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Texto I
Assisto, logo existo
Sintoma William Moreira. Eis a definição do psicólogo Carlos Perktold para a
dificuldade da geração pós-64 de entender o que lê.
Por Maurício Dias
Quando leu os resultados da avaliação do desempenho dos estudantes
brasileiros do ensino fundamental, revelados pelo Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Básica (SAEB), o psicólogo mineiro Carlos Perktold viu ali,
multiplicada milhares de vezes, a situação do jovem Tiago D., de 17 anos, de
quem ele cuida profissionalmente.
Tiago, assim como grande parte dos 53 mil alunos que responderam à
prova de português do SAEB, são portadores de um problema que Perktold,
membro do círculo psicanalítico de Minas Gerais, batizou de sintoma William
Moreira.
Todo portador desse sintoma tem uma singularidade: entende apenas o
que ouve e não o que lê. Tiago, por exemplo, reclamava de um erro no
computador e recebeu instruções escritas para corrigi-lo. Não conseguiu entender
o que leu. Depois de ouvir a leitura do que estava escrito disse: “Ah, é isso? Não
tem problema, faço agora”.
O sintoma William Moreira parece, mas não é, oligofrenia. Também não é
analfabetismo funcional, porque não se manifesta apenas em pessoas com baixa
escolaridade. Não é, enfim, uma doença catalogável. É, sim, um fenômeno
intelectual de um tempo em que o texto praticamente sucumbiu ao recurso visual
e, principalmente, à imagem da televisão.
O batismo do sintoma vem, assim, do cruzamento dos nomes dos dois
mais conhecidos locutores-apresentadores de televisão: William, de William
Bonner, e Moreira, de Cid Moreira. Em geral, os portadores do sintoma são bem
informados sobre tudo o que ouviram, mas nunca sobre o que leram.
Perktold – cuja paixão pela pintura o levou a integrar a Associação Brasileira de
Críticos de Arte – contou a história de Tiago no livro Ensaios de Pintura e
Psicanálise, lançado no início deste ano. Ele explica, nesta entrevista a Carta
Capital, como e por que o problema é preocupante.
[...]
Carta Capital: Uma boa dose de leitura ajuda a reverter a situação?
Carlos Perktold: O portador do sintoma William Moreira não sabe que ele foi
construído ao longo de uma existência sem leitura. Com a leitura nasce algo
internamente. A dificuldade causadora de sua existência começa quando é
chegado o momento de compreender as palavras escritas, formadoras de uma
frase, de um pensamento; o momento de ler ou de escrever um simples bilhete.
Na nossa existência há uma hora na qual “a ficha cai” dentro de cada um e o texto
passa a ter a sua importância. A minha experiência indica que isso ocorre quando
há leituras sucessivas. Quando alguém me pede, aconselho a começar a ler
textos menores: crônicas e contos que sirvam de iscas intelectuais. Aconselho
também a buscar nos dicionários o significado das palavras desconhecidas. É
assim que melhoramos nosso vocabulário e aprendemos a expressar o que
queremos.
[...]
Carlos Perktold: A televisão é uma máquina “emburrecedora”. Acabado um programa inteligente, ninguém tem tempo para elaborar [...] o que viu. Surge outro de conteúdo diferente e, com frequência, sem ligação com o primeiro. O show deve continuar. Além disso, há realmente um interesse ideológico de que as pessoas pensem? Por fim, temos essa maravilhosa praga chamada internet. A geração atual imagina encontrar nela casa, comida, roupa lavada e vários salários mínimos, creditados em conta corrente bancária mensalmente. Não descobriram ainda que ela é a velha biblioteca modificada no tempo e no espaço.
Carlos Perktold: A televisão é uma máquina “emburrecedora”. Acabado um programa inteligente, ninguém tem tempo para elaborar [...] o que viu. Surge outro de conteúdo diferente e, com frequência, sem ligação com o primeiro. O show deve continuar. Além disso, há realmente um interesse ideológico de que as pessoas pensem? Por fim, temos essa maravilhosa praga chamada internet. A geração atual imagina encontrar nela casa, comida, roupa lavada e vários salários mínimos, creditados em conta corrente bancária mensalmente. Não descobriram ainda que ela é a velha biblioteca modificada no tempo e no espaço.
Carta Capital, 07 de julho de 2004
Oligofrenia: escassez de desenvolvimento mental que pode ter causas
diversas (hereditárias ou adquiridas)..
