lhe a atenção com os detalhes, afasta as perguntas curiosas e o conduz até uma conclusão inconclusiva, que perturba e faz pensar. "Quando foi que a narrativa tomou o rumo que tomou? Será que eu me distraí?", pensa o leitor. Talvez aí ele entenda por que Paulo Emílio não conseguia tirar seus olhos sorridentes de Lygia.
(Ruan de Sousa Gabriel. 12/12/2018. Disponível em https://epoca.globo.com. Adaptado)
Assinale a alternativa na qual o termo sublinhado possa ser classificado como pronome demonstrativo.
 

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2302910 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
“Natal na Barca”, de Lygia Fagundes Telles
Depois de pensar em livros para ler nos dias de sol, “inundados de sol”, do verão, comecei a pensar em livros de Natal. Não em livros para dar de presente no Natal — quase todos servem para isso —, mas em livros em que o Natal apareça, ainda que só nos fundos, ou que se passem em dezembro. Há os clássicos natalinos, como Um conto de Natal, de Charles Dickens, e "O presente dos magos", aquele conto tristíssimo de O. Henry em que um casal paupérrimo se sacrifica para comprar um presente de Natal um para o outro. Lembrei-me também de O apanhador no campo de centeio, que se passa todo poucos dias antes do Natal; e de Madame Bovary, porque Emma e Charles casam perto do Natal, quando a província francesa fica branca de neve. Pois é, todos esses são livros sobre o Natal nevado... E o chuvoso e abafado Natal dos trópicos, cadê? Vieram-me à memória dois contos de Lygia Fagundes Telles que li na escola: “Natal na barca” e “Dezembro no bairro”. Não me lembrava dos enredos, mas presumi que "Dezembro no bairro" era um conto natalino porque tudo em dezembro tem a ver com Natal.
Lembrei-me dos contos porque, outro dia, passei um tempo considerável namorando a caprichosa antologia de Lygia que a Companhia das Letras acaba de publicar: Os contos. O livro ainda traz algumas fotos de Lygia, sem dúvida uma das escritoras mais bonitas que a literatura já conheceu: Lygia sorrindo, Lygia lendo, Lygia de perfil, Lygia com Hilda Hilst, Lygia encarando a câmera. Numa das fotos, Lygia aparece caminhando num lugar bucólico ao lado de seu marido, o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Lygia encara a câmera; Paulo Emílio olha para ela e parece sorrir. Na internet há mais fotos dos dois juntos. Lygia e Paulo Emílio no túmulo de Marx. Ela sorri para a câmera; ele sorri para ela. Em outra foto, Lygia descansa a cabeça no ombro de Paulo Emílio e olha para a câmera. Paulo Emílio olha para ela. E sorri, meio bobo. Enfim, vamos aos contos.... Afinal este pretende ser um texto sobre contos de Natal e não sobre a beleza hipnótica de Lygia Fagundes Telles.
“Natal na barca” é narrado por uma mulher. Decerto uma mulher elegante, como Lygia. A narradora fuma (o conto é de 1958) e carrega uma pasta (de advogada?). No posfácio de Os contos, a crítica literária Walnice Nogueira Galvão afirma que “ler Lygia Fagundes Telles sem visualizar uma mulher é difícil” e arrisca até uma descrição dessa narradora de “Natal na barca”: "Uma persona discreta, reticente e reservada, semelhante àquela que escreve. Com o corte pajem, adequado a seu cabelo liso, sem enfeites nem artifícios, blazers de linha clássica, camisas claras, saias de cor cinza. Essa é a narradora que visualizamos ao ler sua ficção". No conto, a narradora elegante faz uma viagem de barca, na noite de Natal, na companhia de um bêbado e de uma professora pobre com um filho doente nos braços (uma imagem da Virgem Maria com seu bebê divino?).
