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VII - Peleja
Quando a família de D. Antônio de Mariz gozava dos primeiros momentos de tranquilidade que sucediam a tantas aflições, soou um grito na escada de pedra.
Cecília levantou-se estremecendo de alegria e felicidade; tinha reconhecido a voz de Peri.
No momento em que ia correr ao encontro do seu amigo, mestre Nunes já tinha abaixado uma prancha que servia de ponte levadiça, e Peri chegava à porta da sala. [...]
Peri trazia nos seus ombros o corpo inanimado de Álvaro; e no rosto uma expressão de tristeza profunda. Atravessando a sala, depôs sobre o sofá o seu fardo precioso, e olhando o rosto lívido daquele que fora seu amigo, enxugou uma lágrima que lhe corria pela face. [...] Depois dessa primeira comoção produzida pela chegada de Peri, o fidalgo interrogou o índio e ouviu de sua boca a narração breve dos acontecimentos, cuja peripécia tinha diante dos olhos. Eis o que havia passado. (...)
Havia uma hora que durava esse combate, começado com armas de fogo; mas os Aimorés atacavam com tanta fúria, que breve tinham chegado à luta corpo a corpo e à arma branca.
No momento em que Peri assomava à margem da clareira, um incidente veio modificar a face do combate. O aventureiro que dava as costas a Álvaro, levado pelo ardor da peleja, adiantou-se alguns passos para ferir um inimigo; os selvagens o envolveram, deixando a coluna interrompida e Álvaro sem defesa. [...]
Desde porém que os Aimorés viram o moço sem defesa pelas costas, e exposto aos seus golpes, concentraram-se nesse ponto; um deles adiantando-se, ergueu com as duas mãos a pesada tangapema* e atirou-a ao alto da cabeça de Álvaro.
O moço caiu; mas na sua queda a espada descreveu ainda um semicírculo e abateu o inimigo que o tinha ferido à traição; a dor violenta dera a esse último golpe uma força sobrenatural.
Quando os índios iam precipitar-se sobre o cavalheiro, Peri saltou no meio deles, e agarrando a espingarda que estava a seus pés, fez dela uma arma terrível uma clava formidável, cujo poder em breve sentiram os Aimorés.
Apenas se viu livre do turbilhão dos inimigos, o índio tomou Álvaro nos seus ombros, e abrindo caminho com a sua arma temível, lançou-se pela floresta e desapareceu. Alguns o seguiram; mas Peri voltou-se e fê-los arrepender-se de sua ousadia; livrando-se do peso que levava, carregou a espingarda com as munições que Álvaro trazia e mandou uma bala àquele que o perseguia mais de perto; os outros, que já o conheciam pelo combate da véspera, retrocederam. A ideia de Peri era salvar Álvaro, não só pela amizade que lhe tinha, como por causa de Cecília, que ele supunha amar o cavalheiro; vendo porém que o corpo continuava inanimado, acreditou que Álvaro estava morto.
Apesar disto não desistiu do seu propósito; morto ou vivo devia levá-lo àqueles que o amavam, ou para o restituírem à vida, ou para derramarem sobre o seu corpo o pranto da despedida.
*Tangapema: arma utilizada por indígenas para caça ou ataque, geralmente alongada e feita de madeira resistente; tacape.
(ALENCAR, José de. O Guarani. Disponível em http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/o_guarani.pdf. p. 221-223)
Com a morte de Álvaro, Peri demonstrou:
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VII - Peleja
Quando a família de D. Antônio de Mariz gozava dos primeiros momentos de tranquilidade que sucediam a tantas aflições, soou um grito na escada de pedra.
Cecília levantou-se estremecendo de alegria e felicidade; tinha reconhecido a voz de Peri.
No momento em que ia correr ao encontro do seu amigo, mestre Nunes já tinha abaixado uma prancha que servia de ponte levadiça, e Peri chegava à porta da sala. [...]