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Eu tenho um filho de 1 ano e meio. Quando ele nasceu, minha mulher e
eu ficamos acessando todo tipo de site médico associado a hospitais
respeitados; queríamos nos tranquilizar sobre cada novidade. Esse tipo de
recurso traz muito alívio. Mas a internet não dá refresco neste país, envia
informação sem parar, 24 horas por dia. As histórias importantes são
relativizadas, tudo se confunde. Eu não preciso saber que alguém levou um tiro
num estacionamento no Arizona, mas eles vão me empurrar essa história e os
psicólogos que aparecem e os comentários dos sociólogos e das testemunhas
do crime – a coisa parece interminável, até o momento em que salta para o
próximo assunto – alguém fabricou uma camiseta, no Texas, que virou um
sucesso no mundo todo! E não acaba nunca. É a praga da popularidade. A
internet substituiu a cultura popular pela cultura da popularidade. O principal
critério de sucesso na internet é a popularidade. A cultura popular costumava
atrair as pessoas para o que elas gostavam. A internet atrai as pessoas para o
que os outros gostam. [...] É patético. E o que acontece com a reportagem
sobre uma mulher negra idosa em Chicago, despejada no meio da noite? É
claro que não vai ser popular nem sexy. Você vai ter que ler sobre a Britney
Spears ou a Paris Hilton, e esse critério é devastador.
SIEGEL, Lee. Trecho de entrevista. Estado de S. Paulo, São Paulo, 2 mar. 2008. (Adaptado)
Numa leitura extensiva do texto, tendo como referência a frase abaixo, é CORRETO afirmar que:
“ a internet substituiu a cultura popular pela cultura da popularidade”.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Texto I
Assisto, logo existo
Sintoma William Moreira. Eis a definição do psicólogo Carlos Perktold para a
dificuldade da geração pós-64 de entender o que lê.
Por Maurício Dias
Quando leu os resultados da avaliação do desempenho dos estudantes
brasileiros do ensino fundamental, revelados pelo Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Básica (SAEB), o psicólogo mineiro Carlos Perktold viu ali,
multiplicada milhares de vezes, a situação do jovem Tiago D., de 17 anos, de
quem ele cuida profissionalmente.
Tiago, assim como grande parte dos 53 mil alunos que responderam à
prova de português do SAEB, são portadores de um problema que Perktold,
membro do círculo psicanalítico de Minas Gerais, batizou de sintoma William
Moreira.
Todo portador desse sintoma tem uma singularidade: entende apenas o
que ouve e não o que lê. Tiago, por exemplo, reclamava de um erro no
computador e recebeu instruções escritas para corrigi-lo. Não conseguiu entender
o que leu. Depois de ouvir a leitura do que estava escrito disse: “Ah, é isso? Não
tem problema, faço agora”.
O sintoma William Moreira parece, mas não é, oligofrenia. Também não é
analfabetismo funcional, porque não se manifesta apenas em pessoas com baixa
escolaridade. Não é, enfim, uma doença catalogável. É, sim, um fenômeno
intelectual de um tempo em que o texto praticamente sucumbiu ao recurso visual
e, principalmente, à imagem da televisão.
O batismo do sintoma vem, assim, do cruzamento dos nomes dos dois
mais conhecidos locutores-apresentadores de televisão: William, de William
Bonner, e Moreira, de Cid Moreira. Em geral, os portadores do sintoma são bem
informados sobre tudo o que ouviram, mas nunca sobre o que leram.
Perktold – cuja paixão pela pintura o levou a integrar a Associação Brasileira de
Críticos de Arte – contou a história de Tiago no livro Ensaios de Pintura e
Psicanálise, lançado no início deste ano. Ele explica, nesta entrevista a Carta
Capital, como e por que o problema é preocupante.
[...]
Carta Capital: Uma boa dose de leitura ajuda a reverter a situação?
Carlos Perktold: O portador do sintoma William Moreira não sabe que ele foi
construído ao longo de uma existência sem leitura. Com a leitura nasce algo
internamente. A dificuldade causadora de sua existência começa quando é
chegado o momento de compreender as palavras escritas, formadoras de uma
frase, de um pensamento; o momento de ler ou de escrever um simples bilhete.
Na nossa existência há uma hora na qual “a ficha cai” dentro de cada um e o texto
passa a ter a sua importância. A minha experiência indica que isso ocorre quando
há leituras sucessivas. Quando alguém me pede, aconselho a começar a ler
textos menores: crônicas e contos que sirvam de iscas intelectuais. Aconselho
também a buscar nos dicionários o significado das palavras desconhecidas. É
assim que melhoramos nosso vocabulário e aprendemos a expressar o que
queremos.