A narradora não quer falar com ninguém, não quer envolver-se nos "tais laços humanos", mas acaba conversando com a jovem mãe, que precisa levar seu filho ao médico. A mãe conta que, um ano antes, perdera seu filho mais velho, de 4 anos, e fora abandonada pelo marido, mas matinha a fé: "Deus nunca me abandonou". A fé da mãe pobre desconcerta a narradora requintada, que talvez depositasse sua confiança na solidez de pastas elegantes e cigarros. Ao se aproximar para ver o bebê, ela o percebe imóvel e é tomada pela certeza desesperadora de que estava morto e a mãe percebera. Será que sua fé simples a salvaria agora? O conto termina meio ambíguo. Outra vez, o leitor (e a narradora) não sabe direito o que aconteceu. Um milagre de Natal, talvez?
Além do Natal, esse conto apresenta o suspense, a ambiguidade. O leitor termina sem saber direito o que aconteceu. Acontece mesmo um milagre em "Natal na barca" ou a narradora elegante só se confundiu? O leitor chega ao fim do conto sem saber direito como chegou lá. Parece que faltou alguma informação, que ele perdeu alguma coisa, que não reparou no que acontecia nos fundos do conto, nas entrelinhas. A narrativa elegante e furtiva de Lygia hipnotiza o leitor, prende-lhe a atenção com os detalhes, afasta as perguntas curiosas e o conduz até uma conclusão inconclusiva, que perturba e faz pensar. "Quando foi que a narrativa tomou o rumo que tomou? Será que eu me distraí?", pensa o leitor. Talvez aí ele entenda por que Paulo Emílio não conseguia tirar seus olhos sorridentes de Lygia.
(Ruan de Sousa Gabriel. 12/12/2018. Disponível em https://epoca.globo.com. Adaptado)
Temos o emprego da expressão “por que”. Assinale a alternativa que apresenta a mesma situação de ocorrência e a mesma estrutura sintática do trecho indicado.
 

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2302909 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
“Natal na Barca”, de Lygia Fagundes Telles
Depois de pensar em livros para ler nos dias de sol, “inundados de sol”, do verão, comecei a pensar em livros de Natal. Não em livros para dar de presente no Natal — quase todos servem para isso —, mas em livros em que o Natal apareça, ainda que só nos fundos, ou que se passem em dezembro. Há os clássicos natalinos, como Um conto de Natal, de Charles Dickens, e "O presente dos magos", aquele conto tristíssimo de O. Henry em que um casal paupérrimo se sacrifica para comprar um presente de Natal um para o outro. Lembrei-me também de O apanhador no campo de centeio, que se passa todo poucos dias antes do Natal; e de Madame Bovary, porque Emma e Charles casam perto do Natal, quando a província francesa fica branca de neve. Pois é, todos esses são livros sobre o Natal nevado... E o chuvoso e abafado Natal dos trópicos, cadê? Vieram-me memória dois contos de Lygia Fagundes Telles que li na escola: “Natal na barca” e “Dezembro no bairro”. Não me lembrava dos enredos, mas presumi que "Dezembro no bairro" era um conto natalino porque tudo em dezembro tem a ver com Natal.
Lembrei-me dos contos porque, outro dia, passei um tempo considerável namorando a caprichosa antologia de Lygia que a Companhia das Letras acaba de publicar: Os contos. O livro ainda traz algumas fotos de Lygia, sem dúvida uma das escritoras mais bonitas que a literatura já conheceu: Lygia sorrindo, Lygia lendo, Lygia de perfil, Lygia com Hilda Hilst, Lygia encarando a câmera. Numa das fotos, Lygia aparece caminhando num lugar bucólico ao lado de seu marido, o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Lygia encara câmera; Paulo Emílio olha para ela e parece sorrir. Na internet há mais fotos dos dois juntos. Lygia e Paulo Emílio no túmulo de Marx. Ela sorri para a câmera; ele sorri para ela. Em outra foto, Lygia descansa a cabeça no ombro de Paulo Emílio e olha para a câmera. Paulo Emílio olha para ela. E sorri, meio bobo. Enfim, vamos aos contos.... Afinal este pretende ser um texto sobre contos de Natal e não sobre a beleza hipnótica de Lygia Fagundes Telles.
