Relatório apresentado pela UNICEF – Fundo das Nações
Unidas para a Infância, realizado a partir de dados da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de
2015, inclui não apenas indicadores econômicos, como a
renda per capita, mas também considera o cumprimento
de direitos fundamentais garantidos na legislação. Tal relatório indica que: “[…] o Brasil está falhando em garantir
os direitos de crianças e adolescentes. Somando tanto
privações consideradas ‘intermediárias’ e ‘extremas, é
o saneamento (com indicadores como a presença de banheiros e rede coletora de esgoto) que prejudica o maior
número de crianças e adolescentes (13,3 milhões), seguido por educação (8,8 milhões) e água (7,6 milhões)”. (Acessível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45177994)
Com o apoio desses dados, é correto afirmar que
As políticas públicas seriam como um campo dentro do
estudo da política que analisa o governo à luz de grandes
questões públicas, e um conjunto de ações do governo
que irão produzir efeitos específicos [...] Em outras palavras, a definição enfatiza o papel das políticas públicas
na solução de problemas. O crescimento da importância
do campo das políticas públicas deu-se, principalmente, a
partir de três fatores (Souza, 2002): o primeiro refere-se à
adoção de medidas restritivas de gastos, impostas pelos
governos dominando a agenda da maioria dos países em
desenvolvimento; o segundo fator diz respeito às novas
visões sobre os papéis dos governos (hegemonia e políticas keynesianas); e o terceiro, o desenho de políticas
públicas capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico e a inclusão social”.
(Justen, F. A.; Frota, B. M. Planejamento e políticas públicas: apontamentos sobre as limitações em países em desenvolvimento. In: VIII Simpósio Iberoamericano em comércio internacional, planejamento e integração regional. www.uffs.edu.br ›campi › cerro-largo › repositorio-ccl)
Apoiando-se no texto, assinale a alternativa correta.
“No que se refere ao estado da arte da metodologia
quantitativa no Brasil, cabe destacar o entrincheiramento
observado nesse campo, entre aqueles que a priori recusam qualquer processamento quantitativo de informações
e os que enquadram como não científica toda e qualquer
pesquisa não quantitativa, e a existência de gradações
entre as disciplinas, sendo que a ciência política é mais
aberta do que a sociologia, e a antropologia menos do
que as duas. […] Uma hipótese explicativa para tal fato é
a falta de domínio das técnicas de estatística descritiva e
inferencial por grande parte dos pesquisadores, o que resulta em sua baixa aplicação nos trabalhos acadêmicos”.
(Bachini, N.; Chicarino, T. S. Os métodos quantitativos,por cientistas sociais brasileiros: entrevistas com Nelson doValle Silva e Jerônimo Muniz. Revista Sociedade e Estado –Volume 33, n°1, Janeiro/Abril 2018. Adaptado)
A partir do texto, é correto afirmar que, no Brasil,
“A preocupação de Durkheim em relação ao processo
da divisão do trabalho está relacionada às consequências da especialização que pode significar um sintoma
das deficiências da coordenação moral dos vários grupos profissionais. Reconhece o autor o caráter alienante
do processo da divisão do trabalho moderno, que se dá
de modo repetitivo e de forma monótona sem que o trabalhador se interesse por ele e sem que o compreenda.
Para ele, a desumanização do trabalhador não decorre
da divisão do trabalho em si, da sua fragmentação, mas
sim da posição moral anômica do trabalhador. Significa
com isto que a causa dessa posição anômica do trabalhador deriva do fato de este realizar uma tarefa especializada sem a noção clara da unidade de propósitos entre
sua atividade e o esforço produtivo coletivo”.
(Teixeira, Aurenice da Mota. A educação e seus reflexos na divisão
social do trabalho. Revista Magistro. Vol. 8, n°2, 2013, p. 57)
“Para que um fenômeno seja encarado e descrito como um problema social, torna-se necessário que três condições estejam presentes:
• Primeiramente, é necessário que certas transformações tenham acontecido dentro da sociedade, transformações essas
que afetem diretamente a vida dos indivíduos;
• Em segundo lugar, esse problema precisa ser sentido como um ‘problema’ por pelo menos uma parte da população, e
que seja socialmente identificada com determinadas situações ou categorias sociais. O problema deve se tornar ‘digno de
atenção’, o que sugere que os grupos sociais ajam de modo a produzir na sociedade uma percepção do problema, ou seja,
que existam setores dessa sociedade que pretendam agir sobre o problema;
• Por último, um trabalho de institucionalização, ou seja, que sobre esse problema sejam produzidas interpretações oficiais, que o caracterizem como ‘problema’”. (Porto, Gabriela. Diferença entre problema social e problema sociológico.