[...]
Carlos Perktold: A televisão é uma máquina “emburrecedora”. Acabado um programa inteligente, ninguém tem tempo para elaborar [...] o que viu. Surge outro de conteúdo diferente e, com frequência, sem ligação com o primeiro. O show deve continuar. Além disso, há realmente um interesse ideológico de que as pessoas pensem? Por fim, temos essa maravilhosa praga chamada internet. A geração atual imagina encontrar nela casa, comida, roupa lavada e vários salários mínimos, creditados em conta corrente bancária mensalmente. Não descobriram ainda que ela é a velha biblioteca modificada no tempo e no espaço.
Carlos Perktold: A televisão é uma máquina “emburrecedora”. Acabado um programa inteligente, ninguém tem tempo para elaborar [...] o que viu. Surge outro de conteúdo diferente e, com frequência, sem ligação com o primeiro. O show deve continuar. Além disso, há realmente um interesse ideológico de que as pessoas pensem? Por fim, temos essa maravilhosa praga chamada internet. A geração atual imagina encontrar nela casa, comida, roupa lavada e vários salários mínimos, creditados em conta corrente bancária mensalmente. Não descobriram ainda que ela é a velha biblioteca modificada no tempo e no espaço.
Carta Capital, 07 de julho de 2004
Oligofrenia: escassez de desenvolvimento mental que pode ter causas
diversas (hereditárias ou adquiridas)..
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
A oração em destaque NÃO se encontra corretamente analisada em:
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Assisto, logo existo
Sintoma William Moreira. Eis a definição do psicólogo Carlos Perktold para a
dificuldade da geração pós-64 de entender o que lê.
Por Maurício Dias
Quando leu os resultados da avaliação do desempenho dos estudantes
brasileiros do ensino fundamental, revelados pelo Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Básica (SAEB), o psicólogo mineiro Carlos Perktold viu ali,
multiplicada milhares de vezes, a situação do jovem Tiago D., de 17 anos, de
quem ele cuida profissionalmente.
Tiago, assim como grande parte dos 53 mil alunos que responderam à
prova de português do SAEB, são portadores de um problema que Perktold,
membro do círculo psicanalítico de Minas Gerais, batizou de sintoma William
Moreira.
Todo portador desse sintoma tem uma singularidade: entende apenas o
que ouve e não o que lê. Tiago, por exemplo, reclamava de um erro no
computador e recebeu instruções escritas para corrigi-lo. Não conseguiu entender
o que leu. Depois de ouvir a leitura do que estava escrito disse: “Ah, é isso? Não
tem problema, faço agora”.
O sintoma William Moreira parece, mas não é, oligofrenia. Também não é
analfabetismo funcional, porque não se manifesta apenas em pessoas com baixa
escolaridade. Não é, enfim, uma doença catalogável. É, sim, um fenômeno
intelectual de um tempo em que o texto praticamente sucumbiu ao recurso visual
e, principalmente, à imagem da televisão.
O batismo do sintoma vem, assim, do cruzamento dos nomes dos dois
mais conhecidos locutores-apresentadores de televisão: William, de William
Bonner, e Moreira, de Cid Moreira. Em geral, os portadores do sintoma são bem
informados sobre tudo o que ouviram, mas nunca sobre o que leram.
Perktold – cuja paixão pela pintura o levou a integrar a Associação Brasileira de
Críticos de Arte – contou a história de Tiago no livro Ensaios de Pintura e
Psicanálise, lançado no início deste ano. Ele explica, nesta entrevista a Carta
Capital, como e por que o problema é preocupante.
[...]
Carta Capital: Uma boa dose de leitura ajuda a reverter a situação?
Carlos Perktold: O portador do sintoma William Moreira não sabe que ele foi
construído ao longo de uma existência sem leitura. Com a leitura nasce algo
internamente. A dificuldade causadora de sua existência começa quando é
chegado o momento de compreender as palavras escritas, formadoras de uma
frase, de um pensamento; o momento de ler ou de escrever um simples bilhete.
Na nossa existência há uma hora na qual “a ficha cai” dentro de cada um e o texto
passa a ter a sua importância. A minha experiência indica que isso ocorre quando
há leituras sucessivas. Quando alguém me pede, aconselho a começar a ler
textos menores: crônicas e contos que sirvam de iscas intelectuais. Aconselho
também a buscar nos dicionários o significado das palavras desconhecidas. É
assim que melhoramos nosso vocabulário e aprendemos a expressar o que
queremos.
