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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liam estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Assinale a alternativa que corrige a escrita do trecho abaixo:
“Não deveriam haver bastante dúvidas sobre que é escrever certo. Uma orientação, pode ser "evite estremos"; nem popular, nem arcáico. A luz dos fatos, não deveria-se mais condenar certas regencias, contudo possa chamar-se à atenção sobre elas e explicar a mudança.” (Adaptado de Revista Língua, 08/2015).
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liam estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal:
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liam estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância nominal:
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liam estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Assinale a alternativa em que todas as palavras sejam prestigiadas pela norma culta:
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liam estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Complete as lacunas do trecho abaixo corretamente e assinale a alternativa que as apresenta na ordem em que aparecem no texto:
“ os hábitos de leitura dos brasileiros, preguiça muitas vezes é o principal empecilho. Então, a nossa língua e não !
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liam estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoasI) queI) estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro queII) essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que seIII) entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Em relação às funções das partículas “que” e “se”, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A partícula “que” é um pronome relativo, refere-se ao termo “pessoas” e exerce a função sintática de agente da passiva da oração a que pertence.
II. A partícula “que” é uma conjunção integrante, sem função sintática e introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva.
III. Na expressão “que se”, as partículas são classificadas, respectivamente, como pronome relativo e partícula apassivadora.
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liamB) estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertênciaD) posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causaA) mais provável desseA) "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regrasC) de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Em relação às preposições e à regência das palavras do texto, assinale a alternativa correta:
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liam estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Observe as opções de reescrita do trecho abaixo e assinale a alternativa que mantém as ideias do texto e está gramaticalmente correto:
“Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo.”.
I. As pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam. Então entra em cena o segundo e triste capítulo da história que é conformar-se e julgar que alguém é capaz de construir um avião no qual não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo.
II. Então entram em cena o segundo e triste capítulo da história, uma vez que as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam, conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião onde não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo.
III. As pessoas as quais não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião no qual não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. E tudo isso entra em cena como o segundo e triste capítulo da história.
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazemA) pesquisasA) sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhante a isto: uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação queB) eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentos disponíveis havia uma tabuleta em que se liamD) estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamento. Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviões? Vamos lá. O que quase sempre se vê neles depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a pia etc., mas... Mas isso nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemasC) não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa incorreta:
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O caro leitor certamente sabe que volta e meia se fazem pesquisas sobre a capacidade de leitura do brasileiro. O resultado não é dos melhores. As diversas pesquisas parecem convergir para algo semelhanteA) a istoA): uma em cada quatro pessoas letradas é capaz de compreender textos de complexidade média.
Relato uma situação que eu mesmo vivi no autoatendimento de um banco. Em apenas um dos equipamentosD) disponíveis havia uma tabuleta em que se liam estas quatro palavras: "Depósitos somente neste equipamento". Entrei ali para verificar o saldo da minha conta e, já empunhando o cartão, fui direto para o tal equipamentoD). Gentis, solidárias, algumas das pessoas que estavam na fila dos outros equipamentos me alertaram: "Esse equipamento só faz depósitos". Devem ter visto que eu não carregava nenhum envelope e quiseram "ajudar-me".
Parece claro que essas pessoas leram mal a advertência posta pelo banco, ou seja, entenderam por "Depósitos somente neste equipamento" o que se entende por "Neste equipamento somente depósitos".
A advertência deixava claro que só aquele equipamento poderia receber depósitos, o que não significava que aquele equipamento não pudesse fazer outras operações.
E onde entram na história os banheiros dos aviõesB)? Vamos lá. O que quase sempre se vê nelesB) depois de algum tempo de voo? O caos... Papéis pelo chão, a pia cheia de água e outras coisas que é melhor não citar. Sei que muita gente só puxa a descarga em casa -e olhe lá-, mas a causa mais provável desse "desleixo" é a incapacidade de leitura e/ou de adaptação a realidades operacionais diferentes das "normais".
Não faltam nos banheiros dos aviões avisos sobre a descarga, o depósito de papéis, o modo de esvaziar a piaC) etc., mas... Mas issoC) nem sempre está à vista ou em letras grandes, quase sempre reservadas ao inglês (o aviso em português quase sempre é dado em letras menores, embaixo do que vem em inglês).
Aí entra em cena o segundo e triste capítulo da história: as pessoas que não conseguem resolver esses problemas não se esforçam; conformam-se e/ou julgam que alguém é capaz de construir um avião em que não é possível dar descarga ou jogar os papéis no lixo. Veem o mundo com a mesma limitação que têm. Eta engenheirada burra essa que projeta aviões!
Aí parece inevitável associar toda essa incapacidade de compreensão, de leitura e/ou de resolução de problemas "inéditos" com outros fatos, como o da compreensão de certas situações do infame cotidiano brasileiro. Qualquer semelhança com as faixas que se viram nas últimas manifestações não é mera coincidência ("Pais sem corrupção é pais onde rico manda, pois quem é rico não precisa roubar"). O autor da "frase" precisa melhorar não só a alma, o espírito, mas também o domínio das regras de acentuação da nossa língua.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/09/2015)
Em relação às relações textuais e à coesão, assinale a alternativa correta:
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