“Natal na barca” é narrado por uma mulher. Decerto uma mulher elegante, como Lygia. A narradora fuma (o conto é de 1958) e carrega uma pasta (de advogada?). No posfácio de Os contos, a crítica literária Walnice Nogueira Galvão afirma que “ler Lygia Fagundes Telles sem visualizar uma mulher é difícil” e arrisca até uma descrição dessa narradora de “Natal na barca”: "Uma persona discreta, reticente e reservada, semelhante quela que escreve. Com o corte pajem, adequado a seu cabelo liso, sem enfeites nem artifícios, blazers de linha clássica, camisas claras, saias de cor cinza. Essa é a narradora que visualizamos ao ler sua ficção". No conto, a narradora elegante faz uma viagem de barca, na noite de Natal, na companhia de um bêbado e de uma professora pobre com um filho doente nos braços (uma imagem da Virgem Maria com seu bebê divino?).
A narradora não quer falar com ninguém, não quer envolver-se nos "tais laços humanos", mas acaba conversando com a jovem mãe, que precisa levar seu filho ao médico. A mãe conta que, um ano antes, perdera seu filho mais velho, de 4 anos, e fora abandonada pelo marido, mas matinha a fé: "Deus nunca me abandonou". A fé da mãe pobre desconcerta a narradora requintada, que talvez depositasse sua confiança na solidez de pastas elegantes e cigarros. Ao se aproximar para ver o bebê, ela o percebe imóvel e é tomada pela certeza desesperadora de que estava morto e a mãe percebera. Será que sua fé simples a salvaria agora? O conto termina meio ambíguo. Outra vez, o leitor (e a narradora) não sabe direito o que aconteceu. Um milagre de Natal, talvez?
Além do Natal, esse conto apresenta o suspense, a ambiguidade. O leitor termina sem saber direito o que aconteceu. Acontece mesmo um milagre em "Natal na barca" ou a narradora elegante só se confundiu? O leitor chega ao fim do conto sem saber direito como chegou lá. Parece que faltou alguma informação, que ele perdeu alguma coisa, que não reparou no que acontecia nos fundos do conto, nas entrelinhas. A narrativa elegante e furtiva de Lygia hipnotiza o leitor, prende-lhe atenção com os detalhes, afasta as perguntas curiosas e o conduz até uma conclusão inconclusiva, que perturba e faz pensar. "Quando foi que a narrativa tomou o rumo que tomou? Será que eu me distraí?", pensa o leitor. Talvez aí ele entenda por que Paulo Emílio não conseguia tirar seus olhos sorridentes de Lygia.
(Ruan de Sousa Gabriel. 12/12/2018. Disponível em https://epoca.globo.com. Adaptado)
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
 

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2302908 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
“Natal na Barca”, de Lygia Fagundes Telles
Depois de pensar em livros para ler nos dias de sol, “inundados de sol”, do verão, comecei a pensar em livros de Natal. Não em livros para dar de presente no Natal — quase todos servem para isso —, mas em livros em que o Natal apareça, ainda que só nos fundos, ou que se passem em dezembro. Há os clássicos natalinos, como Um conto de Natal, de Charles Dickens, e "O presente dos magos", aquele conto tristíssimo de O. Henry em que um casal paupérrimo se sacrifica para comprar um presente de Natal um para o outro. Lembrei-me também de O apanhador no campo de centeio, que se passa todo poucos dias antes do Natal; e de Madame Bovary, porque Emma e Charles casam perto do Natal, quando a província francesa fica branca de neve. Pois é, todos esses são livros sobre o Natal nevado... E o chuvoso e abafado Natal dos trópicos, cadê? Vieram-me à memória dois contos de Lygia Fagundes Telles que li na escola: “Natal na barca” e “Dezembro no bairro”. Não me lembrava dos enredos, mas presumi que "Dezembro no bairro" era um conto natalino porque tudo em dezembro tem a ver com Natal.
