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2155523 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:
I. A derivação parassintética contempla a inclusão do sufixo à palavra primitiva como ocorre, por exemplo, nas palavras: felicidade, beleza e estudante.
II. Na derivação parassintética ocorre a inclusão de um prefixo e de um sufixo à palavra primitiva, de forma simultânea, como se pode observar, por exemplo, nas palavras: entardecer, emagrecer e engaiolar.

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2155522 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. Os substantivos coletivos indicam um conjunto de seres da mesma espécie ou coisas, como a palavra “burricada”, que designa um grupo de burros; ou “cardume”, que se refere a um grupo de peixes.
II. Os substantivos abstratos indicam sentimentos, sensações, emoções ou um estado, como tédio ou desejo, por exemplo.

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2155521 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. O adjetivo é a classe de lexema que se caracteriza por constituir a delimitação, isto é, por descaracterizar quaisquer possibilidades designativas do substantivo.
II. O adjetivo acompanha o número do substantivo a que se refere, como se pode perceber em: aluno estudioso / alunos estudiosos. O adjetivo, portanto, conhece os dois números do substantivo: o singular e o plural.

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2155520 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. As palavras derivadas têm origem em uma única palavra que já existia como, por exemplo: sangrento (de sangue), mamífero (de mamar) e ambientalista (de ambiente).
II. As palavras primitivas apresentam prefixos ou sufixos significativos, como é possível perceber nos seguintes exemplos: foca, mundo, ambiente e órfão.
III. As palavras compostas formam-se pela união de duas ou mais palavras ou radicais como, por exemplo: quebra-mar, malmequer e pernalta.

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2155519 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. A substantivação do adjetivo ocorre quando o adjetivo se transforma em substantivo, tendo em vista um contexto específico.


II. Uma locução adjetiva é a expressão formada de preposição e substantivo ou equivalente com função de adjetivo. Por exemplo: homem de coragem = homem corajoso; livro sem capa = livro desencapado.

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2155511 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Texto para a questão

Brasil dividido em dois

Por Mirian Endo, em 17 de Dezembro de 2021.

De um lado, verde-amarelo, do outro, vermelho. Ou isso ou aquilo. Não há espaço “em cima do muro” ou para a ponderação entre argumentos. O cenário político se reduziu a uma dualidade de opiniões.
Há algum tempo, um comentário em uma postagem sobre política em um perfil em uma rede social na Internet me levou ao fim de uma amizade de longa data. Uma amiga discutiu intensamente comigo por não concordar com a minha opinião. Eu fiquei triste e lamentei a situação, pois sei que não se trata de um caso isolado.
Este acirramento de ânimo presente no dia a dia dos brasileiros só mostra o quão profunda é a autocrítica que cada uma das partes envolvidas tem para fazer. Parte desse problema vem da dificuldade em reconhecer o outro. Para muitas pessoas, o outro existe desde que se subordine ao nosso padrão.
Por que vivenciamos o atual clima de tensão na política, nas redes sociais e em outros meios? Certamente não tenho uma resposta final para essa questão. Me parece, no entanto, que dois fatores contribuem em alguma medida para esse cenário.
Primeiramente, é evidente que as pessoas têm acesso a mais informações de forma quase instantânea. Existem câmeras e smartfones em todos os lugares, prontos para registrar o exato momento em que qualquer pessoa faz algo errado. Esse ambiente de constante vigília que deixaria George Orwell impressionado parece ter criado nas pessoas uma ideia de que todos fazem algo errado em algum momento. Ou, se preferir, todos são suspeitos.
Sim! Todos são suspeitos em um mundo repleto de câmeras. Isso certamente cria em nós uma crise de identidade e reduz o nosso interesse por manter debates amigáveis e construtivos.
O segundo fator está relacionado às redes sociais. O acesso às redes sociais é um aspecto de empoderamento, pois nos permite falar para um público e, eventualmente, sermos louvados por isso. Com um celular em mãos, podemos opinar, criticar, apontar defeitos, divulgar notícias – até mesmo falsas notícias – levantar bandeiras e defender pontos de vista.
O que aconteceria se todos tivessem acesso a esse grande poder de comunicação? Bem, basta pegar seu aparelho celular e conferir as inúmeras opiniões rudes, pouco sensatas, imorais ou apresentadas sem qualquer respeito ao próximo que inundam a Internet diariamente.
Ao término dessa breve reflexão, uma pergunta é inevitável: podemos ter esperanças de que tempos melhores virão?
Leia o texto 'Brasil dividido em dois' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A autora afirma que a Internet é recorrentemente inundada por opiniões rudes, imorais ou apresentadas sem qualquer respeito ao próximo.
II. Ainda na primeira metade do texto, a autora relembra o término de uma amizade de longa data devido a uma divergência de opiniões após uma postagem em uma rede social. Esse lamentável momento, afirma a autora, não se trata de uma situação inédita na Internet.
III. A autora procura deixar claro no texto que, do seu ponto de vista, há pessoas que apenas reconhecem o outro se esse indivíduo se subordinar a um determinado padrão. Essa característica, de acordo com ela, contribui para a polarização do debate político.

