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Foram encontradas 40 questões.

Quatro são as regiões geográficas existentes no estado do Tocantins. Aponte a alternativa em que não aparece uma dessas quatro regiões.

 

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2395628 Ano: 2010
Disciplina: Enfermagem
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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A medição do pulso reflete a contração e expressão de uma artéria correspondendo aos batimentos cardíacos, portanto, a verificação adequada pode terminar se o paciente está com taquicardia, bradicardia ou normocárdico. São valores normais do pulso do lactente:

 

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Criado em 05 de outubro de 1988, o estado do Tocantins levou a um redesenhamento da configuração territorial brasileira, o novo estado passava a ter limites geográficos. Assinale a única alternativa que mostra um estado que não faz limite territorial com o Tocantins.

 

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A emancipação do norte de Goiás, era um sonho, que iniciou-se após a Revolução do Porto de 1820. Em 1821, Joaquim Teotônio Segurado, chegou a proclamar um governo autônomo. Em maio de 1956, o autonomismo tomou força na ação:

 

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2394829 Ano: 2010
Disciplina: Enfermagem
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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Para a administração de medicamentos por via intra-muscular é necessário algumas considerações pelo técnico em enfermagem. São cuidados necessários para administrar fármacos por esta via, com exceção de:

 

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Leia o texto abaixo para responder à questão.

Partir

Às 5:30 tocou o bip do meu relógio. Estava acordado, há horas talvez, aguardando a luz do dia. Abençoado relógio, não aguentava mais continuar deitado ali, com o coração batendo e a boca seca. Pulei da cama e subi para o convés. Na casinha da praia, o lampião continuava aceso, e a luz do mastro do Rapa Nui, ancorado mais para fora da baía, ainda estava ligada. Todos dormiam. Sentei-me na popa, molhada de orvalho, soprando entre as mãos uma xícara de café preto e sem açúcar, quando surgiu o Hermann. Trocamos um rápido “bom-dia”. E só. Como nos tempos do remo, quando treinávamos pesado antes de uma competição importante. “Silêncio no barco!”, era a ordem, “... e firme na água!” Mas desta vez não se tratava de um treino.

Ninguém conhecia ainda a data da partida. Eu deveria defini-la nos dez dias seguintes, a partir das condições de vento e tempo. Mas, durante a madrugada daquele domingo, último dia do ano, resolvi mudar de ideia. De algum modo, o Hermann pressentira o que se passava. As fitas que prendiam a vela principal já estavam soltas, o motor virando devagarinho e o guincho de recolhimento da âncora engatado. Com os primeiros raios da manhã, o mar vermelho espelhado refletia o contorno das montanhas que protegem Jurumirim, e só os coqueiros mais altos alcançavam o sol que, pouco a pouco, ia penetrando a baía.

Lindo lugar, Jurumirim. Um porto natural cercado de matas pelos lados, com uma pequena prainha ao fundo onde, debaixo dos coqueiros, fica a sede. Muitos deles, os menores, eu plantei quando garoto. No tempo em que a fazenda era ativa, o vale atrás da praia e algumas das encostas eram forrados de bananais. Com a chegada da Rio – Santos, os barcos bananeiros – Grajaú, Meu Brasil, Fluminense – desapareceram, sendo aos poucos substituídos pelo caminhão. Em Jurumirim, a banana foi acabando e a mata fechando-se em volta. Não há estrada até ali. Todo acesso é feito por mar. Para Paraty, pela praia da frente, ou para Paraty-Mirim, pelo outro lado da fazenda, que toca a baía dos Meros. Não há luz também. As noites são iluminadas a lampião ou a vaga-lumes.

A minha canoa mais importante – Rosa – vive na praia, embaixo da velha mangueira. Gosto desse lugar, profundamente, mas pela primeira vez não queria estar ali. é difícil deixar um lugar que mora no coração, por tanto tempo. Precisava sair – rápido – da baía antes que os outros acordassem.

Ao saltar de volta para a Canoinha, o Hermann notou sob a água transparente um cabo preso junto à hélice do Paratii. Rápido, mergulhou e soltou o que ainda restava. Não tive tempo de agradecer.

“Te cuida, Amyr.”

“Pode deixar.”

Foi tudo o que consegui dizer enquanto a canoa se afastava da praia.

Na verdade, já havia partido muito antes. Os últimos meses tinham sido infernais. Milhares, milhões de preparativos, papéis, acertos, problemas gigantescos e minúsculos que precisam ser resolvidos. E, à medida que o último dia vai chegando, vai-se partindo. Os meses vão se consumindo, a tensão aumentando, as últimas semanas, o último dia e, enfim, o exato e real instante de ir embora.