Lembrei-me dos contos porque, outro dia, passei um tempo considerável namorando a caprichosa antologia de Lygia que a Companhia das Letras acaba de publicar: Os contos. O livro ainda traz algumas fotos de Lygia, sem dúvida uma das escritoras mais bonitas que a literatura já conheceu: Lygia sorrindo, Lygia lendo, Lygia de perfil, Lygia com Hilda Hilst, Lygia encarando a câmera. Numa das fotos, Lygia aparece caminhando num lugar bucólico ao lado de seu marido, o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Lygia encara a câmera; Paulo Emílio olha para ela e parece sorrir. Na internet há mais fotos dos dois juntos. Lygia e Paulo Emílio no túmulo de Marx. Ela sorri para a câmera; ele sorri para ela. Em outra foto, Lygia descansa a cabeça no ombro de Paulo Emílio e olha para a câmera. Paulo Emílio olha para ela. E sorri, meio bobo. Enfim, vamos aos contos.... Afinal este pretende ser um texto sobre contos de Natal e não sobre a beleza hipnótica de Lygia Fagundes Telles.
“Natal na barca” é narrado por uma mulher. Decerto uma mulher elegante, como Lygia. A narradora fuma (o conto é de 1958) e carrega uma pasta (de advogada?). No posfácio de Os contos, a crítica literária Walnice Nogueira Galvão afirma que “ler Lygia Fagundes Telles sem visualizar uma mulher é difícil” e arrisca até uma descrição dessa narradora de “Natal na barca”: "Uma persona discreta, reticente e reservada, semelhante àquela que escreve. Com o corte pajem, adequado a seu cabelo liso, sem enfeites nem artifícios, blazers de linha clássica, camisas claras, saias de cor cinza. Essa é a narradora que visualizamos ao ler sua ficção". No conto, a narradora elegante faz uma viagem de barca, na noite de Natal, na companhia de um bêbado e de uma professora pobre com um filho doente nos braços (uma imagem da Virgem Maria com seu bebê divino?).
A narradora não quer falar com ninguém, não quer envolver-se nos "tais laços humanos", mas acaba conversando com a jovem mãe, que precisa levar seu filho ao médico. A mãe conta que, um ano antes, perdera seu filho mais velho, de 4 anos, e fora abandonada pelo marido, mas matinha a fé: "Deus nunca me abandonou". A fé da mãe pobre desconcerta a narradora requintada, que talvez depositasse sua confiança na solidez de pastas elegantes e cigarros. Ao se aproximar para ver o bebê, ela o percebe imóvel e é tomada pela certeza desesperadora de que estava morto e a mãe percebera. Será que sua fé simples a salvaria agora? O conto termina meio ambíguo. Outra vez, o leitor (e a narradora) não sabe direito o que aconteceu. Um milagre de Natal, talvez?
Além do Natal, esse conto apresenta o suspense, a ambiguidade. O leitor termina sem saber direito o que aconteceu. Acontece mesmo um milagre em "Natal na barca" ou a narradora elegante só se confundiu? O leitor chega ao fim do conto sem saber direito como chegou lá. Parece que faltou alguma informação, que ele perdeu alguma coisa, que não reparou no que acontecia nos fundos do conto, nas entrelinhas. A narrativa elegante e furtiva de Lygia hipnotiza o leitor, prende-lhe a atenção com os detalhes, afasta as perguntas curiosas e o conduz até uma conclusão inconclusiva, que perturba e faz pensar. "Quando foi que a narrativa tomou o rumo que tomou? Será que eu me distraí?", pensa o leitor. Talvez aí ele entenda por que Paulo Emílio não conseguia tirar seus olhos sorridentes de Lygia.