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2155510 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Texto para a questão
Brasil dividido em dois
Por Mirian Endo, em 17 de Dezembro de 2021.
De um lado, verde-amarelo, do outro, vermelho. Ou isso ou aquilo. Não há espaço “em cima do muro” ou para a ponderação entre argumentos. O cenário político se reduziu a uma dualidade de opiniões.
Há algum tempo, um comentário em uma postagem sobre política em um perfil em uma rede social na Internet me levou ao fim de uma amizade de longa data. Uma amiga discutiu intensamente comigo por não concordar com a minha opinião. Eu fiquei triste e lamentei a situação, pois sei que não se trata de um caso isolado.
Este acirramento de ânimo presente no dia a dia dos brasileiros só mostra o quão profunda é a autocrítica que cada uma das partes envolvidas tem para fazer. Parte desse problema vem da dificuldade em reconhecer o outro. Para muitas pessoas, o outro existe desde que se subordine ao nosso padrão.
Por que vivenciamos o atual clima de tensão na política, nas redes sociais e em outros meios? Certamente não tenho uma resposta final para essa questão. Me parece, no entanto, que dois fatores contribuem em alguma medida para esse cenário.
Primeiramente, é evidente que as pessoas têm acesso a mais informações de forma quase instantânea. Existem câmeras e smartfones em todos os lugares, prontos para registrar o exato momento em que qualquer pessoa faz algo errado. Esse ambiente de constante vigília que deixaria George Orwell impressionado parece ter criado nas pessoas uma ideia de que todos fazem algo errado em algum momento. Ou, se preferir, todos são suspeitos.
Sim! Todos são suspeitos em um mundo repleto de câmeras. Isso certamente cria em nós uma crise de identidade e reduz o nosso interesse por manter debates amigáveis e construtivos.
O segundo fator está relacionado às redes sociais. O acesso às redes sociais é um aspecto de empoderamento, pois nos permite falar para um público e, eventualmente, sermos louvados por isso. Com um celular em mãos, podemos opinar, criticar, apontar defeitos, divulgar notícias – até mesmo falsas notícias – levantar bandeiras e defender pontos de vista.
O que aconteceria se todos tivessem acesso a esse grande poder de comunicação? Bem, basta pegar seu aparelho celular e conferir as inúmeras opiniões rudes, pouco sensatas, imorais ou apresentadas sem qualquer respeito ao próximo que inundam a Internet diariamente.
Ao término dessa breve reflexão, uma pergunta é inevitável: podemos ter esperanças de que tempos melhores virão?
Leia o texto 'Brasil dividido em dois' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A autora procura expor por meio do seu texto a sua incerteza sobre o futuro, especialmente em relação à capacidade das pessoas em conduzirem debates coerentes, amigáveis e baseados no respeito ao próximo.
II. No texto, a autora afirma que não há espaço “em cima do muro”, ou seja, ela expõe a sua percepção de que os debates sobre temas sensíveis – como a política – têm levado as pessoas a defenderem perspectivas antagônicas sem considerarem a possibilidade de acordos ou de alternativas consensuais.
III. No trecho “Eu fiquei triste e lamentei a situação, pois sei que não se trata de um caso isolado”, a autora utiliza a linguagem conotativa para expor ao leitor um sentimento e, ao mesmo tempo, declarar sua insatisfação com a atitude de uma amiga.

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2154081 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO

Por Karina Scheuermann, em 18 de Dezembro de 2021.

Recentemente, durante um jantar com alguns amigos, me dei conta de que poucas coisas moldam nosso planeta na mesma escala que a alimentação. Plantações, fazendas, criações de gado, psicultura, restaurantes, fast food, supermercados, programas de culinária: para levar alimentos até nossas mesas, a humanidade criou uma infraestrutura impressionante ao longo da história.

Tamanho é o impacto dessa indústria no mundo que a produção de alimentos contribui para a aceleração das mudanças climáticas e para a perda da biodiversidade. E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano. Até 2050, de acordo com a ONU, deve haver um aumento de 50% na demanda total de alimentos e de 73% na demanda por proteína animal.