[...]
Carlos Perktold: A televisão é uma máquina “emburrecedora”. Acabado um programa inteligente, ninguém tem tempo para elaborar [...] o que viu. Surge outro de conteúdo diferente e, com frequência, sem ligação com o primeiro. O show deve continuar. Além disso, há realmente um interesse ideológico de que as pessoas pensem? Por fim, temos essa maravilhosa praga chamada internet. A geração atual imagina encontrar nela casa, comida, roupa lavada e vários salários mínimos, creditados em conta corrente bancária mensalmente. Não descobriram ainda que ela é a velha biblioteca modificada no tempo e no espaço.
Carlos Perktold: A televisão é uma máquina “emburrecedora”. Acabado um programa inteligente, ninguém tem tempo para elaborar [...] o que viu. Surge outro de conteúdo diferente e, com frequência, sem ligação com o primeiro. O show deve continuar. Além disso, há realmente um interesse ideológico de que as pessoas pensem? Por fim, temos essa maravilhosa praga chamada internet. A geração atual imagina encontrar nela casa, comida, roupa lavada e vários salários mínimos, creditados em conta corrente bancária mensalmente. Não descobriram ainda que ela é a velha biblioteca modificada no tempo e no espaço.
Carta Capital, 07 de julho de 2004
Oligofrenia: escassez de desenvolvimento mental que pode ter causas
diversas (hereditárias ou adquiridas)..
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Escravos de latas e fios
O homem sempre construiu máquinas e as máquinas acompanham as sociedades humanas desde a Antiguidade. Mas só há 200 anos elas tiveram um grande aperfeiçoamento, quando se investiu maciçamente na criação de motores a vapor, de máquinas elétricas e à explosão e depois de sistemas que sofisticaram esses equipamentos e foram tornando a sociedade cada vez mais cheia de utensílios e aparelhos.
Máquinas de escrever, de gravar de sons, de gelar, de cozinhar, de costurar, de imprimir, de alterar o ambiente, de produzir energias, máquinas de todo tipo foram constituindo um mobiliário cotidiano e dando a impressão de que com elas se obteria cada vez mais conforto e bem-estar.
Aí está o sonho do homem que viveu há mais de 200 anos: uma variedade de equipamentos mecânicos e elétricos à sua disposição, conduzindo a certo tipo de paraíso no qual não se precisaria fazer quase nada. Todos os trabalhos, pesados ou leves, grandes ou pequenos seriam, de uma forma ou de outra, realizados por equipamentos. Era um sonho não precisar de escravos ou pessoas para servir e estar tudo ao alcance da mão à medida que desse apenas um piparote.
O mesmo princípio alimenta hoje a indústria da robótica na ilusão de criar máquinas ainda mais sofisticadas que o homem, inclusive na capacidade de pensar. Existe um grupo de pesquisadores norte-americanos que investe grandes somas de dinheiro em estudos para desenvolver sistemas eletrônicos tais que não só se equiparem mas ultrapassem o homem, atingindo uma perfeição que este nunca teve, a perfeição absoluta em termos de sistemas de inteligência.
(...) As máquinas foram se tornando familiares ao homem e o homem foi delegando cada vez mais atribuições a elas, deixando, ele mesmo, de ter experiência, vivência e conhecimento das coisas que a máquina "faz" por ele.
Em certo sentido, o aumento das máquinas significou também um empobrecimento do homem. Há certos ramos profissionais em que os especialistas possuem tantas máquinas à disposição que cada vez menos pesquisam, cada vez menos conhecem em profundidade os fatos de sua profissão, cada vez mais ignorantes são (...).
Mas o que mais marca o período "tecnocêntrico" de nossa cultura é o aparecimento, junto com todos os sistemas técnicos, mecânicos, elétricos, de produção, trabalho e bem-estar, de um campo de utilização desses equipamentos que se tornou cada vez mais totalizador. É o uso da tecnologia de comunicação e informação. Elas vieram como uma espécie de contraponto a uma sociedade que se torna cada vez menos social, onde as pessoas cada vez menos se falam, encontram-se, veem- se, tocam-se; em que as pessoas têm cada vez menos tempo para as outras, para os amigos; uma sociedade, portanto, de progressivo isolamento.