(Ruan de Sousa Gabriel. 12/12/2018. Disponível em https://epoca.globo.com. Adaptado)
Assinale a alternativa que NÃO se aplica ao estilo narrativo de Lygia Fagundes Telles, segundo o texto lido.
 

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2302907 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
“Natal na Barca”, de Lygia Fagundes Telles
Depois de pensar em livros para ler nos dias de sol, “inundados de sol”, do verão, comecei a pensar em livros de Natal. Não em livros para dar de presente no Natal — quase todos servem para isso —, mas em livros em que o Natal apareça, ainda que só nos fundos, ou que se passem em dezembro. Há os clássicos natalinos, como Um conto de Natal, de Charles Dickens, e "O presente dos magos", aquele conto tristíssimo de O. Henry em que um casal paupérrimo se sacrifica para comprar um presente de Natal um para o outro. Lembrei-me também de O apanhador no campo de centeio, que se passa todo poucos dias antes do Natal; e de Madame Bovary, porque Emma e Charles casam perto do Natal, quando a província francesa fica branca de neve. Pois é, todos esses são livros sobre o Natal nevado... E o chuvoso e abafado Natal dos trópicos, cadê? Vieram-me à memória dois contos de Lygia Fagundes Telles que li na escola: “Natal na barca” e “Dezembro no bairro”. Não me lembrava dos enredos, mas presumi que "Dezembro no bairro" era um conto natalino porque tudo em dezembro tem a ver com Natal.
Lembrei-me dos contos porque, outro dia, passei um tempo considerável namorando a caprichosa antologia de Lygia que a Companhia das Letras acaba de publicar: Os contos. O livro ainda traz algumas fotos de Lygia, sem dúvida uma das escritoras mais bonitas que a literatura já conheceu: Lygia sorrindo, Lygia lendo, Lygia de perfil, Lygia com Hilda Hilst, Lygia encarando a câmera. Numa das fotos, Lygia aparece caminhando num lugar bucólico ao lado de seu marido, o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Lygia encara a câmera; Paulo Emílio olha para ela e parece sorrir. Na internet há mais fotos dos dois juntos. Lygia e Paulo Emílio no túmulo de Marx. Ela sorri para a câmera; ele sorri para ela. Em outra foto, Lygia descansa a cabeça no ombro de Paulo Emílio e olha para a câmera. Paulo Emílio olha para ela. E sorri, meio bobo. Enfim, vamos aos contos.... Afinal este pretende ser um texto sobre contos de Natal e não sobre a beleza hipnótica de Lygia Fagundes Telles.
“Natal na barca” é narrado por uma mulher. Decerto uma mulher elegante, como Lygia. A narradora fuma (o conto é de 1958) e carrega uma pasta (de advogada?). No posfácio de Os contos, a crítica literária Walnice Nogueira Galvão afirma que “ler Lygia Fagundes Telles sem visualizar uma mulher é difícil” e arrisca até uma descrição dessa narradora de “Natal na barca”: "Uma persona discreta, reticente e reservada, semelhante àquela que escreve. Com o corte pajem, adequado a seu cabelo liso, sem enfeites nem artifícios, blazers de linha clássica, camisas claras, saias de cor cinza. Essa é a narradora que visualizamos ao ler sua ficção". No conto, a narradora elegante faz uma viagem de barca, na noite de Natal, na companhia de um bêbado e de uma professora pobre com um filho doente nos braços (uma imagem da Virgem Maria com seu bebê divino?).
A narradora não quer falar com ninguém, não quer envolver-se nos "tais laços humanos", mas acaba conversando com a jovem mãe, que precisa levar seu filho ao médico. A mãe conta que, um ano antes, perdera seu filho mais velho, de 4 anos, e fora abandonada pelo marido, mas matinha a fé: "Deus nunca me abandonou". A fé da mãe pobre desconcerta a narradora requintada, que talvez depositasse sua confiança na solidez de pastas elegantes e cigarros. Ao se aproximar para ver o bebê, ela o percebe imóvel e é tomada pela certeza desesperadora de que estava morto e a mãe percebera. Será que sua fé simples a salvaria agora? O conto termina meio ambíguo. Outra vez, o leitor (e a narradora) não sabe direito o que aconteceu. Um milagre de Natal, talvez?