Mas o barulho da corrente trazendo a âncora me traiu. O Eduardo me viu quando estava na ponta da baía. Gritava algo que não podia ouvir. Segundos depois, vi os cabelos loiros da Cabeluda acenando do Rapa Nui. Mas já estava longe. Ufa! Um enorme nó na garganta, não virei mais para trás. Sem despedidas, melhor assim.

Liguei o piloto automático e abri as velas, a grande primeiro e em seguida as duas da frente. Incrível, mas tudo parecia funcionar. Voltei para a mesa na “torre” (o meu posto de pilotagem elevado), desdobrei a carta 19 002, o Atlântico Sul, e anotei, com pressa, a hora de saída – 9:01 GMT – na página 1 do diário.

O mar liso, com longas e suaves ondas, fazia o barco balançar levemente. Fui à proa e acabei de fixar firmemente a pesada âncora. Talvez devesse tirá-la, guardá-la no porão até a próxima vez em que avistasse terra. Eram cinquenta quilos, além da quilométrica e pesada corrente, mas resolvi deixá-la instalada caso fosse necessário uma escala de emergência.

Com os pés apoiados nas asas da âncora e as pernas contra o balcão, instalei-me na extremidade máxima, à frente do barco, imitando uma carranca do São Francisco, enquanto o Paratii, com todas as velas, seguia sozinho, automático, silencioso, o seu rumo.

Pouco antes das 11:00 GMT, ultrapassei a ponta da Joatinga, o cabo Horn paratiense, e então alterei o rumo para Sul verdadeiro. Não, não era um passeio de alguns dias. Mar aberto por fim. A leste, a África. Ao sul, minha próxima parada, a península Antártica.

Ainda imóvel, na proa, fui seguindo com os olhos as últimas árvores visíveis da ponta que ia desaparecendo. Árvores. Quinze meses até a próxima árvore! Quinze meses, que eternidade!

KLINK, Amyr. Paratii: entre dois pólos. São Paulo: Companhia das Letras.

Depois de partir a bordo do barco, o navegador lembra que o “mar liso, com longas e suaves ondas, fazia o barco balançar levemente” e revela que ficou em dúvida entre deixar ou guardar a âncora de “cinquenta quilos, além da quilométrica e pesada corrente.”

Como as ondas são caracterizadas pelo autor?

 

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No Tocantins, ainda encontramos grandes comunidades indígenas. Um desses grupos, vive da agricultura, da caça, da coleta de babaçu, do qual subtraem o óleo das suas amêndoas e usam a palha para coberta de suas casas e feitura de utensílios domésticos. Cultuam os mortos (PARKAPE) e fazem festa para separar o espírito do corpo (MÊKAPRI) e residem no norte do estado. A citação faz referências.

 

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2394605 Ano: 2010
Disciplina: Enfermagem
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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Aplicando-se a formula de MILLER para administração de 3000ml de soro fisiológico a 0,9%, dipirona 1 ampola com 10ml, 1 ampola de vitamina “C” 10 ml, 1 ampola de complexo B de 10 ml, em 24 horas, e como deveria ser o número de gotas por minuto, utilizando-se um equipo de macrogotas?

 

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2394196 Ano: 2010
Disciplina: Enfermagem
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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O papel do técnico em enfermagem é relevante na prevenção e controle da infecção hospitalar já que a atuação do mesmo pode determinar o aparecimento ou não de um caso de infecção hospitalar. É uma atuação do técnico em enfermagem relativa à prevenção e controle destes agravos, exceto:

 

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Leia o texto abaixo para responder à questão.

Partir

Às 5:30 tocou o bip do meu relógio. Estava acordado, há horas talvez, aguardando a luz do dia. Abençoado relógio, não aguentava mais continuar deitado ali, com o coração batendo e a boca seca. Pulei da cama e subi para o convés. Na casinha da praia, o lampião continuava aceso, e a luz do mastro do Rapa Nui, ancorado mais para fora da baía, ainda estava ligada. Todos dormiam. Sentei-me na popa, molhada de orvalho, soprando entre as mãos uma xícara de café preto e sem açúcar, quando surgiu o Hermann. Trocamos um rápido “bom-dia”. E só. Como nos tempos do remo, quando treinávamos pesado antes de uma competição importante. “Silêncio no barco!”, era a ordem, “... e firme na água!” Mas desta vez não se tratava de um treino.