Percebo que o posicionamento de muitos políticos, economistas e outros profissionais é o de que alguns danos ambientais são uma contrapartida infeliz, mas necessária para aumentar a produção de alimentos e nutrir a humanidade. Mas será que as coisas precisam ser assim?

Hoje contamos com uma ampla e profunda utilização de recursos tecnológicos na agricultura e na pecuária. A humanidade já sabe como alimentar uma população crescente sem destruir o planeta. Me parece que, neste momento, precisamos, também, investir em um sistema alimentar que restaure a natureza em vez de esgotá-la.

Por que restaurar a natureza? Ora, é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana. Algumas pesquisas estimam que ela seja responsável por 70% do uso total de água doce e 24% das emissões de efeito estufa. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos é, possivelmente, a maior causa da perda da biodiversidade.

No último final de semana, fiz uma rápida viagem para uma pequena cidade do interior. Após poucos minutos dirigindo, me deparei com algumas grandes máquinas arando o solo em uma fazenda. Aquela visão – por estar tão próxima a mim – me fez perceber o quanto muitas práticas agrícolas degradam intensamente a saúde do solo ao longo do tempo, até que eventualmente ele deixa de ser produtivo.

A pandemia da COVID-19 nos deu uma lição muito importante: a nossa luta para reconstruir sociedades e economias nos últimos anos deve buscar construir algo melhor. Para mim, isso significa também que devemos construir um sistema econômico mais verde, mais inteligente e mais justo para todos.

A produção de alimentos responde por quase 10% da economia global e, se queremos economias mais verdes e justas, devemos transformar nossa economia alimentar para que ela possa sustentar a natureza, ao mesmo tempo que alimenta as pessoas.

Hoje ouvi de um colega no trabalho que essa ideia é infantil e impossível. Para mim, ela é totalmente possível. Cabe a nós cultivar as sementes dessa transformação e buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

Leia o texto 'ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. No trecho “até que eventualmente ele deixa de ser produtivo”, a autora utiliza um pronome pessoal para fazer uma referência ao substantivo “solo”, anteriormente citado.

II. Uma ideia preponderante no texto é a de que existe uma tendência de aumento no consumo de alimentos nos próximos anos, a qual foi descoberta pela autora através de seus estudos sobre agricultura familiar e sustentabilidade.

III. A autora apresenta ao leitor alguns elementos antagônicos relacionados à produção de alimentos: se, por um lado, ela é necessária para prover a humanidade; por outro, a forma como ela tem sido praticada causa prejuízos enormes à natureza.


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2154080 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO

Por Karina Scheuermann, em 18 de Dezembro de 2021.

Recentemente, durante um jantar com alguns amigos, me dei conta de que poucas coisas moldam nosso planeta na mesma escala que a alimentação. Plantações, fazendas, criações de gado, psicultura, restaurantes, fast food, supermercados, programas de culinária: para levar alimentos até nossas mesas, a humanidade criou uma infraestrutura impressionante ao longo da história.

Tamanho é o impacto dessa indústria no mundo que a produção de alimentos contribui para a aceleração das mudanças climáticas e para a perda da biodiversidade. E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano. Até 2050, de acordo com a ONU, deve haver um aumento de 50% na demanda total de alimentos e de 73% na demanda por proteína animal.

Percebo que o posicionamento de muitos políticos, economistas e outros profissionais é o de que alguns danos ambientais são uma contrapartida infeliz, mas necessária para aumentar a produção de alimentos e nutrir a humanidade. Mas será que as coisas precisam ser assim?

Hoje contamos com uma ampla e profunda utilização de recursos tecnológicos na agricultura e na pecuária. A humanidade já sabe como alimentar uma população crescente sem destruir o planeta. Me parece que, neste momento, precisamos, também, investir em um sistema alimentar que restaure a natureza em vez de esgotá-la.

Por que restaurar a natureza? Ora, é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana. Algumas pesquisas estimam que ela seja responsável por 70% do uso total de água doce e 24% das emissões de efeito estufa. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos é, possivelmente, a maior causa da perda da biodiversidade.

No último final de semana, fiz uma rápida viagem para uma pequena cidade do interior. Após poucos minutos dirigindo, me deparei com algumas grandes máquinas arando o solo em uma fazenda. Aquela visão – por estar tão próxima a mim – me fez perceber o quanto muitas práticas agrícolas degradam intensamente a saúde do solo ao longo do tempo, até que eventualmente ele deixa de ser produtivo.