Peri trazia nos seus ombros o corpo inanimado de Álvaro; e no rosto uma expressão de tristeza profunda. Atravessando a sala, depôs sobre o sofá o seu fardo precioso, e olhando o rosto lívido daquele que fora seu amigo, enxugou uma lágrima que lhe corria pela face. [...] Depois dessa primeira comoção produzida pela chegada de Peri, o fidalgo interrogou o índio e ouviu de sua boca a narração breve dos acontecimentos, cuja peripécia tinha diante dos olhos. Eis o que havia passado. (...)
Havia uma hora que durava esse combate, começado com armas de fogo; mas os Aimorés atacavam com tanta fúria, que breve tinham chegado à luta corpo a corpo e à arma branca.
No momento em que Peri assomava à margem da clareira, um incidente veio modificar a face do combate. O aventureiro que dava as costas a Álvaro, levado pelo ardor da peleja, adiantou-se alguns passos para ferir um inimigo; os selvagens o envolveram, deixando a coluna interrompida e Álvaro sem defesa. [...]
Desde porém que os Aimorés viram o moço sem defesa pelas costas, e exposto aos seus golpes, concentraram-se nesse ponto; um deles adiantando-se, ergueu com as duas mãos a pesada tangapema* e atirou-a ao alto da cabeça de Álvaro.
O moço caiu; mas na sua queda a espada descreveu ainda um semicírculo e abateu o inimigo que o tinha ferido à traição; a dor violenta dera a esse último golpe uma força sobrenatural.
Quando os índios iam precipitar-se sobre o cavalheiro, Peri saltou no meio deles, e agarrando a espingarda que estava a seus pés, fez dela uma arma terrível uma clava formidável, cujo poder em breve sentiram os Aimorés.
Apenas se viu livre do turbilhão dos inimigos, o índio tomou Álvaro nos seus ombros, e abrindo caminho com a sua arma temível, lançou-se pela floresta e desapareceu. Alguns o seguiram; mas Peri voltou-se e fê-los arrepender-se de sua ousadia; livrando-se do peso que levava, carregou a espingarda com as munições que Álvaro trazia e mandou uma bala àquele que o perseguia mais de perto; os outros, que já o conheciam pelo combate da véspera, retrocederam. A ideia de Peri era salvar Álvaro, não só pela amizade que lhe tinha, como por causa de Cecília, que ele supunha amar o cavalheiro; vendo porém que o corpo continuava inanimado, acreditou que Álvaro estava morto.
Apesar disto não desistiu do seu propósito; morto ou vivo devia levá-lo àqueles que o amavam, ou para o restituírem à vida, ou para derramarem sobre o seu corpo o pranto da despedida.
*Tangapema: arma utilizada por indígenas para caça ou ataque, geralmente alongada e feita de madeira resistente; tacape.
(ALENCAR, José de. O Guarani. Disponível em http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/o_guarani.pdf. p. 221-223)
O motivo que fez com que Cecília estremecesse de alegria e felicidade foi:
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VII - Peleja
Quando a família de D. Antônio de Mariz gozava dos primeiros momentos de tranquilidade que sucediam a tantas aflições, soou um grito na escada de pedra.
Cecília levantou-se estremecendo de alegria e felicidade; tinha reconhecido a voz de Peri.
No momento em que ia correr ao encontro do seu amigo, mestre Nunes já tinha abaixado uma prancha que servia de ponte levadiça, e Peri chegava à porta da sala. [...]
Peri trazia nos seus ombros o corpo inanimado de Álvaro; e no rosto uma expressão de tristeza profunda. Atravessando a sala, depôs sobre o sofá o seu fardo precioso, e olhando o rosto lívido daquele que fora seu amigo, enxugou uma lágrima que lhe corria pela face. [...] Depois dessa primeira comoção produzida pela chegada de Peri, o fidalgo interrogou o índio e ouviu de sua boca a narração breve dos acontecimentos, cuja peripécia tinha diante dos olhos. Eis o que havia passado. (...)
Havia uma hora que durava esse combate, começado com armas de fogo; mas os Aimorés atacavam com tanta fúria, que breve tinham chegado à luta corpo a corpo e à arma branca.