Ninguém conhecia ainda a data da partida. Eu deveria defini-la nos dez dias seguintes, a partir das condições de vento e tempo. Mas, durante a madrugada daquele domingo, último dia do ano, resolvi mudar de ideia. De algum modo, o Hermann pressentira o que se passava. As fitas que prendiam a vela principal já estavam soltas, o motor virando devagarinho e o guincho de recolhimento da âncora engatado. Com os primeiros raios da manhã, o mar vermelho espelhado refletia o contorno das montanhas que protegem Jurumirim, e só os coqueiros mais altos alcançavam o sol que, pouco a pouco, ia penetrando a baía.

Lindo lugar, Jurumirim. Um porto natural cercado de matas pelos lados, com uma pequena prainha ao fundo onde, debaixo dos coqueiros, fica a sede. Muitos deles, os menores, eu plantei quando garoto. No tempo em que a fazenda era ativa, o vale atrás da praia e algumas das encostas eram forrados de bananais. Com a chegada da Rio – Santos, os barcos bananeiros – Grajaú, Meu Brasil, Fluminense – desapareceram, sendo aos poucos substituídos pelo caminhão. Em Jurumirim, a banana foi acabando e a mata fechando-se em volta. Não há estrada até ali. Todo acesso é feito por mar. Para Paraty, pela praia da frente, ou para Paraty-Mirim, pelo outro lado da fazenda, que toca a baía dos Meros. Não há luz também. As noites são iluminadas a lampião ou a vaga-lumes.

A minha canoa mais importante – Rosa – vive na praia, embaixo da velha mangueira. Gosto desse lugar, profundamente, mas pela primeira vez não queria estar ali. é difícil deixar um lugar que mora no coração, por tanto tempo. Precisava sair – rápido – da baía antes que os outros acordassem.

Ao saltar de volta para a Canoinha, o Hermann notou sob a água transparente um cabo preso junto à hélice do Paratii. Rápido, mergulhou e soltou o que ainda restava. Não tive tempo de agradecer.

“Te cuida, Amyr.”

“Pode deixar.”

Foi tudo o que consegui dizer enquanto a canoa se afastava da praia.

Na verdade, já havia partido muito antes. Os últimos meses tinham sido infernais. Milhares, milhões de preparativos, papéis, acertos, problemas gigantescos e minúsculos que precisam ser resolvidos. E, à medida que o último dia vai chegando, vai-se partindo. Os meses vão se consumindo, a tensão aumentando, as últimas semanas, o último dia e, enfim, o exato e real instante de ir embora.

Mas o barulho da corrente trazendo a âncora me traiu. O Eduardo me viu quando estava na ponta da baía. Gritava algo que não podia ouvir. Segundos depois, vi os cabelos loiros da Cabeluda acenando do Rapa Nui. Mas já estava longe. Ufa! Um enorme nó na garganta, não virei mais para trás. Sem despedidas, melhor assim.

Liguei o piloto automático e abri as velas, a grande primeiro e em seguida as duas da frente. Incrível, mas tudo parecia funcionar. Voltei para a mesa na “torre” (o meu posto de pilotagem elevado), desdobrei a carta 19 002, o Atlântico Sul, e anotei, com pressa, a hora de saída – 9:01 GMT – na página 1 do diário.

O mar liso, com longas e suaves ondas, fazia o barco balançar levemente. Fui à proa e acabei de fixar firmemente a pesada âncora. Talvez devesse tirá-la, guardá-la no porão até a próxima vez em que avistasse terra. Eram cinquenta quilos, além da quilométrica e pesada corrente, mas resolvi deixá-la instalada caso fosse necessário uma escala de emergência.

Com os pés apoiados nas asas da âncora e as pernas contra o balcão, instalei-me na extremidade máxima, à frente do barco, imitando uma carranca do São Francisco, enquanto o Paratii, com todas as velas, seguia sozinho, automático, silencioso, o seu rumo.

Pouco antes das 11:00 GMT, ultrapassei a ponta da Joatinga, o cabo Horn paratiense, e então alterei o rumo para Sul verdadeiro. Não, não era um passeio de alguns dias. Mar aberto por fim. A leste, a África. Ao sul, minha próxima parada, a península Antártica.

Ainda imóvel, na proa, fui seguindo com os olhos as últimas árvores visíveis da ponta que ia desaparecendo. Árvores. Quinze meses até a próxima árvore! Quinze meses, que eternidade!

KLINK, Amyr. Paratii: entre dois pólos. São Paulo: Companhia das Letras.

Nome do veleiro com que Amyr Klink viaja de um pólo a outro é:

 

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