(Disponível em: https://www.infoescola.com/sociologia/diferenca-entre-problema-social-e-problema-sociologico/. Adaptado) Tendo por base o texto, é correto afirmar que
A figura a seguir ilustra as etapas do processo de coleta e análise de dados no contexto de pesquisas qualitativas, conforme sugerem Carvalho e Vergara (2002).
(Carvalho, J. L. F.; Vergara, S. C. A. A fenomenologia e a pesquisa dos espaços de serviços.
Revista de Administração de Empresas – RAE, v. 42, n°3, jul./set. 2002)
Com o auxílio desse diagrama, assinale a alternativa correta.
“A banalização do conceito exclusão/inclusão social vem,
em primeiro plano, de seu uso como substituto dos conceitos de opressão, dominação, exploração, subordinação entre outros tantos que derivam do exame crítico da
luta de classes da sociedade capitalista, como mera modernização da definição de pobre, carente, necessitado,
oprimido. A relação entre exclusão/inclusão identifica a
iniquidade da desigualdade. Confrontar a exclusão na sua
relação com a inclusão é colocar a análise no patamar ético-político, como questão de justiça social, possibilitando
a descoberta de novas identidades e dinâmicas sociais”.
(Spozati, Aldaiza. A fluidez da inclusão/exclusão social.
Ciência e Cultura. vol. 58, n° 4 São Paulo, Oct./Dec. 2006)
Desse modo, a partir das colocações do texto, é correto
afirmar que
“No processo de formulação de políticas públicas, a primeira providência a ser tomada quando uma situação é
vista como problema – e, por isso, é incluída na agenda
governamental – é definir as linhas de ação que serão
adotadas para resolver a questão. A definição, no entanto,
gera um embate político entre grupos que vão ver as linhas de ação como sendo favoráveis ou contrárias a seus
interesses. Nesse momento deve ser definido o objetivo
da política pública, quais serão os programas desenvolvidos e as metas a serem alcançadas. Um bom processo
de elaboração de políticas públicas segue, em geral, os
seguintes passos: conversão de estatísticas em informação relevante para o problema; análise das preferências
dos atores envolvidos; ação baseada no conhecimento
adquirido. Este procedimento proporciona à autoridade
uma série de opiniões que pode servir como base para
apontar o caminho desejado pelos segmentos sociais”.
(SEBRAE. Formulação de políticas Públicas. Disponível em
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/formulacao-depoliticas-publicas,e38b9e665b182410VgnVCM100000b272010aRCRD) Com base nas colocações do texto sobre a formulação
de políticas públicas, é correto afirmar que
“No processo plural de formação da identidade brasileira, a
literatura e a sociologia tiveram papéis de destaque na formulação de respostas a duas perguntas que são centrais
à constituição de um senso comum nacional: o que é o
Brasil? E o que é o povo brasileiro? Tais questionamentos,
ao mesmo tempo em que consolidaram o imaginário da
unidade nacional no século XIX e a formatação dos símbolos nacionais (a bandeira, os hinos, os brasões imperiais
e republicanos), também emergiram sob algumas problemáticas, como os silenciamentos de determinados grupos
subalternos e a fundação de estereótipos nacionais”.
(Carli, Caetano de. A identidade nacionalbrasileira no dilema de duas perguntas sem fim. Tese de Doutoramento em Pós-Colonialismos Cidadania Global, Universidade de Coimbra. Disponível em https://cabodostrabalhos.ces.uc.pt/n6/documentos/05-Caetano_De_Carli.pdf)
Com apoio do texto acima, é correto afirmar que
Os direitos humanos são as proteções e liberdades básicas
que cabem a cada um e cada uma de nós. Fundamentam-
-se nos princípios de dignidade, de igualdade e de respeito
mútuo – independentemente da idade, da nacionalidade, do
gênero, da raça, das crenças e das orientações pessoais.
Ter direitos significa ser tratado de forma justa e tratar os demais da mesma forma, e dispor da capacidade de fazer escolhas com relação à própria vida. Esses direitos humanos
básicos são universais – eles pertencem a cada um e cada
uma de nós: pertencem a todas as pessoas no mundo. Eles
são inalienáveis – não podem ser retirados. São também indivisíveis e interdependentes – têm a mesma importância e
são inter-relacionados”.
(Anistia Internacional. Introdução aos direitos humanos, p. 4.
Disponível em: https://anistia.org.br/wp-content/uploads/2018/03
/poder-e-responsabilidade-w4r2017.pdf) Tendo por base o texto, assinale a alternativa correta.