No momento em que Peri assomava à margem da clareira, um incidente veio modificar a face do combate. O aventureiro que dava as costas a Álvaro, levado pelo ardor da peleja, adiantou-se alguns passos para ferir um inimigo; os selvagens o envolveram, deixando a coluna interrompida e Álvaro sem defesa. [...]
Desde porém que os Aimorés viram o moço sem defesa pelas costas, e exposto aos seus golpes, concentraram-se nesse ponto; um deles adiantando-se, ergueu com as duas mãos a pesada tangapema* e atirou-a ao alto da cabeça de Álvaro.
O moço caiu; mas na sua queda a espada descreveu ainda um semicírculo e abateu o inimigo que o tinha ferido à traição; a dor violenta dera a esse último golpe uma força sobrenatural.
Quando os índios iam precipitar-se sobre o cavalheiro, Peri saltou no meio deles, e agarrando a espingarda que estava a seus pés, fez dela uma arma terrível uma clava formidável, cujo poder em breve sentiram os Aimorés.
Apenas se viu livre do turbilhão dos inimigos, o índio tomou Álvaro nos seus ombros, e abrindo caminho com a sua arma temível, lançou-se pela floresta e desapareceu. Alguns o seguiram; mas Peri voltou-se e fê-los arrepender-se de sua ousadia; livrando-se do peso que levava, carregou a espingarda com as munições que Álvaro trazia e mandou uma bala àquele que o perseguia mais de perto; os outros, que já o conheciam pelo combate da véspera, retrocederam. A ideia de Peri era salvar Álvaro, não só pela amizade que lhe tinha, como por causa de Cecília, que ele supunha amar o cavalheiro; vendo porém que o corpo continuava inanimado, acreditou que Álvaro estava morto.
Apesar disto não desistiu do seu propósito; morto ou vivo devia levá-lo àqueles que o amavam, ou para o restituírem à vida, ou para derramarem sobre o seu corpo o pranto da despedida.
*Tangapema: arma utilizada por indígenas para caça ou ataque, geralmente alongada e feita de madeira resistente; tacape.
(ALENCAR, José de. O Guarani. Disponível em http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/o_guarani.pdf. p. 221-223)
O texto tem o nome de “Peleja” porque relata:
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Na mecânica respiratória:
I - Ocorre um aumento do diâmetro transverso do tórax devido (alça de balde) à elevação das costelas durante a inspiração; e ocorre um aumento do diâmetro ântero-posterior do tórax (braço de bomba) devido à elevação e à projeção anterior do esterno durante a inspiração.
II - Ocorre o aumento do diâmetro longitudinal do tórax durante a inspiração, devido à contração do diafragma em sentido inferior.
III - Ocorre a ação de prensa abdominal, que é a contração da musculatura da parede do abdome, e o diafragma é empurrado para cima, durante a expiração.
Assinale a alternativa que melhor se adéqua ao enunciado acima.
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Os movimentos acontecem em quais planos?
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Os caminhos do sangue na circulação pulmonar ou pequena circulação.
Assinale a alternativa que corresponde ao enunciado acima.
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Paciente de 64 anos, sexo masculino, ex atleta de basquete, hoje praticante de corrida de rua, não etilista, ex tabagista. Foi ao médico com dores nas costas. O mesmo solicitou ao paciente um exame de imagem. No exame de imagem foi constatado que há a presença de crescimento ósseo na borda de algumas vertebras. Esse crescimento ósseo recebe o nome de:
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O Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO) é um instrumento que tem por finalidade identificar a presença de sintomas musculoesqueléticos em regiões corporais. São quantas regiões?
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O ato de prolongar o dia da morte de uma pessoa, prolongando, com isto, a dor e o sofrimento promove uma morte lenta, através de tratamentos considerados fúteis e sem benefícios para a pessoa em fase terminal de vida. O conceito citado é referente a:
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Considerando o posicionamento correto dos eletrodos no ECG com 10 derivações, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I - V1 quarto espaço intercostal, na margem direita do esterno.
II - V2 Quarto espaço intercostal, na margem esquerda do esterno.
III - V3 Quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular.
IV - V4 Deve ser posicionado entre V2 e V4.
V - V5 Linha axilar média, no mesmo nível de V4.
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