A pandemia da COVID-19 nos deu uma lição muito importante: a nossa luta para reconstruir sociedades e economias nos últimos anos deve buscar construir algo melhor. Para mim, isso significa também que devemos construir um sistema econômico mais verde, mais inteligente e mais justo para todos.

A produção de alimentos responde por quase 10% da economia global e, se queremos economias mais verdes e justas, devemos transformar nossa economia alimentar para que ela possa sustentar a natureza, ao mesmo tempo que alimenta as pessoas.

Hoje ouvi de um colega no trabalho que essa ideia é infantil e impossível. Para mim, ela é totalmente possível. Cabe a nós cultivar as sementes dessa transformação e buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

Leia o texto 'ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Embora algumas pessoas não acreditem que a proposta de criar uma economia mais verde e sustentável seja possível – como a própria autora admite – ela propõe que realizemos esforços para buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

II. Uma ideia ousada é proposta pela autora no texto: destinar recursos para o desenvolvimento de um sistema alimentar que restaure a natureza. Embora não exista um consenso sobre essa meta ser possível, a autora acredita que ela pode ser alcançada.

III. A autora, ao apresentar para o leitor dados sobre o efeito estufa e o uso da água doce no nosso planeta, constitui um sofisma que permite a ela sustentar um ponto de vista evidentemente anacrônico no texto.

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2154079 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO

Por Karina Scheuermann, em 18 de Dezembro de 2021.

Recentemente, durante um jantar com alguns amigos, me dei conta de que poucas coisas moldam nosso planeta na mesma escala que a alimentação. Plantações, fazendas, criações de gado, psicultura, restaurantes, fast food, supermercados, programas de culinária: para levar alimentos até nossas mesas, a humanidade criou uma infraestrutura impressionante ao longo da história.

Tamanho é o impacto dessa indústria no mundo que a produção de alimentos contribui para a aceleração das mudanças climáticas e para a perda da biodiversidade. E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano. Até 2050, de acordo com a ONU, deve haver um aumento de 50% na demanda total de alimentos e de 73% na demanda por proteína animal.

Percebo que o posicionamento de muitos políticos, economistas e outros profissionais é o de que alguns danos ambientais são uma contrapartida infeliz, mas necessária para aumentar a produção de alimentos e nutrir a humanidade. Mas será que as coisas precisam ser assim?

Hoje contamos com uma ampla e profunda utilização de recursos tecnológicos na agricultura e na pecuária. A humanidade já sabe como alimentar uma população crescente sem destruir o planeta. Me parece que, neste momento, precisamos, também, investir em um sistema alimentar que restaure a natureza em vez de esgotá-la.

Por que restaurar a natureza? Ora, é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana. Algumas pesquisas estimam que ela seja responsável por 70% do uso total de água doce e 24% das emissões de efeito estufa. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos é, possivelmente, a maior causa da perda da biodiversidade.

No último final de semana, fiz uma rápida viagem para uma pequena cidade do interior. Após poucos minutos dirigindo, me deparei com algumas grandes máquinas arando o solo em uma fazenda. Aquela visão – por estar tão próxima a mim – me fez perceber o quanto muitas práticas agrícolas degradam intensamente a saúde do solo ao longo do tempo, até que eventualmente ele deixa de ser produtivo.

A pandemia da COVID-19 nos deu uma lição muito importante: a nossa luta para reconstruir sociedades e economias nos últimos anos deve buscar construir algo melhor. Para mim, isso significa também que devemos construir um sistema econômico mais verde, mais inteligente e mais justo para todos.

A produção de alimentos responde por quase 10% da economia global e, se queremos economias mais verdes e justas, devemos transformar nossa economia alimentar para que ela possa sustentar a natureza, ao mesmo tempo que alimenta as pessoas.

Hoje ouvi de um colega no trabalho que essa ideia é infantil e impossível. Para mim, ela é totalmente possível. Cabe a nós cultivar as sementes dessa transformação e buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

Leia o texto 'ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. No trecho “E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano”, a autora utiliza-se de um recurso denominado de silepse, o qual parte da premissa de que o leitor é um especialista na temática ambiental para convencê-lo a tomar uma atitude contra a degradação do meio ambiente.

II. No trecho “é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana”, o verbo no passado é utilizado para criar no leitor a ideia de que um valioso recurso natural tem sido rigorosamente preservado.

III. No início do texto, a autora enumera uma quantidade expressiva de ações humanas que, de alguma forma, contribuem para que os alimentos cheguem às mesas dos consumidores.

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