A comunicação, como espaço de troca de sensações, vivências, informações com o outro, hoje é "realizada" por meios de aparelhos e máquinas eletrônicas. As tecnologias tentam artificialmente reagregar um mundo de contatos humanos que na prática já está totalmente rarefeito, pulverizado.
(Ciro Marcondes Filho. Sociedade tecnológica. Adaptado)
I. Seguirão.................. as anotações ao e-mail que lhe enviarei na próxima semana. O homem sempre construiu máquinas e as máquinas acompanham as sociedades humanas desde a Antiguidade. Mas só há 200 anos elas tiveram um grande aperfeiçoamento, quando se investiu maciçamente na criação de motores a vapor, de máquinas elétricas e à explosão e depois de sistemas que sofisticaram esses equipamentos e foram tornando a sociedade cada vez mais cheia de utensílios e aparelhos.
Máquinas de escrever, de gravar de sons, de gelar, de cozinhar, de costurar, de imprimir, de alterar o ambiente, de produzir energias, máquinas de todo tipo foram constituindo um mobiliário cotidiano e dando a impressão de que com elas se obteria cada vez mais conforto e bem-estar.
Aí está o sonho do homem que viveu há mais de 200 anos: uma variedade de equipamentos mecânicos e elétricos à sua disposição, conduzindo a certo tipo de paraíso no qual não se precisaria fazer quase nada. Todos os trabalhos, pesados ou leves, grandes ou pequenos seriam, de uma forma ou de outra, realizados por equipamentos. Era um sonho não precisar de escravos ou pessoas para servir e estar tudo ao alcance da mão à medida que desse apenas um piparote.
O mesmo princípio alimenta hoje a indústria da robótica na ilusão de criar máquinas ainda mais sofisticadas que o homem, inclusive na capacidade de pensar. Existe um grupo de pesquisadores norte-americanos que investe grandes somas de dinheiro em estudos para desenvolver sistemas eletrônicos tais que não só se equiparem mas ultrapassem o homem, atingindo uma perfeição que este nunca teve, a perfeição absoluta em termos de sistemas de inteligência.
(...) As máquinas foram se tornando familiares ao homem e o homem foi delegando cada vez mais atribuições a elas, deixando, ele mesmo, de ter experiência, vivência e conhecimento das coisas que a máquina "faz" por ele.
Em certo sentido, o aumento das máquinas significou também um empobrecimento do homem. Há certos ramos profissionais em que os especialistas possuem tantas máquinas à disposição que cada vez menos pesquisam, cada vez menos conhecem em profundidade os fatos de sua profissão, cada vez mais ignorantes são (...).
Mas o que mais marca o período "tecnocêntrico" de nossa cultura é o aparecimento, junto com todos os sistemas técnicos, mecânicos, elétricos, de produção, trabalho e bem-estar, de um campo de utilização desses equipamentos que se tornou cada vez mais totalizador. É o uso da tecnologia de comunicação e informação. Elas vieram como uma espécie de contraponto a uma sociedade que se torna cada vez menos social, onde as pessoas cada vez menos se falam, encontram-se, veem- se, tocam-se; em que as pessoas têm cada vez menos tempo para as outras, para os amigos; uma sociedade, portanto, de progressivo isolamento.
A comunicação, como espaço de troca de sensações, vivências, informações com o outro, hoje é "realizada" por meios de aparelhos e máquinas eletrônicas. As tecnologias tentam artificialmente reagregar um mundo de contatos humanos que na prática já está totalmente rarefeito, pulverizado.
(Ciro Marcondes Filho. Sociedade tecnológica. Adaptado)
II. .................. almoço e sobremesas serão servidos após a reunião.
III. Para a efetivação da inscrição, é .................. ficha de cadastro preenchida.
Preenche CORRETAMENTE as lacunas acima, conforme as regras de concordância nominal a opção:
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A proposição que se substituiu INCORRETAMENTE a expressão destacada pelo
pronome oblíquo átono é:
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A frase CORRETA quanto à regência nominal é:
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“Num piscar de olhos estávamos de volta à estrada principal. Cento e setenta
quilômetros por hora, direto sem escalas, cidades adormecidas, tráfego
nenhum, um trem da Union Pacific deixado para trás, no luar”.
(Jack Kerouac, adaptado) O uso da vírgula no trecho grifado acima, ao invés da presença frequente de
verbos, transmite ideia de
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Nas novas redações dadas aos trechos a seguir, obedeceu-se às recomendações
prescritas pela língua culta quanto à concordância verbal, EXCETO em:
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