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GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA
Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a
convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua
materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as
atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que
circulam na sociedade.
Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua
e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades
epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a
permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem
ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o
funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto,
essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos
especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na
língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.
É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre
instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas
pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem
sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos
frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra
gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado
que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática
da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e
sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se
interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.
BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola
Editorial, 2012, pp. 19-20.
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GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA
Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a
convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua
materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as
atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que
circulam na sociedade.
Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua
e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades
epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a
permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem
ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o
funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto,
essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos
especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na
língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.
É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre
instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas
pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem
sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos
frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra
gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado
que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática
da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e
sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se
interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.
BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola
Editorial, 2012, pp. 19-20.
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