Além do Natal, esse conto apresenta o suspense, a ambiguidade. O leitor termina sem saber direito o que aconteceu. Acontece mesmo um milagre em "Natal na barca" ou a narradora elegante só se confundiu? O leitor chega ao fim do conto sem saber direito como chegou lá. Parece que faltou alguma informação, que ele perdeu alguma coisa, que não reparou no que acontecia nos fundos do conto, nas entrelinhas. A narrativa elegante e furtiva de Lygia hipnotiza o leitor, prende-lhe a atenção com os detalhes, afasta as perguntas curiosas e o conduz até uma conclusão inconclusiva, que perturba e faz pensar. "Quando foi que a narrativa tomou o rumo que tomou? Será que eu me distraí?", pensa o leitor. Talvez aí ele entenda por que Paulo Emílio não conseguia tirar seus olhos sorridentes de Lygia.
(Ruan de Sousa Gabriel. 12/12/2018. Disponível em https://epoca.globo.com. Adaptado)
Analise as assertivas a seguir, acerca do texto lido:
I. Os comentários do autor estão entre parênteses porque se caracterizam como suposições acerca do texto literário abordado.
II. A estratégia do autor, empregada na construção do texto, inicia o texto com uma digressão acerca do olhar do marido da autora para sua figura enigmática e fecha o texto relacionando este olhar ao estilo narrativo da autora.
III. “Dezembro no bairro” é um dos contos dos quais o autor tem uma vívida memória e passa-se na época natalina.
Quais estão corretas?
 

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Questão presente nas seguintes provas
2302723 Ano: 2019
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2018, é correto afirmar que:
 

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Questão presente nas seguintes provas
2302644 Ano: 2019
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Suponha verdadeiro o valor lógico das proposições !$ P !$ e !$ Q !$, e falso o valor lógico da proposição !$ R !$. Nesses casos, avalie o valor lógico das seguintes proposições compostas:
I. (!$ P \land Q \land \sim R !$)
II. (!$ P \land Q \rightarrow R !$)
III. (!$ Q \bigoplus P !$)
IV. !$ (R\rightarrow P) \lor Q !$
Quais delas têm valor lógico verdadeiro?
 

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Questão presente nas seguintes provas
2302643 Ano: 2019
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Considerando !$ P !$ e !$ Q !$ proposições simples, a tabela verdade da fórmula !$ P \rightarrow \sim P \lor Q !$ é:
 

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Questão presente nas seguintes provas
2302641 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
“Natal na Barca”, de Lygia Fagundes Telles
Depois de pensar em livros para ler nos dias de sol, “inundados de sol”, do verão, comecei a pensar em livros de Natal. Não em livros para dar de presente no Natal — quase todos servem para isso —, mas em livros em que o Natal apareça, ainda que só nos fundos, ou que se passem em dezembro. Há os clássicos natalinos, como Um conto de Natal, de Charles Dickens, e "O presente dos magos", aquele conto tristíssimo de O. Henry em que um casal paupérrimo se sacrifica para comprar um presente de Natal um para o outro. Lembrei-me também de O apanhador no campo de centeio, que se passa todo poucos dias antes do Natal; e de Madame Bovary, porque Emma e Charles casam perto do Natal, quando a província francesa fica branca de neve. Pois é, todos esses são livros sobre o Natal nevado... E o chuvoso e abafado Natal dos trópicos, cadê? Vieram-me à memória dois contos de Lygia Fagundes Telles que li na escola: “Natal na barca” e “Dezembro no bairro”. Não me lembrava dos enredos, mas presumi que "Dezembro no bairro" era um conto natalino porque tudo em dezembro tem a ver com Natal.
