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Foram encontradas 40 questões.

2302888 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Segundo Libâneo (2011), “Ao contrário, pois, do que alguns pensam, existe lugar para a escola na sociedade tecnológica e da informação, porque ela tem um papel que nenhuma outra instância cumpre”. Com essa visão, Libâneo afirma que a escola necessita:
 

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2302887 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Paulo Freire deixou um legado muito grande para a educação como um todo. Entre as muitas afirmações da sua obra, podemos destacar que:
 

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Como se chama a tendência em que o papel da escola é adequar as necessidades individuais ao meio social, para isso, devendo organizar de forma a retratar, tanto quanto possível, a vida; e em que todo ser dispõe dentro de si mesmo de mecanismos de adaptação progressiva ao meio e de uma consequente integração dessas formas de adaptação no comportamento?
 

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Antunes propõe um novo caminhar para a construção de um sistema educacional no qual o aluno seja o protagonista da história, tendo, assim, autonomia para interferir diretamente no processo do seu desenvolvimento. Com base nessa afirmação, ele apresenta perspectivas que norteiam esse caminhar, quais sejam:
I. Acredita-se que todo aluno opera múltiplas inteligências e que todo educador deve acreditar-se responsável pelo estímulo delas.
II. Pensar na avaliação através de uma visão construtivista, em que a aprendizagem humana somente aconteça à medida que o educando for capaz de construir significados e atribuir sentido ao conteúdo da aprendizagem.
III. Acredita-se que a escola, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, representa um espaço de vivência para o trabalho, um ambiente de estímulos epistemológicos e, sobretudo, um centro de sociabilidade. Apenas dentro dessa visão, pensar em avaliação faz sentido.
Quais estão corretas?
 

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Uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) é universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, até o final da vigência do PNE, no mínimo das crianças de até anos.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Analise o trecho a seguir retirado do texto: ‘“O uso (1) da tecnologia para aliviar os congestionamentos (2) e buscar fontes de energia renováveis é benéfico (3), mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo (4) na cidade (5) e introduzir regimes de vigilância”. Considerando os termos sublinhados e numerados, assinale a alternativa que apresenta o número correspondente ao termo que pode ser classificado sintaticamente como predicativo do sujeito.
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
No trecho, “Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado...”, o trecho destacado pode ser classificado sintaticamente como:
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Considerando o emprego dos nexos linguísticos, analise o trecho a seguir:
A conjunção “SE” introduz a ideia de , podendo ser substituída por , desde que alterações no período.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é(a) uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até(b) Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico(c) da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil(d), mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está(e) vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Considerando o emprego da acentuação gráfica em Língua Portuguesa e o significado das palavras em contexto, assinale a alternativa que apresenta vocábulo cuja supressão do acento gráfico NÃO origina palavra existente em Língua Portuguesa.
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Tem-se o emprego do vocábulo “zoneamento”. Analise as assertivas a seguir a respeito dessa palavra:
I. A palavra “zoneamento” foi formada por derivação sufixal diretamente a partir da palavra “zona”.
II. O vocábulo “Zoneamento” é empregado no texto com o sentido de regulamentação que organiza um território e poderia ser substituído corretamente, sem prejuízo do sentido do texto, por “planejamento”.
III. “Zoneamento” é palavra polissílaba que não admite forma plural.
Quais estão corretas?
 

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