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Leia o texto a seguir para responder à questão:
A cultura dos macacos-pregos
Nos últimos anos, os arqueólogos que trabalham na Serra da Capivara, no Piauí (um dos complexos pré-históricos mais importantes do Brasil, famoso pelas belas pinturas nas rochas), passaram a enfrentar uma nova dor de cabeça. Tanto lá quanto em outros lugares do País e do mundo, lascas de pedra simples, que sobravam do processo de fabricação de ferramentas, costumam ser um bom indício da presença de antigos seres humanos. O problema é que outra espécie de inteligência sofisticada também anda produzindo lasquinhas muito parecidas há milênios na região. Como saber quem fez o quê?
O culpado por embolar o meio de campo arqueológico se chama Sapajus libidinosus: é o macaco-prego-amarelo. Os dados indicam que esses primatas andam produzindo lascas de pedra há pelo menos 3 mil anos, e é possível que isso esteja acontecendo há mais tempo ainda. Num trabalho de pesquisa constante, que vem ganhando força nos últimos vinte anos, cientistas do Brasil e de outros países estão documentando a grande versatilidade tecnológica e comportamental dos macacos-pregos.
Esses primatas usam diversos recursos da natureza – por exemplo, pedras, raízes e galhinhos – como ferramentas para explorar seu ambiente, descolar comida mais nutritiva e até paquerar, e acabam assim produzindo lascas de pedra de forma não intencional. Tudo indica que essas capacidades são transmitidas culturalmente de geração em geração, podem se transformar ao longo do tempo e variam dependendo das populações de cada espécie. Isso significa que, à sua maneira, esses bichos têm se mostrado exemplos valiosos para a compreensão de como a inteligência e a cultura evoluem.
(Reinaldo José Lopes, “A cultura dos macacos-pregos”, Revista Superinteressante. Adaptado)
De acordo com o texto, os arqueólogos
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente
Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção.
No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação.
Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado.
(Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)
Em “E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento...” (2º parágrafo), o trecho em destaque pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical, por:
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente
Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção.
No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação.
Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado.
(Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída pelo que está entre colchetes, preservando-se o sentido original e a norma-padrão de regência.
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente
Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção.
No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação.
Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado.
(Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)
Considere o trecho a seguir:

• “E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência.” (2º parágrafo)

Foi empregada em sentido figurado a palavra
 

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Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente
Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção.
No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação.
Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado.
(Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)
Considere os trechos a seguir:

• “As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente.” (2º parágrafo)
• “… o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos…” (3º parágrafo)

As palavras destacadas têm como sinônimos, no contexto em que foram empregadas, correta e respectivamente,
 

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Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente
Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção.
No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação.
Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado.
(Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o trabalho de cuidado de idosos dependentes
 

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Leia o poema a seguir para responder à questão:
Vietnã
Mulher, como você se chama? – Não sei.
Quando você nasceu, de onde você vem? – Não sei.
Para que cavou uma toca na terra? – Não sei.
Desde quando está aqui escondida? – Não sei.
Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei.
Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei.
De que lado você está? – Não sei.
É a guerra, você tem que escolher. – Não sei.
Tua aldeia ainda existe? – Não sei.
Esses são teus filhos? – São.
(Wisława Szymborska, [poemas])
No poema, os travessões indicam
 

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Leia o poema a seguir para responder à questão:
Vietnã
Mulher, como você se chama? – Não sei.
Quando você nasceu, de onde você vem? – Não sei.
Para que cavou uma toca na terra? – Não sei.
Desde quando está aqui escondida? – Não sei.
Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei.
Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei.
De que lado você está? – Não sei.
É a guerra, você tem que escolher. – Não sei.
Tua aldeia ainda existe? – Não sei.
Esses são teus filhos? – São.
(Wisława Szymborska, [poemas])
Com base na leitura do poema, é correto afirmar que a mulher que responde às perguntas
 

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Leia a tira a seguir para responder à questão:
Enunciado 4461513-1
(Willian Leite, Disponível em: http://www.willtirando.com.br/category/anesia/page/16/)
A palavra “desaforo” (3º quadro) pertence à mesma classe de palavras que
 

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Leia a tira a seguir para responder à questão:
Enunciado 4461512-1
(Willian Leite, Disponível em: http://www.willtirando.com.br/category/anesia/page/16/)
No 2º quadro, a palavra “mas” estabelece relação de sentido de
 

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