Lembrei-me dos contos porque, outro dia, passei um tempo considerável namorando a caprichosa antologia de Lygia que a Companhia das Letras acaba de publicar: Os contos. O livro ainda traz algumas fotos de Lygia, sem dúvida uma das escritoras mais bonitas que a literatura já conheceu: Lygia sorrindo, Lygia lendo, Lygia de perfil, Lygia com Hilda Hilst, Lygia encarando a câmera. Numa das fotos, Lygia aparece caminhando num lugar bucólico ao lado de seu marido, o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Lygia encara a câmera; Paulo Emílio olha para ela e parece sorrir. Na internet há mais fotos dos dois juntos. Lygia e Paulo Emílio no túmulo de Marx. Ela sorri para a câmera; ele sorri para ela. Em outra foto, Lygia descansa a cabeça no ombro de Paulo Emílio e olha para a câmera. Paulo Emílio olha para ela. E sorri, meio bobo. Enfim, vamos aos contos.... Afinal este pretende ser um texto sobre contos de Natal e não sobre a beleza hipnótica de Lygia Fagundes Telles.
“Natal na barca” é narrado por uma mulher. Decerto uma mulher elegante, como Lygia. A narradora fuma (o conto é de 1958) e carrega uma pasta (de advogada?). No posfácio de Os contos, a crítica literária Walnice Nogueira Galvão afirma que “ler Lygia Fagundes Telles sem visualizar uma mulher é difícil” e arrisca até uma descrição dessa narradora de “Natal na barca”: "Uma persona discreta, reticente e reservada, semelhante àquela que escreve. Com o corte pajem, adequado a seu cabelo liso, sem enfeites nem artifícios, blazers de linha clássica, camisas claras, saias de cor cinza. Essa é a narradora que visualizamos ao ler sua ficção". No conto, a narradora elegante faz uma viagem de barca, na noite de Natal, na companhia de um bêbado e de uma professora pobre com um filho doente nos braços (uma imagem da Virgem Maria com seu bebê divino?).
A narradora não quer falar com ninguém, não quer envolver-se nos "tais laços humanos", mas acaba conversando com a jovem mãe, que precisa levar seu filho ao médico. A mãe conta que, um ano antes, perdera seu filho mais velho, de 4 anos, e fora abandonada pelo marido, mas matinha a fé: "Deus nunca me abandonou". A fé da mãe pobre desconcerta a narradora requintada, que talvez depositasse sua confiança na solidez de pastas elegantes e cigarros. Ao se aproximar para ver o bebê, ela o percebe imóvel e é tomada pela certeza desesperadora de que estava morto e a mãe percebera. Será que sua fé simples a salvaria agora? O conto termina meio ambíguo. Outra vez, o leitor (e a narradora) não sabe direito o que aconteceu. Um milagre de Natal, talvez?
Além do Natal, esse conto apresenta o suspense, a ambiguidade. O leitor termina sem saber direito o que aconteceu. Acontece mesmo um milagre em "Natal na barca" ou a narradora elegante só se confundiu? O leitor chega ao fim do conto sem saber direito como chegou lá. Parece que faltou alguma informação, que ele perdeu alguma coisa, que não reparou no que acontecia nos fundos do conto, nas entrelinhas. A narrativa elegante e furtiva de Lygia hipnotiza o leitor, prende-lhe a atenção com os detalhes, afasta as perguntas curiosas e o conduz até uma conclusão inconclusiva, que perturba e faz pensar. "Quando foi que a narrativa tomou o rumo que tomou? Será que eu me distraí?", pensa o leitor. Talvez aí ele entenda por que Paulo Emílio não conseguia tirar seus olhos sorridentes de Lygia.
(Ruan de Sousa Gabriel. 12/12/2018. Disponível em https://epoca.globo.com. Adaptado)
Assinale a alternativa que classifica corretamente a função sintática exercida pelo termo sublinhado no trecho, retirado do texto, “é tomada pela certeza desesperadora de que estava morto e a mãe percebera”.
 

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